terça-feira, 23 de dezembro de 2014

TOTAL SOBERANIA NA SALVAÇÃO (28)



“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44).
SEGURANÇA ETERNA: “...e eu o ressuscitarei no último dia”.
         Caro amigo, com nossos corações cheios de temor voltemos à declaração do Senhor Jesus Cristo: “...e eu o ressuscitarei no último dia”. Na meditação anterior pude mostrar como o ensino a respeito da segurança eterna tem sido usada e abusada por elementos perigosos, os quais passam aos homens uma paz e segurança jamais dadas por Deus. Somente os verdadeiros salvos, os que foram justificados e santificados mediante a obra da cruz, podem compreender o significado da segurança eterna e da glória eterna que aguarda os salvos. O regozijo brotará em nossos corações se humildemente compreendermos os atos soberanos de Deus. A segurança eterna dos salvos é a lógica, é o que aparece como efeito do irresistível trabalho da graça. Visto que é um assunto de tanta importância, certamente não poderei deixá-lo sem uma consideração mais aprofundada.
         A primeira lição que aparece nessa frase é que a segurança eterna surge como a mais preciosa e deslumbrante bênção para os salvos. Caro leitor, preste atenção, pois nada temos de promessas entre a salvação e a ressurreição, porque no tocante a obra dessa tão grande e eterna conquista de Cristo, os valores mundanos se apagam e perdem aquele brilho que tanto tinham quando estávamos no pecado. Veja amigo, o que estou afirmando é que a importância que Deus dá após a salvação de uma alma, não é o que ela vai ter de bom aqui; não é que a vida vai ser transbordante de sucesso e de venturas, mas sim que a ressurreição aguarda o salvo. Pode perceber como é construída essa doutrina? Salvação e ressurreição! Percebe-se que entre esses dois acontecimentos tudo o que ocorre, ou que vai ocorrer em nada irá abalar os fundamentos eternos.  
         Permita-me ocupar com argumentos a mais em torno desse assunto que considero ser de grande importância para o viver daquele que é realmente crente. Quando a doutrina da salvação não tem como base a soberana atuação de Deus, tendemos a perder de vista os planos eternos e passamos a viver consumidos pelos problemas desta vida transitória. O nosso tempo é brevíssimo aqui, é uma pequena vírgula à luz da eternidade. Deus não tem planos de uma vida melhor, mais confortável, próspera e agradável à carne. A salvação e a ressurreição dos santos destroem completamente esse programa evangélico que tem invadido o cenário evangélico em nossos dias, prometendo um mundo melhor e mais adaptável aos homens.
         Veja caro leitor, como a verdade do evangelho nos situa dentro de um contexto de eternidade. A salvação bíblica consiste em que Cristo veio para arrancar os salvos deste sistema pervertido visto aqui no mundo (Gálatas 1:4). Cristo está chamando um povo que habitará a Nova Jerusalém Celestial; as bênçãos nos dada no Filho são bênçãos espirituais e estão nos lugares celestiais (Efésios 1:3). O mundo é o lugar onde reina o príncipe das trevas; é o lugar onde a morte continua a realizar seu macabro trabalho. O mundo não é um paraíso; esse gozo terreno é ninharia, comparado às glórias eternais.
         Então, o verso em João 6:44 nos mostra que os planos eternos do Senhor consiste em livrar pecadores da morte espiritual e da morte eterna. Consiste em revelar a gloriosa conquista da cruz e do sepulcro, pois aquele que morreu para nos livrar da destruição eterna é o mesmo que destruiu a morte, a fim de conceder aos salvos a vitória suprema na ressurreição. Portanto, digo e afirmo que se o Jesus que você afirma ter não lhe concedeu o gozo da esperança da glória; se não encheu sua alma de satisfação das riquezas guardadas no céu; se não transformou seu viver num santo que peregrina por breve tempo nesta vida, então pode estar certo que esse Jesus não é o Filho do Deus vivo.
         Volte agora para a verdade revelada e humildemente achegue-se ao Senhor e Salvador suplicando Dele a salvação de sua alma.

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