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quarta-feira, 4 de maio de 2022

“O TEMPO PARA O ARREPENDIMENTO” (2)


“Dei-lhe tempo para que se arrependesse, porém ela não quer se arrepender de sua imoralidade”  (Apocalipse 2:21)

        A primeira página foi apenas uma introdução para o assunto que se destaca nesse verso de Apocalipse, quando Deus fala de uma mulher tipo Jezabel que estava na igreja de Tiatira. Como havia falado na página inicial que em Apocalipse, sendo um livro profético, quando se refere à uma mulher normalmente fala ou de alguém que precisa de socorro (Como no caso Israel), quando fala da igreja, comprada pelo sangue do Cordeiro, ou quando fala de uma mulher tipo prostituta, procurando sujar o ambiente. Podemos sim lembrar da perversa Jezabel que aparece no final do livro de 1 Reis e o final da sua existência pervertida no capítulo 10 de 2 Reis. Foi Jezabel que estabeleceu no reino do norte de Israel o culto a baal. O cruel rei Acabe casou com ela e levou a Israel a história de um reinado tirano, idólatra e maligno, de tal maneira que o nome dela aparece no último livro da bíblia, para mostrar o que acontece quando as mulheres ocupam o lugar que não deveriam ocupar e o resultado disso.

        O fato é que estamos vivenciando no Brasil a organização feminista e como tem crescido, promovendo uma contribuição das mulheres, mas não para o bem da nação, das famílias e das igrejas. As mulheres fora do lugar onde Deus as colocou surte o “efeito Jezabel”. Não quero desmerecer o papel importante que a mulher tem na igreja e na família, quando elas têm o temor ao Senhor. Mas não é no caso atual, porque o espírito “Jezabélico” transtorna tudo e atrai a prática da prostituição e adultério. Se os homens crentes não ocuparem o lugar que pertence a eles, como sacerdotes no lar e na igreja, todo ambiente há de sofrer terríveis resultados.

        O que acontece hoje? Esse espírito de irreverência, de insubmissão e de vaidades tem feito com que a sociedade nem sequer pense em temor ao Senhor. Hoje sentimos profunda ausência de conversões genuínas, por falta de arrependimento. Devemos saber que Deus opera salvação somente onde há arrependimento, se não houver isso significa que tudo está sendo preparado para um iminente juízo: “Dei-lhe tempo para que se arrependesse...”. É essa a mensagem que Deus tem em toda extensão das Escrituras aos pecadores, quer fora da igreja, quer dentro da igreja. Ele chama “Jezabel” ao arrependimento! Incrível! Ele não fez isso com a perversa Jezabel mulher de Acabe (2 Reis 10). Ela foi massacrada pela ira de Deus através de Jeú e dos cães que a devoraram.

        Mas agora não. Dentro da igreja de Tiatira Deus chama essa simbólica Jezabel para que se arrependa. Para a primeira o juízo veio sem aviso prévio, mas agora eis o Senhor da igreja chamando pecadores ao arrependimento; dizendo a todos que deixem se arrependam desse espírito de prostituição, que abandonem suas maldades. Todos os pecadores devem saber disso. O que Deus vai fazer? Caso os pecadores não se arrependam dos seus pecados Ele trará o juízo sobre eles. O Senhor enviou Seu Espírito Santo ao mundo e uma das suas funções é convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. E o Senhor está fazendo isso. Há ocasiões quando Deus opera essa convicção poderosamente no mundo.

O texto em João 16:8 não está falando de salvação coisa nenhuma, mas sim de pecado, justiça e juízo. Em tudo o espírito Jezabélico tem tentado tirar toda consciência culpada dos homens. Era o que acontecia nos dias da perversa Jezabel. O povo adorava os ídolos em nome de Jeová e se sentia bem, enquanto a perversidade acampava. Até que chegou Elias e mostrou no poder de Deus quem realmente era o Deus de Israel. O Espírito de Deus, usando a palavra Dele é o único quem pode destruir esse espírito de amor à maldade e a justiça e o juízo de Deus.

 

 

terça-feira, 3 de maio de 2022

“O TEMPO PARA O ARREPENDIMENTO” (1)

 
 

“Dei-lhe tempo para que se arrependesse, porém ela não quer se arrepender de sua imoralidade”  (Apocalipse 2:21)

                INTRODUÇÃO: Amados irmãos e amigos, através desta frase em que Deus fala a respeito daquela mulher por nome Jezabel no Capítulo 2 de Apocalipse vemos o fato que Deus dá um tempo para que o pecador se arrependa. Creio que isso é de grande valor à compreensão da paciência de Deus. Ele sempre mostra aos homens quanto tempo Ele concede aos homens para que eles se arrependam. E nós devemos lembrar que o tempo de Deus é incrivelmente diferente do nosso tempo, pois trata-se muitas vezes de centenas de anos.

Em primeiro lugar, antes que entremos nesta série de mensagens, é mister que conheçamos duas coisas: 1) A culpa do pecador. O homem é culpado em qualquer lugar e em quaisquer circunstâncias. Tudo o que o mundo religioso de hoje faz é minimizar a culpa do homem. Essa é a caminhada humanista que tem solapado o mundo ultimamente. Satanás sempre usou o homem para esconder suas intenções perversas por detrás, especialmente quando tem em vista erguer o anticristo.

Lembremos sempre que toda e qualquer mentira religiosa é humanismo, porque tenta tirar a culpa do homem. Mas quando voltamos nossos corações para a verdade revelada entendemos que a felicidade do homem está em seu arrependimento e volta para Deus. Incrível, mas o capítulo 2 de Apocalipse mostra numa mulher que era da igreja em Tiatira a figura da perversa Jezabel, porque era o tipo que estava na igreja para criar escândalos. A figura feminina na bíblia, nas palavras proféticas, normalmente mostra o estado de irreverência, sedução e idolatria no ambiente. Em todo Apocalipse a grande meretriz é o ajuntamento de tudo o que significa mentira religiosa, fazendo contraste com a igreja de Cristo, virgem pura. Outro detalhe importante no capítulo 2 no qual estamos agora focados é o capítulo onde mais o Senhor fala de arrependimento, o tema central dessa mensagem.

Trago essa verdade como destaque porque é o que presenciamos em nossos dias, o domínio feminino e a ausência de arrependimento. Podemos aqui lembrar dos dias dos juízes na história de Israel, porque naqueles dias não havia rei em Israel, não havia liderança nem na família, tampouco havia na nação. Por isso cada um fazia o que bem queria trazendo miséria e escravidão por parte dos inimigos ao longo dos trezentos anos e tudo era amenizado quando Deus em Sua compaixão enviava juízes para julgar a nação. Então, a ausência do conhecimento do Deus da bíblia é que traz arrogância aos homens como vemos em nossos dias.

2) Vamos ver o que a Palavra de Deus diz a respeito do Deus que se revelou. Em Deuteronômio 32:39 aprendemos que Ele é poderoso para executar justiça (eu mato) e misericórdia (eu faço viver), e no final do verso vemos que Ele é soberano e não há quem possa impedi-lo. Nota-se que devido ao orgulho do pecado os homens nem sequer tem noção do temor a Deus. O espírito de Jezabel tomou conta da sociedade; cada um faz o que bem quiser fazer; ninguém vê qualquer perigo, cada um toma sua própria decisão, sem precisar da liderança de Deus. Por essa razão é que trago neste texto essa mensagem, na tentativa de chegar, quem sabe a corações arrependidos. Incrível é que o Senhor dá tempo para que os homens se arrependam dos seus pecados e voltem para Ele.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A INÚTIL CONFIANÇA NO HOMEM E NAS COISAS (10 de 10)



“Moisés respondeu: Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão que vou dizer; pois dirão: O Senhor não apareceu a ti. Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que tens na mão? Ele respondeu: Uma vara...” (Êxodo 4)
O QUE SOU NO CORAÇÃO
        Precisamos conhecer quem somos nós, à luz do ensino bíblico. Naturalmente tendemos a desviar dessa “foto” que a palavra de tira a nosso respeito na Palavra, porque o pecado quer mostrar uma foto diferente. Moisés agiu com confiança própria, mas Deus o fez saber que nada era. Intensifico isso porque sei o quanto vivemos num momento quando a sociedade religiosa no Brasil e no mundo vive imersa no espírito de arrogância. Satanás é o rei dos orgulhosos e o mundo é o lugar onde ele realmente expõe esse orgulho em todos os aspectos. Precisamos lutar tremendamente contra esse desejo de fama, prazeres, nome, bens e destaques. Na vida de cada crente Deus trabalhará para que seja arrancado essa soberba e passemos a viver em humildade e dependência Dele.
        O orgulho nos faz tomar a frente de Deus e até mesmo querer ensinar nosso Senhor. A indisposição de Moisés de Moisés não era sinal de humildade, mas sim de terrível soberba disfarçada: “Ah! Senhor! Manda outro...não tenho capacidade, etc.” O orgulho é sinal de incredulidade vil e quanto a isso Deus se ergue em ira. Em sua soberba os ensinos de Deus não eram atendidos por Moisés. Diz o texto que Deus ficou irado com Moisés, pois Deus já havia mostrado a ele que Ele era o soberano, que fez o surdo, o cego, o mundo, etc. e que Faraó realmente não iria ouvir Moisés. Moisés seria apenas o instrumento nas mãos de Deus para a execução da vontade de Deus.
        Quem disse que somos diferentes? Em nossa soberba não investigamos a bíblia, por isso ignoramos que Deus é Deus, duvidamos de suas promessas e falhamos em não lhe obedecer. Em nossa soberba recusamos um viver simples, humilde e dentro daquilo para o qual fomos chamados. Não foi assim com o secretário do profeta Jeremias, Baruque? Sem dúvida ele era um homem capaz e tinha bons planos para sua vida. Talvez fosse solteiro e queria formar uma família, mas quando viu Jerusalém sob a ameaça de ser destruída pelo exército babilônico e as ameaças de Deus para destruir as nações, Baruque entrou em desespero; parecia que toda esperança. Foi então que Deus enviou a mensagem de Jeremias 45, onde Deus consola aquele moço, dizendo que esta arrancando o que Ele plantou e demolindo o que Ele, como soberano havia construído, mas que a vida de Baruque seria guardada como despojo.
        Qual era o ensino final do Senhor para Moisés? Assim que Deus ordenou e Moisés recolocou a mão no peito, eis que a lepra sumiu. Que lição da graça! O Deus que mostra o estado desesperador do homem, é o mesmo Deus que purifica o homem. Moisés precisava saber que tudo derivava da graça; que o Deus de Israel era o Todo-Poderoso, por isso em nada dependia do homem. Ser usado por Ele é um privilégio e foi isso o que tomou conta de Maria quando soube que seria a mãe de Jesus. Mesmo na presença constante da sombra dessa soberba, Moisés foi enviado e foi usado por Deus grandemente nos próximos quarenta anos de Sua vida. Outras lições aquele servo do Senhor precisou aprender, até que Deus mostrou que chegou o tempo final. No começo ele não queria ir, mas Deus o enviou, no fim ele queria continuar, mas Deus o impediu.
        A lição final é que devemos olhar para nossa condição no pecado. Deus salva o pecador, purificando-o de todo pecado, por causa da Sua compaixão. Deus usa Seus santos aqui no trabalho Dele, porque somos instrumentos para sua glória enquanto estivermos neste mundo. Foi essa a lição final que Ele passou para Jó, que era soberano e que Jó era servo e que Ele faz o que Ele bem quiser conosco. Que lição graciosa! Quanto precisamos nos desvencilhar do perigo dessa venenosa serpente chamada de soberba que tanto ameaça nossa vida aqui em simples dedicação e consagração a Deus!

sexta-feira, 17 de julho de 2020

A INÚTIL CONFIANÇA NO HOMEM E NAS COISAS (9 de 10)



“Moisés respondeu: Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão que vou dizer; pois dirão: O Senhor não apareceu a ti. Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que tens na mão? Ele respondeu: Uma vara...” (Êxodo 4)
O QUE SOU NO CORAÇÃO
        Para entrar nessa lição preciso lembrar aqui o fato que Moisés demonstrou que sempre agiu com confiança em si mesmo. É exatamente isso o que precisamos aprender, quando lidamos com o Deus da revelação bíblica. O que Deus estava fazendo era dando uma lição prática naquele que seria instrumento Dele no contato com Seu povo. Espero que meus leitores entendam bem o que venho dizer aqui. Deus pode muito bem fazer Suas obras sem qualquer mediação humana. Lembremos que Ele é Deus, o Deus das impossibilidades.
        Mas aprouve o Senhor usar instrumentos humanos para lidar com os homens. Ele é Rei e reina absolutamente no céu e na terra, mas aprouve o Senhor usar reis na terra, assim como fez com a nação de Israel. O Senhor sempre usou profetas, como seus porta-vozes, para comunicar Sua mensagem a Israel e ao mundo. Usou e usa pregadores humanos, cheios da compaixão Dele, a fim de comunicar Sua mensagem de salvação aos perdidos. Mas a todos os Seus servos Ele sempre os preparou e os encheu do poder do Seu santo Espírito, a fim de que Sua mensagem fosse realizada. Foi isso o que Ele estava fazendo com Moisés. Primeiro abandonou durante oitenta anos, 40 anos no Egito e 40 entre os midianitas, a fim de silenciar a invasora natureza adâmica, a qual sempre achou e acha que Deus está demorando ou mesmo está agindo errado.
        Diante do grande EU SOU, o homem Moisés precisava saber quem era ele; que era um pecador igual a qualquer egípcio. Numa lição bem prática, o “todos pecaram” estava sendo ensinado por Deus a Moisés; Deus estava mostrando que era ele um mortal no meio dos mortais, por isso mandou que pusesse a mão no peito e quando fez isso percebeu que sua mão estava leprosa. Ali estava Moisés vendo com horror o estado do seu coração. O que ele poderia retirar de si mesmo? O que ele tinha no coração? A lepra mostra com clareza ser a figura clara do pecado, como sendo um poder corruptível e contagioso. Que lição memorável! E nós precisamos saber disso, porque não são poucas as vezes que expressamos nossa confiança em nossa capacidade. Foi assim que fez Pedro, porquanto era por demais cheio de confiança em si, até que o Senhor o deixou abandonado sob o cerco de satanás, a fim de mostrar-lhe o quanto aquele Simão era apto para se juntar às maldades dos homens e negar ao Senhor.
        Nessa lição, como Deus nos ensina? Ele o faz muitas vezes usando circunstâncias desagradáveis, a fim de nos humilhar. Ele nos deixa enfermos, ou mesmo nos deixa sem recursos que gostamos de ter aqui, a fim de nos ensinar. Às vezes Deus nos deixa sofrer com algum mal que nos perturba, assim como Paulo com o espinho na carne, sem que ouça nossas orações para nos tirar o que nos atormenta aqui. As mãos leprosas mostram o homem em seu estado natural, o que ele é, completamente imundo, desprezível e desprezado por Deus. O que Moisés jamais havia visto, Deus o via e era para ele saber disso. Quem era Moisés? Quem sou eu? Quem somos nós? Queremos a resposta, ou fugimos da resposta de Deus? Nada havia em Moisés, senão a figura de um leproso e indigno. Foi isso o que ocorreu com Jó, após ouvir as palavras do Senhor, levando aquele homem ao pó.
        Oh! Que santa escola é a faculdade da graça! O que aprendemos quando estamos diante do Senhor? Aprendemos a nos humilhar, a descer até vermos onde podemos chegar em nossa miséria. Somente assim Deus terá compaixão de nossas vidas e talvez venha a nos usar neste mundo como sendo autênticos servos Dele.


quinta-feira, 16 de julho de 2020

A INÚTIL CONFIANÇA NO HOMEM E NAS COISAS (8)



“Moisés respondeu: Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão que vou dizer; pois dirão: O Senhor não apareceu a ti. Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que tens na mão? Ele respondeu: Uma vara...”
O QUE SOU NO CORAÇÃO
        Era o momento importante para Deus tratar com Seu servo, Moisés, lidando com seu próprio coração: “Põe agora a tua mão no teu seio. E tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve” (Êxodo 4:6). Não há dúvida que essa foi uma lição que foi fixada na memória de Moisés de uma forma bem prática. A doutrina da depravação total é, sem sombra de dúvida o assunto menos conhecido em nossos dias, uma vez que neste mundo somos seres caídos. Posso afirmar isso tendo como base minha própria vida e o que acontece ao derredor, em meio a essa pandêmica apostasia (afastamento da verdade). Trago a vida de Isaías novamente, porque sua experiência naquela impressionante visão, o que ele viu imediatamente, assim que teve o vislumbre da glória de Deus foi a horror de saber quem era ele: “Ai de mim, vou perecer...”
        Sei que posso ser julgado como sendo alguém dramático, mas por outro lado sei que estou consciente do que falo, usando argumentos bíblicos. A meu ver a ausência do conhecimento da glória de Deus nas mensagens resulta num impulso tremendo do humanismo, como vemos ocorrendo na vida religiosa do nosso povo aqui no Brasil. Tudo tem sido feito hoje para abrandar evangelho; tudo é feito para que as pessoas entrem nas igrejas, sejam batizadas, sem que jamais tenham conhecido o poder do arrependimento e conversão, tendo como base a poderosa fé bíblica. Falar hoje sobre o pecado é ser desumano, cruel e obviamente sem amor. Ora, é exatamente isso o que ocorre, por isso toda mensagem pregada ou cantada que trata do estado depravado do homem é posta fora, como se fosse um veneno.
        Não tão recentemente preguei numa igreja onde pedi que cantássemos um antigo hino do nosso hinário batista: “A nova do evangelho”. Eles puseram o hino projetado na tela, mas logo percebi que a organização havia omitido uma estrofe importante: “A nova do evangelho, ora vem nos avisar do perigo grande e grave para quem se descuidar. Salvai-vos desde já, não vos demoreis então, não vireis os vossos olhos, ó fugi da perdição”. Tem algo errado nisso? Claro que não! Alertar os pecadores sobre os perigos que virão é um ato de verdadeira compaixão e amor bíblico. Porque esses homens fazem isso, omitindo essa verdade? Não há dúvida que é porque eles desconhecem o estado depravado dos seus próprios corações. Aonde chegaremos com isso? Não é verdade que as consequências são gravíssimas? A serpente enganadora já está puxando com firmeza a carruagem bela do ecumenismo e adaptando-a às cerimônias religiosas de nossos dias.
        Mas a verdade não muda, por isso temos de pregar todo conselho de Deus. Foi assim que Deus tratou Moisés: “Põe tua mão no teu seio”, veja o que vai acontecer! Noutras palavras, Deus estava usando essa lição tão prática para mostrar a Moisés o quanto seu valor para o serviço de Deus era o mesmo valor que damos ao zero. De fato, uma minhoca tem mais valor do que nós temos. Quem sou eu? Nada! Se sou exatamente como nada, então o zero é até melhor que um nada, porque logo o zero pode ser ajuntado à direita de algum número. Deus estava na prática dizendo a Moisés que ele era um caído, potencialmente um leproso, apto para ser posto fora, porque não serve.
        É essa a lição que devemos aprender diariamente, que somos provenientes de Adão; que nada temos em nós mesmos, que tenha qualquer valor para Deus. Deus quer dizer que nada sobrou do pecado que pode ser aproveitado. Precisamos ser furado pela espada, a fim de que sejamos descobertos em nossa completa nulidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

A INÚTIL CONFIANÇA NO HOMEM E NAS COISAS (7)



“Moisés respondeu: Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão que vou dizer; pois dirão: O Senhor não apareceu a ti. Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que tens na mão? Ele respondeu: Uma vara...”
O QUE SOU NO CORAÇÃO
        Já pudemos ver na vara a inútil confiança que muitas vezes colocamos nas coisas desta vida e é exatamente aí que muitos crentes tropeçam. Muitas vezes Deus toma de nós o que Ele nos deu, a fim de que não coloquemos nossa confiança nessas coisas, para que aprendamos a confiar e descansar somente Nele. O que o Egito nos deu ficou para traz, pois na jornada rumo à terra prometida a provisão será o que vem do céu. Neste mundo tudo aqui nos cerca para que tiremos os olhos do Senhor para conhecer Seu imenso amor por nós, para que O adoremos em tudo o que recebemos Dele e assim possamos crescer e amadurecer na fé. Precisamos fazer a lista das coisas onde depositamos nosso amor, porque satanás usa essas coisas para nos distanciar do Senhor e nos fazer aproximar do seu mundo perigoso. Quando alguém quer, por exemplo, tirar algo precioso de um vaso, ele enfia sua mão ali, mas logo percebe que não pode tirar por ser apertado. O que ele deve fazer? Deve soltar o que tem preso no punho e somente assim sua mão fica livre para sair. Eu sei que o assunto merece nossas melhores considerações, mas vou finalizar o assunto.
        O que temos em seguida? Notemos que Deus não concluiu Seu ensino que queria dar ao Seu servo. Grande missão Moisés teria à frente, até sua morte. Como entrar na obra de Deus? Somos nós capazes para essa tão gloriosa tarefa? Muitos são os servos que de imediato se sentem tão incapazes que nem sequer ousam pensar em poder fazer qualquer coisa. A atitude de Maria foi tão humilde, mas cheia da coragem de uma fé obediente: “Eis aqui a serva do Senhor...”. Com outros servos, Deus há de agir com atitudes soberanamente Dele, a fim de humilha-los e fazê-los sentir incapazes para grandiosas tarefas. Veja bem, não estou aqui referindo apenas ao ministério de ser pastor, missionário, ou outro serviço especial. Eu estou referindo aqui a todo serviço do crente na terra; todos nós fomos chamados para uma obra especial e todo serviço do Senhor é santo e glorioso. Parecia tão simples o serviço da mãe de Moisés, mas foi grandioso e sua obra de fé ficou marcada para sempre (Êxodo 2). Acontece que para toda obra de Deus, nossa confiança em nós mesmos e nas coisas devem ser atiradas fora, porque de nada servem.
        É exatamente isso o que aconteceu com Moisés, assim que Deus o mandou que ele colocasse a mão no peito, ele o fez e sua mão ficou leprosa. Ora, esse sinal tem grande valor para nós e o assunto merece nossas sérias considerações acerca do estado depravado do homem. Lembro aos meus leitores que em certos textos bíblicos nós temos liberdade para espiritualiza-los. O erro da espiritualização está em transformar a bíblia num cenário de espetáculos das nossas vãs imaginações e fantasias. Determinados textos foram colocados pelo Espírito Santo para que vejamos como os ensinos bíblicos espirituais aparecem ali de imediato, desde que tais ensinos estejam de acordo com toda Escritura. Assim, posso pegar o texto de Êxodo 4, a fim de trazer essas aulas que Deus deu a Moisés, como ensino prático para nossas vidas, tanto a lição da vara, quanto a lição da lepra.
        Minha esperança é que essa simples explicação venha ajudar meus leitores. Que diferença temos de Moisés? Nenhuma! Somos todos provenientes de um Adão caído. Os crentes de hoje, assim como os santos do Velho Testamento são demonstrações da operante graça e misericórdia de Deus. Foi Ele quem nos salvou e nos chamou a fim de sermos Dele para sempre, quando nós realmente merecíamos o castigo eterno. Assim, nada há em nós para que venhamos a nos gloriar em nós mesmos.

terça-feira, 14 de julho de 2020

A INÚTIL CONFIANÇA NO HOMEM E NAS COISAS (6)


                      
“Moisés respondeu: Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão que vou dizer; pois dirão: O Senhor não apareceu a ti. Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que tens na mão? Ele respondeu: Uma vara...”
O QUE TENHO EM MÃO:
        Em nossa lição acerca do texto, devemos aprender como o Senhor, em bondade e graça está ensinando Seu servo como é que Ele soberanamente age e que Seus instrumentos devem estar completamente desprovidos de toda e qualquer confiança neles e nas coisas. A vara na mão de Moisés, sem o poder de Deus não passava de instrumento de satanás. A famosa serpente do éden continua sua jornada no mundo; continua tentando ser igual a Deus e sempre aparece querendo mostrar sua força. Se insistirmos naquilo que nós mesmos queremos, eis que aquilo há de voltar contra nós, assim como a serpente voltou-se contra Moisés. A fé bíblica lança mão das promessas e lida com elas e nessas promessas não há lugar para satanás, assim como ocorreu no caso de Jó.
        Também, ao agir na fé, sob o comando de Deus, era para Moisés pegar a serpente pela cauda. Foi a primeira lição que Moisés precisava aprender. O Senhor que falava com Moisés, o grande EU SOU, um dia viria para esmagar a cabeça da serpente, mediante seu triunfo na cruz. Mas agora, pela Sua ordem, sob Seu comando era o momento para que Moisés aprendesse que a vitória da fé consiste em obedecer a Deus para obter vitória. Nós devemos tomar essas lições para nós. Precisamos olhar para as coisas do ponto de vista bíblico. Falo isso porque vejo quão ignorantes são os crentes modernos no que tange as coisas espirituais. Poucos são os que têm uma visão biblicamente clara das obras do diabo. Nós somos nada perante o poder de satanás e não fosse os poderosos cuidados do Senhor sobre nossas vidas, certamente já teríamos sido esmigalhados pelas hostes das trevas.
        Poucos querem aprender com Paulo: “Não atentando para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas” (2 Coríntios 4:18,19). Assim que lançou a vara no chão, ela foi transformada numa serpente. Não compreenderemos os atos do invisível inimigo enquanto estivermos presos àquilo que aqui confiamos. Satanás no mundo lida com coisas visíveis, por essa razão ele ficava intrigado pela postura piedosa de Jó. Ele não podia conceber o fato que um homem tão rico mantinha sua posição de fé e fidelidade a Deus. A mentalidade de satanás é completamente diferente daquilo que a graça ensina, acerca de Deus e da forma com o Senhor lida com Seu povo. O que Deus estava ensinando a Moisés? Estava como que dizendo: “Você Moisés, sem mim nada é; não passa de um pobre verme susceptível ao poder do diabo; lembre bem que EU SOU e você foi chamado para ser um instrumento usado por mim”. Ó, que assim sejamos nós humildes e diariamente dependentes do Senhor em todos os aspectos de nossas vidas!
        Mas quero terminar esta página, mostrando o quanto Deus quer nos ensinar. Deus sempre está com Sua presença graciosa, cuidando e disciplinando Seus filhos, justamente para que eles aprendam como andar. Ele sabe como temos uma visão espiritual curta; que somos indisciplinados em ler Sua palavra e meditar nela. Satanás em nossos dias tudo tem feito para tornar este mundo mais acessível aos crentes, por isso a pregação chega para alertar o povo de Deus quanto aos perigos que lhes cercam. Quando a vida está cheia de beleza, conforto e aparente liberdade; quando satanás vem bem disfarçado de religioso e divino, eis que é o momento para que Deus venha chacoalhar os crentes, despertando para os perigos. As mais altas horas da noite neste mundo são os horários mais perigosos, quando os crentes deixam de vigiar e orar.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

A INÚTIL CONFIANÇA NO HOMEM E NAS COISAS (5)


                        
“Moisés respondeu: Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão que vou dizer; pois dirão: O Senhor não apareceu a ti. Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que tens na mão? Ele respondeu: Uma vara...”
O QUE TENHO EM MÃO:
        O que aprendemos nessa lição é que normalmente Deus, através de lições muitas vezes difíceis, quer nos ensinar a sermos humildes, lembrando sempre que Dele vem o poder e graça para Seu serviço. Foi assim que Ele quis ensinar a Moisés, mas mesmo assim Moisés mostrou seu orgulho ante o chamado do Senhor. Duas ilustrações Ele utiliza para ensinar Seu servo. A primeira foi usando algo simples, fora de Moisés e através da vara que ele tinha em mãos Deus mostrou que toda e qualquer coisa que tivermos, se não for consagrado e santificado ao Senhor, nada terá de valor e só será usado como instrumento do diabo. Esta lição tinha em mira tirar de Moisés toda confiança nas coisas.
        Ali estava perante o Senhor um homem que passou por duas fazes em sua vida: A primeira foi aquela, quando por quarenta anos recebeu toda educação e ciência do Egito, deixando-o confiante que sua alta posição seria suficiente para ter autoridade e força para livrar seu povo da escravidão. A segunda foi o período de mais quarenta anos, quando aprendeu a viver na pobreza e simplicidade no meio do povo midianita. Nós sempre achamos que a posição de riqueza nos afasta de Deus, mas não é verdade, pois Moisés, devido aos ensinos recebidos de seus pais cria sim no Deus de Israel. Também pensamos que a vida de simplicidade nos leva a ser humildes. Mas ali estava perante Deus o mesmo Moisés, o Moisés do Egito e o Moisés midianita. O Moisés egípcio, um príncipe; o Moisés Midianita, casado, agora com esposa e filhos. Nas duas circunstâncias a soberba aparece de duas maneira: Autoconfiança e falsa humildade, e as duas precisavam das lições graciosas da parte de Deus.
        Se o Senhor tinha que ensinar, através da vara, o quanto satanás está por detrás de tudo o que temos aqui, chegou o momento para que Moisés pudesse saber que ele mesmo não era digno de qualquer confiança. O que Deus fez para dar-lhe essa lição? Simples: “Ponha agora, a tua mão no peito. Ele o fez; e, tirando a mão do peito ela estava leprosa, branca como a neve”. Veja bem que lição incrível, pois Deus estava mostrando através da lepra o que é o homem. Ao por sua mão no peito, a presença da lepra indicava quem era Moisés, um caído no pecado; um homem contaminado no coração e completamente inútil em si mesmo para servir a Deus. Moisés, mais tarde escreveria o livro de Levítico, onde ele, no comando do Espírito Santo trataria da lepra nos capítulos 13 e 14.
        Que nós possamos saber disso, pois vezes após vezes tendemos a confiar em nós mesmos; achamos que somos capazes, educados e mais capacitados do que os outros. Moisés precisava aprender que Deus lida com os homens na base da Sua compaixão; que quando nos chama para um serviço especial é porque Ele o quis e não porque Ele precisa de nós. Dura lição Miríam, irmã de Moisés teve que aprender (Números 12), porque achou que da mesma maneira que Deus revelava a Moisés, ela e Arão também tinha direito, por isso a lepra brotou em sua carne imediatamente. O mesmo ocorreu com o famoso rei Uzias (2 Crônicas 26), pois sua autoconfiança foi ao extremo; sua fama que avançou pelo mundo de então levou-o ao desejo de fazer o que jamais deveria fazer, entrar no templo para oferecer sacrifícios. O que aconteceu com ele? Ficou leproso e morreu jogado à inútil condição de leproso.
        O que Deus quer nos ensinar é que se não nos humilharmos perante Ele; se não reconhecermos que nossa condição natural é de penúria, que a carne com sua natureza perversa nada tem e de nada serve para Deus, então seremos postos de lado como vasos inúteis.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

A INÚTIL CONFIANÇA NO HOMEM E NAS COISAS (4)



“Moisés respondeu: Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão que vou dizer; pois dirão: O Senhor não apareceu a ti. Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que tens na mão? Ele respondeu: Uma vara...”
O QUE TENHO EM MÃO:
        Como Deus lidou com Moisés? Deus havia lhe dado a vara e isso era algo tão simples, justamente porque Deus lida com os impossíveis. Deus não enviaria um general, ou mesmo um soldado armado, pronto para lutar. Moisés seria apenas um instrumento de Deus a enfrentar a face de um homem cruel e assassino. Moisés seria apenas um porta-voz tão verme como era o próprio Faraó. Deus diria a Moisés o que Ele mesmo disse a Faraó: “Para isso mesmo te escolhi”. Deus poderia sim, com um só homem destruir as forças bélicas do Egito e libertar Seu povo; foi assim que Ele fez usando Davi e seus homens. Mas no Egito a situação era completamente diferente; a glória de Deus seria vista nos atos de Deus, atos completamente impossíveis de serem entendidos e aceitos entre os homens.
        O Deus de Israel é o Senhor dos exércitos, e notemos bem que Ele não é Senhor de um exército, mas sim dos exércitos. Isso Moisés desconhecia. O Deus de Israel age como Ele bem quiser agir, conforme as circunstâncias exigem, para que todos calem diante Dele. Assim, Deus tira de Moisés toda confiança nele mesmo, a fim de confiar naquele que se manifestou como o grande EU SOU. Era para usar a simplicidade da vara que tinha na mão. Notemos bem o quanto Deus quer ensinar ao Seu servo através de algo que não estava em Moisés; era algo da natureza fora do homem.
        Que ensino temos nisso? A vara é transformada numa serpente. Que lição impressionante! Tudo em nós, bem como tudo de nós só revela o que somos e o que temos no pecado. A vara transformada em serpente foi para mostrar o quanto satanás está presente naquilo que temos e como o mundo também pode imitar. Tudo o que temos, sem o poder de Deus não passa de instrumento usado por satanás contra nós. Tudo o que possuímos, bens, filhos, capacidade intelectual, etc. se não for consagrado e santificado pelo poder de Deus constitui em instrumento do diabo. Os filhos de Arão, Hofni e Finéias tiveram morte repentina, porque levaram fogo estranho para dentro do santuário. No tocante a santidade de Deus tudo é deparado como coisa vil e impura, caso não tenha a santificação de Deus.
        Como enfrentamos essa verdade? Para que serviu a serpente ali? Somente para o espetáculo inicial, pois ela não foi contada como sendo uma das pragas. Ela não afetou o Egito e nem sequer moveu o perverso coração de Faraó e só assustou os magos por um instante. O mundo imita os atos de satanás; o mundo chega aonde satanás chega. Deus estava dizendo a Moisés que a simples vara, bem como qualquer poder humano tudo é transformado numa natureza vil e sórdida. O que nós os seres humanos somos em Adão? Não é verdade que ouvimos a voz da serpente? Não é verdade que somos chamados de filhos do diabo (João 8:44 e filhos da ira (Efésios 2:3). Assim percebemos o quanto devemos nos humilhar diante de Deus. Mais tarde Moisés teve a dura lição de ver seus dois filhos sendo circuncidado. Foi duro para ele e mais especialmente para sua esposa Zípora, acostumados aos costumes dos midianitas. Dentro do ambiente espiritual, onde habita o Senhor da glória, a natureza vil do homem com tudo o que ele possui deve ser entregue e santificado, caso contrário Deus mostrará que nada vale. Não pensemos que nossos filhos já nascem crentes. Muitos são enganados por esse pensamento e acham que um homem crente, automaticamente os filhos são também. Pura mentira! Lancemos a vara no chão, por assim dizer e veremos o que acontece. Se não orarmos por eles e se não mostrarmos que eles são exatamente os Adãozinhos, então seremos surpreendidos com os horrores da depravação dentro de nossa família.

terça-feira, 10 de março de 2020

MÃOS E LÁBIOS NA CELEBRAÇÃO (10 de 10)



Salmo 100:2: “Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cânticos”
NOSSOS CÂNTICOS NA CELEBRAÇÃO: “Apresentai-vos diante Dele com cânticos”
        Deve haver em nós os sentimentos de alegria, em face do privilégio que temos de sermos participantes desse grande coro dos remidos. Como o mundo celebra seus representantes políticos; como fãs se regozijam quando vão às ruas celebrar a chegada dos seus ídolos de música. E nós não sentiremos honrados em face de podermos cantar e celebrar Aquele que está sempre presente conosco? Celebremos pela fé; que sintamos coragem de exibir ao mundo aquilo que cremos e que nada nos fará separar Dele. Cuidemos porque nossa celebração que fazemos ao Rei dos reis aqui será motivo de ódio intenso de satanás, porquanto ele não tolera ver a fidelidade dos santos ao Senhor. Por meio de Nabucodonosor, ele queria que os três amigos de Daniel saudassem a imagem de ouro feita pelo ditador, por isso, inutilmente tentou eliminar a vida daqueles homens.
        Nossos cânticos devem ser os mais belos que devemos entoar ao nosso Rei. As músicas do mundo estão carregadas de profanação e mentiras; elas têm o mesmo peso de vaidade que seus escritores têm perante Deus; seus sons podem ser belos aos ouvidos incircuncisos de homens e mulheres, cujos corações estão endurecidos. Quão diferentes são os cânticos de Sião! O mundo odiará cantar essas canções, porque não têm sentido para eles. Nossos cânticos devem ser preparados pelos que foram purificados e santificados na salvação.
        Nem todos os salvos sabem criar poemas, mas eles amam as canções que outros santos fizeram; a linguagem deles é a linguagem que nos surpreende; as palavras encantam nossos corações, porque tratam de coisas que marcaram nossas vidas aqui e as músicas, como elas são belas e nos fazem que sintamos o prazer em dar o nosso melhor ao nosso Senhor! Além disso há um entrosamento nas canções e nas mensagens, porque quando nossos sentimentos se elevam em amor ao nosso Amado, eis que estaremos sim preparados para ouvir as mensagens e nos disporemos para melhor santificação. “Tudo entregarei! Sim por Ti Jesus bendito tudo deixarei!”
        Da mesma maneira que os mensageiros devem dar o seu melhor no preparo da mensagem que será entregue, eis que os santos devem prevalecer nas belas canções dedicadas e amor a Cristo: “O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor” (Salmo 45:1). Não é exatamente isso? Tem um melhor poeta e escritor do que o coração santificado? Sua voz e letra são audíveis e bem visto por Deus. Ah! Um coração santificado! O que pode oferecer de sacrifício e cheiro suave perante Deus! O que podemos dar a Ele? Não é exatamente a excelência de nosso ser? Não tentemos imitar o mundo na celebração, porque tal fogo estranho não será aceito. O que os santos fazem em celebração ao Senhor não é presenciado pelo mundo. O que o mundo faz celebrando ao diabo, os crentes podem ver.
        Posso assegurar que corações que sangram por causa do pecado e que querem um encontro com Cristo devem estar cercados desse ambiente santo. Que celebração maravilhosa, quando vemos pecadores caídos, reconhecendo seus pecados, reconhecendo que pecaram contra Deus e que não há esperança fora do Salvador! Nossas vozes unidas, juntamente com a pregação celebram o Salvador e Sua salvação, convidando homens e mulheres ao arrependimento e a fé em Cristo.

segunda-feira, 9 de março de 2020

MÃOS E LÁBIOS NA CELEBRAÇÃO (9 de 10)



Salmo 100:2: “Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cânticos”
NOSSOS CÂNTICOS NA CELEBRAÇÃO: “Apresentai-vos diante Dele com cânticos”
        Entrarei agora na parte final desse tema, pois em nossas emoções devemos celebrar nosso Senhor com nossos cânticos. Os homens e anjos foram feitos com capacidade de cantar. Nós não somos papagaios, os quais são ensinados e cantam no instinto de papagaio. Falta naquela ave o raciocínio e a beleza das emoções no cântico. Todo nosso ser deve se tornar um salão da verdade, onde tudo que aprendemos sobre nosso Deus deve irradiar sua luz e devemos sim promover grandes festas de poemas para nosso Amado, aquele que nos amou primeiro.
        Mas o texto nos fornece os ensinos, a fim de que haja um preparo: “Apresentai-vos...”. Somos qual noiva que se prepara para o encontro do noivo amado. Não nos atreveremos a dar nosso pior ao Senhor; não cantaremos aquilo que gostamos; não diremos aquilo que não seja verdade, dirigindo-nos ao Deus de toda verdade. Portanto, deve haver em nós o traje do temor, porque sabemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Chegaremos perante Ele trajados de vestes de santidade, de respeito, de honras devidas a Ele, de palavras de sabedoria. Não brincaremos, cantando para ele e ao mesmo tempo saudando o mundo com seus vãos e inúteis louvores. Nosso Senhor não aceitará nossos cânticos, se não estivermos em pureza e entregues totalmente Ele, conforme o Noivo amado requer.
        Deve haver em nós o traje da sabedoria naquilo que cantarmos. Parece repetição, mas refiro-me ao modo como nós examinaremos nossas canções. A música evangélica hoje está contaminada das impurezas deste mundo, porque elementos que jamais conheceram o Salvador fazem suas músicas e põem o nome de evangélicas, a fim de agradar a todos. A música comumente cantada nas igrejas hoje, nada tem das verdades tão vistas nas antigas músicas cantadas pelos santos do passado; músicas cheias da verdade da redenção, da santidade, do viver na peregrinação e da esperança dos santos para chegar ao lar. Quando falam de amor por Cristo, as letras modernas diferem das antigas, porque elas são ornamentadas de emoções carnais e não daquele espírito de santidade que tanto envolveu os santos, quando em palavras mostravam sincero, santo e humilde desejo de conhecer Aquele que lhes amou e que provou isso.
        Deve haver em nós o traje da contrição e sinceridade, senão nossos cânticos não serão aceitos. Que nos afastemos da hipocrisia, como se foge de uma serpente. O nosso Senhor conhece o coração e não aceita louvores de lábios insinceros. Cantar para Deus sem estar contrito e santo no viver resultará em maior perigo, pois o coração se tornará ainda mais fechado e logo há de manifestar sua apostasia total. Deve haver verdade brilhando em toda letra, mas condizendo com nosso viver. A fé deverá nos impulsionar a pensar Nele e em toda essa maravilhosa história que aprendemos Dele.
        No cântico deve haver o traje de um coração que se emociona em amor e de lábios que treme diante da glória do supremo. Quem somos nós? Somos nada neste mundo e foi só pela graça que fomos unidos ao nosso Deus, a fim de que Nele tornássemos tão importantes. Quando lembramos quem éramos e como fomos achados, certamente as emoções entram em ação. Por que não amarmos nosso Senhor? Por que não desejarmos conhece-Lo mais? Por que não desejarmos envolver nessa santa comunhão constantemente?