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domingo, 11 de maio de 2014

A ESCOLHA FEITA PELO HOMEM NATURAL



                        
“Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha; não desejou a benção, ela se afaste dele” (Salmo 109:17).
         Caro leitor, jamais vi uma mensagem pregada no Salmo 109 pelos falsos mestres. Esse texto é tido por eles como uma ilha isolada e desconhecida. Mas o que temos ali é a puríssima Palavra de Deus. Você quer ver o quanto Jesus é rejeitado pelos homens, mesmo por aqueles que até parecem estar perto da salvação? Eis aí o Salmo 109. Esse é o Salmo das terríveis imprecações, devido ao fato que homens e mulheres decidem recusar as maravilhas eternas. Tomo o verso 17 para mostrar aos meus leitores que o homem deixado por si só, a fim de escolher, eis que sua escolha já foi feita no coração. Positivamente: “amou a maldição”, negativamente: “não desejou a bênção”.
         Por que amou a maldição? Porque simplesmente isso já ocorreu desde o Éden. O pacto foi feito com a serpente, pois foi ali que toda raça em Adão simplesmente curvou-se perante o pai da mentira e passou a segui-lo. Caro leitor, os homens já tomaram a decisão contra Deus; os homens já decidiram no coração amar a maldição e eles provam isso diariamente no pecado. Pergunto: Eles querem as bênçãos eternais? Buscam ardorosamente as maravilhas eternais em Cristo? Eles amam de coração a Palavra e anseiam viver para Deus em santidade de vida? Eles abominam a impiedade e anseiam viver com corações piedosos em santo temor ao Senhor? Eles rejeitam o mundo com suas paixões, a fim de desejarem o céu e as perfeições eternas que hão de vir? Qual a resposta? Claro que não!
         Então, as consequências estão terríveis estão chegando: “...ela lhe sobrevenha...”. É simples. Escolheu o caminho tortuoso, eis aí as consequências! Buscou viver nas paixões, então a lei da semeadura afirma que aquilo que se você semeia vento colherá tempestade. Se você amou as más companhias, certamente há de viver com elas e depender delas; se ouviu a voz do pai da mentira, certamente há de seguir suas pisadas até o local da execução. Caro leitor, sempre foi assim com todos os homens. Por que os homens vão para o inferno? Porque querem ir para lá; porque amaram a maldição, achando que essa maldição era benção.
         Não quis a bênção? Não! A Palavra de Deus chegou até eles, mas recusaram ouvi-la. Viram que por todos os lugares Deus colocou suas mensagens de sabedoria, a fim de indicar para eles o caminho certo, mas ignoraram e resolveram quebrar as santas leis de Deus. Muitos deles passaram por momentos terríveis, os quais hes serviram de aviso, mas assim que os perigos e ameaças passaram, também esqueceram e voltaram à busca daquilo que tanto amavam – suas iniquidades. Ah! Que decisão terrível! Não desejaram a bênção da salvação! Não quiseram ouvir do amor de Cristo na cruz, do perdão de seus pecados e do caminho aberto graciosamente para o céu! Não quiseram ouvir do bom Pastor, guia amoroso para cuidar de homens e mulheres que querem segui-Lo como ovelhas Dele.
         Então, eis o resultado dramático: “...que ela se afaste dele!”. Caim foi se afastando gradativamente da bênção, assim também homens e mulheres vão se distanciando cada vez mais; querem distância da mensagem, do povo de Deus. Querem ficar o mais longe possível da mensagem de amor; querem estar cercados das mentirosas “bênçãos” do pai da mentira e tudo que realmente querem vão obter e será para sempre!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O CERCO DA COMPAIXÃO DE DEUS




“Portanto, eis que cercarei o seu caminho com espinhos; e levantarei um muro contra ela, para que ela não ache as suas veredas!” (Oséias 2:6).
         Caro leitor, o que vemos nesse texto é mais do que uma história e profecia. É um verdadeiro conto do admirável, paciente e operante amor de Deus em favor do Seu povo. Oséias mostra a nação de Israel como uma mulher infiel ao seu marido, e essa infidelidade é chocante, pois mesmo tendo tanta prova do amor provedor e seguro de Deus, mesmo assim aquele povo deu as costas ao Senhor, e correu atrás de seus amantes – os ídolos.
         Amado leitor, essa história de amor é a mesma história de Deus em favor dos perdidos pecadores. Veja caro leitor como o amor do Senhor é atuante; veja o que Ele faz a fim de atrair os perdidos para Si; veja como Ele tem tudo em Suas mãos, para que homens e mulheres infiéis e ingratos não venham a perecer em suas jornadas insensatas e loucas, na busca pelo pecado! Veja caro amigo, como a iniciativa do homem, nunca é em direção a Deus, mas sempre tende a descer como água; sempre se afasta mais e mais rumo à perdição! Veja amigo o poderio desse amor, amor que nunca volta atrás; que nunca se esmorece; que jamais perde de vista aqueles por quem Ele se entregou na cruz.
         O que Ele faz em Sua compaixão? Ele não ataca os pecadores infiéis e ingratos com a força da Sua Ira justa; não, o trabalho operante do Redentor é salvar, e Seu modo de operar realça a grandeza da Sua graça e o poderio de Seu braço. O que Ele faz está bem destacado no texto: “...cercarei o seu caminho com espinhos...”. Esta é o método de atrair os pecadores por meio de sofrimentos: “...com espinhos...”. Ele tem feito isso com milhares de almas no decorrer dos anos; Ele as tem cercado com o esse cerco espinhoso. Homens e mulheres têm corrido na busca pelos prazeres, buscando no mundo o verdadeiro sentido de viver, sem, contudo perceberem na loucura do pecado, que estão dando as costas à fonte da bênção e da felicidade. Por essa o Senhor em grande amor e compaixão vem barrar essas almas com esses “espinhos” de angústias, perdas, sofrimentos e dores. São milhares que passam a conhecer a Cristo assim, quando veem que “espinhos” terríveis estão fincados em sua carne; quando percebem que devido a cegueira espiritual caíram nesses lugares perigosos e que agora estão sofrendo. Meu caro leitor, está você assim? Habita você no meio das dores e do sofrimento? Muitas coisas você não está compreendendo? Parece que não há respostas aqui e que perdeu a esperança? Veja, o Senhor está perto! Foi Ele quem fez isso e o fez por misericórdia!
         Nessa arte de amor eternal pelos perdidos, o Senhor não somente aparece como um lavrador, mas também como um construtor: “e levantarei um muro contra ela...”. Assim o Senhor fecha o cerco, pois não há mais esperança, pois quando ele levanta esse “muro”, Ele o faz de modo que é impossível escalá-lo. É assim que Senhor opera para impedir que homens e mulheres vão adiante e percam qualquer esperança neste vida transitória. Ele levanta um muro para que seus planos financeiros não deem certo; para que suas ambições caiam por terra. Ele levanta o muro do desespero, para que ao olhar adiante homens e mulheres percam a esperança no próprio homem; para que não enxerguem nenhum horizonte. Ele faz isso para que pecadores possam olhar para cima; para que nada mais desta vida tenha qualquer valor.
         Enfim, qual a razão disso tudo? “...não ache as suas veredas”. Ó amigo, nossos caminhos são de destruição! Mesmo aqueles que parecem ser tão belos e tão aprazíveis aos nossos olhos. O fato é que não podemos ver o que só Deus vê. Ele quer impedir que você caia no abismo; que a morte venha e ceifa eternamente sua alma; que a miséria eterna lhe golpeie para sempre.
         Então, volte agora e veja quem está fazendo tudo isso? Aquele que lhe amor; Aquele que na cruz se entregou por você, a fim de lhe salvar de seus pecados e fazer de você alguém que será Dele para sempre! Creia Nele agora de todo coração e com coração confesso.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O HOMEM





                                              Por Victor Hugo

“O homem, essa enfermidade, essa sombra, esse átomo, esse grão de areia, essa gota de água, essa lágrima caída dos olhos do destino; o homem que vive na perturbação e na dúvida, sabendo pouco do dia de ontem e nada do dia de amanhã, vendo no caminho o necessário para pousar os pés e o resto em trevas; trémulo, se olha para diante, triste, se olha para trás; o homem, envolto nessas obscuridades — o tempo, o espaço, o ser, — e nelas perdido, tendo em si um abismo — a sua alma — e fora de si o céu.
       O homem, que em certas horas se curva com uma espécie de horror sagrado a todos os esforços da natureza, ao ruído do mar, ao irradiar das estrelas; o homem, que não pode levantar a cabeça de dia sem que a luz o cegue, de noite sem que o perturbe o infinito; o homem, que nada conhece, nada vê, nada entende; que pode ser levado amanhã, hoje, agora mesmo pela onda que passa, pelo vento que soa.
       O homem, esse ser, tímido inseto, miserável servo do acaso, o ludíbrio do minuto que passa; o homem, humilde verme da terra, quer destruir as obras de Deus e impugnar a religião que regou com o seu sangue, que ele selou com a sua morte e à qual prometeu a sua assistência! Miséria das misérias!”