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sábado, 19 de julho de 2014

O DEUS DE ELIAS




“Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor, Deus de Elias?” (2 Reis2:14).
         Caro leitor, o nosso grande desejo em nosso viver é Deus, o mesmo Deus de Elias. Caso contrário tudo fenece e é transformado em morte e desespero, porquanto tudo deste mundo passa. O poder que tanto Eliseu queria não subiu com Elias, nem se afogou no Jordão, mas estava ali mesmo, à sua disposição. Meditemos nessa pergunta de Eliseu e façamos dela nossa oração.
         Hoje precisamos urgentemente do Deus de Elias. Ele é chamado de Fiel: “Deus é Fiel”. Precisamos Dele quando o mundo cada vez mais está entregue às trevas e milhares têm se afastado da verdade. Precisamos do Senhor, a fim de que permaneçamos firmes, caso estejamos sozinhos na verdade (1 Coríntios 1:8). Onde está o Deus de Elias? Mas Ele não se afastou; Ele é o Deus dos fieis; Ele é o Senhor presente; Ele é o Deus conosco.
         “Onde está o Deus de Elias?” O Deus que ressuscita os mortos, ainda opera maravilhas por meio daqueles que realmente confiam Nele e em Sua Palavra. O mundo não mudou, nem mudará; os homens continuam sendo os mesmos, odiadores de Deus e amantes da iniquidade. Nós os Seus servos não esperamos mudança nos homens, assim como não aguardamos que os mortos por si mesmos possam se erguer. O Senhor que opera maravilhas é o mesmo, capaz de erguer os homens da terrível condição, por esse fato Ele nos deixou neste mundo, a fim de que sejamos testemunhas fieis da grande exibição da Sua graça salvadora.
         “Onde está o Deus de Elias?” Não esqueçamos que Aquele que alimentou Seu servo com pão (1 Reis 19:8), há de cuidar de nossas necessidades, dia a dia. Aquele que supre os animais, porventura não há de cuidar de cada um dos Seus? (Mateus 6). Ele peregrinou aqui e há de prover tudo o que precisarmos nessa longa jornada até a chegada ao lar.
         “Onde está o Deus de Elias?” Ah! O Deus que dividiu o Jordão, a fim de que todo Seu povo pudesse atravessar, também mostrou que jamais se enfraquece, pois da mesma forma abriu o Jordão para que Eliseu atravessasse. Não será assim conosco, sempre fiel? Nunca houve um santo que Ele abandonou. No momento certo, quando tivermos de atravessar o “Jordão” da morte, Ele estará presente para estender Sua mão e nos levar definitivamente para o lar.
         “Onde está o Deus de Elias?” Temos a firme e veraz resposta, pois Ele não está morto como o mundo pensa; não está dormindo, como imaginam os humanistas; nem está de viagem, como presumem os incrédulos. O Senhor continua no céu observando e cuidando dos Seus. Aquele que administra o universo, jamais falhará em cuidar dos mais simples dos Seus santos. Ele é ainda o mesmo, movido pelas orações daqueles que Nele esperam, a fim de abençoar este mundo ressequido no pecado.
         Ele ainda é Fiel e pode nos fazer fieis, quando milhares já se curvaram a Baal. Ele fará com que jamais venhamos a desonrar Seu Nome. Ele está vindo em vingança contra este sistema maligno! Virá para buscar Seus santos e destruir esse reino de mentiras e de iniquidades!
         Santos de Deus, não temam! O Deus de Elias está presente, especialmente em tempo de tribulação!           

domingo, 8 de junho de 2014

“A IMUTABILIDADE DE DEUS” (8)



C. H. Spurgeon

“Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.” (Malaquias 3:6)

II. Agora, em segundo lugar, permiti que eu vos diga uma palavra sobre AS PESSOAS PARA QUEM ESTE DEUS IMUTÁVEL É UM BENEFÍCIO. “Porque Eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.” Então, quais são “os filhos de Jacob”, que podem gozar-se num Deus imutável?
1. Em primeiro lugar, são os filhos da eleição de Deus; pois está escrito: “Amei Jacó, porém Me aborreci de Esaú e ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal” (Romanos 9:11-13). Estava escrito: “O mais velho será servo do mais moço” (Romanos 9: 13). Os filhos de Jacob
“São os filhos da eleição de Deus,
Que pela graça soberana são crentes;
Por um eterno desígnio
Eles recebem graça e glória.”
“Os filhos de Jacob” são os eleitos de Deus. São os que Ele pré conheceu e pré ordenou para a salvação eterna.
2. “Os filhos do Jacó” quer dizer, em segundo lugar, pessoas que gozam direitos e títulos peculiares. Jacó, vós sabeis, não tinha direitos por nascimento; mas ele logo os adquiriu. Ele trocou um guisado de lentilhas com o seu Irmão Esaú, e assim ganhou a primogenitura. Eu não justifico os meios; porém, ele também obteve a bênção, e assim adquiriu direitos peculiares. Por “filhos de Jacó” aqui, entenda-se as pessoas que possuem direitos e títulos peculiares. Àqueles que creem, Ele dá o direito e o poder de serem feitos filhos de Deus. Eles têm interesse no sangue de Cristo; eles têm direito para “entrar pelos portões da cidade.” Têm uma promessa para receber honras eternas. Possuem uma promessa de glória eterna. Têm o direito de chamar-se filhos de Deus. Oh!, há direitos e privilégios peculiares que pertencem aos “filhos de Jacó.”
3. Em seguida, vemos que estes “filhos de Jacob” eram homens de manifestações peculiares. Jacó teve muito manifestações peculiares do Seu Deus e assim ele foi grandemente honrado. Uma vez, à noite, ele deitou-se e dormiu; ele tinha as sebes do campo por cortinas, o Céu por teto, uma pedra por seu travesseiro e a Terra por cama. Oh!, então ele teve uma manifestação peculiar. Havia uma escada e ele viu os anjos de Deus subindo e descendo. Assim teve uma manifestação de Cristo Jesus, como a escada que vai da Terra até ao Céu, e os anjos subiam e desciam trazendo-nos misericórdias. Assim, tal como a manifestação que teve em Maanaim, quando os anjos de Deus o encontraram; e novamente em Peniel, quando ele lutou com Deus, e O viu face a face. Essas eram manifestações peculiares e esta passagem refere-se àqueles que, como Jacob, tiveram manifestações peculiares.
         Ora, quantos de vós já tivestes manifestações pessoais? “Oh”, direis vós, “isso é entusiasmo, isso é fanatismo.” Bem, isso é um entusiasmo abençoado, também, pois os filhos de Jacob têm tido manifestações peculiares. Eles têm falado com Deus como um homem falaria com o seu amigo, sussurraram ao ouvido do SENHOR. Cristo tem estado com eles para jantar com eles, e eles com Cristo. E o Espírito Santo iluminou as suas almas com um poderoso brilho radiante, de tal maneira que não podiam ter dúvidas a respeito dessas manifestações especiais. Os “filhos do Jacob” são os homens que gozam destas manifestações.

sábado, 7 de junho de 2014

“A IMUTABILIDADE DE DEUS” (7)



C. H. Spurgeon

“Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.” (Malaquias 3:6)

9. Também está o fato da infinidade de Deus, a qual elimina a possibilidade de mudança. Deus é um Ser infinito. O que significa isso? Não existe um homem que te possa dizer o que entende por um ser infinito. Mas não pode haver dois infinitos. Se uma coisa for infinita, não há espaço para nada mais, pois infinito quer dizer tudo. Significa sem limites, não finito, que não tem fim. Bem, não pode haver dois infinitos. Se Deus é infinito hoje, e pudesse mudar e ser infinito amanhã, haveria dois infinitos.
         Contudo, isso não pode ser. Suponhamos que é infinito e depois muda. Então deve tornar-Se finito, e não poderia ser Deus. Ou Ele é finito hoje e finito manhã, ou é infinito hoje e finito manhã, ou finito hoje e infinito manhã. Todas estas hipóteses são igualmente absurdas. O fato de que Ele é infinito imediatamente anula o pensamento de que Ele é um ser cambiável. A palavra “imutabilidade” está escrita sobre a própria testa da infinidade.
10. Agora, queridos amigos, olhemos para o passado: e ali vamos recolher algumas provas da natureza imutável de Deus. “Ele falou que faria e não fez? Ele jurou e isso não vai acontecer?” Porventura não pode ser dito de Jeová que “fará toda a Sua vontade e estabelecerá o Seu propósito”? Voltai-vos para a Filístia e perguntai onde está ela. Deus disse: “Grite Asdode e os portões de Gaza, pois serão destruídos”; e onde estão eles? Onde está Edom? Perguntai a Pátara e às suas muralhas em ruínas. Será que elas não ecoarão a verdade que Deus há dito: “Edom será uma presa e será destruída”? Onde está Babel e onde está Nínive? Onde Moabe e onde Amon? Onde estão as nações de que Deus disse que as destruiria? Acaso Ele não as desarraigou e as expulsou da face da Terra?
         E Deus lançou fora o Seu povo? Alguma vez Se esqueceu de uma das Suas promessas? Alguma vez não cumpriu o Seu juramento ou o Seu pacto, ou Se apartou alguma vez do Seu plano? Ah, não! Indicai um momento na história em que Deus tenha mudado! Não podereis fazê-lo, senhores; pois através de toda a história, ressalta o fato de que Deus foi imutável nos Seus propósitos. Às vezes ouço alguém dizer: “Eu posso recordar-me duma passagem da Escritura onde Deus mudou!” E assim pensei eu, no passado. O caso a que me refiro é esse da morte de Ezequias. Isaías entrou e disse: “Ezequias, tu vais morrer, a tua enfermidade é incurável, ordena a tua casa.” Ele virou-se para a parede e começou a orar. E antes que Isaías andasse até à metade do pátio, foi-lhe ordenado que voltasse e lhe dissesse: “Vais ainda viver quinze anos mais.”
         Vós poderíeis pensar que isso demonstra que Deus muda. Mas eu não posso ver no relato a menor prova de mudança que possa existir. Acaso vós achais que Deus não sabia que isso aconteceria? Ora, Deus sabia disso; Ele sabia que Ezequias viveria. Então Ele não mudou, pois se Ele sabia disso, como poderia mudar? Isso é o que eu quero saber. Não obstante, sabeis de uma coisa? Que o filho de Ezequias, Manassés, não tinha nascido então, e que se Ezequias tivesse morrido, e se não tivesse existido Manassés, e não tivesse existido Josias, nem tampouco teria existido Cristo, porque Cristo veio precisamente dessa linhagem.
         Podereis comprovar que Manassés tinha doze anos quando seu pai morreu, de tal maneira que deverá ter nascido três anos depois destes fatos. E não credes vós que Deus tinha decretado o nascimento de Manassés, e o conhecia de antemão? Certamente. Então, Ele decretou que Isaías fosse e dissesse a Ezequias que a sua enfermidade era incurável, e que depois lhe dissesse, no mesmo instante, “eis aqui que Eu te curarei e viverás.” Deus agiu dessa maneira para incitar Ezequias à oração.
         Ele falou, em primeiro lugar, como homem: “De acordo com as probabilidades humanas a tua enfermidade é incurável, e tu vais morrer.” Depois esperou até que Ezequias orasse; e logo veio um pequeno “mas” no final da frase. Isaías não tinha terminado a frase. Ele disse: “Deves ordenar a tua casa, pois não há qualquer cura humana; mas…” (e depois saiu, Ezequias orou por um instante, e depois ele (Isaías) entrou novamente, e disse) “Eu te curarei.” Acaso há alguma contradição ali, exceto no cérebro daqueles que lutam contra o Senhor, e desejam fazer Dele um ser mutável?