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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (11 de 11)


                        
“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eterna a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
NOSSO SERVIÇO MOSTRADO COM ALEGRIA
        Quero dar maior ênfase ao fato que servimos ao Senhor com bom senso bíblico, porque a natureza carnal e “religiosa” quer sempre passar à frente de Deus. O serviço sacrificial que é aceito por Deus é marcado pela obediência. Notemos que Saul, quando foi dada a ordem de executar os amalequitas, ele não o fez como Deus havia ordenado, então sua rejeição foi decretada através do profeta Samuel (1 Samuel 15). Para o arrogante rei ele tinha feito o que Deus queria, mas o fato é que ele fez o que ele mesmo, em sua pertinaz rebelião queria fazer. Os crentes sinceros obedecem ao Senhor de coração nos mínimos detalhes da vida e isso significa servi-Lo com alegria.
        Também, a graça que nos salvou não nos deixa esquecer o que éramos no pecado e o que nós fazíamos de coração em servir aos ídolos, a carne e ao príncipe deste mundo. Os mundanos servem com real prazer as ordens de um tirano e homicida; eles estão prontos a até mesmo morrer pela causa da mentira. Nós os crentes não podemos fazer o melhor? Por que temos que dar a metade para Deus? Por que devemos oferecer animais defeituosos no altar do Senhor? Olhemos a vida do rei Davi, assim que começou seu reinado. Lembramos que, com imensa alegria e festividade no coração o rei mandou trazer a arca para Jerusalém, porque sabia o quanto a presença do Senhor era de infinda importância para seu reinado. E quando foi censurado pela sua mulher, ele mesmo deu a resposta humilde de um servo de Deus: “...me envilecerei e me humilharei aos meus olhos...” (2 Samuel 6:22). Havia imensa alegria no coração daquele rei em servir ao Senhor.
        Fazemos isso também pela fé. Foi pela fé que nos convertemos e é pela fé que seguimos a jornada rumo ao lar celestial. Pela fé ordenamos que todo nosso ser e nosso corpo sejam rendidos e consagrados ao Senhor. Pela fé ordenamos o fim da preguiça, da amargura, da derrota, do desânimo; pela fé conquistamos paz e ordenamos que todos os que nos pertencem sirvam ao Senhor. Pela fé entendemos que Ele está conosco, que cuida de nós e não nos deixa um instante sequer. Pela fé crescemos em servir e aumentamos nossa alegria. Pela fé implantamos a verdade revelada em nossa mente, a fim de que só haja luz onde antes só havia trevas; pela fé tomamos nossas emoções e as consagramos ao Senhor, para que nosso regozijo seja real e não medíocre. Pela fé fazemos tudo isso e não permitimos que o combustível da carnalidade religiosa venha ser nossa motivação.
        Servimos ao Senhor com alegria porque temos habitando em nós Aquele que tomou nossas fraqueza e que nos conduz em toda verdade aqui; Aquele que nos inspira para amar a Cristo Jesus; Aquele que nos consola em todas as nossas tribulações e lutas. Mesmo as dificuldades que os santos enfrentam aqui, elas são degraus que nos levam a prestar melhor serviço a nosso Mestre. Caminhamos assim e conquistamos o gozo e alegria em melhor servir Aquele que aqui perfeitamente nos serviu. Termino aqui deixando a bela mensagem do coro de um antigo hino: “Oh! Quanto mais sirvo ao meu Salvador, mais doce e meigo Ele torna pra mim. A felicidade vem cada vez mais, sim quanto mais sirvo ao meu Salvador!”

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

SERVIR AO SENHOR COM ALEGRIA (10 de 11)


        
“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eterna a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
NOSSO SERVIÇO MOSTRADO COM ALEGRIA.
        Crentes em Cristo, nossa entrega para servir ao Senhor é pela fé. A religião moderna é predominantemente emocional e afastada do fundamento bíblico. Mas a fé supera tudo isso e com coragem ousa servir ao Senhor. É tão bela a fé funcionando normalmente num coração obediente e feliz! Os santos viveram e vivem no mundo assim e conquistam plena vitória nessa atitude corajosa. Nosso serviço a Ele é resultado de um amor abnegado e corajoso e o Senhor é glorificado quando O servimos de coração. Foi baseado na verdade da ressurreição que Paulo exortou os crentes em Corinto para que se entregasse ao trabalho do Senhor e além de tantas maravilhas recebidas de Sua graça, Paulo afirma: “...sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15:58).
        O serviço ao Senhor com alegria é feito com bom senso. Todos os santos de Deus se alegram em servir ao Senhor com alegria. Não é algo feito por causa de uma consciência culpada, isso não é serviço nem adoração. Não é tomando a frente Dele e fazendo vigorar nossa carnal força de vontade. Tudo o que é feito sob a energia de uma natureza pervertida, certamente resultará em fracasso e maior desânimo. Para Deus tudo começa na santificação e inteira consagração a Ele. Nenhum sacerdote no serviço do templo em Jerusalém ousava entrar no templo sem os devidos preparos ordenados por Deus, caso contrário a morte era certa. Nadabe e Abiú foram mortos repentinamente, porque levaram fogo estranho à presença do Senhor. Não corramos à frente da liderança graciosa e sábia do nosso Deus: “Não sejais como o cavalo ou a mula, que não têm entendimento, os quais com cabrestos e com freios são dominados, caso contrário não te obedecem” (Salmo 32:9).
        Servimos ao Senhor consagrando todo nosso ser. Que nos livremos de qualquer dedicação ao mundo com seus prazeres. Os vasos do Senhor devem ser purificados para Seu serviço. Devemos fazer nos mínimos detalhes; que não sejamos faltosos em nada; somos servos Dele e sob Seu comando tudo deve funcionar adequadamente. Homens crentes, casados são chamados para servir ao Senhor em suas casas, cuidando da família, amando a esposa e sustentando a família com dedicação e abnegação. Mulheres casadas servem ao Senhor com humildade e temor; elas devem ser exemplos em submissão ao marido e cuidadosas em suas casas.
        Filhos crentes servem ao Senhor quando obedecem seus pais e os honram com alegria. Servimos ao Senhor no serviço onde trabalhamos para ganhar nosso pão diário. Veio do Senhor esse serviço para nosso sustento, por isso o serviço a Deus deve ser feito, trabalhando com honestidade, e tudo fazendo para que o Nome do Senhor seja glorificado no meio dos incrédulos, assim como santos no passado procederam e foram bem sucedidos.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (9 de 10)



“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eterna a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
NOSSO SERVIÇO MOSTRADO COM ALEGRIA.
        Quero ver se posso explicar o “servi ao Senhor” de uma forma prática. Creio que a Palavra de Deus nos envolve em tudo com o amor Daquele que nos serviu e que ainda nos serve dia a dia. Os crentes habitam nessa “casa de amor”, por isso não há razão para que não o sirvamos com prazer e envolvidos nesse júbilo vindo do Espírito de Deus. Não é possível que o faremos com tristeza, com nosso coração pesado, olhando para mundo e vendo que lá há maior alegria do que o envolvimento no serviço do nosso Mestre. Não é possível que aqueles que foram visitados pela graça hão de precisar ser puxados pela força e pelos ditames da lei.
        Também, não é possível que tenhamos nossos corações divididos; que há uma guerra civil interna, onde uma parte quer servir a carne e ao mundo, enquanto outra parte quer servir ao Senhor. Isso não pode ocorrer em nós, porque nosso Senhor mesmo afirmou que não há possibilidade de haver dois senhores para os quais prestamos serviço concomitantemente. Assim, não há como dividir nosso corpo, dedicando uma parte para Deus e outra parte para o mundo. Não há como estender uma mão em serviço a Deus e com a outra abraçar o mundo. Ou somos integralmente do Senhor ou somos totalmente consagrados ao mundo. Também, não devemos pensar que alguns atos feitos para Deus revelam que O servimos com alegria. Judas pode estar acompanhando os discípulos na comissão (Mateus 10), mas seu coração está ambicionando lucros. Alguém pode estar no culto na Escola Dominical, mas no íntimo pode estar já combinado com alguém para estar no cinema ou noutro lugar durante o culto da noite.
        Será que podemos pesar essas coisas em nós mesmos? Também, não pensemos que podemos conquistar o desejo de servir ao Senhor usando as emoções como combustível para isso. A religião jamais deve ser usada como “efeito drogas”. Alguns ficam tão hipnotizados com o momento de um culto emocional que logo se apresenta com avidez para servir ao Senhor. Outros são levados por um arrependimento ou remorso após ouvir uma pregação, e logo vão à frente para consagrar suas vidas. Nada contra esses momentos. Mas pode ser algo do momento. Já vi muitas consagrações desse tipo, que nasce hoje e morrem durante a noite. Ah! Como a natureza carnal é insensata e apavorada! Quando a fé bíblica e santa não domina o coração, eis que a febre do momento chega. Não precisamos desses dispositivos, porque sua durabilidade é a mesma de uma vela acesa e que vai derretendo aos poucos, até não ter mais brilho.
        Que façamos tudo sob o domínio da santíssima fé. Ela é a candeia acesa no coração e que jamais qualquer sopro do mundo, da carne e do diabo pode apaga-la. Deus tem prazer nas obras daqueles que creem e que firmam suas vidas na verdade revelada, e a tomam como real documento para um serviço santo ao Senhor.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (8)



“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eterna a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
POR QUE DEVEMOS SERVIR AO SENHOR COM ALEGRIA
        Uma vez que fomos libertados da escravidão para servir, então temos toda razão, poder e forças para subir às alturas desse santo e alegre serviço ao Senhor. Enquanto no mundo vemos escravidão devido a tirania do diabo e o controle do pecado, os crentes podem avançar pelo caminho seguro da paz com Deus. No caminho do salvo não há interrupção, nada interpela o livre acesso dos santos. Todo problema está com o fato que somos orgulhosos, e não raro agimos contra a vontade de Deus. Neste caso já não funciona a liberdade de servir. É no caminho de santidade, com a finalidade de agradar a Deus que realmente entenderemos que estamos servindo a Ele. A liberdade dos sacerdotes no trabalho do templo em Jerusalém consistia em que eles deveriam continuamente obedecer as ordens do Senhor.
        Também, o serviço ao Senhor é feito em amor. Paulo fala aos Gálatas que estamos livres dos rigores da lei, a fim de servir uns aos outros em amor (Gálatas 5:1). Não existe serviço sem o devido amor que nos encoraja a dar de nós mesmos pelos outros. Milhares de crentes têm mostrado disposição de servir ao Senhor e muitos deles nunca foram vistos pelos homens. Eles não interessavam por isso; morreram ocupados em servir e foram vistos pelo Senhor em suas obras. Sem o amor de Cristo envolvendo nossas motivações, tudo será motivado pelas vaidades egoístas dos homens. Quando amamos há alegria e prazer naquilo que estamos fazendo.
        Sejamos envolvidos por esse espírito de prontidão em servir ao Senhor. Caminhamos de glória em glória e avançamos para um posto mais alto na escola dos servos. Há tanta alegria em servir a Cristo que tal trabalho nos envolve num caminhar de glória em glória. O escritor de um antigo hino diz numa de suas estrofes: “Quanto mais servi a Cristo, mais doce e terno Ele se torna pra mim”. Não é que Cristo vai melhorando sua atitude para com Seus servos, mas é o fato que no serviço a Ele que o conheceremos como Ele realmente à medida que o tempo passa e que eu persisto nesse serviço Além de tudo, nosso serviço a Ele é feito porque Ele mesmo nos serve continuamente. Quando deparamos com o fato que Ele cuida de nós em todas as nossas necessidades a cada dia e que em todos os aspectos de nossas vidas vemos seus milagres suprindo as nossas necessidades. Mesmo na nossa antiga vida de incredulidade Ele jamais faltou conosco.
        Ah! Ele nos serviu na cruz e nos serve sempre! Em termos de serviço estamos na escola divina. Em tudo vemos um Deus que dia a dia cuida de nós, supre nossas necessidades e ainda leva nossos fardos. Podemos entender isso? Diante desses fatos, não é para que nós nos entreguemos a Ele sempre? Queremos servir nosso Senhor! O texto do Salmo 100 diz que nós somos ovelhas do Seu pastoreio, mas essas ovelhas não são passivas, mas sim ativas em promover a glória do nosso Senhor em nossos atos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (7)



“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom, e eterna a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
POR QUE DEVEMOS SERVIR AO SENHOR COM ALEGRIA
        A atuante graça prova o quanto Deus foi compassivo para conosco – os salvos. Não foi um trabalho da lei, nem obra de qualquer organização religiosa, nem bons costumes religiosos passados a nós por nossos pais. Tudo isso nada fornece de base para sustentar um coração temente e pronto para servir ao Senhor com alegria. Na salvação a graça opera novo coração, conforme a promessa do Deus que salva perdidos. Essa salvação foi tão grandiosa que envolveu todo nosso ser aqui, a ponto de mudar nossa disposição, a qual antes era dedicada aos ídolos, mas que agora prontamente se voltou para servir ao Senhor. O cenário da salvação em Cristo é tão grande que os crentes têm uma visão de 360 graus no que tange a eternidade. A realidade das coisas foi posta perante nossos olhos e agora vemos o quanto éramos loucos em viver no pecado e que o temor ao Senhor nos impulsiona a deixar tudo para servi-Lo.
        Também, fomos libertados da tirania do pecado para servir Aquele que nos libertou pelo conhecimento da verdade. Salvação que mantém o homem ainda preso às iniquidades, não é salvação bíblica. Vemos em Colossenses o testemunho de Paulo com respeito àqueles irmãos em Cristo, como a tão grande salvação mudou completamente suas vidas, pois queriam servir ao Senhor na igreja em disposição de fé, no poder do amor e na certeza da esperança. Aliás, fomos postos neste mundo para servir. No pecado os homens vão servir ao pecado; salvos na graça os homens vão servir a Deus. Satanás não contava com esse maravilhoso e inexplicável serviço da salvação. Satanás na queda contava com toda humanidade para servi-lo no estabelecimento do seu império de trevas aqui. Aos olhos dele não havia qualquer esperança contra a rebelião dos homens. Mas foi a graça que agiu e mostrou o quanto satanás e seu reino de trevas foram pegos de surpreso.
        Não precisa da lei para nos estimular ao serviço, porque a lei provou que nada pode. Os homens, mesmo diante da imensidão da bondade de Deus, estão sempre prontos para dar as costas ao Senhor e esquecer de todo bem. No pecado os homens são como serpentes, prontas para picar e matar. Mas na obra da graça tudo é diferente, porque Deus opera mudando corações. A graça trouxe a paz com Deus; a graça em sua força arrancou as armas da rebelião do homem e postou o homem em humildade e santo temor ao Senhor. Assim, o texto do Salmo 100 revela aquilo que se espera do homem crente. Ele quer servir ao Senhor. Mesmo com toda dificuldade e luta contra a carne e contra o mundo, ainda assim os santos reúnem forças para servir ao Senhor. Ele não quer mais o mundo; distanciou-se de satanás e do pecado para abrigar-se no amor de Deus; o reino onde habita agora é o reino do Filho de amor do Senhor. Tudo isso não mostra o valor glorioso em servir ao Senhor com alegria?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (6)


                        
“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eternas a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
NOSSO VIVER NO PECADO PROVA O QUANTO SERVÍAMOS AO PECADO COM ALEGRIA.
        Devemos sim analisar o que éramos, assim teremos prazer em entregar todo nosso ser para servir ao Senhor. Se não soubermos acerca da nossa condição em Adão, como entenderemos a nossa condição em Cristo? Podemos lembrar sim, que quando estávamos no pecado nosso estilo de vida provava o quanto éramos escravos, à serviço do mal. Normalmente entendemos de forma natural, no contexto social e esse falso entendimento cria orgulho. Vemos a vida neste mundo exatamente como os judeus viam. Para eles era inaceitável compará-los ás nações ao derredor. O Senhor Jesus os cerca com palavras claramente espirituais; nosso Senhor não estava interessado em mostrar-lhes a vida do ponto de vista político, social e financeiro. Ele via aquele povo como pobres e miseráveis escravos do pecado (João 8:34), assim como era a situação das outras nações.
        Neste mundo vemos que há nações que prosperaram e se tornaram ricas e incrivelmente prósperas quando comparadas a outras. Tem nações no mundo em condições paupérrimas. Mas quando os homens são examinados à luz das Escrituras, tudo isso desaparece, pois todos são igualmente escravos: “Pode ser um rei com poder nas mãos, mas do mal escravo sim”. Tribos entregues às práticas perversas e inimagináveis idolatrias não são em nada diferentes das nações que vivem no luxo e prazeres, entregues à imoralidade e outros tipos de idolatrias. Que diferença faz? O pecado e a morte manifestam igualmente em qualquer lugar deste planeta. No passado houve nações poderosas na terra, mas muitas foram varridas da face da terra devido às maldades praticadas.
        Além disso, nem mesmo a tragédia do pecado e da morte mitigava nossa disposição em devotar nossos corpos  e alma para servir ao pecado. Nem mesmo a religião podia quebrar nosso vínculo com o mal. Quando nosso Senhor falou com Israel sobre a terra prometida e como aquele povo iria morar em casas não construídas por eles, tendo poços de aguas, plantações prontas, tudo ao dispor deles, mesmo assim o Senhor afirmou que eles O abandonariam não querendo servi-Lo, em face de tanta abundância e prosperidade.
        Nada, nada mesmo pode levar o homem a com prazer servir ao Senhor com alegria, a não ser que a graça o faça.  Os servos do pecado têm suas mãos ocupadas com as armas apontadas contra Deus. Como poderão servi-Lo livremente? Têm seus pés prontos para correr para longe Dele. Como poderão obedecê-Lo? Seus ouvidos são surdos. Como poderão ouvir Sua voz? São espiritualmente cegos. Como poderão admira-Lo ante a glória e majestade do grande Senhor? Não há poder contra o pecado, a não ser o poder da graça!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (5)



“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eternas a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
NOSSO VIVER NO PECADO PROVA O QUANTO SERVÍAMOS AO PECADO COM ALEGRIA.
        O que ocorreu na queda foi uma troca de serviço, pois deixamos propositalmente o Deus que nos criou e nos colocou num ambiente maravilhoso, seguro e livre, a fim de servir ao mal. Foi essa a decisão de toda raça em Adão. A expulsão do Éden foi o julgamento justo de Deus, a fim de que ficássemos sabendo que fomos arrancados da presença do Senhor e colocados no ambiente que realmente queríamos estar em nossa trágica escolha. Digo mais que foi uma decisão individual e provamos isso em nossa antiga condição de vida neste mundo. Paulo fala quem éramos quando estávamos no pecado, porque todo nosso ser era consagrado para servir a injustiça e caminhávamos da maldade para a maldade (Romanos 6:19).
        Nosso Senhor deixa isso bem claro para os judeus naquele revelador capítulo 8 de João. Ele põe aqueles homens diante da verdade que, não obstante serem judeus e descendentes físicos de Abraão, não passavam de filhos do diabo (verso 44), que odiavam a verdade (verso 45) e que eram escravos (verso 34). Nós estávamos na mesma condição outrora no pecado. As palavras usadas pelo Espírito Santo para descrever nossa situação são terríveis: “Ele vos deu vida quando estávamos mortos em nossos delitos e pecado” (Efésios 2:1) e ainda no verso 12 Paulo diz que vivíamos sem esperança e sem Deus no mundo. Ninguém pode servir a Deus e ao pecado ao mesmo tempo. Muitos pensam que podem fazer, mas devemos lembrar que na salvação as obras da carne foram danificadas e os que estão na carne não podem em nada agradar a Deus (Romanos 8:8).
        Assim podemos desenvolver abundantemente esse assunto aqui, mas quero entregar apenas aquilo que precisamos saber, especialmente porque todos os verdadeiros crentes sabem dessas coisas de forma prática. Para a natureza carnal servir ao pecado tem um sabor especial. Notemos que para os israelitas incrédulos que queriam voltar para o Egito (Números 16) o Egito, mesmo com a dura e severa escravidão era infinitamente melhor seguir ao Senhor e ter Seus cuidados no deserto. O mundo mostra isso e quem não é crente tem esse real prazer; o mundo oferece um modo de vida que traz imensa alegria à natureza carnal.
        Notemos bem que estender uma mão para o mundo e a outra para Deus não traz qualquer sentido. Não há como descer e subir ao mesmo tempo. O coração há de amar um só senhor e vai querer servir um só senhor. Assim, não há como harmonizar uma entrega a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. Ou trabalhamos por aquele que nos amou e se entregou por nós, ou haveremos de servir a este sistema cruel com seu príncipe cruel e mentiroso!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (4)



“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eternas a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
NOSSO VIVER NO PECADO PROVA O QUANTO SERVÍAMOS AO PECADO COM ALEGRIA.
        Não há como servir a Deus no pecado. Desde a queda eis que a nossa escolha foi servir ao pecado; aliás, provamos pelo nosso modo de viver que era assim que vivíamos no passado. Paulo trata sobre isso em Romanos 6. Toda luta do diabo em nossos dias tem em vista dizer aos homens que todos podem servir a Deus. Milhares vivem sob esse engano, porque as religiões têm sido mobilizadas para realizar cultos, onde todos acham que estão servindo a Deus. Mas a verdade é que é completa mentira; é um modo que o enganador usa para instilar pensamentos errados aos homens acerca de Deus.
        Não há como servir a Deus enquanto o coração estiver sob o domínio do pecado. A bíblia inteira mostra a inutilidade do homem no tocante a Deus; é um poço de água imunda; da cabeça aos pés está cheio de feridas (na linguagem de Isaías 1). Vejo o quanto, muitos pais querem ensinar aos filhos que podem servir a Deus, sem que primeiro eles venham a nascer de novo. Muitos pastores lutam para instruir pessoas que chegam em suas igrejas a servirem a Deus, sem que primeiramente sejam convertidos e salvos, para que sejam purificados de seus pecados (Atos 3:19). Podemos decorar muitos Salmos, conhecer muitos hinos e corinhos e aprender a arte de orar. Mas a verdade está bem definida nas Escrituras: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).
        Mas poderá haver objeções no íntimo, porque temos a tendência de acolher pensamentos errôneos a nosso respeito. Muitos acreditam que servir ao pecado acontece com aqueles que cometem terríveis e grosseiros pecados. Muitos pensam que uma vez que estão livres de vícios e outras atividades mundanas podem servir a Deus. Mas quanto engano! Nicodemos e Saulo de Tarso pensavam assim, porque foram envolvidos na melhor religião que existia naquele tempo – a religião dos fariseus. Creio que o trabalho dos sacerdotes no Tabernáculo e posteriormente no templo em Jerusalém explica bem isso. Aqueles homens passavam por um rigoroso sistema de purificação física, antes de entrar no trabalho constante ali. Desde o altar de holocausto até os outros serviços perante Deus exigia completa obediência às santas exigências de Deus, caso contrário seriam mortos devido a presença santa do Deus de Israel.
        Tudo aquilo simbolizava o fato que o homem no pecado não pode servir ao Senhor. Foi necessária a morte de Cristo e o poder do sangue Daquele Cordeiro puro, a fim de conceder aos pecadores a purificação, a fim de escapar do pecado e assim dedicar suas vidas ao Senhor. Caso contrário o homem não passa de um morto; não passa de um odiador de Deus e amante do mal.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (3)


                               
“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eternas a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
É UMA ORDEM DADA AOS QUE FORAM SALVOS.
        Se os homens não podem e não querem servir ao Senhor, então por que essa ordenança vinda do Espírito Santo aos homens? Darei duas respostas. A primeira basearei na responsabilidade natural dos homens e a segunda do ponto de vista da soberana atuação da graça. A primeira mostra que não há qualquer desculpa da parte dos homens; ninguém escapará por causa da ignorância. Em Apocalipse vemos como Deus vai derramar Seu juízo sobre a face da terra e que mesmo diante das dores agonizantes os homens não se arrependerão de todas as maldades. Quando Paulo pregava naquelas cidades ele encarava o povo idólatra, afirmando que eles eram responsáveis diante de Deus em dar glória a Deus e não aos seus ídolos.
        Na segunda vemos que somente a atuante graça salvadora pode levar o homem a servir a Deus. Foi assim que ocorreu e ocorre onde o evangelho puro e simples é pregado. Em Tessalônica os convertidos atiravam seus ídolos para longe e passavam a servir ao Deus vivo e verdadeiro. O alvo do evangelho é a glória de Deus no viver de homens, caso contrário é ausência de vida espiritual e mera religiosidade natural. Nós viemos do pecado, na queda estávamos à serviço do pecado, conforme vemos no ensino dado por Paulo em Romanos 6. Não há meio termo, ou servimos a Deus ou estamos trabalhando para o pecado dia a dia. Quando homens se convertem eles passam a servir a Deus com alegria; eles se tornam servos voluntários do Senhor. A graça opera assim e é isso o que se espera de cada crente neste mundo.
        Quando Davi cometeu adultério e assassinato, ele viu o quanto todo seu viver e reinado estava manchado pelo pecado e como o pecado estava perto dele, anunciando que agora ele estava à sua disposição. Por essa razão Davi clamou a Deus por purificação e graça, a fim de voltar a servi-Lo com prazer (Salmo 51). José no Egito compreendeu que foi Deus quem lhe havia enviado para lá, a fim de trazer livramento ao mundo da terrível fome que veio durante sete anos seguidos. Abraão compreendeu que tudo o que tinha vinha de Deus e prestou serviço ao seu Senhor enquanto aqui viveu.
        E nós? O que devemos fazer? Não é a mesma coisa? O evangelho moderno luta desesperadamente, a fim embutir nas mentes o pensamento profano de que Deus vive para servir aos homens; que os homens são vítimas da situação e que merece todo conforto aqui. Até dentro das igrejas esse espírito de engano e de busca de conforto material entrou. É o engano do pecado que tomou forma através da prosperidade material. Fujamos disso! Os crentes foram chamados para servir: “Servi ao Senhor com alegria!” Essa ordem é dada ao todo salvo e eles compreendem isso. Que o Senhor venham com misericórdia sobre Seu povo, para nos livrar das garras destes dias maus e nos levar à humilhação, a fim de que prestemos serviço a Ele com alegria em nossos corações.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (2)


                       
“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eternas a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
É UMA ORDEM DADA AOS QUE FORAM SALVOS.
        É óbvio que a ordem para servir ao Senhor é dirigida aos crentes; foi assim no Velho Testamento e é agora na dispensação da graça. Mas talvez algum leitor esteja intrigado pelo fato que essa ordem foi dada na lei, durante a aliança mosaica. Mas não faz diferença, porque os princípios são os mesmos, tanto na lei como é agora. Os crentes são os mesmo que antigamente como é agora em todas as nações. Quem não é crente não pode nem deseja servir ao Senhor, isso não faz parte da natureza adâmica; para isso eles estão mortos, estagnados em seus pecados e todo ser deles está santificado para servir ao mundo.
        Podemos observar isso na própria lei, porque durante o período da aliança feita com Israel, somente e tão somente os crentes tinham prazer em obedecer ao Senhor. A nação de Israel não era constituída toda de pessoas crentes e os que não eram genuinamente pertencentes ao Senhor, logo manifestavam por suas atitudes o que tinham de rebelião no coração. Vemos isso na vida de Coré, Datã e Abirão (Números 16). Aqueles homens eram ímpio, perversos e endurecidos; o coração deles estava no Egito e nos costumes pagãos, por isso queriam a posição dada por Deus a Moisés, a fim de implantar um sistema mundano e carnal. Sempre foi assim no decorrer da história. Nem mesmo as igrejas cristãs são constituídas todas de genuínos crentes. Muitos são elementos que em nada mostram que são ovelhas do Senhor. Normalmente são endurecidos, revoltados e prontos para colocar toda objeção contra a verdade. Pastores fieis sabem as dificuldades em lidar com joio no meio do trigo.
        Além disso, o homem prova pelos seus atos e palavras o quanto carregam de ódio contra Deus. Enquanto os homens não se converterem eles não largam suas armas apontadas do coração contra Deus. Alguns não demonstram isso na aparência, mas Deus não vê aparência, mas sim o coração. Enquanto não houver reconciliação, (e isso somente Deus pode fazer), os homens continuarão firmes e apressados para o mal. O mundo é o lugar deles; a idolatria está gravada nas paredes de seus corações; eles amam o mundo e o príncipe deste mundo, estando sempre pronto a servir a esse príncipe com alegria.
        Além disso, a lei dada no Velho Testamento nada tinha nem tem de poder para mudar o homem. Ela tem sua função santa e boa; ela funciona como um clínico geral, mostrando o estado terrível do homem longe de Deus, mas nada pode efetuar de mudança no coração. Todo verdadeiro crente pode dá tal testemunho de como foi sua vida no pecado. Ninguém nasce crente, ninguém nasce com amor pela verdade; viemos de um Adão caído no pecado, mas erguido para lugar pelo bem do mal e da mentira. Então, não há qualquer possibilidade de servir ao Senhor com alegria enquanto não brotar um novo coração num novo homem.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA (1)


                               
“Celebrai com júbilo ao Senhor todas as terras. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos diante Dele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele que nos fez e não nós; somos o povo Dele e ovelhas do Seu pastoreio. Entrai pelas portas Dele com gratidão e em átrios com hinos de louvor; louvai-O e bendizei-Lhe o nome. Por que o Senhor é bom e eternas a Sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmo 100).
INTRODUÇÃO:      
Quanto amo esse Salmo! Quanto devem os crentes amar esse Salmo! Só o primeiro verso apresenta 3 ordens aos homens: “Celebrai, servi e apresentai-vos”. Será que podemos entender essas ordens? Não há dúvida que elas não foram dadas pela lei, porque ninguém consegue obedecer tais ordens, a não ser que receba pela poderosa graça. Os verdadeiros crentes sempre existiram desde o Velho Testamento e eles recebiam essas ordens vindas do Espírito Santo com real prazer em seus corações. O conhecimento de Deus envolvia todo ser deles e eles amavam o Senhor com prazer.
        Mas, o que mais destaca nele é o fato que todas as terras são convidadas isso. A adoração a Deus ultrapassa todas as barreiras culturais e envolve todas as tribos e raças. A aliança da salvação foi feita com Abraão, a fim de abençoar todas as famílias da terra. Quando Israel nem existia de forma embrionária, eis que homens como Noé, Enoque, Jó e outros serviram e adoraram o Senhor. E mesmo com o nascimento e organização da nação israelita, sabemos que gentios se tornaram participantes das mesmas bênçãos dadas aos judeus. Foi obra da portentosa graça que chamou Rute – Moabita, para se tornar participante do povo de Deus. Foi rica graça que despertou a prostituta Raabe para ajuntar-se ao povo judeu com toda sua família. E podemos ver que foi assim que Deus atuou compassivamente com pessoas de todas as nações, mesmo no Antigo Testamento, a fim de gentios e judeus se ajuntassem para servir, celebrar e apresentar-se perante o Deus do céu.  
        Então, é certo que é esse Salmo é profético, porquanto transcende a lei, aos judeus e invade o mundo inteiro. Esse Salmo está ligado à promessa que Deus fez a Abraão, que abençoaria todas as nações na terra. Assim vemos que esse Salmo é o resultado da graça atuante do Senhor, por meio do evangelho. Esse Salmo é muito mais para nós agora; ele tem brilho reluzente aos olhos dos que creem. Ora, Deus tem tirado um povo do meio dos judeus e dos gentios, a fim de que esse povo venha a servi-Lo com alegria. Esse é o propósito do evangelho e seu fruto deve resultar nesse santo serviço prestado pelo povo Dele diariamente. Quantas lições maravilhosas! Elas são motivo de luto para a natureza do velho homem caído em Adão, mas para os salvos é motivo de uma alegria que aparece em santo temor; é motivo de grande aprendizado na graça e é motivo um caminhar em maturidade, vitória contra o mal e glória para Deus na terra.
        Então, os que amam ao Senhor quererão entrar nesse santo recinto; querem contemplar pela fé o Senhor que lhes amou e querem cair aos Seus pés, adorá-lo de coração e servi-lo com todo vigor em todos os aspectos de suas vidas aqui na terra. Não é isso maravilhoso?

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (10 de 10)



“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SEUS ATOS “Se dissermos que não temos cometido pecado...”
        Os homens encobrem seus atos também usando disfarces religiosos. Esse é um caminho extremamente perigoso para a alma, porque traz consigo uma paz que parece ser de Deus. Os judeus ficaram obcecados pelo pensamento de que, sendo eles descendentes naturais de Abraão, obviamente eram também herdeiros do mesmo reino celestial, onde estava o pai Abraão. Essa confiança tinha um fundamento estranho, pois confiavam no homem e não no firme fundamento da graça; eram eles cegos e altamente perigosos.
        Também, os nossos atos vão revelar quem nós somos. O sentimento de bem-estar no mundo, firmado numa falsificação religiosa é semelhante àquilo que o mundo oferece, por essa razão não haverá qualquer motivo de perseguição da parte deste mundo. Haverá uma combinação mútua e uma associação com este sistema mentiroso. Além disso há o perigo de envolver-se com pensamentos enganosos de que o próprio Deus nos aceita como somos. É no engano do pecado que mais satanás ilude com os pensamentos de que Deus está satisfeito conosco. Uma ausência da verdade bíblica no íntimo é terrivelmente perigoso, porque não é a luz que vem do céu aos nossos corações e nos faz andar sem consciência dos reais perigos que nos envolvem.
        Além disso, esse engano pode ser revelado quando estivermos pensando que somos salvos somente porque fizemos uma decisão um dia, ou mesmo porque somos participantes de uma igreja, ou até mesmo filhos de pais crentes. Muitas vezes Deus utiliza pregadores que sobem no púlpito para pregar a verdade da cruz e da necessidade de conversão da parte dos pecadores. Tenho um amigo que se converteu, após alguns anos como pastor. Ele mesmo confessou à sua igreja que ele não era um crente em Cristo.
        O grave perigo aparece no final do verso: “Fazê-lo mentiroso”. Não há algo mais grave do que isso, quando estamos blasfemando de Deus, chamando-O de mentiroso, de que não é verdade que eu cometi pecado. Quanto atrevimento! Entre os homens é perigoso chamar alguém de mentiroso, quando na realidade ele não é. No trato com Deus é algo de extremo perigo, porque lidamos com o Deus da verdade, com Aquele que tudo vê, com Aquele que é luz e não há Nele treva alguma. Um filho pode mentir para o pai e o pai acreditar nele, mas o tempo dirá com justiça que ele estava mentindo. No tocante a Deus, porém a coisa é diferente. Ananias e Safira caíram mortos porque mentiram contra o Espírito Santo (Atos 5).
        Quando homens agem assim é porque eles trancam a porta do coração e gritam para que Deus não entre; que não aceitam confronto com a verdade; que preferem ficar escondidos. Não é melhor humilhar perante o Senhor? Não é melhor cair perante Aquele que chega em compaixão pelo humilde? A resposta aos pecadores está bem clara no verso 9, porque a confissão é a atitude sincera e aceitável da parte de Deus aos homens. Ele é o grande Salvador, justificador e reconciliador daquele que se aproxima Dele de todo coração.
        

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (9 de 10)



“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SEUS ATOS “Se dissermos que não temos cometido pecado...”
        Os homens encobrem seus pecados, especialmente quando são tratados como “amigos íntimos”, parceiros no viver diário e promovedores de felicidade aqui. O pecado tem consigo um “sabor” especial que promove satisfação e realização na vida. Por isso eles ficam encobertos e de certa forma protegidos. Uma reação violenta manifesta-se quando os homens ouvem falar de alguém que veio ao mundo para arrancar e extirpar o pecado. Alguns são amantes do dinheiro e nunca estão satisfeitos em ganhar mais, porque a riqueza é o deus que irá promover a eles real felicidade aqui. Outros são entregues aos prazeres vis, às paixões sexuais e vivem para inventar novos meios para pecar mais.
        Outros não praticam tantas maldades, mas são orgulhosos no íntimo, pois não veem neles qualquer razão para o arrependimento. Se chegar perante eles uma salvação mais fácil eles vão querer porque, afinal não lhes custou absolutamente nada, pois o prato de comida chegou confortavelmente aos seus ouvidos, enquanto eles descansam num colchão favorito, desfrutando de certa calma e paz. Muitos desses são participantes de uma igreja favorita, como os crentes mornos de Laodiceia (Apocalipse 3).
        Muitos, com certas habilidades conseguem encobrir seus pecados e utilizam desculpas, apoiando numa religião tal, ou mesmo se enchendo de atividades. Eles acham que já estão temperados suficientes na religião e nos serviços que fazem para Deus, por isso fogem e não querem ouvir a verdade. Já lidei com muitos que estão tão cheios dessas obras e elas servem como consolo no íntimo e conforto em suas consciências. Muitos até mesmo acreditam que já estão marcados no céu, porque se acham os “astros de Deus”, tal é o engano religioso que o pecado produz no íntimo. Além desses, têm aqueles que estão bem na vida, têm dinheiro, amigos, casas, conforto e acham que possuem liberdade suficiente para viver aqui. Eles acreditam que a morte está bem distante e que podem escapar das garras dela quando bem quiserem; o conforto e a ausência de qualquer mal fazem com que eles ajam como Faraó, o qual mediante o sossego das pragas simplesmente recusava obediência à ordem de Deus. Falar aos ouvidos de tais pessoas é gritar para surdos; mostrar-lhes os perigos é o mesmo que mostrar as lindas cores das flores para um cego; forçar-lhes à conversão a Cristo é erguer seus punhos em ódio contra a verdade.
        Minha esperança é que eu possa ajudar a muitos. Eu sei que nada posso fazer, que não tenho qualquer habilidade para mudar corações endurecidos e rebeldes contra Deus. Os homens sempre estarão usando de desculpas para a festa que Deus preparou, oferecendo a eles o banquete da graça. Mas mesmo assim creio que a batalha dos profetas de Deus não terminou, até que Deus ordene pela morte que eles parem. O Deus de toda misericórdia está agora pronto para salvar todo aquele que ao ouvir a doce verdade está pronto para correr e abraçar, tomando para si as boas novas de salvação.
        

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (8)



“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SEUS ATOS “Se dissermos que não temos cometido pecado...”
        Quero agora tratar do último assunto que envolve nosso tema acima. O leitor atento perceberá que João, depois de tratar da necessidade de confissão, ele volta a usar o verbo dizer, usado no verso 8: “Se dissermos...”. De novo vemos que quando o homem não confessa, eis que ele sempre tomará o caminho da fuga, porque não quer no íntimo admitir sua culpa. No verso 8 ele assevera que não é tão pecador; ele encobre sua natureza e sua procedência, e já vimos que ele faz usando diversas desculpas. Mas agora o perigo aparece no fato que ele não confessa suas iniquidades: “Se dissermos que não temos cometido pecado...”. Se usarmos o texto do Salmo 32:1e 2, entenderemos ali que na obra da salvação de uma alma confessa acontece duas coisas: “Perdão e cobertura”. Deus encobre com sangue a culpa do pecado e perdoa as iniquidades. Noutras palavras temos o perdão e purificação.
        O que mais vemos entre os homens é essa atitude de encobrir suas culpas. No caso de Davi (com Bate-Seba e Urias) ele tentou encobrir suas maldades e o fez por um ano (pelo menos). Mas no Salmo 32 ele afirma que enquanto fez isso seu ser por dentro ficou esmagado. Notemos bem que um verdadeiro crente não consegue segurar o mal, escondendo-o por muito tempo. O não crente faz da casa da sua vida um recipiente da iniquidade, seu corpo é um copo do mal, um depósito ocupado por transgressões. A principal atividade do pecado no íntimo é criar tremendo orgulho. O pecado leva o homem a sentir que seus direitos devem permanecer consigo no íntimo; seus pecados lá dentro são seus amigos e ninguém tem o direito de mexer com eles. Assim que a mensagem chega, significa que Deus há de entrar lá pela verdade, e somente Deus pode fazer isso, mediante a pregação do evangelho.
        Pessoas tendem a encobrir seus pecados de estimação; alguns não soltam seus vícios para se entregar a Cristo, porque não quer deixa-los. Milhares não querem confessar suas maldades, por causa do orgulho próprio, porque nada viram de qualquer maldade, nada sentem de que ofenderam a Deus e nem mesmo admitem acerca dos perigos que envolvem sua vida e o ambiente onde vive. Judas segurou seu amor ao dinheiro por toda vida e quando chegou a ver sua trágica atitude por ter negado o Senhor, a fim de obter seus lucros, eis que o orgulho prevaleceu, levando ao suicídio.
        Notamos a mesma atitude em Balaão, porque aquele homem foi tomado pela ambição de encher-se de riquezas. Foi Deus mesmo quem impediu que sua boca fosse aberta, a fim de amaldiçoar o povo de Israel (Números 22). Quando pensou que Deus havia saído, eis que logo premeditou outro meio mais cruel, levando os homens de Israel a cair nas mãos das midianitas (Números 25). Os homens que não confessam suas maldades, às vezes dão impressão que deixaram, mas logo o pecado ordena que ele volte e retome seus atos. Não há como escapar do mal, a não ser que haja humilhação e santa confissão, e isso só acontece quando Deus chama homens ao arrependimento.



terça-feira, 27 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (7)



“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SUA CONDIÇÃO EM ADÃO: “Se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos...”
        Prossigo mostrando os terríveis resultados no viver aqui, caso os homens continuem encobrindo sua condição em Adão. Foi assim com os judeus quando eram confrontados com a verdade vinda diretamente do próprio Filho de Deus. Eles simplesmente se recusavam ser colocados em igualdade aos gentios; eles se sentiam como uma raça superior, porque acreditavam que ter o sangue de Abraão já os colocava como herdeiros do Paraíso celestial. O capítulo 8 de João mostra como o Senhor confrontou aquela multidão com o fato que eles nada tinham a ver com o Deus de Abraão. Notemos bem que Nicodemos pensava assim, (João 3) mas era enganado no íntimo; era um ignorante que pensava ser um sábio; era uma alma que caminhava para a morte eterna, pensando que subia como inocente para o céu.
        Quando essa mentira tão bem camuflada se esconde no íntimo, sem dúvida há de aumentar a surdez e a cegueira, no que tange a verdade bíblica. Não foi assim com os judeus quando ouviram Jesus falar na sinagoga em Nazaré? (Lucas 4:16). Tudo era bonito, maravilhoso e aceitável, mas quando o Senhor mexeu com a religião deles e mencionou no Velho Testamento como Deus usou o profeta para socorrer gentios, então a ferocidade foi despontada na violenta reação de todos eles, querendo matar o Senhor. O pecado é terrivelmente enganador e capaz de anular qualquer desejo pela verdade, acerca de nossa condição. O pecado está sempre dizendo no íntimo que nós somos melhores; que tivemos um berço, em termos de educação, religião e bom procedimento. Mas é exatamente aí onde não percebemos o perigo de que estamos resistindo a verdade; que por detrás de tudo isso há uma boa desculpa para vivermos em paz com o mundo e negociando com a morte e com o além.
        Também, posso afirmar aqui que nessa atitude há uma idolatria encoberta; que temos conosco nossos meios religiosos e que veementemente recusamos os caminhos de Deus. Achamos que somos capazes de organizar nossas vidas e que temos uma divindade criada por nós mesmos, capaz de nos conduzir e ouvir nossas preces. Por detrás de toda rebelião contra a verdade da cruz está o enganador – satanás. Quanto perigo endurecer-se contra a verdade! Quanto perigo em rejeitar a provisão de Deus para a salvação! Como o homem vai escapar da condenação eterna? Como vai encarar o Juiz naquele dia? Há porventura uma atitude mais orgulhosa do que essa?
        O que posso dizer é que esse é o caminho sem luz, mesmo que haja um pouco da iluminação vinda do mundo e dessas esperanças incertas daqui. Sem a luz que vem da cruz os homens não podem andar, só poderão descer em direção às trevas eternais. O que eu posso fazer? Não é melhor que eu fale sempre, advertindo essas almas? Mesmo diante de tamanha rebeldia dos homens, ainda a graça de Deus atrai corações para essa salvação! Saulo de Tarso saiu para matar e ali na entrada de Damasco tombou o velho Saulo só pela visão da glória. Dali ressuscitou um novo homem que voltou sem as armas nas mãos, a fim de usar a espada do Espírito na pregação do evangelho.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (6)



“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SUA CONDIÇÃO EM ADÃO: “Se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos...”
        Não há dúvida que precisamos conhecer o estado do coração do homem, como é enganoso e enganador. Se lidarmos com meras aparências, certamente seremos levados pelas ondas de engano de uma época cheia de maldade e de desvios da verdade. Que o Senhor nos livre desse sistema enganador e ludibriador que envolve esta atual geração! Os homens precisam saber que todos vieram de um Adão que tombou no Éden (Romanos 5:12) e que mesmo havendo diferenças de raça, cor, condição social e cultural, os homens são semelhantes no coração.
        Então, negar sua origem pervertida é xingar a Deus, a fim de permanecer rebelde. Os homens querem, por sua natureza, continuar negando a Deus no viver. Podem não fazer isso nos lábios; podem por fora parecer que são religiosos, educados, cultos e até mesmo espirituais, mas o fato é que por dentro são como feras enjauladas e gritam no íntimo contra Deus: “Não queremos que Ele reine sobre nós!”. Muitos hoje utilizam a religião e suas atividades, a fim de acobertar suas maldades. A ausência de temor ao Senhor é mais devastadora verdade dentro das igrejas, bem como fora. Por quê? Qual a razão de tudo isso?
        Espero responder de forma simples. Todos querem ter um estilo de vida que se fundamenta em seus direitos. Vivemos numa época assim, por isso queremos um estilo de divindade diferente, que abençoa nosso conforto, sentimentos, pensamentos e nossos caminhos perversos. Os homens têm no coração seu estilo de teologia preferido; eles são por natureza ligados à uma religião ecumênica, pois desejam no íntimo ligar luz com as trevas, o bem com o mal, a justiça com a injustiça, a mentira com a verdade. Com habilidade eles conseguem líderes que possam guiar em tudo isso e pregar o que gostam de ouvir. Eles querem sentir que vão para o céu; querem que pastores falem isso constantemente, mas estão de mãos dadas com este sistema mundano, pelo qual são tão afeiçoados.
        Também é fato que a atitude perigosa contra a verdade pode ser manifestada em dogmas, legalismo e outras atitudes religiosas aqui. Muitos são severos consigo mesmos e endurecem suas leis com os outros. Um coração rebelde se torna um tirano religioso, usando a palavra de Deus, a fim de frear os homens naquilo que ele mesmo utilizar para brecar seu próprio estilo de vida. É cercado de um ambiente assim que muitos encontram satisfação nas mentiras que mais lhes agradam e em elementos que mais trabalharão em fazer com que tudo funcione para seu estilo de vida. O legalismo é tremendo perigo que envolve milhares em hipocrisia, assim como viviam os fariseus, os quais foram severamente censurados pelo Senhor.
        O propósito do evangelho é trazer a luz da glória de Cristo aos corações e essa luz brilha de tal maneira que não há como escapar. A decisão mais preciosa dos homens é a de submissão perante a voz do Rei dos reis e Senhor dos senhores!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (5)



“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SUA CONDIÇÃO EM ADÃO: “Se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos...”
        Por que homens e mulheres encobrem sua condição? Por que não abrem seus corações para a verdade vinda de um Deus de tanto amor? Precisamos voltar para aquilo que a palavra de Deus nos ensina, a fim de que jamais venhamos a ser enredados pelo engano dos homens e do nosso sistema de julgar as coisas. Se sairmos da verdade registrada pelo Espírito Santo, certamente cairemos em erros terríveis e até mesmo em blasfêmias. Muitos se afastam de Deus devido a ignorância acerca do estado depravado e vil do coração do homem e da soberania total da graça de Deus em suas obras aqui.
        Lembremos em primeiro lugar que milhares de homens são entregues por Deus à dureza de seus corações e que nem sempre Deus está realmente salvando almas. Quando Deus chamou Isaías foi chocante aos nossos pensamentos o ministério que o jovem profeta teria (Isaías 6). Ele iria pregar para que o povo ficasse ainda mais surdo e que não daria qualquer atenção às palavras do profeta, a fim de arrepender-se e se converter a Deus. Deus não queria que o povo se convertesse; não haveria lugar para arrependimento em Israel naqueles dias. Vemos muitos acontecimentos dessa natureza na história de Israel. Foi nessa condição de endurecimento total que Deus colocou Coré, Datã e Abirão, a fim de que fossem punidos de forma terrível, caindo no abismo em direção ao inferno, ainda vivos (Números 16).
        Achamos que Deus não faz isso em nossos dias? Pois é, o mesmo Deus que opera salvação, também opera endurecimento nos corações e é Ele glorificado tanto em salvação como em endurecer corações para nunca se convertam e sejam salvos. Não é motivo para nosso temor e tremor? Vejo muitos hoje brincando com a palavra de Deus, desprezando a verdade escrita e até mesmo desafiando a Deus com seus pecados. Fazem isso porque transformaram a graça de Deus em motivo de libertinagem. Quão aterrorizante é para os homens brincar com a palavra, debochar da mensagem tão clara que nos foi entregue. Certamente, muitos já estão entregues aos seus pecados e não há mais condição de arrependimento, pois continuarão assim até a morte.
        Outro detalhe é que a rebelião contra a verdade é mostrando na firme disposição em ouvir a mentira. Jesus disse para os arrogantes judeus que eles não O queriam ouvir,  porque simplesmente Ele falava a verdade (João 8:45). Satanás sabe como preparar boas e suaves mentiras para atrair corações endurecidos. Conheci muitos que deram às costas à verdade e por causa disso foram fisgados por uma preciosa mentira de um falso mestre. Satanás sabe como dar sabor a uma mentira religiosa, por isso é muito perigoso recusar a verdade. Alguns se afastam, mas são alcançados de volta pela graça compassiva do Senhor, mas outros são entregues à vaidade e ficarão ainda mais embrutecidos contra as doces verdades do evangelho. Que o Senhor tenha misericórdia de nossas vidas!
        

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (4)


                   
“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SUA CONDIÇÃO EM ADÃO: “Se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos...”
         Notemos bem que no verso 8 João não está tratando de nossos atos, mas sim da nossa condição em Adão: “Se dissermos que não temos pecado...”. Creio que é de grande valor para nosso entendimento, porque quão hábil é a natureza enganosa e enganada para tentar mudar sua situação! Foi assim nos dias de Jeremias e quando a mensagem vinha através do profeta eles reagiam com a pergunta: “O que fizemos?”. Os corações empedernidos contra a verdade de Deus reagem assim. Não havendo confissão os homens vão argumentar contra Deus; eles vão sempre dizer que estão certos; que não são tão maus como outros, etc. Não foi assim nos com os judeus nos dias de Jesus aqui na terra? Aquele povo religiosamente arrogante achava que era melhor do que os outros povos e que o nome “judeu” era suficiente para que eles fossem morar na companhia do pai Abraão no paraíso celestial.
        Os homens nunca mudaram e se encontram uma religião errada, sempre vão encostar e repousar suas cabeças, achando que não são tão maus assim e que por isso merecem um lugar no céu. Como isso acontece? É fácil ver essa atitude por fora? Claro que não! Os homens são habilidosos em disfarçar e maquiar-se externamente. Mas, a palavra de Deus com impressionante habilidade vem mostrar que ter a luz por fora, não significa que há luz por dentro. Uma casa pode ter uma luz bem no poste que está em frente, iluminando a rua e a parte exterior da residência, enquanto a escuridão domina o seu interior, por falta de energia. Assim é a situação daquilo que esconde sua origem em Adão devido ao orgulho.
        O que a verdade do texto proclama? “A nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós”. Notemos o quanto o texto é revelador a nós. Jesus afirma em João que aquele que O segue não andará nas trevas, isso significa que quem não O segue realmente anda nas trevas, não há qualquer ligação com a luz. Não há maior perigo para o homem do que a ausência da verdade no íntimo, porque seu coração não foi descoberto, sua situação por fora parece agradável e abençoada, mas quando olhamos tudo pela visão das Escrituras podemos perceber que falta a verdade no íntimo e assim ela continua enganada.
        Não é um momento para um exame no coração? Os evangélicos modernos fogem de um exame à luz das Escrituras, ficam revoltados quando a luz penetra no íntimo para descobrir a condição perante Deus. Tudo hoje envolve felicidade, por isso nada querem com aquilo que vem tirar-lhes do conforto que este sistema vil e enganador oferece. Mas o Deus da bíblia requer a verdade no íntimo (Salmo 51:6). Se lavamos um copo não tiramos a sujeira do lado de fora e deixamos a parte interna suja. Detestamos beber um suco ou água num copo sujo, não é verdade? Para Deus o importante é a parte interna do homem. Jesus chamou os fariseus de hipócritas, porque ignoravam o fato que para Deus o importante era o homem interior e não a mera aparência curtida por regras e religiosidades externas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

ATITUDES PERIGOSAS ANTE A VERDADE (3)



“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:8,10).
        O PERIGO DE ENCOBRIR SUA CONDIÇÃO EM ADÃO: “Se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos...”
        Será que os homens tentam encobrir sua clara condição adquirida na queda? Claro que sim! O pecado no íntimo é completa escuridão e é nesse engano que não percebemos nossa origem. Não fosse as Escrituras sagradas, seríamos levados por essa correnteza de mentiras que nos impulsiona implacavelmente para o destino de sofrimento eterno. O homem no pecado em nada diferencia do diabo, no que tange às mentiras do pecado. Um Adão caído é tão enganado quanto Lúcifer e seus anjos, porquanto o trabalho do pecado é o mesmo. Assim, o mais poderoso trabalho do pecado é seu efeito ludibriador no coração: “Enganoso é o coração e desesperadamente corrupto...” (Jeremias 17:9).
        Precisamos sondar melhor esse assunto, porque temos a luz que vem da verdade revelada a nós. Não há escola, faculdade ou qualquer poder humano que possa descobrir nossa triste origem e nossa horrível condição em Adão. A ausência dessa luz celestial tem levado milhares para a eternidade de trevas e tem mantido milhões aqui presos em sua ignorância espiritual. É exatamente isso o que João está querendo dizer no texto acima: “...e a verdade não está em nós”. Milhões são mantidos presos na dureza do coração e essa é a carruagem de ferro do pecado no íntimo. Notemos bem o quanto Faraó se postou obstinado contra as ordens de Deus através de Moisés e Arão. Noutras palavras ele estava dizendo: “Quem é esse Deus? Por que vocês vieram aqui me molestar?” Ali estava um coração trancafiado com sete chaves, por assim dizer e pronto para desafiar céu e terra, a fim de andar como queria. Quem fechou o coração daquele monarca? Foi o pecado. Depois o próprio Deus se encarregou de deixar aquele homem ainda pior disposto a encarar o próprio céu.
        Mas não há qualquer desculpa por qualquer ignorância. Os homens precisam ser despertados da sua vil condição, em achar que nasceu no berço de ouro da divindade; cada homem em Adão acha que é livre para andar como bem quiser e que não precisa de ninguém para comandar sua vida aqui. O evangelho vem rasgar o coração, vem tirar a pedra que fecha a entrada do sepulcro e mostrar as abominações resultantes da queda. Viemos da terrível queda; resolvemos propositalmente curvar perante o diabo e dar as costas para Deus. Aqui no mundo vemos as aparências; somos levados pelas lisonjas das riquezas, prazeres e posições, mas quando a palavra de Deus lança sua luz bendita no coração, eis que todos, ricos, pobres, cultos, ignorantes, etc. são todos iguais e igualmente culpados.
        Meu amigo, será que você continuará achando que sua condição não é tão ruim assim? Muitos, até mesmo dentro de uma igreja não percebem o quanto seus corações são terríveis. Foi após a queda no adultério e no assassinato de Urias que Davi entendeu sua condição desde a queda: “Eu nasci na iniquidade e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5).