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sábado, 7 de dezembro de 2013

“UMA CHAMADA AO ARREPENDIMENTO” Spurgeon.




 “Todos aqueles, pois, que são das obras da Lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da Lei, para fazê-las.” (Gl 3:10)
            Mas, alguém exclama: “Eu não me declararei culpado, pois ainda que esteja muito consciente de que não permaneci ‘em todas as coisas escritas no livro da Lei’, fiz o melhor que pude.” Essa é uma mentira; diante de Deus é uma falsidade. Não o tens feito! Não tens feito o melhor que podias. Houve muitas ocasiões nas quais poderias ter realizado um esforço melhor. Acaso, aquele jovem que está acolá, atrever-se-ia a dizer-me que está fazendo agora o melhor que pode? Que não pode reprimir a sua risada na casa de Deus? É possível que seja difícil para ele que o faça, mas é possível que poderia, se quisesse, refrear-se de insultar o seu Criador, na Sua cara. De certo, nenhum de nós tem feito o melhor que podia. Em cada período, em cada momento, houve oportunidades de escapar da tentação. Se não tivéssemos tido nenhuma liberdade de escapar do pecado, poderia haver alguma desculpa por ele; contudo, houve pontos decisivos na nossa história quando teríamos podido decidir pelo correto ou o incorreto, mas temos feito o mal e evitamos o bem, e dirigimo-nos a esse caminho que conduz ao Inferno.
         “Ah, mas eu declaro, senhor,” diz outro, “que embora seja certo que tenho quebrantado essa Lei, sem dúvida alguma, não fui pior do que os meus semelhantes.” E, por certo, esse é um argumento muito triste, pois de que te serve? Seres condenado em grupo, não te serve de mais consolo, do que se tu fores condenado sozinho. É certo que não foste pior do que os teus semelhantes, porém, isto não te servirá de nada. Quando os ímpios forem atirados para o Inferno, será de muito pouco consolo para ti que Deus diga: “Apartai-vos de mim, malditos” a mil pessoas juntamente contigo. Recorda que a maldição de Deus, quando arraste uma nação ao Inferno, será sentida por cada indivíduo da multidão de igual maneira como se o castigo fosse para um só indivíduo. Deus não é como os nossos juízes terrestres. Se os vossos tribunais estivessem saturados de prisioneiros, poderiam sentir-se inclinados a tratar levianamente muitos casos. Mas, com Jeová não acontece o mesmo. Ele é tão infinito na Sua mente, que a abundância de criminosos não será uma dificuldade para Ele. Tratará contigo com a mesma severidade e justiça como se não houvesse nenhum outro pecador em todo mundo.
         E eu pergunto-te: o que tens tu que ver com os pecados de outros homens? Tu não és responsável por eles. Deus determinou que tu te sustentarias ou cairias por ti mesmo. De acordo com as tuas próprias ações serás julgado. O pecado da rameira pode ser mais grave do que o teu, porém, tu não serás condenado pelas suas iniquidades. A culpa do assassino pode ultrapassar em muito as tuas transgressões, porém, tu não serás condenado pelo assassino. Oh, homem, a religião é algo entre Deus e a tua própria alma; e, portanto, imploro-te que não olhes para o coração do teu vizinho, mas para o teu próprio coração.
         “Ai,” exclama alguém, “Mas eu esforcei-me, muitas vezes, para guardar a Lei, e penso que o logrei por algum tempo.” Escuta outra vez a leitura do versículo: “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas escritas no livro da Lei, para as fazer.” Oh, senhores!, não é algum rubor febril nas faces que brota por uma irresolução doentia, o que Deus reconhece como a saúde da obediência. Não se trata de uma ligeira obediência durante uma hora, o que Deus aceitará no dia do juízo. Ele usa a palavra “permanecer;” e, a menos que, desde a minha mais temporã infância, até ao dia em que os meus cabelos brancos desçam à sepultura, tenha permanecido em obediência a Deus, deverei ser condenado. A menos que tenha servido obedientemente a Deus, desde o primeiro despertar da razão, quando comecei a ser responsável, até que, como um arbusto de trigo, seja juntado no celeiro do meu Senhor, a salvação pelas obras será impossível para mim, e eu serei condenado se estou apoiado no meu próprio fundamento. Não é, afirmo-o, alguma flutuante obediência o que salvará a alma. Tu não permaneceste “em todas as coisas escritas no livro da Lei,” e, portanto, estás condenado.
         “Mas,” dirá outro, “Há muitas coisas que eu não tenho feito, mas apesar de tudo, tenho sido muito virtuoso.” Essa, também, é uma pobre desculpa. Supõe que tens sido virtuoso; supõe que tens evitado muitos vícios: lê o meu versículo. Não é minha a palavra, mas a palavra de Deus, lê-o: “Todas as coisas.” Não diz: “Algumas coisas.” “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas escritas no livro da Lei, para as fazer.” Agora, tens posto em prática todas as virtudes? Tens-te apartado de todos os vícios? Podes pôr-te de pé e declarar: “Nunca fui um bêbado”? Entretanto, serás condenado, se tiveres sido um fornicador. Respondes acaso: “Nunca fui imundo”? Entretanto, quebrantaste o dia de repouso. Declaras-te culpado desse cargo? Acaso declaras que nunca quebrantaste o dia de repouso? Tu tomaste o nome de Deus em vão, não é verdade? Em alguma parte ou em outra, a Lei de Deus pode ferir-te. É certo (deixa agora que fale à tua consciência e afirme o que eu assevero), é certo que não permaneceste “Em todas as coisas escritas no livro da Lei.” E mais, estou convencido de que não permaneceste plenamente em nenhum mandamento de Deus, pois o mandamento é extremamente amplo. Não é o ato patente, simplesmente, o que condenará um homem; é o pensamento, a imaginação, a concepção do pecado, os que bastam para arruinar a alma. Recordai, meus queridos ouvintes, que estou pregando agora a própria palavra de Deus, não uma rigorosa doutrina da minha propriedade. Se nunca tivésseis cometido um só ato de pecado, o mero pensamento de pecado, a simples imaginação do pecado bastariam para arrastar a alma para o Inferno para sempre.
         Se tivesses nascido numa cela, e não tivesses podido sair nunca para o mundo, para cometer atos de lascívia, de assassinato ou de roubo, bastaria o pensamento do mal nessa cela solitária, para apartar a tua alma para sempre do rosto de Deus. Oh!, não há ninguém aqui que possa ter a esperança de escapar. Cada um de nós deve inclinar a sua cabeça diante de Deus, e clamar: «Culpado, Senhor, culpado, cada um de nós é culpado: ‘Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas escritas no livro da Lei, para as fazer.’» Quando olho o teu rosto, oh Lei, o meu espírito treme de horror. Quando escuto os teus trovões, o meu coração derrete-se como a cera no meio das minhas entranhas. Como poderia suportar-te? Se estiver para ser julgado no fim, pela minha vida, de certeza não necessitarei de um juiz, pois eu serei o meu próprio acusador voluntário, e a minha consciência será uma testemunha para me condenar.
         Penso que não preciso de me alargar mais neste ponto. Oh, tu, que estás sem Cristo e sem Deus, não permaneces condenado diante Dele? Tira de ti todas as máscaras, e despreza todas as desculpas; que cada um de nós arremesse ao vento todas as suas vãs pretensões. A menos que contemos com o sangue e a justiça de Cristo, para que nos cubram, cada um de nós deve reconhecer que esta sentença fecha as portas do Céu na nossa cara, e unicamente nos prepara para as chamas da perdição.

domingo, 21 de abril de 2013

O CRISTÃO E A LEI – É A LEI UMA «REGRA DE VIDA» PARA O CRISTÃO?




 Mackintosh
Há três importantes pontos, relacionados entre si, que às vezes são tergiversados, sobre os quais queríamos escrever umas palavras só com o fim de guardar a verdade de toda falsificação, e de remover, dentro das nossas capacidades, um tropeço do caminho dos Leitores honestamente interessados na verdade de Deus. Estes pontos são, o Sábado, a Lei e o Ministério Cristão. Nesta ocasião só vamos considerar o tema da Lei em relação com o Cristão, deixando para outra oportunidade os outros dois pontos.
         À Lei contemplamo-la erroneamente de duas maneiras: primeiro, como fundamento da Justificação, e segundo, como Regra de Vida do Cristão. Uma passagem ou duas da Escritura serão suficientes para resolver a questão tanto de uma como da outra. Quanto à Justificação: “Já que pelas obras da Lei nenhum ser humano será justificado diante Dele; porque por meio da Lei é o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). “Concluímos, pois, que o homem é justificado por fé sem as obras da Lei” (Romanos 3:28). “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Jesus Cristo, para ser justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, por quanto pelas obras da Lei ninguém será justificado” (Gálatas 2:16).
         Quanto ao feito de ser uma Regra de Vida, lemos: “Assim também vós, meus irmãos, morrestes para a Lei mediante o corpo de Cristo, para que sejais de outro, do que ressuscitou dos mortos, a fim de que levemos fruto para Deus” (Romanos 7:4). “Mas agora temos sido libertados da Lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” (Romanos 7:6)
         Observem-se duas coisas nesta última passagem citada: 1.º “Estamos livres da Lei” 2.º Não para fazer o que agrada à velha natureza, mas sim para que sirvamos “em novidade de espírito”.
         Ainda que fomos libertados da escravidão, é nosso privilégio “servir” em liberdade. Do mesmo modo, lemos também neste capítulo: “E achei que o mesmo mandamento que era para vida, me resultou para morte.” (v. 10) Evidentemente, a Lei não demonstrou ser uma prova de vida para ele.“E eu sem a Lei vivia em um tempo; mas vindo o mandamento, o pecado reviveu e eu morri” (v. 9). Independentemente de quem represente o “eu” neste capítulo da Epístola aos Romanos, ele estava vivo até que veio a Lei, e então morreu. Desde aí, pois, que a Lei não podia ter sido uma Regra de Vida para ele; ela, na realidade, era justamente o contrário: uma regra de morte.
         É evidente, pois, que um pecador não pode ser justificado pelas obras da Lei; e é igualmente evidente que a Lei não constitui a Regra de Vida do Crente:
“Todos aqueles, pois, que são das obras da Lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da Lei, para fazê-las.” (Gálatas 3:10)
         A Lei não reconhece nenhuma distinção entre um homem nascido de novo e outro que não o é; amaldiçoa a todos os que tentam colocar-se ante ela; rege e amaldiçoa a um homem enquanto que este viva. Ninguém como o verdadeiro Crente reconhecerá plenamente que é incapaz de guardá-la, e ninguém, igualmente, estaria mais completamente debaixo da maldição.
         Qual é, pois, o fundamento da nossa Justificação? E qual é a nossa Regra de Vida? A Palavra de Deus responde da seguinte maneira: somos “justificados pela fé em Cristo” (Gálatas 2:16), e Cristo é a nossa Regra de Vida. Ele levou todos os “nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro.” (1Pe 2:24) Cristo foi “feito por nós maldição.” (Gálatas 3:13). Ele bebeu por nós a taça da justa ira de Deus “até aos seus sedimentos.” (Is 51:17; João 18:11). Despojou a morte do seu aguilhão, e ao sepulcro, da sua vitória (1Co 15:55-56). Deu a Sua vida por nós. Desceu até à morte, onde nós estávamos, a fim de nos conduzir a uma eterna associação com Ele em vida, justiça, favor e Glória diante do nosso Deus e do Seu Deus, de nosso Pai e de Seu Pai. (Vejam-se cuidadosamente as seguintes passagens: João 20:17; Romanos 4:25; Romanos 5:1-10; Romanos 6:1-11; Romanos 7 a Romanos 8:1-4; 1Co 1:30, 31; 1Co 6:11; 1Co 15:55-57; 2Co 5:17-21; Gálatas 3:13, 25-29; Gálatas 4:31; Efésios 1:19-23; Efésios 2:1-6; Cl 2:10-15; Hebreus 2:14, 15; 1Pe 1:23.).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A MENSAGEM DO CÉU (22)




“Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15).
         Caro leitor, quão precioso é o ensino da graça a respeito dos pecadores! Como difere da nossa maneira de pensar! Que assentemos nessa “sala de aula” da graça, a fim de que aprendamos com o nosso Sumo professor acerca de lições jamais ensinadas nem aprendidas no mundo. A linguagem é de Deus e o ensino é totalmente Dele.
         Do nosso ponto de vista o principal dos pecadores seria um ladrão, assassino ou qualquer malfeitor, porém não é isso o que transmite a verdade revelada. Quando Paulo afirma ser o principal dos pecadores, lições preciosas emanam dessa frase: “...dos quais eu sou o principal”. A primeira é que Saulo de Tarso manifesta o que o pecador é segundo a lei. Ao tentar cumprir a lei no objetivo de alcançar a ressurreição, Saulo não via as maldições pesadas da própria lei que desciam sobre sua cabeça. Sua visão religiosa era horizontal e nunca vertical. Ele olhava a lei do ponto de vista humano e seu sistema religioso era constituído de homens hábeis em fragmentar as leis, a fim de criar seus próprios sistemas de religião. Os fariseus eram assim, por isso nosso Senhor sempre Se voltou contra aqueles homens, para os condenar.
         Mas o objetivo da lei sempre foi revelar o pecado; veio despertar a “fera interior” do coração do homem; veio por assim dizer, “mostrar as garras” do pecado. A perfeita lei de Deus serve como raio X, descobrindo a corrupção do homem e declarando sua culpa e condenação. A lei veio para afirmar que a justiça do homem é trapo e que toda tentativa do homem para a salvação é vã. Paulo escreveu a carta aos Gálatas justamente para abrir os olhos daqueles irmãos, os quais estavam caindo nas armadilhas de judeus hereges.
         Porém, o caminho através das “montanhas e vales” da lei é importante, porque têm como meta levar os pecadores à cruz. A “rodovia” que chega ao calvário começa no Sinai e é uma jornada aterrorizante para a alma, porque todo seu percurso é de trevas. Mas a função da lei é mostrar aos pecadores o caminho até a cruz; é desnudar o homem de sua justiça suja, a fim de que seja revestido da perfeita justiça de Cristo: “Pois o fim da lei é Cristo, para a justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10:4). Somente e tão somente a lei pode revelar o estado do homem; sem a lei a avaliação é perigosa e obscura.
         Quando Saulo caiu por terra ficou sabendo naquele momento o que jamais pode saber. A luz que precisava veio do céu e não de uma organização religiosa; toda organização humanista foi derribada; todo estrutura feita de barro virou cinzas ante o brilho da Glória do Salvador e Senhor. Foi ali que Saulo de Tarso pode entender que em todo sentido era um criminoso, pois perseguia de forma injusta os santos de Deus, sem saber que estava perseguindo o próprio Senhor. Era um ladrão, pois tenta roubar para si mesmo a glória pertencente ao Senhor através de seus atos de justiça. Era um idólatra, pois ao odiar Deus venerava e servia o príncipe deste mundo. Então, somente a lei pode mostrar a totalidade da culpa do pecado; somente a lei pode revelar a extrema malignidade do pecado; somente a lei pode mostrar a profundidade do poço da perdição.
         Foi perante essa filmagem de seu viver no pecado que Paulo pode abrir seus lábios nessa confissão: “...eu sou o principal”. A mensagem do céu realiza essa incrível obra da graça e remove o coração de pedra, a fim de dar ao homem um novo coração. A salvação é igual a todos e desce todos ao lugar onde os homens devem estar – no pó. Ninguém é achado pela misericórdia enquanto está posicionada lá em cima, no pedestal do orgulho. A função da lei é derrubar o homem de lá.
         Meu amigo, você já encontrou com o Senhor da glória? Obteve já essa tão grande salvação? Já foi erguido do pó para a posição de novo homem em Cristo? Já saiu da condição de um réu, condenado à perdição, para a posição de filho de Deus e herdeiro da glória?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ESCAPANDO DO JUÍZO CERTO (10)




         “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor” (Atos 3:19).
         Caro leitor, o que realmente envolve a arrependimento bíblico? O que acontece quando uma alma é tomada pelas verdades do evangelho da glória de Cristo? Quando é que o homem se encontra no lugar certo do seu encontro pela fé com o Salvador bendito? Ora, precisamos envolver-nos com o ensino conforme a revelação bíblica. Jamais devemos esquecer que a alma precisa conhecer sua humilhante condição em Adão, a fim de que possa vislumbrar pela fé o Salvador e Senhor. Já pude apresentar o fato que o arrependimento que vem de Deus leva o homem a entender sua humilhante condição em Adão.
         Também, o arrependimento envolve o reconhecimento de ter transgredido a santa lei de Deus. Na realidade o caminho do homem por este mundo é marcado pela ímpia disposição de seguir destruindo as barreiras colocadas pela lei. O homem arrependido olha para traz e vê quantas desgraças cometeu e olha para a sua frente para saber que se não for o braço forte da misericórdia, certamente continuará prosseguindo por esse caminho. No arrependimento o homem reconhece o quanto afrontou Deus; o quanto desafiou Sua onipotência; o quanto ignorou Sua onipresença e rejeitou Sua onisciência. No arrependimento o coração confesso vê que foi brutal seu modo de viver e quanto foi prejudicial seu caminho ao seu próximo.
         No arrependimento o homem vê que sua culpa é total; agora seus ouvidos conseguem discernir os gritos da lei, chamando-o de “maldito!” (Gálatas 3:10). Ele fica sabendo que tentava disfarçar a tortuosidade de seus caminhos mostrando que era obediente a algumas leis, especialmente aquelas que veiculavam sua convivência social. Em seu coração achava que era amava a Deus sobre todas as coisas. Mas, logo que é despertado pela verdade, percebe o quanto era um transgressor e que Deus era o personagem principal do seu ódio. Percebe logo que não passava de um terrível idólatra, blasfemo e insolente.
         Diante dessa tremenda realidade, a alma arrependida não ousa discutir nem opinar. Rejeita procurar o assento dos presunçosos, porquanto sua boca está fechada. Vai dizer o que? Terá algum argumento contra Deus? Agora, como Paulo ele sabe que não há pecador igual a ele. Então, ao olhar para traz ele vê que não há possibilidade de consertar tudo. Ele pensava que a poeira do tempo havia encoberto suas marcas e que tudo havia sido atirado no esquecimento. O arrependido não vê as coisas assim, pelo contrário, ele agora sabe que está perante o Deus que havia posto perante Ele todos os seus pecados ocultos (Salmo 90:8) e que o número dessas transgressões é alarmante! Ele está perante o invisível Senhor que vê o passado, o presente e o futuro num todo. O arrependimento vê que foi assaltado pela verdade e é agora um fugitivo que foi alcançado e derribado no chão pela flechada do amor de Deus (Salmo 45:5). Agora a alma está perante o Deus que ele tratava como o mais terrível inimigo.
         Mas, o homem arrependido vê que perante Ele está o transbordar da graça, porquanto a voz que ele pode ouvir é de amor: “...Com amor eterno eu te amei...” (Jeremias 31:3) e isso é realmente incrível! Ele vê que diante de um atrevido, inútil e condenado está o maravilhoso Senhor e que Ele traz consigo todos os elementos desse grande amor. Por isso Ser invisível é maravilhoso para a alma arrependida! Ele vê que a face do Senhor não está irada e que em Sua mão não qualquer arma para lhe punir. A alma arrependida reconhece que está perante Aquele que na cruz ocupou seu lugar. Ele é o seu Salvador e Senhor. Ah! Ele vê que era uma ovelha errante que fora achada pelo bom Pastor.
         Ó meu caro leitor é você alguém que foi sacudido no íntimo por essa visitação graciosa? Como poderei deixar de pregar esse tão maravilhoso tema para você? Eu estou certo que é essa a sinfonia de uma alma salva! Os santos de Deus são elevados às alturas da glória quando ouvem essas maravilhas da graça! Mas, acima de tudo, sei que há pecadores que agora estão buscando a salvação. Eis aí a história do amor de Cristo por você, meu caro amigo!