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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (8)



 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE A SÁBIA DECISÃO DE CORAÇÕES REGENERADOS.
        O que ocorreu ali foi que aqueles homens perceberam que as palavras do Senhor nada tinham a ver com esta vida terrena; que eram ensinos que estavam infinitamente acima dos melhores padrões religiosos e seculares deste mundo. A linguagem do Mestre Amado era estranha e não servia para os anseios terrenos e foi por isso que aqueles homens simplesmente foram embora. Se na história do Velho Testamento os judeus não suportavam as mensagens dos profetas, uma vez que elas vinham cheias das advertências de Deus, quanto mais as palavras que saíam dos lábios do próprio Verbo encarnado. Eles perceberam que havia nelas um altíssimo conceito de coisas duráveis.
        Nosso Senhor estava mostrando que o que a lei trazia em seus ensinos era coisas que não passavam de figuras, símbolos e sombras e que com o tempo elas seriam dissipadas, assim que a realidade das coisas chegasse. Cristo mesmo era a realidade. A graça sobre graça chegou; a coisas abaláveis deram lugar às realidades eternas. A lei de Moisés não podia expor a realidade das coisas no terreno de maldição e morte, mas a graça sobre graça veio para rasgar este véu terreno e finito, a fim de exibir a vida que há no Filho. Estava ali perante eles não meramente o Autor da vida, mas a própria vida, a vida eterna. Suas palavras eram espirituais e meras letras mortas; eram palavras que atormentavam e atormentam o velho homem em Adão, tão impregnado de desejos por ser e viver como uma divindade neste mundo.
        Tentando usar outras palavras, posso afirmar que os discípulos viram a própria vida perante eles; eles se agarraram à tais verdades com prazer: “...tens as palavras de vida eterna...”. Então, o mundo se tornou abominação, um ambiente mesquinho e miserável para aqueles homens. Seguir o Senhor foi a decisão marcante de suas vidas, mesmo sabendo que o caminho a seguir não era fácil. Eles queriam ficar ao lado Dele, segui-Lo fielmente, assentar-se aos Seus pés e ouvir seus impressionantes ensinos. Eram homens simples, os quais pela fé tomaram posse daquilo que os santos no passado quiseram ver com seus próprios olhos. A riqueza prometida pelo mundo se tornou miséria perante; e mesmo cheios de fraqueza, eles se submeteram ao Senhor para servi-Lo, mesmo atônitos quanto ao destino da cruz, tão enunciado pelo Senhor.
        Que fantástica lição que a graça gloriosa nos dá! O que aqueles homens receberam é o mesmo que pecadores arrependidos recebem. Ninguém vai a Cristo, se não se tornar um mendigo espiritual. Enquanto o homem carregar as migalhas mundanas em suas mãos, ele achará que o mundo com suas promessas é melhor. Cristo veio dar vida e isso significa que Ele há de operar no meio dos mortos, a fim de ressuscitar pecadores. Ele veio abrir olhos espirituais, a fim de que homens e mulheres vejam a glória Dele e a tão gloriosa, eterna e refulgente salvação, a qual ultrapassa todo e qualquer entendimento deste mundo. Quem há de trocar o mundo por riquezas eternas? Tal decisão é loucura para os mundanos. Mas para pecadores arrependidos, o que importa este mundo? O Senhor tem consigo palavras de vida eterna.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (7)



 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE A SÁBIA DECISÃO DE CORAÇÕES REGENERADOS.
        Diante desses fatos eternos e buscados pelos discípulos do Senhor, a conclusão que temos é que o mundo é o que sempre foi desde a queda. O desinteresse por coisas eternas não é novidade vista apenas nesta geração. O espírito rebelde de Caim sempre foi a essência deste mundo que jaz no maligno. Por que aquela multidão foi embora? Por que deixaram a excelência do santo e eterno caminho? Não foi porque amavam o presente século perverso? Claro! Estamos hoje respirando a mesma atmosfera desse cemitério mundano. Temos que mudar nossos métodos? Claro que não! Mortos no pecado são iguais em qualquer época e em qualquer lugar.
        Mas agora é necessário que aprimoremos nossa fé e nosso viver diante da sábia decisão tomada pelos discípulos: “...Senhor, para quem iremos?...”. Afinal, todo nosso serviço na pregação do evangelho tem em vista que homens e mulheres tomem essa sábia decisão. O mundo moderno é mais belo, mais encantador, cheio de milagres das descobertas tecnológicas e com novas propostas de felicidade a todos. Tudo hoje tende a atrair os corações dos não crentes, e até mesmos os crentes devem se acautelar com os perigos, para que não sejam atirados nesse lamaçal. Minhas orações é que milhares voltem seus corações para a Palavra da verdade com seus ensinos eternos.
        O que aconteceu foi que aqueles homens viram que as palavras do Senhor eram poderosas, coisas jamais ouvidas. Na verdade, a visão deles foi além deste véu; eles perceberam a vida que era excelentemente melhor do que a vida aqui; eles perceberam que as palavras do Senhor revelavam o fato que Ele veio dar vida e vida que durava para sempre. Até aquele momento aqueles homens viveram sob o engano do pecado; achavam que a vida aqui era trabalhar para se alimentar, beber, dormir, esperar pelo dia seguinte e assim um dia morrer. Jamais ouviram palavras de esperança por um caminho que explodisse o poder da morte, a fim de mostrar as maravilhas da eternidade. Aquelas eram de fato, palavras de vida eterna.
        Também, olhando de outro ângulo podemos entender que as palavras do Senhor revelavam a triste condição do homem caído e escravo do pecado. A lei dada por Moisés serviu para mostrar o quanto eram de fato pecadores; que em nada eram melhores que os povos gentios e que vieram da mesma queda no Éden. Assim, toda jactância foi jogada no lixo e as vaidades de um coração amante do mundo foram queimadas diante dessa mesma luz que irradiou perante Saulo de Tarso. Quem eram aqueles homens? Pobres pecadores, como eu e você. Que diferença havia na escravidão daquele tempo com a escravidão dos homens modernos? Nenhuma!
        Assim, nós podemos ver como Deus, em Sua compaixão e na descomunal força da graça opera. No meio da rebeldia, endurecimento e obstinação dos homens, de repente a fé que é dada ao pecador abre a boca e confessa: “...Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna...”. Não esperamos uma decisão do homem, porque ele já é bem decidido a recusar a verdade, assim como o leão rejeita um prato de hortaliça.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (6)


                        
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO ACERCA DAQUILO QUE É BUSCADO     AQUI.
        Notemos que a fé busca o caminho da vida eterna, caminho que empurra a morte e se projeta na eternidade. Desejar isso é algo impossível para a natureza do homem no pecado, tão ligada a esta vida presente. Quando nosso Senhor comunica Sua verdade, percebe-se que Ele trata de vida, mas de uma vida oposta a vida terrena. Suas palavras não serão, jamais entendidas pelo homem terreno. Notemos bem que o Senhor não veio para abrir o cenário de um mundo melhor; nosso Senhor não é um político, Suas propostas não são terrenas, mas sim celestiais. Cristo não veio consertar o mundo, não veio arrumar o que o pecado destruiu, nem veio mumificar cadáveres. Toda Sua linguagem é celestial e não terreno. Os discípulos nunca ouviram o Senhor falar sobre família, emprego, casas, terras e coisas desse gênero. Ele usou essas coisas como ilustração, a fim de comparar com as realidades eternas.  
        Não é verdade que temos de fugir dessas vaidades terrenas? Nos escritos dos apóstolos vemos a função dos crentes na terra, mas essas tarefas vêm ressaltar como um povo celestial deve comportar no mundo. O que aprendemos nas santas exortações bíblicas são os frutos que se esperam daqueles que foram salvos e que para sempre estão em Cristo. Também, nós vemos como os apóstolos e os salvos, (conforme o livro de Atos) percorrem esse caminho no viver. Seus olhos espirituais foram abertos de tal maneira que eles viram o mundo como um lugar de oposição, lutas, guerras espirituais e morte. Não havia nos santos qualquer fascínio por esta vida passageira que está sob a liderança do diabo.
        Os santos em todos os lugares e em todos os tempos sempre entenderam que o Senhor nunca lhes abriu um caminho para mostrar-lhes um mundo melhor. Sua linguagem sempre foi voltada para cima. Eles sempre foram e são atuantes, trabalhadores e produtivos no mundo. Nações foram e são agora abençoadas com a presença de homens justos e fieis. Cristo não veio exibir um povo preguiçoso; Ele veio mostrar o quanto os santos refletem a verdadeira humanidade, porque estão ligados ao perfeito Homem. Não há corrupção na verdadeira vida. Infelizmente o mundo não entende isso nem tampouco aceita. Mas a verdade é que os santos que tiveram a oportunidade de reinar aqui, sempre mostraram a diferença entre eles e o reinado dos ímpios, como vemos no caso de José no Egito e os grandes nomes de santos que reinaram em Israel, mostrando o quanto a nação prosperavam num ambiente de temor e santidade.
        Também, o próprio caminho que o Senhor tomou foi rumo a cruz e não rumo aos ideais que Judas tivera no coração. Para os homens mundanos essa decisão do Senhor não passava de loucura. Até mesmo crentes chegam a pensar assim, como ocorreu com Pedro, tentando dissuadir o Senhor da meta da cruz. Tudo isso mostrou e mostra o quanto a natureza carnal não tem qualquer interesse por palavras de vida eterna.
        Será que isso faz sentido em sua vida?  Ama a palavra de Deus? Não podemos esquecer que quem é de Deus ouve as palavras de Deus.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (5)



 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
        Que o Senhor, em Sua misericórdia por nós, Seu povo venha nos ensinar o que significa a verdadeira e sábia decisão, a qual somente a fé genuína pode tomar, conforme vemos nas palavras dos apóstolos. Que consideremos as palavras eternas que saíram dos lábios do grande EU SOU. Estamos num ambiente mundano, cheio das mesmas ambições terrenas que marcaram aqueles judeus; não esperemos que o mundo há de gostar e buscar das  palavras do Senhor. Naturalmente não somos melhores, temos as mesmas solicitudes por um ambiente onde tudo será suprido em termos de conforto, comida e festa. Era exatamente isso o que aqueles judeus ansiavam receber daquele Jesus de Nazaré.
        Mas ali estava o próprio Deus e que devemos saber é que Deus requer que creiamos em Sua palavra; o que Ele falou é o que importa. A fé crê que as coisas visíveis vieram das invisíveis; a fé que tudo veio a existir pela infalível e viva palavra de Deus. O Verbo habitou entre nós para isso, por isso os discípulos não recusaram Suas palavras. Eram maravilhosos Seus milagres e eles demonstraram a força de Seu poder criador, mas as palavras Dele vieram talhadas de verdades que ultrapassavam essa finita vida e levavam ao setor infinito: “...tu tens as palavras de vida eterna”.
        Venho enfatizar esse tema porque vejo o quanto hoje a palavra de Deus é rejeitada visivelmente, até mesmo no meio dos evangélicos. Ela é lida e recebida sim, mas segundo os anelos carnais desta geração tão famigerada por prosperidade. Assim a palavra de Deus tem sido recebida, mas como degraus de autoajuda, como meio para alcançar mais sucesso aqui. O que parece ser espiritual hoje, na realidade são homens e mulheres sonhando o que eles intitulam hoje de “sonhos de Deus”. Não é comum ver homens e mulheres em santa confissão, dizendo acerca da palavra de Deus, que ela é a palavra de vida eterna. Não há pecadores entrando nos cultos à procura do grande Salvador e Senhor – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essas coisas eternas não têm qualquer valor ao homem da chamada pós-modernidade.
        As palavras de vida eterna eram para os discípulos o fator primordial, por isso eles não queriam sair de perto. No coração eles caíram ante o resplendor da luz que irradiavam nas palavras do Mestre amado. As palavras de vida eterna simplesmente rasgaram o mundo, fizeram desaparecer o brilho desse presente século mau, foram como o brilho do sol perante a luz de uma vela acesa. Tudo isso foi contado para que a fé respirasse essa atmosfera de felicidade, de saber que tudo aqui passa e que a vida eterna supera infalivelmente toda essa aparência que se desfaz com a morte.
        Que lição impressionante! Não é exatamente isso o que devemos buscar? Nosso Senhor jamais negou o sustento físico, jamais disse não aos anseios naturais do homem, mas a fé enxerga tudo à luz das coisas eternas, invisíveis, porque é dessas coisas eternas que emanam as bênçãos da vida terrena. O Deus que enviou corvos para sustentar Elias, é o mesmo Deus que agora fielmente sustenta Seu povo.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (4 de ?)


A GRANDE DESCOBERTA (4)
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
        Notemos bem que os homens, em todos os lugares, de qualquer religião, mesmo daquelas que se aproximam mais da verdade, são todos iguais no tocante que tange a recepção da verdade. Foi assim com os judeus e será assim com todos. Os judeus rejeitaram os preciosos ensinos do Senhor Jesus, exarados pelo Senhor no capítulo 6 de João. Em nada o Senhor deixou qualquer coisa encoberta, pois Sua linguagem colocou de lado qualquer figura, ilustração ou parábola. Nosso Senhor rasgou o véu e mostrou o espetacular cenário do caminho que salta desta vida para a eternidade.
        Os judeus estavam diante do Verbo encarnado; o grande EU SOU, o mesmo que conversou com Moisés, Abraão e outros santos do passado estava ali perante a face daqueles elementos, os quais, apaixonadamente se apegavam às letras da lei e não ao espírito que envolvia as Escrituras do Velho Testamento. No final desse espetáculo de refulgente glória de uma tão grande salvação soberana, Deus abriu os olhos espirituais dos discípulos, para que eles pudessem ouvir o que nunca imaginaram ouvir: “Tu tens as palavras de vida eterna”. Impressionante! Quando se trata de coisas terrenas, os ouvidos estão apuradíssimos para ouvir, entender e receber. Quando se trata de coisas eternas, os ouvidos precisam ser abertos.
        Foi isso o que aconteceu. O Senhor Jesus deixou essa verdade esclarecida para Pedro em Mateus 16:13, quando este respondeu a indagação do Senhor: “que diz o povo ser o Filho do homem?”. A resposta de Simão foi impressionante: “Tu és o Filho do Deus vivo” (verso 16). Parecia ser algo notável, que partiu da inteligência de Pedro; parecia ele como um aluno inteligente que recebe a admiração do professor e de toda classe por uma resposta de alguém super inteligente. Mas o Senhor deu a resposta que anulou todo orgulho, dizendo que Pedro era um homem bem-aventurado, porque o que ele falou não foi algo que veio de Pedro ou de outro, mas do próprio Pai do Senhor, o qual revelou essa verdade àquele homem (verso 17).     Uma prova disso foi o fato que, não demorou muito para que Pedro, assim que ouviu o Senhor falar da Sua morte e ressurreição, tentou reprovar o Senhor, dizendo: “Tem compaixão de Ti Senhor...”. Imediatamente o Senhor chama Pedro de diabo: “Arreda satanás...” (verso 23). Tudo isso vem mostrar a nós que vivemos num mundo tão secularizado e humanizado, o quanto as maravilhas eternas não são descobertas por mentes naturais e carnais. Aqueles homens simples, conforme vemos no capítulo 6 de João eram pessoas bem-aventuradas, eram homens pecadores que acharam a fonte da vida eterna; eram perdidos que foram achados; eram homens que tiveram os olhos da alma abertos e sua visão incrivelmente puderam ver infinitamente além desse véu mundano, o qual desaparece com a morte física.
        Que fantástica descoberta! Estamos vivendo uma época religiosamente pervertida. Os homens vivem à busca daquilo que vai embora; o cristianismo moderno tem suas mãos atadas com os desejos corrompidos de um viver próspero aqui, com os anseios de corações que amam as riquezas e não com as excelências das maravilhas que jamais se acabarão: “...Tu tens as palavras de vida eterna...”


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (3)


                              
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
         A luz brilhou no coração daqueles discípulos e aqueles homens puderam perceber que o Senhor era diferente, que Sua mensagem era franca, sincera, verdadeira e imutável em Seus propósitos. Em nada alterava Sua missão em face da atitude antagônica dos judeus. Mais do que isso, a mensagem era completamente tomada de argumentos eternos, os quais iam infinitamente além das expectativas mundanas. Aqueles judeus eram homens naturais; a compreensão religiosa deles só envolvia com as coisas desta vida, por isso acharam loucas e inaceitáveis a mensagem pregada e ensinada pelo Senhor, não só no capítulo 6, como em todos os Seus discursos.
         Aquela multidão revelou a atitude que sempre tomavam em relação ao Senhor. As coisas espirituais só são entendidas pela administração do Espírito de Deus. As coisas eternas não se harmonizam com coisas passageiras. O sistema mundano vai pensar no pão daqui, na agua que mata a sede física. Mas as coisas eternas dominam sobre tudo o que é desta natureza passageira; as coisas espirituais dominam as coisas naturais, porque estas vieram daquelas. Para aqueles judeus o sistema da lei prevalecia, porque viam a letra da lei e não o espírito; viam as sombras, mas eram cegos, pois não viam a realidade das coisas. Queriam um profeta especial que trouxesse melhoras para Israel, e não sabia que perante eles estava o perfeito profeta – o próprio Deus com a mensagem celestial para eles. Examinemos um pouco mais os desejos que ocupavam o coração daquele povo que estava cercado dessa auréola de bênçãos, mas que a rejeitou de forma abrupta.
         Eles queriam palavras que redundassem em bênçãos terrenas, como o caso dos pães. Seus pais no deserto rejeitaram o maná, mas agora estava perante eles o próprio pão da vida, mas eles trataram o Senhor da pior forma. No deserto abominaram o pão dos anjos, mas agora, queriam realmente fulminar e extinguir o a excelência da provisão que dá vida eterna. Várias foram as vezes que ousaram não só a desafiar o Senhor, como também assassiná-Lo e ali na cruz tomaram todos os seus pavorosos armamentos do coração, a fim de atingir o Senhor. O próprio Senhor Jesus, na terrível experiência na cruz falou deles no Salmo 22, como touros, leões, feras terríveis vindos sobre Ele.
         É triste ver o que aconteceu com os judeus. Eles eram altamente privilegiados com as excelências das revelações de Deus; os oráculos divinos foram transmitidos por homens daquela nação; o Verbo divino desceu do céu e como homem pisou o solo da Judéia; os mais extraordinários milagres ocorreram entre eles; os fatos mais poderosos feitos pelos heróis da fé aconteceram através de homens judeus; a mensagem do evangelho foi entregue primeiramente a eles e muito mais. Mas foram rebeldes, obstinados e resistentes ao Espírito Santo. Não importa se eram homens naturais, isso não era desculpa, porque tiveram oportunidades incríveis, jamais concedidas aos outros povos, mas se ensurdeceram e recusaram ouvir as palavras vindas diretamente do próprio Verbo encarnado.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (2)


                                   
 “...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
HOUVE UMA AVALIAÇÃO DE TUDO O QUE OUVIRAM.
        Na introdução procurei mostrar o que foi que motivou os discípulos à essa confissão incrivelmente oportuna, especialmente para esta época que chegou a nós com os charmes da prosperidade. O nosso Senhor sempre se destacou em graça e verdade, essas duas prerrogativas Dele jamais faltaram em suas abordagens. Graça sem a verdade não passa de mera simpatia; verdade sem a graça não passará de orgulho que fere. Nosso Senhor uniu as duas coisas. Em Seu rosto brilhava a radiante luz da simpatia e da empatia, mas as Suas palavras revelavam a Sua glória. Nosso Senhor jamais colocou a verdade de lado, a fim de usar de falsidade com os homens; jamais vendeu a verdade, a fim de agradar a multidão. Ele procurou andar sempre à luz da presença íntima e amiga do Seu Pai, além de ser guiado no poder absoluto do Espírito Santo. Por esse fato estava disposto a ficar sozinho. Foi nessa circunstância, quando a multidão se afastou para não ouvir seu “duro discurso” que Pedro e outros disseram: “Para onde iremos nós?”
        A graça e a verdade tão mostradas no viver, nas obras e nas palavras do Senhor não atraíram seus corações, mas atingiram em cheio a vida dos discípulos. Aqueles homens andaram com o Senhor, três deles presenciaram a glória de Cristo. Eles compreenderam por obra do Espírito de Deus que aquele homem com quem andavam não era um mero homem, nem um mero profeta, mas era o próprio Deus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (João 1:14). Aqueles homens conseguiram entender tudo isso, pela fé eles venceram as ofertas mundanas e optaram pelas palavras de vida eterna.
        Quanto precisamos entender essas coisas! Muitos pegam o livro de João, ficam maravilhados com os ensinos, mas não conseguem perceber a glória dos ensinos de vida eterna nas palavras do Filho de Deus. A multidão de judeus corria em busca das obras do Senhor, mas odiavam seus ensinos. O mundo é sempre assim, pois chega a gostar da religião, desde que esta lhe faça promessa de milagres para uma vida abençoada aqui. Nada contra as bênçãos materiais, elas vêm de um Deus bondoso, fiel que se compadece dos homens. Mas se as bênçãos terrenas não se tornarem um tipo de “tapete” que leve até as maravilhas da vida eterna, elas resultarão em maior ódio contra a verdade. Chegará o momento que as bênçãos terrenas serão atribuídas aos ídolos, conforme disseram os judeus pobres, os quais não foram levados à Babilônia (Jeremias 44).
        Examinemos mais de perto o que realmente aquela multidão queria da parte do Senhor. Certamente eles não estavam nem um pouco interessados nas palavras de vida eterna, por isso recusaram e foram embora. Façamos uma comparação com o que acontece com o sistema evangélico, porque o que vemos é boa parte correndo em busca do deus riquezas e essa divindade tem sido indiretamente a mais apregoada em nossos dias. Se não houver uma busca pela verdade da vida que dura para sempre, os homens ansiosamente procurarão aquilo que dura pouco tempo. A multidão de judeus viu o milagre da multiplicação dos pães e achavam que era aquilo que o Senhor faria sempre. Mas assim que ouviram as Palavras do Senhor da glória, eles recuaram, recusaram e foram embora.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A GRANDE DESCOBERTA (1)


                                      
“...Senhor, para quem iremos ? O Senhor tem as palavras de vida eterna, e nós temos conhecido que o Senhor é o santo de Deus” (João 6:68,69)
INTRODUÇÃO:      
        Amado leitor, de novo tomo esse texto para mais uma mensagem, porque profundas e oportunas são suas lições. Falo “de novo” porque antes já tinha pregado nesse texto com a pergunta: “Quereis também retirar-vos?”. João 6 é um dos mais profundos capítulos da bíblia, por isso não podemos olhar as palavras do Senhor de um modo superficial. Nosso Senhor mesmo diz aos judeus que suas palavras não são meras letras, mas espírito e vida. Sendo assim elas estão infinitamente acima da nossa pobre compreensão natural das coisas.
        Aliás, o ensino do capítulo inteiro mostra que as palavras do Senhor são palavras de vida eterna. Foi assim que o Senhor começou falando aos judeus, os quais corriam em busca Dele, a fim de obter cestas de comida, enquanto Ele mesmo se apresenta como o pão da vida. A pergunta feita pelos discípulos mostra que eles obtiveram resposta no próprio ensino mostrado pelo Senhor em todo capítulo: “Tu tens as palavras de vida eterna”. Vamos checar com um pouco mais de profundidade as palavras dos discípulos, porque eles vêm de encontro a maior necessidade que temos hoje em nossa sociedade que está sempre à busca de novidades.
        Outra verdade é que somente os que ficaram na presença do Senhor foram os que entenderam que Suas palavras foram palavras de vida eterna. Os discípulos que fizeram a confissão acima perceberam que estavam perante o Filho de Deus e que as palavras de vida estavam infinitamente acima dos desejos corrompidos e passageiros dos homens neste mundo. Perante eles estava alguém bondoso, maravilhoso e pronto a mostrar Seu poder que sustenta, dando provisões aos homens. Aliás, Ele já havia feito isso milhares de vezes. Ele bem que poderia dar pão, água e todo sustento buscado ansiosamente pelos homens.
        Porém, aquela ocasião do capítulo 6 era radicalmente diferente. Nosso Senhor fez a luz da Sua divindade brilhar em Suas palavras. Ele não ficou em pé e transfigurou-Se, como ocorreu no Monte das oliveiras. A glória Dele brilhou em Suas palavras: “As palavras que vos digo são espírito e vida”. Isso não interessa para a mente carnal, mas interessa sim aos que são salvos. Por essa razão estou me dirigindo aos que têm os mesmos gostos espirituais que tiveram os discípulos que não fugiram, mas permaneceram perante o Senhor. Tais pessoas não estão ocupadas com comida, bebida e outros confortos tão prometidos pelo mundo. Eles querem realidades espirituais. Eles querem ver o caminho que não acaba com a morte física, mas sim o caminho que perpassa esta vida e penetra nas regiões celestes.
        Na abertura dessa nova mensagem eu pergunto ao meu leitor: O que você realmente quer? Deseja ouvir aquilo que tanto agrada a natureza carnal e egoísta, assim como queriam os judeus? Se for esse seu desejo, certamente você dará as costa e ignorará esta mensagem. Mas, se você, igualmente Pedro e outros anseia por conhecer coisas eternas, certamente você as achará. Elas são de duração eterna e são tesouros que o mundo desconhece. Os crentes são os príncipes do céu, por isso querem se enfeitar com os riquíssimos adornos dados a nós na palavra da verdade.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

AUSÊNCIA DE FRUTO NO VIVER (20 de 20)



“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3:16).
         Caro leitor, a igreja do Senhor marcha em sua jornada rumo ao céu; todos os santos chegarão lá; foram chamados na santa vocação para serem participantes da glória. A tão grande salvação fez da igreja do Senhor um povo invencível que marcha gloriosa e triunfantemente rumo ao seu destino planejado na eternidade. A graça exibe um povo assim perante os olhos incrédulos deste mundo, pois a igreja está no meio de numerosos inimigos e aparentemente é frágil e incapaz de prosseguir. Mas, a certeza da chegada está com o Guia forte e poderoso; a força para continuar resistindo o mal e vencendo as atrocidades inimigas vem da graça. Ela não precisa da ajuda do mundo; a igreja avança por um caminho impossível de ser trilhado pelos não salvos (Isaías 35), avança sustentada pela força da graça, por esse fato é impossível explicar o caminhar dos santos para a mentalidade natural.
         Outro detalhe é que a igreja está ficando completa a cada dia mediante a conversão dos eleitos. A igreja ainda está incompleta e o evangelho ainda está sendo pregado, chamando homens e mulheres de todas as nações e tribos. Também, ela marcha segundo o tempo de Deus e nisso, o pobre ser humano não tem qualquer possibilidade de perscrutar. O tempo de Deus não é contado segundo nosso tempo, pois os segundos, minutos, horas, meses e anos do Altíssimo equivalem a cem, duzentos, quatrocentos, oitocentos, mil, dois mil, anos, etc. Não tem como saber o número dos eleitos, pois são milhões de milhões e milhares de milhares.
         Digo mais que a igreja produz fruto que agrada o Senhor. Cada crente é plantado por Deus neste mundo e por ser pertencente ao Senhor, Ele mesmo se agrada daquilo que vem da arte da graça (Efésios 2:10). A presença da igreja no mundo faz realçar a grandeza dos atos soberanos de Deus na salvação; a igreja brilha nessa escuridão mundana; a igreja manifesta a presença misericordiosa de Deus neste império de ódio e maldade.
         Encerro meus argumentos nesse verso, mostrando que Deus há de julgar a igreja de Laodicéia. Já tenho tratado disso várias vezes, porque os mornos espirituais são os joios no meio do trigo; são aqueles que causam escândalos e que servem de tropeço para muitos. O Senhor afirma no texto que a igreja de Laodicéia é intragável, um fruto amargo de árvores não plantadas por Deus.
         Ó que juízo terrível aguarda os falsos crentes! Ò quão terrível será cair nas mãos do Senhor! Ó quão aterrorizante será para milhares que vão estar do lado de fora, vendo a porta da casa eterna definitivamente fechada! Quantos gritos e lamentações por estarem por toda vida enganados e iludidos, pelo coração endurecido no engano! Os olhos perscrutadores do grande Juiz vão fuzilar os invasores da Sua igreja, porque entraram ali sem serem chamados. São estranhos no meio dos filhos de Deus; são elementos mundanos tentando implantar mundanismo no meio de um povo santo. Ora, o Senhor não está julgando agora, pois Seu serviço glorioso no momento é salvar os perdidos, mas muitas vezes o Senhor visita Seu povo, passando em revista Seu exército. O Senhor ama Seu povo, por isso disciplina os santos. Por isso não há lugar para aqueles que espiritualmente estão mornos, pois não pertencem a Ele. Individualmente o Senhor trata com muitos; muitos partem para a punição eterna, morrendo em seus pecados.
         Caro amigo, há evidência de fruto de arrependimento em seu viver? Você pertence ao Senhor e prova isso num viver de santidade, amor pela palavra, oração e bom testemunho? Tem prazer pelo povo de Deus e está disposto a andar com os santos e sofrer com eles? Se esses evidentes sinais marcam sua vida, certamente você faz parte da igreja verdadeira!
         Mas, trago a mensagem de arrependimento para pecadores humildes que agora estão no coração prostrados perante a verdade. Cristo está salvando perdidos agora! Cristo está convidando homens e mulheres à Sua tão grande salvação! Creia Nele agora! Chegue a Ele em sincera confissão de fé (Romanos 10:9)! Invoque agora o Nome desse Salvador para que você seja salvo agora!

        

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

AUSÊNCIA DE FRUTO NO VIVER (19 de 20)



“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3:16).
         Caro leitor, na meditação de ontem procurei reforçar bem o fato do propósito eterno da conquista da igreja ali na cruz. Não esqueçamos o que Ele disse em Mateus 16:18: “Eu edificarei a minha igreja...”. Notemos o verbo no futuro, porquanto foi na cruz que essa maravilhosa conquista seria efetuada. Procurei mostrar que não há mediação nem dos homens nem dos anjos; que ninguém mais foi chamado para participar desse evento planejado na eternidade. A glória é de Deus, e é a vontade soberana que está em plena atividade. Vemos essas maravilhas da soberana salvação no esplêndido livro de Isaías, especialmente a partir do cap. 40. Ali vemos Deus notificando Seus grandes feitos em favor de homens e mulheres no mundo inteiro; Ele está declarando que há de cumprir as Suas promessas feitas a Abraão. Vemos ali promessas como Esta: “...Ele (Jesus) trará Justiça às nações” (42:1), e outras declarações incríveis partindo da boca de Deus.
         Então, bem reforçados nas Escrituras, conheçamos agora as maravilhas reveladas acerca da noiva do Cordeiro. A apostasia atual não apaga essa luz que brilha! A igreja de Laodicéia está fadada ao juízo, irá curtir o sofrimento eterno, porque não pertence ao Senhor, mas à grande meretriz mundana (Apocalipse 18). A igreja vitoriosa será vista em toda sua grandeza quando o Senhor retornar em glória com esse exército vestido de branco, descendo do céu (Apocalipse 19). A igreja do Senhor, constituída de pessoas simples e aparentemente derrotadas é invencível! Não há poder deste mundo capaz de destruir a igreja, porquanto ela surgiu da redenção da cruz; ela veio da vitória já consumada de Cristo, pois todos os inimigos foram completamente derrotados e toda fúria deles agora é inútil.
         A igreja é triunfante, mesmo que esteja diante da morte, porque é o povo da ressurreição! A morte de cada santo é o último petardo inimigo, fazendo com que a perfeição eterna tenha seu inicio! Não esqueçamos o que nosso Senhor afirmou acerca de cada um dos eleitos: “...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44). A vida do filho é infinita, eterna; Dele veio a imortalidade, por isso a morte vem para arrancar essa película feita de barro; veio desfazer essa prisão temporária, essa tenda onde os santos habitam por breve tempo (2 Coríntios 5:4). A supremacia da igreja não é contada do lado de cá, mas sim do lado de lá, porquanto todos os que já morreram estão agora realmente vivos!
         Mas, posso assegurar que mesmo sendo visto deste lado com um número tão reduzido, a igreja do Senhor se sobressai na força do Senhor seu Deus: “Maior é o que está em nós do que aquele que está no mundo”. As vitórias conquistadas pelos santos sempre foram mostradas em forma de milagres, enquanto o mundo sempre busca o triunfo por meio de números. Bastou 3 homens na Babilônia para que Deus mostrasse Sua glória no meio de um numeroso exército de pagãos e corruptos. A força do mundo está nas armas, no poder de matar o corpo. Mas a igreja de Deus prevalece na oração. Bastou a oração da igreja para que Pedro escapasse milagrosamente da prisão e da morte (Atos 12). Bastou a oração de Ezequias para que 185 mil soldados fossem destruídos numa só noite pelo Anjo do Senhor (2 Reis 19).
         A igreja do Senhor possui a arma da fé: “E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5:4). Debaixo dessa gloriosa fé habitam os instrumentos santos da justiça, retidão, santidade, amor, compaixão e coragem. Essas vestes sagradas ornamentam a igreja na guerra; toda sua investida não visa matar os homens, mas sim o mal. Basta um homem de fé e ele servirá de locomotiva. Basta um forte varão, carregado e inflamado de amor e zelo pela glória de Deus, para que o exército mundano venha a tombar. O Senhor, o Deus da igreja opera assim, porque Ele é o “Senhor dos exércitos” (Salmo 24).

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

AUSÊNCIA DE FRUTO NO VIVER (18 de 20)



“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3:16).
         Caro leitor, a igreja de Laodicéia, a igreja apóstata, não tem fruto de arrependimento. É triste para um povo quando Deus chega à procura de fruto, mas não encontra. É triste quando a religião é fruto de humanismo puro e não obra de arte da graça. É sinal de juízo iminente quando um povo vive de uma aparente piedade, quando por dentro o coração não foi regenerado; não passa de palha que deve ser ajuntada para o fogo. O Senhor jamais admirou nem irá ter qualquer admiração pela aparência dos religiosos; Ele odeia a hipocrisia religiosa e afirma para a falsidade religiosa: “...Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada” (Mateus 15:13. Que o Senhor use de compaixão com esta geração pervertida e religiosamente orgulhosa de nossos dias! Que milhares tenham seus olhos espirituais abertos! Que milhares sejam acordados desse sonho; que sejam tirados das alturas e que vejam a realidade de seus pecados e da merecida condenação que aguarda a alma impenitente (Romanos 2:4).
         Mas, a igreja de Laodicéia deve saber que nada há que possa frustrar os propósitos eternos do Senhor na edificação da Sua igreja. Cristo comprou a igreja Dele com o altíssimo preço do Seu próprio sangue; Ele mesmo afirma: “...edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). O evangelho não é um projeto que possa ser frustrado; o evangelho é o poder de Deus (Romanos 1:16) e não do homem. Nada há neste mundo que possa aniquilar os planos eternos do Senhor em erguer esse monumento planejado na eternidade. Não há conselho do diabo que possa desfazer as atuações gloriosas do Senhor em pleno império das trevas, chamando pecadores da morte para a vida; não há poder da nova era, nem qualquer movimento ecumênico, por mais ardiloso que seja, que possa apagar a lâmpada do evangelho verdadeiro. Vejo como avança o poder das trevas em nossos dias; até mesmo igrejas que antes eram fortes e zelosas na verdade estão se afastando da fidelidade, a fim de que as portas para o acesso dos mundanos fique mais fácil.
         Mas, o fato é que não existe poder das trevas que consiga apagar a luz do evangelho da glória de Cristo em neste mundo: “A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevaleceram contra ela” (João 1:5). A porta da graça não está fechada, então, quem poderá fechá-la? Ainda têm pecadores que estão sendo salvos e que hão de ser salvos. O Senhor tem Seus ministros fieis; o Senhor tem seus profetas zelosos! A igreja é invencível, imortal e gloriosa, por isso a luta do mundo é inútil e todo esforço das trevas é trabalho cujo resultado será para o fogo (Jeremias 51:58). O pobre, frágil e inoperante exército mundano trabalha com a lógica, o Senhor opera por milagre; o mundo trabalha com a força que sempre foi e será usada pelo mundo, porque os homens estão sempre enganados e iludidos. O Senhor opera segundo os princípios da graça, por isso não há como explicar isso, nem como entender. O Senhor opera onde só há impossibilidade; onde tudo significa frustração, porque o Senhor não depende do poder, nem da força nem das habilidades do homem. O poder é Dele, porquanto a glória será sempre Dele.
         Caro leitor, a igreja do Senhor prossegue na liderança Dele; ela marcha triunfante, mesmo diante de sofrimentos num mundo amaldiçoado pelo pecado e seduzido pelo pai da mentira. A mensagem do evangelho prossegue e basta uma pequenina voz da verdade para sobressair a glória desse evangelho santo. Maior é nosso Senhor! Maior é o comandante, o capitão que vai à frente do Seu povo! Sua presença é um fogo que vai consumindo os inimigos e conduzindo Seu povo fielmente rumo ao lugar certo – a Nova Jerusalém. Ele ainda não retornou como Juiz, Ele é o Salvador bendito e Seu ministério continua sendo salvar perdidos! Não é maravilhosa essa história eterna? Não é preciosa essa história da salvação? Como podemos deixar de falar, pregar e anunciar?