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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (8)



 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE A SÁBIA DECISÃO DE CORAÇÕES REGENERADOS.
        O que ocorreu ali foi que aqueles homens perceberam que as palavras do Senhor nada tinham a ver com esta vida terrena; que eram ensinos que estavam infinitamente acima dos melhores padrões religiosos e seculares deste mundo. A linguagem do Mestre Amado era estranha e não servia para os anseios terrenos e foi por isso que aqueles homens simplesmente foram embora. Se na história do Velho Testamento os judeus não suportavam as mensagens dos profetas, uma vez que elas vinham cheias das advertências de Deus, quanto mais as palavras que saíam dos lábios do próprio Verbo encarnado. Eles perceberam que havia nelas um altíssimo conceito de coisas duráveis.
        Nosso Senhor estava mostrando que o que a lei trazia em seus ensinos era coisas que não passavam de figuras, símbolos e sombras e que com o tempo elas seriam dissipadas, assim que a realidade das coisas chegasse. Cristo mesmo era a realidade. A graça sobre graça chegou; a coisas abaláveis deram lugar às realidades eternas. A lei de Moisés não podia expor a realidade das coisas no terreno de maldição e morte, mas a graça sobre graça veio para rasgar este véu terreno e finito, a fim de exibir a vida que há no Filho. Estava ali perante eles não meramente o Autor da vida, mas a própria vida, a vida eterna. Suas palavras eram espirituais e meras letras mortas; eram palavras que atormentavam e atormentam o velho homem em Adão, tão impregnado de desejos por ser e viver como uma divindade neste mundo.
        Tentando usar outras palavras, posso afirmar que os discípulos viram a própria vida perante eles; eles se agarraram à tais verdades com prazer: “...tens as palavras de vida eterna...”. Então, o mundo se tornou abominação, um ambiente mesquinho e miserável para aqueles homens. Seguir o Senhor foi a decisão marcante de suas vidas, mesmo sabendo que o caminho a seguir não era fácil. Eles queriam ficar ao lado Dele, segui-Lo fielmente, assentar-se aos Seus pés e ouvir seus impressionantes ensinos. Eram homens simples, os quais pela fé tomaram posse daquilo que os santos no passado quiseram ver com seus próprios olhos. A riqueza prometida pelo mundo se tornou miséria perante; e mesmo cheios de fraqueza, eles se submeteram ao Senhor para servi-Lo, mesmo atônitos quanto ao destino da cruz, tão enunciado pelo Senhor.
        Que fantástica lição que a graça gloriosa nos dá! O que aqueles homens receberam é o mesmo que pecadores arrependidos recebem. Ninguém vai a Cristo, se não se tornar um mendigo espiritual. Enquanto o homem carregar as migalhas mundanas em suas mãos, ele achará que o mundo com suas promessas é melhor. Cristo veio dar vida e isso significa que Ele há de operar no meio dos mortos, a fim de ressuscitar pecadores. Ele veio abrir olhos espirituais, a fim de que homens e mulheres vejam a glória Dele e a tão gloriosa, eterna e refulgente salvação, a qual ultrapassa todo e qualquer entendimento deste mundo. Quem há de trocar o mundo por riquezas eternas? Tal decisão é loucura para os mundanos. Mas para pecadores arrependidos, o que importa este mundo? O Senhor tem consigo palavras de vida eterna.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (7)



 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE A SÁBIA DECISÃO DE CORAÇÕES REGENERADOS.
        Diante desses fatos eternos e buscados pelos discípulos do Senhor, a conclusão que temos é que o mundo é o que sempre foi desde a queda. O desinteresse por coisas eternas não é novidade vista apenas nesta geração. O espírito rebelde de Caim sempre foi a essência deste mundo que jaz no maligno. Por que aquela multidão foi embora? Por que deixaram a excelência do santo e eterno caminho? Não foi porque amavam o presente século perverso? Claro! Estamos hoje respirando a mesma atmosfera desse cemitério mundano. Temos que mudar nossos métodos? Claro que não! Mortos no pecado são iguais em qualquer época e em qualquer lugar.
        Mas agora é necessário que aprimoremos nossa fé e nosso viver diante da sábia decisão tomada pelos discípulos: “...Senhor, para quem iremos?...”. Afinal, todo nosso serviço na pregação do evangelho tem em vista que homens e mulheres tomem essa sábia decisão. O mundo moderno é mais belo, mais encantador, cheio de milagres das descobertas tecnológicas e com novas propostas de felicidade a todos. Tudo hoje tende a atrair os corações dos não crentes, e até mesmos os crentes devem se acautelar com os perigos, para que não sejam atirados nesse lamaçal. Minhas orações é que milhares voltem seus corações para a Palavra da verdade com seus ensinos eternos.
        O que aconteceu foi que aqueles homens viram que as palavras do Senhor eram poderosas, coisas jamais ouvidas. Na verdade, a visão deles foi além deste véu; eles perceberam a vida que era excelentemente melhor do que a vida aqui; eles perceberam que as palavras do Senhor revelavam o fato que Ele veio dar vida e vida que durava para sempre. Até aquele momento aqueles homens viveram sob o engano do pecado; achavam que a vida aqui era trabalhar para se alimentar, beber, dormir, esperar pelo dia seguinte e assim um dia morrer. Jamais ouviram palavras de esperança por um caminho que explodisse o poder da morte, a fim de mostrar as maravilhas da eternidade. Aquelas eram de fato, palavras de vida eterna.
        Também, olhando de outro ângulo podemos entender que as palavras do Senhor revelavam a triste condição do homem caído e escravo do pecado. A lei dada por Moisés serviu para mostrar o quanto eram de fato pecadores; que em nada eram melhores que os povos gentios e que vieram da mesma queda no Éden. Assim, toda jactância foi jogada no lixo e as vaidades de um coração amante do mundo foram queimadas diante dessa mesma luz que irradiou perante Saulo de Tarso. Quem eram aqueles homens? Pobres pecadores, como eu e você. Que diferença havia na escravidão daquele tempo com a escravidão dos homens modernos? Nenhuma!
        Assim, nós podemos ver como Deus, em Sua compaixão e na descomunal força da graça opera. No meio da rebeldia, endurecimento e obstinação dos homens, de repente a fé que é dada ao pecador abre a boca e confessa: “...Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna...”. Não esperamos uma decisão do homem, porque ele já é bem decidido a recusar a verdade, assim como o leão rejeita um prato de hortaliça.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (6)


                        
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO ACERCA DAQUILO QUE É BUSCADO     AQUI.
        Notemos que a fé busca o caminho da vida eterna, caminho que empurra a morte e se projeta na eternidade. Desejar isso é algo impossível para a natureza do homem no pecado, tão ligada a esta vida presente. Quando nosso Senhor comunica Sua verdade, percebe-se que Ele trata de vida, mas de uma vida oposta a vida terrena. Suas palavras não serão, jamais entendidas pelo homem terreno. Notemos bem que o Senhor não veio para abrir o cenário de um mundo melhor; nosso Senhor não é um político, Suas propostas não são terrenas, mas sim celestiais. Cristo não veio consertar o mundo, não veio arrumar o que o pecado destruiu, nem veio mumificar cadáveres. Toda Sua linguagem é celestial e não terreno. Os discípulos nunca ouviram o Senhor falar sobre família, emprego, casas, terras e coisas desse gênero. Ele usou essas coisas como ilustração, a fim de comparar com as realidades eternas.  
        Não é verdade que temos de fugir dessas vaidades terrenas? Nos escritos dos apóstolos vemos a função dos crentes na terra, mas essas tarefas vêm ressaltar como um povo celestial deve comportar no mundo. O que aprendemos nas santas exortações bíblicas são os frutos que se esperam daqueles que foram salvos e que para sempre estão em Cristo. Também, nós vemos como os apóstolos e os salvos, (conforme o livro de Atos) percorrem esse caminho no viver. Seus olhos espirituais foram abertos de tal maneira que eles viram o mundo como um lugar de oposição, lutas, guerras espirituais e morte. Não havia nos santos qualquer fascínio por esta vida passageira que está sob a liderança do diabo.
        Os santos em todos os lugares e em todos os tempos sempre entenderam que o Senhor nunca lhes abriu um caminho para mostrar-lhes um mundo melhor. Sua linguagem sempre foi voltada para cima. Eles sempre foram e são atuantes, trabalhadores e produtivos no mundo. Nações foram e são agora abençoadas com a presença de homens justos e fieis. Cristo não veio exibir um povo preguiçoso; Ele veio mostrar o quanto os santos refletem a verdadeira humanidade, porque estão ligados ao perfeito Homem. Não há corrupção na verdadeira vida. Infelizmente o mundo não entende isso nem tampouco aceita. Mas a verdade é que os santos que tiveram a oportunidade de reinar aqui, sempre mostraram a diferença entre eles e o reinado dos ímpios, como vemos no caso de José no Egito e os grandes nomes de santos que reinaram em Israel, mostrando o quanto a nação prosperavam num ambiente de temor e santidade.
        Também, o próprio caminho que o Senhor tomou foi rumo a cruz e não rumo aos ideais que Judas tivera no coração. Para os homens mundanos essa decisão do Senhor não passava de loucura. Até mesmo crentes chegam a pensar assim, como ocorreu com Pedro, tentando dissuadir o Senhor da meta da cruz. Tudo isso mostrou e mostra o quanto a natureza carnal não tem qualquer interesse por palavras de vida eterna.
        Será que isso faz sentido em sua vida?  Ama a palavra de Deus? Não podemos esquecer que quem é de Deus ouve as palavras de Deus.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (5)



 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
        Que o Senhor, em Sua misericórdia por nós, Seu povo venha nos ensinar o que significa a verdadeira e sábia decisão, a qual somente a fé genuína pode tomar, conforme vemos nas palavras dos apóstolos. Que consideremos as palavras eternas que saíram dos lábios do grande EU SOU. Estamos num ambiente mundano, cheio das mesmas ambições terrenas que marcaram aqueles judeus; não esperemos que o mundo há de gostar e buscar das  palavras do Senhor. Naturalmente não somos melhores, temos as mesmas solicitudes por um ambiente onde tudo será suprido em termos de conforto, comida e festa. Era exatamente isso o que aqueles judeus ansiavam receber daquele Jesus de Nazaré.
        Mas ali estava o próprio Deus e que devemos saber é que Deus requer que creiamos em Sua palavra; o que Ele falou é o que importa. A fé crê que as coisas visíveis vieram das invisíveis; a fé que tudo veio a existir pela infalível e viva palavra de Deus. O Verbo habitou entre nós para isso, por isso os discípulos não recusaram Suas palavras. Eram maravilhosos Seus milagres e eles demonstraram a força de Seu poder criador, mas as palavras Dele vieram talhadas de verdades que ultrapassavam essa finita vida e levavam ao setor infinito: “...tu tens as palavras de vida eterna”.
        Venho enfatizar esse tema porque vejo o quanto hoje a palavra de Deus é rejeitada visivelmente, até mesmo no meio dos evangélicos. Ela é lida e recebida sim, mas segundo os anelos carnais desta geração tão famigerada por prosperidade. Assim a palavra de Deus tem sido recebida, mas como degraus de autoajuda, como meio para alcançar mais sucesso aqui. O que parece ser espiritual hoje, na realidade são homens e mulheres sonhando o que eles intitulam hoje de “sonhos de Deus”. Não é comum ver homens e mulheres em santa confissão, dizendo acerca da palavra de Deus, que ela é a palavra de vida eterna. Não há pecadores entrando nos cultos à procura do grande Salvador e Senhor – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essas coisas eternas não têm qualquer valor ao homem da chamada pós-modernidade.
        As palavras de vida eterna eram para os discípulos o fator primordial, por isso eles não queriam sair de perto. No coração eles caíram ante o resplendor da luz que irradiavam nas palavras do Mestre amado. As palavras de vida eterna simplesmente rasgaram o mundo, fizeram desaparecer o brilho desse presente século mau, foram como o brilho do sol perante a luz de uma vela acesa. Tudo isso foi contado para que a fé respirasse essa atmosfera de felicidade, de saber que tudo aqui passa e que a vida eterna supera infalivelmente toda essa aparência que se desfaz com a morte.
        Que lição impressionante! Não é exatamente isso o que devemos buscar? Nosso Senhor jamais negou o sustento físico, jamais disse não aos anseios naturais do homem, mas a fé enxerga tudo à luz das coisas eternas, invisíveis, porque é dessas coisas eternas que emanam as bênçãos da vida terrena. O Deus que enviou corvos para sustentar Elias, é o mesmo Deus que agora fielmente sustenta Seu povo.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (4 de ?)


A GRANDE DESCOBERTA (4)
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
        Notemos bem que os homens, em todos os lugares, de qualquer religião, mesmo daquelas que se aproximam mais da verdade, são todos iguais no tocante que tange a recepção da verdade. Foi assim com os judeus e será assim com todos. Os judeus rejeitaram os preciosos ensinos do Senhor Jesus, exarados pelo Senhor no capítulo 6 de João. Em nada o Senhor deixou qualquer coisa encoberta, pois Sua linguagem colocou de lado qualquer figura, ilustração ou parábola. Nosso Senhor rasgou o véu e mostrou o espetacular cenário do caminho que salta desta vida para a eternidade.
        Os judeus estavam diante do Verbo encarnado; o grande EU SOU, o mesmo que conversou com Moisés, Abraão e outros santos do passado estava ali perante a face daqueles elementos, os quais, apaixonadamente se apegavam às letras da lei e não ao espírito que envolvia as Escrituras do Velho Testamento. No final desse espetáculo de refulgente glória de uma tão grande salvação soberana, Deus abriu os olhos espirituais dos discípulos, para que eles pudessem ouvir o que nunca imaginaram ouvir: “Tu tens as palavras de vida eterna”. Impressionante! Quando se trata de coisas terrenas, os ouvidos estão apuradíssimos para ouvir, entender e receber. Quando se trata de coisas eternas, os ouvidos precisam ser abertos.
        Foi isso o que aconteceu. O Senhor Jesus deixou essa verdade esclarecida para Pedro em Mateus 16:13, quando este respondeu a indagação do Senhor: “que diz o povo ser o Filho do homem?”. A resposta de Simão foi impressionante: “Tu és o Filho do Deus vivo” (verso 16). Parecia ser algo notável, que partiu da inteligência de Pedro; parecia ele como um aluno inteligente que recebe a admiração do professor e de toda classe por uma resposta de alguém super inteligente. Mas o Senhor deu a resposta que anulou todo orgulho, dizendo que Pedro era um homem bem-aventurado, porque o que ele falou não foi algo que veio de Pedro ou de outro, mas do próprio Pai do Senhor, o qual revelou essa verdade àquele homem (verso 17).     Uma prova disso foi o fato que, não demorou muito para que Pedro, assim que ouviu o Senhor falar da Sua morte e ressurreição, tentou reprovar o Senhor, dizendo: “Tem compaixão de Ti Senhor...”. Imediatamente o Senhor chama Pedro de diabo: “Arreda satanás...” (verso 23). Tudo isso vem mostrar a nós que vivemos num mundo tão secularizado e humanizado, o quanto as maravilhas eternas não são descobertas por mentes naturais e carnais. Aqueles homens simples, conforme vemos no capítulo 6 de João eram pessoas bem-aventuradas, eram homens pecadores que acharam a fonte da vida eterna; eram perdidos que foram achados; eram homens que tiveram os olhos da alma abertos e sua visão incrivelmente puderam ver infinitamente além desse véu mundano, o qual desaparece com a morte física.
        Que fantástica descoberta! Estamos vivendo uma época religiosamente pervertida. Os homens vivem à busca daquilo que vai embora; o cristianismo moderno tem suas mãos atadas com os desejos corrompidos de um viver próspero aqui, com os anseios de corações que amam as riquezas e não com as excelências das maravilhas que jamais se acabarão: “...Tu tens as palavras de vida eterna...”


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (3)


                              
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
         A luz brilhou no coração daqueles discípulos e aqueles homens puderam perceber que o Senhor era diferente, que Sua mensagem era franca, sincera, verdadeira e imutável em Seus propósitos. Em nada alterava Sua missão em face da atitude antagônica dos judeus. Mais do que isso, a mensagem era completamente tomada de argumentos eternos, os quais iam infinitamente além das expectativas mundanas. Aqueles judeus eram homens naturais; a compreensão religiosa deles só envolvia com as coisas desta vida, por isso acharam loucas e inaceitáveis a mensagem pregada e ensinada pelo Senhor, não só no capítulo 6, como em todos os Seus discursos.
         Aquela multidão revelou a atitude que sempre tomavam em relação ao Senhor. As coisas espirituais só são entendidas pela administração do Espírito de Deus. As coisas eternas não se harmonizam com coisas passageiras. O sistema mundano vai pensar no pão daqui, na agua que mata a sede física. Mas as coisas eternas dominam sobre tudo o que é desta natureza passageira; as coisas espirituais dominam as coisas naturais, porque estas vieram daquelas. Para aqueles judeus o sistema da lei prevalecia, porque viam a letra da lei e não o espírito; viam as sombras, mas eram cegos, pois não viam a realidade das coisas. Queriam um profeta especial que trouxesse melhoras para Israel, e não sabia que perante eles estava o perfeito profeta – o próprio Deus com a mensagem celestial para eles. Examinemos um pouco mais os desejos que ocupavam o coração daquele povo que estava cercado dessa auréola de bênçãos, mas que a rejeitou de forma abrupta.
         Eles queriam palavras que redundassem em bênçãos terrenas, como o caso dos pães. Seus pais no deserto rejeitaram o maná, mas agora estava perante eles o próprio pão da vida, mas eles trataram o Senhor da pior forma. No deserto abominaram o pão dos anjos, mas agora, queriam realmente fulminar e extinguir o a excelência da provisão que dá vida eterna. Várias foram as vezes que ousaram não só a desafiar o Senhor, como também assassiná-Lo e ali na cruz tomaram todos os seus pavorosos armamentos do coração, a fim de atingir o Senhor. O próprio Senhor Jesus, na terrível experiência na cruz falou deles no Salmo 22, como touros, leões, feras terríveis vindos sobre Ele.
         É triste ver o que aconteceu com os judeus. Eles eram altamente privilegiados com as excelências das revelações de Deus; os oráculos divinos foram transmitidos por homens daquela nação; o Verbo divino desceu do céu e como homem pisou o solo da Judéia; os mais extraordinários milagres ocorreram entre eles; os fatos mais poderosos feitos pelos heróis da fé aconteceram através de homens judeus; a mensagem do evangelho foi entregue primeiramente a eles e muito mais. Mas foram rebeldes, obstinados e resistentes ao Espírito Santo. Não importa se eram homens naturais, isso não era desculpa, porque tiveram oportunidades incríveis, jamais concedidas aos outros povos, mas se ensurdeceram e recusaram ouvir as palavras vindas diretamente do próprio Verbo encarnado.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (2)


                                   
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
        Na introdução procurei mostrar o que foi que motivou os discípulos à essa confissão incrivelmente oportuna, especialmente para esta época que chegou a nós com os charmes da prosperidade. O nosso Senhor sempre se destacou em graça e verdade, essas duas prerrogativas Dele jamais faltaram em suas abordagens. Graça sem a verdade não passa de mera simpatia; verdade sem a graça não passará de orgulho que fere. Nosso Senhor uniu as duas coisas. Em Seu rosto brilhava a radiante luz da simpatia e da empatia, mas as Suas palavras revelavam a Sua glória. Nosso Senhor jamais colocou a verdade de lado, a fim de usar de falsidade com os homens; jamais vendeu a verdade, a fim de agradar a multidão. Ele procurou andar sempre à luz da presença íntima e amiga do Seu Pai, além de ser guiado no poder absoluto do Espírito Santo. Por esse fato estava disposto a ficar sozinho. Foi nessa circunstância, quando a multidão se afastou para não ouvir seu “duro discurso” que Pedro e outros disseram: “Para onde iremos nós?”
        A graça e a verdade tão mostradas no viver, nas obras e nas palavras do Senhor não atraíram seus corações, mas atingiram em cheio a vida dos discípulos. Aqueles homens andaram com o Senhor, três deles presenciaram a glória de Cristo. Eles compreenderam por obra do Espírito de Deus que aquele homem com quem andavam não era um mero homem, nem um mero profeta, mas era o próprio Deus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (João 1:14). Aqueles homens conseguiram entender tudo isso, pela fé eles venceram as ofertas mundanas e optaram pelas palavras de vida eterna.
        Quanto precisamos entender essas coisas! Muitos pegam o livro de João, ficam maravilhados com os ensinos, mas não conseguem perceber a glória dos ensinos de vida eterna nas palavras do Filho de Deus. A multidão de judeus corria em busca das obras do Senhor, mas odiavam seus ensinos. O mundo é sempre assim, pois chega a gostar da religião, desde que esta lhe faça promessa de milagres para uma vida abençoada aqui. Nada contra as bênçãos materiais, elas vêm de um Deus bondoso, fiel que se compadece dos homens. Mas se as bênçãos terrenas não se tornarem um tipo de “tapete” que leve até as maravilhas da vida eterna, elas resultarão em maior ódio contra a verdade. Chegará o momento que as bênçãos terrenas serão atribuídas aos ídolos, conforme disseram os judeus pobres, os quais não foram levados à Babilônia (Jeremias 44).
        Examinemos mais de perto o que realmente aquela multidão queria da parte do Senhor. Certamente eles não estavam nem um pouco interessados nas palavras de vida eterna, por isso recusaram e foram embora. Façamos uma comparação com o que acontece com o sistema evangélico, porque o que vemos é boa parte correndo em busca do deus riquezas e essa divindade tem sido indiretamente a mais apregoada em nossos dias. Se não houver uma busca pela verdade da vida que dura para sempre, os homens ansiosamente procurarão aquilo que dura pouco tempo. A multidão de judeus viu o milagre da multiplicação dos pães e achavam que era aquilo que o Senhor faria sempre. Mas assim que ouviram as Palavras do Senhor da glória, eles recuaram, recusaram e foram embora.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (1)


                                      
“...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
INTRODUÇÃO:      
        Amado leitor, de novo tomo esse texto para mais uma mensagem, porque profundas e oportunas são suas lições. Falo “de novo” porque antes já tinha pregado nesse texto com a pergunta: “Quereis também retirar-vos?”. João 6 é um dos mais profundos capítulos da bíblia, por isso não podemos olhar as palavras do Senhor de um modo superficial. Nosso Senhor mesmo diz aos judeus que suas palavras não são meras letras, mas espírito e vida. Sendo assim elas estão infinitamente acima da nossa pobre compreensão natural das coisas.
        Aliás, o ensino do capítulo inteiro mostra que as palavras do Senhor são palavras de vida eterna. Foi assim que o Senhor começou falando aos judeus, os quais corriam em busca Dele, a fim de obter cestas de comida, enquanto Ele mesmo se apresenta como o pão da vida. A pergunta feita pelos discípulos mostra que eles obtiveram resposta no próprio ensino mostrado pelo Senhor em todo capítulo: “Tu tens as palavras de vida eterna”. Vamos checar com um pouco mais de profundidade as palavras dos discípulos, porque eles vêm de encontro a maior necessidade que temos hoje em nossa sociedade que está sempre à busca de novidades.
        Outra verdade é que somente os que ficaram na presença do Senhor foram os que entenderam que Suas palavras foram palavras de vida eterna. Os discípulos que fizeram a confissão acima perceberam que estavam perante o Filho de Deus e que as palavras de vida estavam infinitamente acima dos desejos corrompidos e passageiros dos homens neste mundo. Perante eles estava alguém bondoso, maravilhoso e pronto a mostrar Seu poder que sustenta, dando provisões aos homens. Aliás, Ele já havia feito isso milhares de vezes. Ele bem que poderia dar pão, água e todo sustento buscado ansiosamente pelos homens.
        Porém, aquela ocasião do capítulo 6 era radicalmente diferente. Nosso Senhor fez a luz da Sua divindade brilhar em Suas palavras. Ele não ficou em pé e transfigurou-Se, como ocorreu no Monte das oliveiras. A glória Dele brilhou em Suas palavras: “As palavras que vos digo são espírito e vida”. Isso não interessa para a mente carnal, mas interessa sim aos que são salvos. Por essa razão estou me dirigindo aos que têm os mesmos gostos espirituais que tiveram os discípulos que não fugiram, mas permaneceram perante o Senhor. Tais pessoas não estão ocupadas com comida, bebida e outros confortos tão prometidos pelo mundo. Eles querem realidades espirituais. Eles querem ver o caminho que não acaba com a morte física, mas sim o caminho que perpassa esta vida e penetra nas regiões celestes.
        Na abertura dessa nova mensagem eu pergunto ao meu leitor: O que você realmente quer? Deseja ouvir aquilo que tanto agrada a natureza carnal e egoísta, assim como queriam os judeus? Se for esse seu desejo, certamente você dará as costa e ignorará esta mensagem. Mas, se você, igualmente Pedro e outros anseia por conhecer coisas eternas, certamente você as achará. Elas são de duração eterna e são tesouros que o mundo desconhece. Os crentes são os príncipes do céu, por isso querem se enfeitar com os riquíssimos adornos dados a nós na palavra da verdade.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (11 de 11)



“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
 “...o justo viverá da fé”. A FÉ MIRANDO SEU DEUS.
        Para encerrar, quero mostrar um pouco mais sobre o que significa viver pela fé, porque com clareza o texto mostra a diferença entre um crente e  um não crente. O crente vive pela mesma fé, com a qual foi atraído até o Salvador. Não tem outra maneira de viver a vida cristã, se não for pela fé. Todas as invenções não passam de piadas e tudo é transformado em confusão. Vida cristã é a humilde fé que demonstra sua confiança em Deus; é o novo homem se abastecendo da força da graça extraída da palavra, a fim de trilhar esse caminho terreno, até a chegada ao lar celestial. Vida cristã é humildade demonstrada em temor a Deus e numa prontidão em colocar em prática os ensinos bíblicos no viver. Os justos são pessoas humildes, mas humildade bíblica não é simplicidade ou ingenuidade, antes, a humildade é a vida guiada em santo discernimento espiritual, à medida que o crente se ajusta no viver bíblico.
        Outro detalhe de grande importância na exposição da vida do justo aqui, é que a fé não se apaga ante as provações. Toda barreira à frente constitui-se um verdadeiro desafio à fé; ela tem asar para voar, vigor para correr e pés que não se cansam na jornada normal da vida. Eis aí a humildade. Noto o quanto a religiosidade moderna está longe desse sistema de vida que somente os justos têm e podem empreender na jornada. Na realidade, as provações vêm para fazer com que a fé ganhe forças para prosseguir. Este mundo cruel não pode suportar o que somente os justos suportam. O mundo sempre apela para os meios mundanos, a fim de enfrentar as dificuldades. O braço forte dos homens é desconhecido de uma fé que confia e descanso nos braços de Deus. Os homens no pecado sempre estão dizendo uns aos outros: “Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima”. É esse o espírito mundano, cheio de superstição que envolve a vida de milhares.
        A fé, entretanto, sabe que tudo começou com Deus e que Dele advirá forças para o viver. O homem é fraco e inútil e quando se converte é porque correu para Deus, a fim de obter recursos infinitos na salvação. Será assim também no dia a dia, o modo de viver para as ovelhas que seguem o Pastor em meio aos “leões e hienas do mal”. Nesse andar os santos ganham forças. O Senhor ordena que andemos, porque avançaremos mais à medida que obedecemos Seu comando. Fracassaremos se pararmos e tivermos dó de nós mesmos. A fé é obediente e não se atreve a por Deus como servo. Quando Moisés pediu ao Senhor que lhe concedesse a graça de viver um pouco mais e entrar na terra prometida, eis que a voz do grande Senhor ecoou aos ouvidos do Seu servo: “Não me fale mais nisso”.
        Nesta vida os santos são servos e não senhores; somos súditos e não reis. Não nos atrevemos a subir acima do lugar onde Deus nos colocou. José teve que se adaptar aos sistemas da prisão onde ficou injustamente por mais de dois anos, até que estivesse pronto para assumir a posição de governador. A fé é assim obediente, não discute com Deus e aprende sabedoria à luz daquilo que vivencia aqui. Assim os justos vivem aqui e renovamos nossa fé, à medida que avançamos no conhecimento do Senhor. Aqui sempre dependeremos dessa visão santa, desse conhecimento do invisível, até que um dia veremos as coisas como elas realmente serão, diante da perfeição. No céu os crentes não precisarão mais viver pela fé. Aqui sim, porque somos sustentados pelas sagradas letras e ainda estamos presos a este corpo carnal que depende do modo visível de vida.
        A fé caminho vendo um mundo não essencial à vida aqui. Caminhamos para obter nossa celestial e nosso repouso eterno há de vir. Glórias por Aquele que é o Autor e Consumador da nossa fé!


sexta-feira, 10 de maio de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (10 de 11))


                      
“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
 “...o justo viverá da fé”. A FÉ MIRANDO SEU DEUS.O
        Digo mais, que o justo toma posse do livro de Deus, porque as Escrituras formam um tipo de depósito dos tesouros da fé. É impossível se tornar um crente em Cristo, sem se aproximar da Palavra Dele. A bíblia é o livro de Deus e o mundo ignora completamente isso, porque a mentalidade do mundo segue em oposição aos pensamentos bíblicos. O mundo busca aqui, nas coisas naturais aquilo que precisa para se manter funcionando. O mundo observa a criação, estuda matemática, ciência e outras matérias, a fim de extrair delas aquilo que erigirá um mundo melhor. A fé não faz isso, porque o justo vê tudo ao seu derredor à luz da verdade revelada. Os crentes não são ignorantes, nem analfabetos. Eles se aprofundam na ciência e todo conhecimento que podem receber, porque creem que Deus santificou toda verdade e ela é benvinda e será motivo de adoração a Deus e de beneficio para todos.
        Os justos são humildes no andar aqui, mas não é uma humildade boba, destituída de conhecimento. Eles trilham uma vereda de certeza, enquanto o mundo segue uma certeza irracional, andando nas trevas, achando que a luz do saber levará os homens ao lugar certo. Quão enganados estão os mais sábios, bem como os mais ignorantes deste mundo! O caminho deles parece ser convincente e belo, mas no final eles verão que caminharam para a destruição eterna. À luz das Escrituras os justos andam pela fé, na certeza tudo daqui está fadado à destruição e que este mundo jamais poderá sobreviver debaixo da ira de Deus. A humildade do crente é forte e corajosa, porque sabe o quanto o Senhor há de defender Seus santos, por isso, muitas vezes eles ficam calados.
        A humildade de Mardoqueu fez com que aquele justo firmasse bem suas convicções e não caísse diante da insolência do perverso Hamã, mesmo sob o perigo de ser morto. No tempo certo Deus mostrou o quanto cuida e defendo Seus santos: “Ele fará com que a tua justiça sobressaia como a luz e o teu direito brilhe como o sol ao meio-dia” (Salmo 37:6). A humildade dos justos não é entendida pelo mundo, mas é vista em sua subordinação a Deus e pelo temor que Lhe é devido. Satanás tem prazer numa humildade destituída da verdade, porque assim ele pode manter as almas aprisionadas em suas garras. Para Pilatos, parecia que humildade lavar as mãos, a fim de escapar do sangue do Justo Jesus. Mas quão inútil é essa humildade que foge de enfrentar a realidade das coisas. Muitos parecem humildes na sua crença em Deus, mas ao serem confrontados, mostram que não têm a base forte e sustentável debaixo dos pés.
        O justo segue em viver pela fé; não procura o caminho largo e fácil, oferecido por este mundo; não está atrás dessa aparente conforto, porque sabe que há um perigo terrível que ameaça os homens aqui. A fé segue triunfante pelo caminho estreito; segue firme rumo à cidade celestial. É à medida que avança que os justos ganham forças. Na luta contra a falsa humildade que leva o justo a não ter dó de si; ele prefere fazer prevalecer a disciplina; ele caminha na direção da perfeição, por isso avança mais em negar a si mesmo; sobe mais as alturas da presença do Senhor e quer ficar mais perto da presença maravilhosa do seu Senhor. À medida que avança, o justo ver o mundo mais distante; de longe contempla a insensatez deste presente século. Quanto mais perto do céu, menos das plagas terrenas. Quanto mais perto da Cidade Santa, menos valor terá o mundo com seus tesouros. Eis aí um pouquinho daquilo que significa humildade da fé, mostrada no viver dos justos.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (9)


                                  
“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
 “...o justo viverá da fé”. A FÉ MIRANDO SEU DEUS.
        Ninguém pode entrar na escola da graça, senão os que creem. A graça de Deus não é professor dos mortos, mas sim daqueles que vivem pela fé: “...o justo viverá...”. O crente aprende e apreende os ensinos da graça, porque vive e se alimenta desses santos e preciosos ensinamentos. Podemos ver como o sincero crente ama a palavra de Deus; muitos falam que são crentes, que são salvos, que vão para o céu, mas suas vidas não denotam sequer um mínimo desejo por ouvir as verdades eternas. Mas parecem maribondos do que abelhas. Muitos desprezam a bíblia durante a semana e nem sequer têm interesse em buscar o livro de Deus. Muitos vivem como Marta, ocupados em tantas atividades que parecem úteis, mas que realmente têm trazido prejuízo em suas vidas. Que daqueles crentes, os quais agem como Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-Lo.
        Os caminhos de Deus são justos, santos, puros e retos. Os crentes foram chamados a trilhar essas veredas tão odiadas pelos mundanos. Os caminhos do mundo podem até parecer belos, atrativos e cheios de utilidades, mas todos estão manchados pelo pecado e por isso amaldiçoados. Todos os caminhos deste mundo terminam no abismo, enquanto os caminhos santos sobem rumo ao céu. Os justos aprendem da palavra e alimenta a fé nesse livro de Deus. Os justos estão carregados de imperfeição, por isso buscam a perfeição. A luz da verdade brilha perante seus olhos e a fé mira a jornada.
        Outra verdade que emerge desse assunto é o fato que os verdadeiros crentes são humildes, mas não se trata da humildade terrena, tão “abençoada” pelo mundo. A verdadeira humildade que enche o coração dos justos é mostrada no santo temor a Deus e não aos homens. Muitas vezes o mundo traduz a atitude firme e decisiva da fé cristã como sendo ódio e discriminação. Para os líderes em Jerusalém, se os apóstolos se calassem, o silêncio deles seria visto como humildade. O ódio estampou em suas faces cruéis quando aqueles simples, mas corajosos servos de Deus decidiram a não calar, mas pregar sim, com ousadia a mensagem que a eles foi confiada. Tentaram silenciar Estêvão, mas a fé firme e viva mostrou triunfante, mesmo diante da investida da morte (Atos 7).
        Incrível, mas a fé não se apaga com as provações. A fé que faz o justo viver é dinâmica e passa por qualquer obstáculo aqui. Ela é espiritual, foi feita do céu; ela não possuí qualquer substância terrena; o heroísmo da fé é algo aterrador para o mundo, por isso nenhum crente será premiado pelo mundo. Aqueles que mais fizeram em beneficio ao mundo, foram os mais rejeitados e odiados. Um rei Assuero está pronto a ignorar um Mardoqueu que descobriu a trama de dois homens que queriam matar o rei. O simples judeus, homem de fé, simplesmente foi ignorado e de repente o insensato rei ergue o assassino e cruel Hamã. Não fosse a intervenção de Deus, certamente Mardoqueu teria sido morto com todos os judeus. (Ester 7).
        A fé ganha forças à medida que ouve e lê a Palavra. Ela ganha incrível confiança à medita que avança pelo caminho reto. Ela atravessa os lugares mais perigosos deste mundo, enfrenta as mais terríveis oposições da carne, do mundo e do diabo; ela simplesmente pisa a cabeça do inimigo e marcha para o céu. Esse é o justo. Tudo isso acontece porque a fé do crente veio do perfeito Justo, daquele que é o Autor e consumador da nossa fé. Se a fé desce aos vales é para socorrer os aflitos, mas nada tem a ganhar aqui. Ela sobe rumo ao céu, mira a cidade santa e carrega a bandeira do amor de Cristo. Um dia a fé há mirar os outros que chegaram lá primeiro, para que juntos adorem o Senhor para sempre!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (8)


                             
“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
 “...o justo viverá da fé”. A FÉ MIRANDO SEU DEUS.
        A fé que faz o justo mostrar a vida em Cristo mira apenas Deus. Ela vislumbra o invisível, ouve a voz do seu Deus e caminha por caminhos de justiça. A fé falsa dirá que confia em Deus, mas na realidade é outra divindade criada no coração. Aquele que tem um viver dividido, confiando em Deus, mas ao mesmo tempo confia no homem, é porque a soberba habita no íntimo. Um homem com uma alma dividida é porque realmente não confia em Deus. Às vezes busca a Deus, mas é quando a situação fica difícil, mas mesmo assim usará um crente confiante para buscar ajuda. Nabucodonosor, em seu segundo sonho, já não estava mais atrevido e cruel como antes. Mas ao buscar ajuda na interpretação do sonho, não buscou Daniel, porque tinha medo da interpretação. Como viu que nenhum dos magos trazia resposta, então, não houve remédio e foi realmente buscar ajuda do homem de Deus (Daniel 4).
        Não há algo mais terrível na vida de um homem, quando não crê unicamente em Deus. Há indícios de idolatria guardada no coração. Foi assim com a nação de Israel nos dias de Jeremias, porque o povo religiosamente tentava manipular Deus por fora, mas o Senhor mostrou que todo problema deles era que os ídolos estavam gravados na parede do coração (Jeremias 17:1). Um viver que não mostra confiança absoluta em Deus, sem dúvida tem outro “braço” no qual está segurando, e isso é idolatria. Não há maior abominação para Deus do que alguém por sua confiança noutro ser, entidade ou mesmo em si. A vida de Labão, tio de Jacó é mostrada na bíblia como sendo um homem trabalhador e próspero. Mas é notável no capítulo 31 de Gênesis o quanto aquele homem guardava seus ídolos e punha confiança neles. Ele ficou furioso quando viu que seus ídolos foram roubados. De uma forma ou de outra, a fé que não mira somente a Deus e que não põe sua confiança inteiramente Nele, há de mostrar suas idolatrias e seu apego ao mundo e ao sistema religioso daqui.
        Notemos que nos dias de Jesus, muitos creram Nele, mas a fé era testada. Era apenas uma fé da boca para fora, pois quando os líderes religiosos mostravam suas faces cheias de raiva, eles logo se encolhiam e escondiam, não confessando o Senhor perante os homens. Quem não tem a firme Rocha debaixo dos pés é porque vacila neste lodaçal mundano. Quem não está seguro no Deus que não pode mentir, é porque busca socorro e livramento aqui. Aquele que realmente crê anda sozinho com Deus. Aquele que não crê será visto olhando em todas as direções, à busca do socorro dos homens aqui. Não estou dizendo que a fé genuína não vacila. Os crentes tendem a desvanecer ao longo da estrada, mas logo são erguidos e sobem no poder da palavra, à busca dos recursos infinitos do seu Deus.
        Notemos bem que a fé verdadeira habita num homem justo: “O justo viverá...”. Significa que, sendo justa, a pessoa crente andará em justiça. Justiça é retidão; justiça é mostrar ao mundo o que significa o sistema do reino de Deus na terra. Fé verdadeira é o homem inteiro rompendo pelo mundo, indo na direção do céu. Como pode alguém andar para o céu e não crê em Deus? Uma fé dividida faz a pessoa dá um passo à frente e dois para traz. A fé encontra na graça o porto seguro, acha nela o cabo firme onde possa segurar, anda segundo a luz das radiantes promessas de um Deus que não pode mentir.
        Quanta tristeza para muitos cuja fé foi reprovada! Os santos devem se ocupar em trilhar o caminho do temor e da obediência. Fracassar na confiança em Deus é ganhar nota zero; não crê no Senhor em sincera confiança é sinal de inércia espiritual, por isso não serve para a obra de Deus. Que ousemos andar em justiça! Que nossa fé nos mova para cima, na direção para onde somente os que creem podem ir!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (7)


                                  
“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
 “...o justo viverá da fé”. A FÉ MIRANDO SEU DEUS.
        Quanto mais ouso tratar da fé, mais deparo-me com a grandeza desse assunto, conforme a Palavra, a qual faz o crente viver documentado aqui. Quando Deus abre os olhos da alma, o pecador há de fitar a Deus. O alvo é esse. Não há tesouro fora desse conhecimento. Notemos bem que a fé natural sempre vive como um cão, farejando o solo, à procura de comida. Assim é a fé natural, pois vive sob os encantos e promessas deste mundo passageiro. O tesouro do crente é Cristo, o Deus – Homem, que se manifestou aos homens. Quando homens têm seus olhos abertos, eles podem mirar o tesouro eterno que na visão da alma pode vê-Lo. Os grandes, incomparáveis e imortais hinos, escritos por homens que souberam o que é conversão, eles transmitem essa mensagem trazida da graça e confessada pela fé: “Cristo satisfaz minha alma, pois em meu lugar sofreu”. “Riquezas não preciso ter, mas sim celestes bens”. Notemos nessas mensagens cantadas o valor que a fé verdadeira dá ao Senhor; como Ele se tornou o tesouro achado, que é mais precioso do que qualquer fortuna aqui, até mesmo do que o mundo inteiro.
        Também, o justo viverá da fé, porque mira o Senhor, não só como o Salvador do inferno, mas também como o Salvador no viver diário. O evangelho tão adocicado da nova era tem gerado crentes fracassados. Muitos querem entrar no céu um dia, mas não querem caminhar para lá. Muitos querem ter o céu na mão, mas consagraram os pés para trilhar este mundo, juntamente com os perdidos. Tenho percebido que muitos não contavam com um viver sacrificial, com o negar a carne e com o caminho estreito. Mas a fé viva que mostra a vida de Cristo no justo, ela encara o viver de um modo completamente diferente, pois encara o caminho pela frente, vendo como está cercada de terrores, de lutas, provas, perseguições e ciladas preparadas pelos inimigos. Falei sobre alguns hinos que miram o Senhor como o precioso tesouro da fé, mas também os hinos antigos estão cheios da mensagem que transmite a fé em guerra: “Na forte aflição, nos perigos e dor; na vil traição e no negro terror; com toda certeza a vitória virá, é firme a promessa meu Deus proverá”.
        Examinemos bem que a vida agora encara a morte. Não dou muito valor às decisões que inspiram alegria momentânea. Já vi muitos esboçarem seus sorrisos diante da verdade da segurança eterna, mas que, quando presenciaram a guerra à frente, recuaram e voltaram para o lugar que sempre foi deles. Não me esqueço de uma jovem que disse ter convertido a Cristo e que queria ser batizada. Ela morava com um moço, numa união não legalizada. Quando disse para ela que precisava casar com ele e por a vida em ordem perante Deus e perante os homens, então ela recuou e não voltou mais à igreja. Não me esqueço de outra jovem que mostrava muita alegria diante das doutrinas da graça. Ela ficou encantada com as doutrinas da graça e impressionada com grandes pregadores. Até parecia que viria muito fruto naquela jovem. Mas quando teve de encarar um comportamento adequado e abandonar um namoro estranho, prontamente recusou esse caminho e voltou para aquilo que tanto amava.
        Lidei com um moço que até mesmo foi para o seminário, mas assim que terminou os estudos, logo mostrou sua inclinação para o homossexualismo e assim documentou esse viver abominável. A fé verdadeira nada tem a ver mais com o mundo; a fé é o homem salvo recebendo vida, por isso caminha com vida e para a vida. É a alma seguindo ao Senhor e humildemente aceitando Seus conselhos de amor envolvendo todo seu viver. Às vezes a fé parece esmorecer, mas logo é erguida e posto na posição de guerra, empunhando bravamente a espada do Espírito na guerra contra o mal.

terça-feira, 30 de abril de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (6)



“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
QUALIFICANDO A FÉ: “...o justo viverá da fé”.
        Estou me esforçando para mostrar aos meus leitores o quanto a palavra de Deus qualifica e destaca a fé; mostra que há diferença entre ela e a fé espúria deste mundo. A fé verdadeira vem de Deus; é o Espírito Santo implantando no peito a fé que leva o crente a deleitar-se na graça e na tão grande salvação. Esta salvação tem o começo feito por Deus e continua a obra diariamente, até o grande Dia final. A fé natural, ou nascida do homem, nada tem de valor. O Senhor viu a ausência da fé pura na igreja de Laodicéia e censurou os falsos crentes ali. Satanás é o fabricante dessa fé; ela nasce aqui e morre aqui; ela não tem o verdor da graça; ela é mundana, infiel, desobediente e idólatra; ela é essencialmente  humanista e presa aos homens aqui. Enquanto o pecador não for salvo, sua fé nenhum valor terá perante Deus.
        Digo mais que a fé verdadeira, há de mostrar a qualidade do viver do justo. Primeiramente, a fé justifica Deus. Não vemos um verdadeiro crente se justificando, porque compreende que nada há de bom em si mesmo. O crente dá a Deus toda honra, em todos os aspectos da vida. Notemos bem que em Habacuque o crente é chamado de “o justo”. Significa que a vida foi arrumada; que a alma torta perante Deus, agora é reta e que não há vaidade nisso. A fé natural tende a achar bem no homem; tende a confiar em si mesma e vê motivo de louvores naquilo que o homem religiosamente é capaz de fazer. Mas não age assim os que verdadeiramente creem, porque já brilha a luz da verdade em seu ser, e assim o viver será para os louvores do Senhor.
        Além disso, o verso deixa claro que habita vida naquele que crê, enquanto a falsa fé tem luz daqui mesmo, a luz que brilha e apaga diante das circunstâncias adversas deste mundo. A fé tem a vida que há no Filho, por isso pode viver. De repente a alma vê tudo à luz celestial e caminho no sentido contrário que o mundo caminha; agora marcha para o céu, tomando decisões firmes e fortes aqui. Nota-se que o padrão da fé cristã é infinitamente mais elevada do que o padrão deste mundo. Os salvos trilham o caminho da certeza; eles lidam com o documento de Deus. A fé contempla o invisível e essa atitude inquieta o mundo, pois a impiedade não pode conceber tal atitude: “Onde está o teu Deus?” (Salmo 115:2). Notemos bem como José no Egito foi conduzido na certeza de que tudo estava sendo conduzido pelas mãos de Deus, enquanto ele passava no meio da incerteza. Coisas que Potifar e Faraó jamais poderiam ver, aquele jovem escravo podia ver o que estava além deste véu.
        A incredulidade depara com a vida aqui e pode curtir com aquilo que compreender ser verdade, mas vive sem documento. Quando vêm as dificuldades a incredulidade não tem onde firmar seus pés; não há qualquer rocha que venha lhe dá sólida confiança. Como um cão farejando o chão à procura de alimento, eis que falsa fé fareja o mundo, buscando aqui e ali algo que lhe dê melhor sorte, fortuna, saúde e paz. A fé falsa fala de Deus, mas não pode estribar-se em Deus; pode crê em Jesus, mas nada há de uma ligação com o Senhor. A fé natural não tem parentesco com o céu, por isso nada de lá lhe interessa. Seus parentes e amigos estão aqui, confinados aqui mesmo, por isso delicia-se com as chamadas bênçãos terrenas. Olhemos bem para a fé natural, pois ela se encanta com mentiras religiosas e é levada facilmente por belas palavras dos falsos mestres.
        Quão felizes são os que creem! Quão bem-aventurados são os que podem repousar sua confiança e esperar no Senhor! Neste mundo tão horrível, cheio de desespero, maldade e outros tormentos, a fé falsa é desmanchada, como se desmancha o gelo ante o calor. A fé pura e santa prevalece, busca força na graça, cresce na confiança e caminha seguro descanso nos eternos braços do Senhor e Pastor das ovelhas.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (4)


                                       
“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
QUALIFICANDO A FÉ: “...o justo viverá da fé”.
        Somente o justo poderá exercer a fé, ela demonstra que a pessoa tem vida: “viverá”. Enquanto a pessoa não for salva, ela poderá dar impressão que tem vida  por fora, mas não há nada no coração que demonstre que um dia creu no Senhor, que foi salvo para sempre e que agora, de fato demonstra que anda pela fé. Um Saulo convertido há de encarar a vida cristã com poder e dar seu testemunho perante toda liderança religiosa que estava atônita em Jerusalém. Um Zaqueu há de erguer-se, na disposição de andar com justiça, reparando todo caminho tortuoso pelo qual andava anteriormente. Uma Raabe há de negar a companhia com seu povo, a fim de unir ao Deus de Israel e Seu povo.
        Isso significa que os traços de alguém que não tem vida é que há soberba no íntimo: “Eis o soberbo, sua alma não é reta nele...”. Não estou tratando de um orgulho normal que normalmente transparece em nosso viver e contra o qual o crente deve lutar sempre. O soberbo tratado em Habacuque refere-se àquele que vive sem Deus no mundo. Não há a vida celestial nele, por isso o soberbo é visto negando a Deus no viver, no lar e em qualquer lugar. Não há nele culto a Deus; não há nele disposição de ter a liderança de Cristo no viver. Ele pode falar de Deus, mas esse deus é uma divindade criada no coração e buscada por ele para alcançar seus objetivos terrenos. Essa fé é tipo “ouro de tolo”; é vista e admirada pelo mundo, todos a saúdam com respeito e admiração, mas o fato é que nada tem de valor para Deus. A fé verdadeira é o brilho da glória salvadora e santificadora no coração de um salvo; é a paz de Deus desfrutada no íntimo; é a satisfação de andar com Deus, ser sustentado por Ele, ser amado por Ele, orientado por ele e recebido no céu por Ele.
        Também, a vida dessa radiante fé mostra coragem e determinação. É admirável ver o crente disposto a não negar ao Senhor, tomando decisão pela verdade e pronto para batalhar contra as mentiras religiosas que pululam neste mundo. É maravilhoso ver o quanto a fé está pronta a ficar sozinha, porque para o crente é melhor andar sozinho com Deus, do que ter a simpatia da multidão que prefere a mentira. Também, a fé trilha o caminho da justiça. Não é a fé que hoje luta pela honestidade, mas amanhã dará as mãos aos ladrões e corrompidos. A fé que derrete ante o calor da perseguição não tem a aprovação divina; a fé que hoje mostra coragem para andar com Deus e depender dele em oração, mas que amanhã está pronto a negar ao Senhor, tal fé é rejeitada, recebendo de Deus a nota zero.
        A fé do justo mira o céu. Brilha no peito daquele que crê a viva esperança da glória; ele saúda as promessas da glória eterna com aleluias e glórias; ele trata os bens daqui como tesouros findáveis e indignos de receber qualquer confiança. O que crê sabe que à medida que caminha rumo ao céu, os tesouros terrenos vão ficando para trás. Ele sabe da família que terá na eternidade; sabe da sua casa que Cristo foi prepara e sabe que é pela justiça do Senhor que entrará lá. Também, o que crê reconhece como o mundo passa com suas paixões, por isso, mesmo aquilo que é tão belo e maravilhoso aqui deve ser desprezado enquanto avança. A fé amadurece à medida que chega mais perto do lar. Seu corpo aqui é valorizado para que Deus seja glorificado em todos os aspectos do seu viver terreno, mas ele espera a vida sem dor, tristeza, lágrimas, saudades, vergonha e solidão.
        O justo viverá da fé, por isso espera o corpo perfeito, de glória, semelhante ao corpo do Senhor pós-ressurreição. E assim avança o justo com sinais claros de que a vida que há no Filho habita em seu ser para sempre.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (3)


                                        
“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
QUALIFICANDO A FÉ: “...o justo viverá da fé”.
        Estou me esforçando para mostrar como a Bíblia qualifica a fé e isso ela o faz mostrando o artigo “a fé” ou “da fé”, ou “nossa fé”, etc. Assim os crentes podem distinguir entre o que vem de Deus e o que vem dos homens. Não esqueçamos que satanás é perito em imitar Deus e as coisas de Deus; ele mostra as falsificações dele de longe; elas são fabricadas no “fundo do quintal” por assim dizer. Nós devemos cuidar porque a verdadeira fé normalmente é provada nas tentações e lutas pelas quais passam os verdadeiros crentes. Afirmo também que somente os que foram justificados podem exercer essa fé: “...o justo viverá da fé”, conforme o texto acima afirma. Essas diferenças tão nítidas devem ser estudadas por nós os crentes, a fim de que não sejamos levados pelas correntezas de mentiras religiosas espalhadas neste mundo, nem tampouco pelo engano do coração do homem.
        Também, a fé mostra a qualidade de vida de uma pessoa que foi justificada na salvação: “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus...” (Romanos 5:1). Esse é o verso de grande importância para nosso entendimento. Em Romanos Paulo toca firme a tecla da justificação, a fim de que esse som celestial chegue com poder aos ouvidos dos santos. Foi pela fé que eles foram justificados e eles viverão dessa mesma fé. Não tem nas Escrituras uma fé que proporciona salvação sem que toque no viver. Fé que não mostra vida é uma fé morta, (conforme o ensino em Tiago 2). Muitos são coagidos pelos homens a uma fé assim e como não é obra do Espírito Santo no coração, tal fé descansa nela mesma. A fé bíblica acha repouso na graça e não em si mesmo. A fé que vem do homem tem forte admiração por ela, enquanto a fé que vem do Espírito de Deus olha o Filho glorioso e vê os acontecimentos da cruz como fontes de repouso, segurança e motivos para viver de forma consagrada ao Senhor.
        Assim, nosso Senhor nos entregou a fé que é pura e perfeita. Bendita a alma que recebeu essa atuação dinâmica de Deus em seu ser! A fé é personalizada nas Escrituras. O homem que crê tem olhos que realmente veem o que o mundo jamais poderá ver; tem boca para adorar e confessar o Senhor; tem mãos que servem a Deus e pés que obedecem. A fé fez aliança com a graça e a graça fez aliança com a fé; ambas se comunicam e a fé é sempre apta para receber o poder da graça no viver. A fé é algo sobrenatural no viver, porque mostra como a graça opera, elevando o homem às alturas de um viver com Deus. A fé, por mais simples que for ela mira o alto e se eleva com asas de águia na busca do socorro e dependência de Deus. A fé cortou toda ligação com o mundo, a fim de conquistar o coração de Deus; a fé não negocia com o mundo, não tem qualquer interesse em obter os lucros desta vida, porquanto está subordinada a Deus. Não foi assim com o Abraão, pois foi firme na decisão em não permitir que o rei de Sodoma lhe conferisse riquezas (Gênesis 14).
        A fé tem vida, por isso há de mostrar sinais vitais de uma alma que sobe para o céu. A fé é o novo homem em Cristo caminhando na justiça; é o homem espiritual vivendo uma vida naturalmente espiritual; é o homem vivendo como deve viver num padrão de vida desconhecida deste sistema. A fé modifica o mundo e estabelece o modo de vida, assim como José mostrou o real significado de justiça e retidão no Egito; assim como Daniel e seus amigos na coorte babilônica provaram para todos o que significa temor a Deus. A fé mostra o que o mundo precisa – de justiça, santidade e real amor. A fé é Deus fazendo irradiar a luz da Sua graça através de vidas que foram transformadas, a fim de colocar este mundo em seu devido lugar. A fé é Cristo no viver do crente, mostrando que Ele está vivo e que aparece no estilo de vida tão desconhecido neste sistema enganador e escravizador.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (2)



“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
QUALIFICANDO A FÉ: “...o justo viverá da fé”.
        Minha atividade nesta página é mostrar o quanto a palavra de Deus qualifica a fé, fazendo a diferença entre a fé verdadeira e a fé puramente humana, natural. Normalmente vemos como o artigo a define essa fé: “O justo viverá da fé...” Em 1 João temos a mesma verdade: “...a fé que vence o mundo é a nossa fé”; “a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos”. Esse fato é mostrado em toda Escritura, mostrando o quanto Deus mesmo não mistura as coisas, pois a fé verdadeira é a obra do Espírito Santo começando a boa obra naqueles que se convertem a Cristo de todo coração. Notemos no próprio texto que o justo é o que possui essa fé: “o justo viverá da fé”. A fé é uma obra sobrenatural no homem; ela marca a diferença entre um justo e um ímpio; ela mostra a diferença entre as obras mortas e as vivas. Foi exatamente isso o que Tiago quis dizer no capítulo 2 de sua carta: “A fé sem obras é morta”.
        Seguindo essa rota bíblica podemos afirmar que ninguém que obteve a justiça de Cristo mediante a salvação pode exercer a fé. Cristo é o perfeito Justo e Ele mesmo viver em perfeita fé aqui; foi Dele que os justos obtiveram a fé para andar ativamente por ela e foi isso o que Paulo quis dizer em Romanos 1:17: “De fé em fé, porque o justo viverá da fé”. Isso significa que sem a salvação a fé natural não tem valor; pode brilhar como ouro puro, mas ao chegar perto, percebe-se que não passa de engano. Todo material feita pelo homem e proveniente da natureza é impuro e não tem qualquer valor para Deus.    Mas você afirma que Cornélio nem era salvo e possuía uma fé que agradou a Deus (Atos 10). Mas a verdade é que ali estava um homem, cuja fé foi dada por Deus, para que conhecesse a verdade da salvação. Quando Deus ressuscita alguém dentre os mortos, haverá o sinal da fé em seu coração, e evidenciará na busca pela verdade, conforme as Escrituras. A fé possui asas que sobem às alturas; possui pernas fortes que correm do mal na busca do socorro do alto e pode andar com sólida confiança, calmamente em direção ao céu. É essa a fé. Vemos a diferença na vida de Rute, porque, enquanto a sua concunhada Orfa tinha a fé natural, porque gostava da sogra, Rute, entretanto tinha a fé verdadeira, porque amava o Deus de sua sogra e estava disposta a morrer com Noemi e com o povo de Noemi.
        Nunca houve um tempo quando satanás tem enchido os corações dos homens da falsa fé. Milhares sustentam crê em Deus, mas percebemos o quanto estão distantes da verdade bíblica. A fé implantada no peito de um justo não o deixa vacilante; não o faz crer na verdade e na mentira ao mesmo tempo. O justo é intrépido como leão, ele não tem medo, porque mira o Deus que lhe salvou. Vemos isso na vida de Raabe, pois ela mirou bem o caminho, examinou bem o fundamento, confiou plenamente no Deus dos hebreus e rumou para a decisão que marcou definitivamente seu viver espiritual (Josué 2). Quando satanás opera fé nos homens vemos que tudo é fundamentado em emoções, em atividades vãs e as mãos são estendidas para saudar todo tipo de fé mundana.
        Não há na fé natural qualquer definição pela verdade. É comum ver na falsa fé o sorriso ocupando o lugar do temor; é comum ver “flores” da comunhão mundana em lugar da espada que luta contra o mal. A fé natural não produz soldados para a batalha; a fé natural é humanista e o deus dela é criado no coração com o conceito mundano. Quanta diferença entre Elias e os falsos profetas! Estes se ajuntavam e falavam a mesma linguagem cheia de lisonjas, enquanto o profeta de Deus erguia sua voz ao céu, proclamando a glória de Deus no meio do povo. Para Elias o que importava era a glória de Deus e não os méritos religiosos de homens cheios de mentiras e avareza. Que o Senhor examine os corações, para ver se habita ali a verdadeira ou a falsa fé.

terça-feira, 23 de abril de 2019

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ (1)


                            
“Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá por sua fé” (Habacuque 2:4)
INTRODUÇÃO:  
       Para mim um dos assuntos mais impressionante da revelação bíblica é aquele que trata da fé que foi entregue aos santos.sa é a fez que faz a real diferença entre a verdade e a falsificação religiosa destes últimos dias. Satanás é  expert nesse assunto de falsificar a fé; ele faz com que o brilho da falsa fé pareça ser do ouro puro de Ofir; ele quer que todos os homens se sintam lisonjeados pelo fé que marca o coração dos religiosos; ele utiliza os falsos mestres na arte de enganar os homens, ao afirmar que todos têm fé e que essa fé é poderosa. É essa a mais poderosa missão de satanás nestes dias pervertidos. Tenho visto muitos chamados crentes iludidos pela falsa fé; muitos sustentados numa paz perigosa que originou em seus próprios corações, mas que jamais brotou na alma por obra do Espírito Santo e da Palavra.
       Ora, nós sabemos que todos os homens no mundo possuem fé. Os testemunhas de Jeová creem nesse ensino e depositam fé numa divindade sustentada pelas mentiras perigosíssimas; muitos creem em seus santos e ídolos; os budistas depositam a confiança deles num ídolo e até mesmos os ateus declaram no íntimo sua fé em alguma coisa. Inclusive Tiago fala que os demônios creem mais que muitos professam crer, porque até chegam a tremer com essa fé. Conheci vários que professavam crer no próprio Senhor Jesus, mas que morreram em seus pecados; já vi muitos participarem de cultos, cantar com os crentes, orar e fazer outras atividades no meio evangélico, sem que jamais fossem crentes em Cristo.
       Mas quando abrimos as Escrituras percebemos logo que há real diferença entre a fé verdadeira e a fé falsa. O próprio texto de Habacuque mostra a nítida diferença entre o soberbo e o crente: “Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o meu justo viverá da sua fé”. Se examinarmos de perto o soberbo, veremos que afirma que tem fé, e muitos parecem ser mais fervorosos do que alguns crentes. Mas a diferença está no fato que a fé dos soberbos faz nítido contraste com a fé dos verdadeiros crentes. A fé dos soberbos revela que eles não têm qualquer sinal de vida no íntimo. A fé tem a finalidade de mostrar o que ela é pelos atos. Percebemos que os soberbos não têm vida interior; não há retidão dentro deles; quando falam da sua fé, estão apenas expondo isso com exímia soberbia. Mas não é isso o que vemos no justo, pois eles vivem da fé. Isso significa que há vida neles: “...o meu justo viverá...”.
       Amado leitor, meu objetivo é expandir esse assunto e me esforçarei no sentido de levar cada um de vocês a entender o verdadeiro sentido prático da fé cristã. Desejo em especial tratar do relacionamento entre o crente e Deus, justamente porque há perigo de confundir a verdadeira fé com a fé que todos têm e que até mesmo muitos podem até mesmo pensar que é verdadeira fé, mas que não passa de imitação. Quão perigosa é a falsa fé! Quão astucioso é o pai da mentira! Ele não quer enganar os que estão no pecado, pois estes já vivem sob sua ilusão. O alvo do pai da mentira é tombar os servos de Deus, os filhos da verdade. Que o Senhor tenha misericórdia de mim ao expor tal assunto. Vejo o quanto crentes verdadeiros têm murchado diante da força da mentira que avança nestes dias maus.
       Precisamos de homens e mulheres que realmente creem de coração; o mundo precisa ver a competente fé em ação, glorificando a Deus e fazendo o bem perante os homens. A igreja do Senhor é constituída por homens e mulheres crentes no real sentido desse termo “crente”. Que eu possa ser usado em expor essa verdade através desse texto tão glorioso extraído de Habacuque 2:4, a fim de repartir a todos as maravilhas desse ouro puro que foi dado ao pecador salvo, no dia da sua salvação.