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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A FALSA E A GENUINA CONFISSÃO (6)




“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21)  
         Caro leitor precisamos discernir bem a diferença entre a falsa e a genuína confissão, especialmente nos dias tão maus e tão cheios de enganos, como estes dias nos quais estamos vivendo. Nosso Senhor mostra no texto que homens no pecado podem dizer “Senhor, Senhor”, assim como a genuína confissão de fé declara. Precisamos saber se nossa confissão é realmente genuína, ou é falsa; precisamos estar certos se estamos ou não firmados na Rocha inabalável da fé em Cristo, ou se estamos sendo induzidos pelo engano do um coração iludido. Por essa razão devemos prosseguir nesse minucioso exame do texto, à luz de todo ensino bíblico.
         Digo e afirmo que homens e mulheres podem dizer “Senhor, Senhor” numa atmosfera de emoção religiosa. As emoções se agigantam quando são transformadas em emocionalismo; quando o intelecto é obstruído e ambiente é levado pela euforia dos sentimentos. A Palavra de Deus não condena as emoções, pois somos seres emocionais o vemos na Bíblia um Deus de santas emoções. Entretanto, um ambiente preparado para ser puramente emocional pode atrair terríveis erros, porquanto as emoções passam a ditar até mesmo a teologia.
         É num ambiente assim, onde nada há de conhecimento, de verdadeira compreensão da verdade à luz da bíblia que as luzes que aparecem são como de vagalumes. Induzidos pelas emoções homens e mulheres passam a “sentir” a presença de Deus e falam de experiências incríveis com Deus. Mas, tudo fica sem base, sem firmeza e o viver religioso passa a ser dominado e dependente desses cultos. Em Malaquias 2:13 vemos como Deus trata pessoas iludidas e enganadas num ambiente assim, completamente equivocadas quanto às suas responsabilidades diante de Deus.
         Digo mais que homens e mulheres vão dizer “Senhor, Senhor” porque há um elemento de superstição nesse nome. Vemos isso diariamente, pois o povo gosta de usar o nome “Jesus” nos carros, nas casas e noutros lugares. As multidões utilizam objetos e outras coisas como instrumentos de sorte e de “bênçãos”, por isso adicionam o nome de “Jesus” em sal, águas, óleo, etc. como amuletos de sortes. Homens perigosos e gananciosos são espertos em utilizar o nome “Senhor”, a fim de explorar financeiramente a multidão.
         Por fim vão dizer no juízo final: “Senhor, Senhor!”. Milhares à beira da morte querem ouvir essas palavras, porque a habilidade de enganar é a capacidade do coração do homem, mesmo na hora da morte. Quando o Senhor assentar no trono de juízo, milhares vão dizer “Senhor, Senhor!”. Milhares sob o desespero vão lembrar que foram frequentadores de igrejas, que cantaram, oraram e foram religiosamente bem sucedidos; milhares vão falar que fizeram tantas coisas em nome do Senhor; que até mesmo expulsaram demônios.
         Ó, meu caro leitor, como está a sua situação? O que significa a confissão “Senhor, Senhor” em seus lábios e em seu viver? Há algum elemento de engano e mentira embutido nisso? Não está usando esse Nome apenas como capa, a fim de encobrir um viver tortuoso? Não está se ocultando numa antiga confissão que fez e que lhe garantiu certa convicção de salvação? Será que você está usando vivendo no pecado e tentando segurar numa corda de fé, a fim de chegar ao céu? Há em seu coração uma contínua e sincera confissão? Há humildade e dependência do Senhor em seu viver continuamente? Está plenamente certo que seu modo de vida prova que você anda com o Senhor, que Ele é seu Pastor e que você é realmente uma ovelha Dele?
         Mas hoje é o dia da salvação! Pode ser que haja alguma alma curtindo arrependimento e desejosa de conhecer a Cristo para confessar seus pecados e receber Dele essa tão maravilhosa e completa salvação!


terça-feira, 5 de novembro de 2013

A FALSA E A GENUINA CONFISSÃO (5)




“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21)  
         Caro leitor voltemos para esse verso da revelação inspirada, porque nosso Senhor mostra que o que acontecia no meio dos judeus com a religião hipócrita dos fariseus é o que iria acontecer no mundo, assim como estamos vendo em nossos dias. A arma mais poderosa do pai da mentira neste mundo é imitar as coisas de Deus; ele consegue enfeitiçar os corações da multidão com sentimentos da presença divina em suas vidas e assim mantém os pecadores na ignorância espiritual (2 Coríntios 4:4).
         Vejamos bem que a falsa confissão fala “Senhor, Senhor!” e o faz de forma ardente e sentimentalmente com muito fervor. Foi com essa manobra que os falsos profetas nos dias do rei Acabe conseguiram manter a nação de Israel em completa escuridão espiritual, porque tudo era feito em nome de Jeová; na aparência parecia ser verdade, mas por dentro era realizado o culto a Baal (1 Reis 21, 22). Não esqueçamos que está acontecendo esse mesmo aparato religioso em nossos dias, quando até mesmo verdadeiros crentes estão sendo atraídos para as redes manipuladoras de satanás, justamente por causa da ignorância acerca do verdadeiro evangelho. Caro leitor, homens e mulheres podem falar “Senhor, Senhor” numa mera atitude religiosa, porque os termos “Senhor, Deus, Jesus, etc.” são mais apreciáveis e não trazem qualquer indício de maldição. Tudo o que chegar às mãos das pessoas com títulos espirituais e com fragmentos bíblicos são bem-vindos aos corações incautos.
         Digo mais, que homens e mulheres podem dizer “Senhor, Senhor”, quando estão buscando bens materiais. Foi assim com a multidão que foi tirada do Egito e levada pelo deserto sob a liderança de Moisés. Milhares de pessoas estavam insatisfeitas sob a liderança divina; seus corações soberbos não suportavam a forma como Deus guiava Seu povo e como supria suas necessidades. Mesmo vendo os milagres e os atos das mãos fortes e poderosas de Deus, eles eram erguidos pelos seus corações presunçosos e arrogantes, por essa razão desafiavam a bondade e longanimidade de Deus. O Salmo 78 aparece para contar em forma de cântico o comportamento incrédulo e cruel de milhares de Israelitas, pois eles tinham seus corações no Egito e queriam que Deus em Seu poder colocasse perante eles tudo o que eles queriam, e sem embargo continuaram pecando contra o Senhor, até que o juízo era derramado sobre eles.
         Ó caro leitor, os homens no pecado sempre agirão assim; sempre farão sacrifícios para ir longe à busca de um Deus que lhes forneça comida; sempre lutam e trabalham em busca de uma divindade que coloque alimento na mesa deles. Vemos isso no cap. 6 de João. Vemos essa perversidade em nossos dias com a tão propagada mensagem da prosperidade. Elementos perniciosos e avarentos estão aproveitando para fazer o povão dançar sob os rojões da “super espiritualidade” deles; estão bem enlaçados com suas cordas e aprisionados em suas correntes. Eles estão contando “as bênçãos” e de seus lábios vemos entoando louvores e louvores a esses deuses fabricados por suas próprias mãos.
         Mas, eis que nosso Senhor deixa bem claro no final do Sermão do Monte que o mero dizer “Senhor, Senhor” não significa que pertence a Deus. Com isso o Senhor está declarando aos homens que Sua função não é fazer o que tanto a natureza corrompida do homem deseja ter; Ele não veio para mudar este mundo e fazer desse ambiente passageiro um lugar adaptável para acomodar os homens no pecado. O reino do Senhor é do céu, não da terra e somente homens e mulheres quebrantados no coração podem entender essa verdade. Quem estiver buscando um Cristo mundano e pacífico com o pecado, certamente terá, pois satanás tão esperto consegue enviar seus cristos para corações endurecidos pelo pecado.
         Ó amigo, volte agora para o Senhor e Salvador! Vá a Ele em busca do perdão e da purificação dos seus pecados, a fim de que você seja salvo da Ira de Deus e seja guardado pelo Senhor das armadilhas mortais de satanás neste mundo.