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domingo, 18 de maio de 2014

TUDO DELE É NOSSO



C. H. Spurgeon

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele.” (Cl 2:9-10, ARC, Pt)

TODOS os atributos de Cristo, como Deus e como homem, estão à nossa disposição. Toda a plenitude da Deidade, em tudo o que esse termo compreende é nosso, para fazer-nos perfeitos. Ele não podia dotar-nos com os atributos da Deidade, mas Ele fez o que podia ser feito: fez que o Seu poder divino e a Sua Deidade condescendessem a operar a nossa salvação. A Sua onipotência, a Sua onisciência, a Sua onipresença, a Sua imutabilidade e a Sua infalibilidade uniram-se para a nossa defesa.   Levanta-te, crente, e contempla o Senhor Jesus enquanto junge a plenitude da Sua Deidade ao carro da salvação! Quão vasta é a Sua graça, quão firme a Sua fidelidade, quão inabalável a Sua imutabilidade, quão infinito o Seu poder, quão ilimitado o Seu conhecimento! O Senhor Jesus fez de todos estes atributos os pilares do templo da salvação; e todos eles, sem diminuição da sua infinidade estão-nos prometidos como a nossa herança eterna.
        O insondável amor do coração do Salvador é nosso. Cada tendão no braço do Seu poder, cada joia na coroa da Sua majestade; a imensidão do conhecimento divino, e a severidade da justiça divina, tudo é nosso e será empregado para nosso bem. Cristo mesmo, no Seu adorável caráter de Filho de Deus, deu-Se a Si mesmo a nós para que nos gozemos muito abundantemente. A Sua sabedoria é a nossa direção; o Seu conhecimento, a nossa instrução; o Seu poder, o nosso amparo; a Sua justiça, a nossa garantia; o Seu amor, o nosso consolo; a Sua misericórdia, a nossa distração e a Sua imutabilidade, a nossa esperança.
        Ele não reservou nada, mas abriu as cavidades do Monte de Deus e mandou-nos que cavássemos nas Suas minas em busca dos tesouros escondidos. “Tudo, tudo, tudo é vosso”, diz Ele “sede saciados com o favor e cheios da bondade do SENHOR.” Oh quão agradável é contemplar e invocar Jesus, com a confiança certa de que ao procurar a mediação do Seu amor ou poder, estamos procurando o que Ele já nos prometeu fielmente!


Tradução de Carlos António da Rocha

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

JESUS É JEOVÁ (fim)

 

                                              

Jesus voltou mesmo dos mortos?

As testemunhas de Jesus Cristo realmente falaram e agiram como se acreditassem que ele fisicamente se ergueu dentre os mortos após sua crucificação. Se eles estivessem errados, o cristianismo teria se baseado em uma mentira. Mas se estivessem certos, tal milagre confirmaria tudo o que Jesus disse sobre Deus, sobre si mesmo e sobre nós.
Devemos então aceitar a ressurreição de Jesus Cristo somente pela fé ou existe uma evidência histórica sólida? Muitos céticos começaram investigações sobre os registros históricos para provar que os registros da ressurreição são falsos. O que eles descobriram?

Jesus disse o que acontece após a morte?

Se Jesus realmente voltou dos mortos, ele deve saber o que está do outro lado. O que Jesus disse sobre o significado da vida e sobre nosso futuro? Existem vários caminhos para Deus ou Jesus afirmou ser o único? Leia as respostas iniciais em “Por que Jesus?”

Jesus pode trazer significado para a vida?


Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” “Por que estou aqui?” E, “Para onde estou indo?” Jesus fez declarações sobre a vida e o nosso propósito aqui na Terra que precisam ser analisadas antes de o ignorarmos como indiferente ou impotente. Este artigo, “Por que Jesus”, analisa o mistério de por que Jesus veio para a Terra e o que isso significa para nós.
(extraído)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

JESUS É JEOVÁ (continuação)

Jesus poderia estar enganando a si mesmo?

Albert Schweitzer, ganhador do Prêmio Nobel em 1952 por seus trabalhos humanitários, tinha suas próprias ideias sobre Jesus. Schweitzer chegou à conclusão de que a insanidade era a base das afirmações de Jesus de ser Deus. Em outras palavras, Jesus estava errado em suas afirmações, porém ele não mentiu intencionalmente. De acordo a teoria de Schweitzer, Jesus estava iludido de forma a acreditar que ele era o Messias.
Lewis avaliou cuidadosamente essa possibilidade. Ele deduziu que se as afirmações de Jesus não fossem verdadeiras, então ele era louco. Lewis argumenta que alguém que afirmou ser Deus não seria um grande professor moral. “Ou ele seria um lunático do mesmo nível de uma pessoa que diz ser um ovo cozido ou seria o Diabo do Inferno”.
A maioria das pessoas que estudou a vida e as palavras de Jesus o reconhece como uma pessoa extremamente racional. Embora sua vida tenha sido permeada de imoralidade e ceticismo pessoal, o renomado filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712–78) reconheceu a personalidade elevada e a presença de espírito de Jesus, declarando: “Quando Platão descreveu seu homem justo imaginário… ele descrever exatamente a personalidade de Cristo. … Se a vida e a morte de Sócrates são as de um filósofo, a vida e a morte de Jesus Cristo são as de um Deus”.
Bono conclui que “louco” é a última coisa que alguém pode pensar de Jesus.
“Assim o que lhe resta é que Cristo era quem Ele dizia ser ou era totalmente louco. E quando digo louco, digo louco como Charles Manson… Eu não estou brincando. A ideia de que toda a história da civilização em mais da metade do planeta foi completamente alterada por um lunático, para mim isso não pode ser verdade…”
Então, Jesus era um mentiroso ou um lunático, ou era o Filho de Deus? Será que Jefferson estava certo ao classificar Jesus como “somente um professor moral”, negando sua divindade? É interessante que o público de Jesus, tanto crentes como inimigos, nunca o consideraram como um simples professor moral. Jesus causou três reações principais nas pessoas com que teve contato: ódio, terror ou adoração.
As afirmações de Jesus Cristo nos forçam a escolher. Como disse Lewis, nós não podemos categorizar Jesus simplesmente como um grande líder religioso ou um grande professor moral. O ex-cético nos desafia a nos decidir a respeito de Jesus, dizendo:
“Você precisa se decidir. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou é um louco ao algo ainda pior. Você pode calá-lo por Ele ser um louco, você pode cuspir Nele e matá-lo como um demônio ou ajoelhar-se perante Ele e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas não vamos considerar besteiras arrogantes dizendo que Ele era um grande professor moral. Ele não nos deu essa possibilidade. Não era esse seu objetivo”. Em Cristianismo Puro e Simples, Lewis explora diversas possibilidades a respeito da identidade de Jesus, concluindo que ele é exatamente quem ele afirmava ser. Sua análise cuidadosa da vida e das palavras de Jesus levou esse grande gênio da literatura a renunciar seu o ateísmo e se tornar um Cristão comprometido.

A grande questão da história da humanidade é “quem é o verdadeiro Jesus Cristo”? Bono, Lewis e muitos outros chegaram à conclusão de que Deus visitou a terra em forma humana. Mas se isso é verdade, nos esperaríamos que ele estivesse vivo atualmente. E é exatamente isso seus seguidores acreditam.
(extraído)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

JESUS É JEOVÁ (continuação)

                                      

Benefício

Muitas pessoas mentiram em prol de ganhos pessoais. De fato, a motivação da maioria das mentiras é o benefício que as pessoas veem nelas. O que Jesus poderia querer ganhar ao mentir sobre sua identidade? A resposta mais óbvia seria o poder. Se as pessoas acreditassem que ele era Deus, ele teria um poder imenso (é por isso que muitos líderes antigos, como os imperadores romanos, afirmavam ser de origem divina).
O problema dessa explicação é que Jesus evitava qualquer tentativa de ser colocado no poder, em vez de castigar aqueles que abusam de tal poder e vivem suas vidas em busca dele. Além disso, ele estendia suas mãos para os rejeitados (prostitutas e leprosos), aqueles sem poder, criando uma rede de pessoas cuja influência era menor do que zero. De uma maneira que só pode ser descrita como bizarra, tudo aquilo que Jesus fez e disse ia em direção complemente oposta ao poder.
Se a motivação de Jesus era o poder, ele aparentemente teria evitado a cruz a todo custo. Ainda assim, em diversas ocasiões, ele disse a seus discípulos que a cruz era seu destino e sua missão. Como morrer em uma cruz romana poderia conceder poder a alguém?
A morte, obviamente, trás a devida atenção a qualquer coisa. E enquanto muitos mártires morreram em prol das causas que acreditavam, poucos estiverem dispostos a morrer por mentiras conhecidas. Com certeza todas as esperanças de ganhos pessoais de Jesus teriam acabado na cruz. Ainda assim, até seu último suspiro, ele não abriu mão de afirmar que era o único Filho de Deus. O estudioso do Novo Testamente, J. I. Packer, aponta que este título expressa a divindade pessoal de Jesus.

Um legado

Então se Jesus não mentia em benefício próprio, talvez suas afirmações radicais fossem falsas a fim de deixar um legado. Porém a possibilidade de ser espancado e pregado em uma cruz teria rapidamente acabado com o entusiasmo da grande maioria das pessoas.
Aqui está outro fato assombroso. Se Jesus tivesse simplesmente rejeitado a afirmação de ser Filho de Deus, ele jamais teria sido condenado. Foi sua afirmação de ser Deus e sua relutância a rejeitá-la que fizeram com que ele fosse crucificado.
Se aumentar sua credibilidade e reputação histórica foi o que motivou Jesus a mentir, é preciso explicar como um filho de carpinteiro, proveniente de um pobre vilarejo da Judéia, pode ter previsto os eventos futuros que tornariam seu nome tão conhecido e importante no mundo todo. Como ele poderia saber que sua mensagem sobreviveria? Os discípulos de Jesus tinham fugido e Pedro o negou, o que não é exatamente a melhor ideia para deixar um legado religioso.
Os historicistas acreditam que Jesus mentiu? Estudiosos analisaram a vida e as palavras de Jesus para descobrir se há qualquer evidência de falhas em sua personalidade moral. De fato, mesmo os maiores céticos ficam espantados com a pureza ética e moral de Jesus.

De acordo com o historicista Philip Schaff, não há evidências, tanto na história da igreja quanto na história secular, de que Jesus tenha mentido sobre qualquer coisa. Schaff argumentou: “Como, em nome da lógica, senso comum e experiência, um homem enganador, egoísta e depravado poderia ter inventado e mantido de forma consistente, do início ao fim, a personalidade mais pura e nobre da história, com o mais perfeito ar de verdade e realidade? Aceitar a possibilidade de que Jesus era um mentiroso iria em direção oposta a tudo aquilo em prol de que Jesus ensinou, viveu e morreu. Para a maioria dos estudiosos, essa opção simplesmente não faz sentido. Ainda assim, para negar as afirmações de Jesus, é preciso uma explicação. E se as afirmações de Jesus não são verdadeiras, e ele não estava mentindo, a única opção restante é de que ele estava enganando a si mesmo.
(extraído)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

JESUS É JEOVÁ (6)

 

Jesus poderia estar mentindo?

Mesmos os maiores críticos de Jesus raramente o chamaram de mentiroso. Essa classificação não é compatível com os grandes ensinamentos sobre moral e ética de Jesus. Mas se Jesus não era quem afirmava ser, devemos pensar na possibilidade de que ele estava intencionalmente enganando a todos.
Uma das mais conhecidas e influentes obras políticas de todos os tempos foi escrita por Nicolau Maquiavel em 1532. Eu seu clássico, O príncipe, Maquiavel exalta o poder, o sucesso, a imagem e a eficiência acima da lealdade, da fé e da honestidade. De acordo com Maquiavel, não há problemas em mentir quando isso visa um fim político.
Poderia Jesus Cristo ter construído todo seu império com base em uma mentira simplesmente para obter poder, fama ou sucesso? De fato, os inimigos judeus de Jesus constantemente tentavam o expor como uma fraude ou um mentiroso. Eles o bombardeavam de perguntas, tentando fazer com que ele cometesse erros ou se contradissesse. Ainda assim, as respostas de Jesus eram de uma incrível consistência.

Assim, a questão que temos que fazer é: o que poderia motivar Jesus a tornar toda sua vida uma mentira? Ele ensinava que Deus não aceitava mentiras e hipocrisia, assim ele não poderia estar fazendo isso para agradar ao seu Pai. Ele certamente não mentiu em benefício de seus seguidores, uma vez todos, com exceção de um, foram martirizados em vez de renunciar seu Senhor (consulte “Os apóstolos acreditavam que Jesus era Deus?”  Assim, nos restam apenas duas possíveis explicações, ambas as quais são problemáticas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

JESUS É JEOVÁ (5)

                                    

Que tipo de Deus?

Alguns dizem que Jesus afirmava ser apenas uma parte de Deus. Porém a ideia de que todos nós fazemos parte de Deus e de que dentro de nós está a semente da divindade simplesmente não é um sentido possível para as palavras e ações de Jesus. Tais pensamentos são revisionistas e não condizem com seus ensinamentos, suas crenças e com o entendimento de seus ensinamentos por parte de seus discípulos.
Jesus ensinou que ele era Deus do modo que os judeus entendiam Deus e que as Escrituras Hebraicas retratavam Deus, e não do modo que o movimento da Nova Era entendia Deus. Nem Jesus nem seu público conheciam Star Wars, então quando falavam de Deus, eles não estavam falando de forças cósmicas. Trata-se simplesmente de uma má história para redefinir o que Jesus queria dizer com o conceito de Deus.
Lewis explica:
Vamos esclarecer isso. Entre panteístas, como os indianos, qualquer pessoa poderia dizer que é parte de Deus, ou um com Deus… Porém este homem, por ser judeu, não poderia dizer que era esse tipo de Deus. Deus, em seu idioma, significava Estar fora do mundo, aquele que criou o mundo e era infinitamente diferente de qualquer outra coisa. Ao entender isso, você verá que o que esse homem disse, de forma muito simples, foi a coisa mais chocante jamais dita por um homem.
Com certeza existem aqueles que aceitam Jesus como um grande professor, porém ainda recusam chamá-lo de Deus. Como deísta, sabemos que Thomas Jefferson não tinha problemas para aceitar os ensinamentos morais e éticos de Jesus e ao mesmo tempo rejeitar sua divindade. Porém como já dito, se Jesus não era quem afirmava ser, então é preciso analisar outras possibilidades, nenhuma das quais faria dele um grande professor moral. Lewis disse: “Estou tentando impedir que qualquer um diga a coisa mais insensata, que as pessoas dizem frequentemente, sobre Ele: ‘Aceito Jesus como um grande professor moral, porém não aceito as afirmações de que ele era Deus’. É exatamente isso que não podemos dizer”.

 Em sua missão em busca da verdade, Lewis sabia que não era possível aceitar as duas identidades de Jesus. Ou Jesus era quem ele afirmava ser, a encarnação de Deus, ou suas afirmações eram falas. Se fossem falsas, Jesus não poderia ter sido um grande professor moral. Ele estaria mentindo de propósito ou teria sido um lunático com um complexo de Deus.
(extraído)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

JESUS É JEOVÁ (4)


 

Jesus afirmou ser o Deus de Abraão e Moisés?

Jesus continuamente fazia referência a si mesmo de forma que confundiam seus ouvintes. Como aponta Piper, Jesus fez uma afirmação audaciosa, “Antes de Abraão nascer, EU SOU.” Ele falou a Marta e a outros ao seu redor: “EU SOU a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.” Da mesma forma, Jesus fazia afirmações como, “EU SOU a luz do mundo", “EU SOU o único caminho para Deus” ou “EU SOU a ‘verdade’. Essas e muitas outras de suas afirmações começavam coma as palavras sagradas para Deus, “EU SOU” (ego eimi). O que Jesus quis dizer com tais afirmações e qual é a importância do termo “EU SOU”?
Mais uma vez, precisamos voltar ao contexto. Nas Escrituras Hebraicas, quando Moisés perguntou a Deus Seu nome na sarça ardente, Deus respondeu: “EU SOU”. Ele estava revelando a Moisés que Ele era o único Deus atemporal e que sempre existiu. Incrivelmente, Jesus estava usando essas palavras sagradas para descrever a si mesmo. A questão é: “Por que”?
Desde os tempos de Moisés, nenhum praticante do judaísmo jamais se referiria a si mesmo ou a qualquer outra pessoa usando “EU SOU”. Com resultado, as afirmações de “EU SOU” de Jesus enfurecerem os líderes judaicos. Certa vez, por exemplo, alguns líderes explicaram a Jesus por que estavam tentando matá-lo: “Porque você é um simples homem e se apresenta como Deus”. O uso do nome de Deus por parte de Jesus deixou os líderes religiosos muito enfurecidos. A questão é que esses estudiosos do Antigo Testamento sabiam exatamente o que ele estava dizendo: ele afirmava ser Deus, o Criador do universo. Somente essa afirmação poderia ter resultado na acusação de blasfêmia. Ao ler o texto, é claro entender que Jesus afirmava ser Deus, não simplesmente por suas palavras, mas também pelas reações a essas palavras.
C.S. Lewis inicialmente considerava Jesus um mito. Porém esse gênio da literatura, que conheci os mitos muito bem, chegou à conclusão de que Jesus tinha de ter sido uma pessoa real. Além disso, conforme Lewis investigava as evidências sobre Jesus, ele se convenceu que Jesus não somente era real, mas também era diferente de qualquer outro homem da história. Lewis escreveu:
“E aí que vem o verdadeiro choque. Entre esses judeus, de repente surge um homem que começa a falar como se Ele fosse Deus. Ele diz perdoar os pecados. Ele diz que Ele sempre existiu. Ele diz que Ele está vindo para julgar o mundo no final dos tempos”.

Para Lewis, as afirmações de Jesus eram simplesmente muito radicais e profundas para terem sido feitas por um simples professor ou líder religioso.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

JESUS É JEOVÁ (3)

                       

Jesus afirmou ser Deus?

Então o que convence muitos estudiosos de que Jesus afirmou ser Deus? O autor John Piper explica que Jesus reivindicou poderes que pertenciam exclusivamente a Deus.
“… os amigos e inimigos de Jesus ficavam espantados constantemente com suas palavras e ações. Ao andar pelas estradas, aparentando ser uma pessoa qualquer, ele virava e dizia coisas como “Antes de Abraão nascer, Eu Sou” ou “Quem me vê, vê o Pai”. Ou, com muita calma, depois de ser acusado de blasfêmia, ele dizia: ‘O Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados’. Para os mortos ele simplesmente dizia ‘Apareçam’ ou ‘Ergam-se’. E eles obedeciam. Para as tempestades ele dizia ‘Acalmem-se’. E para um pedaço de pão ele dizia ‘Transforme-se em mil refeições’. E tudo acontecia imediatamente”.]
Mas o que Jesus realmente queria dizer com tais afirmações? É possível que Jesus tenha sido meramente um profeta como Moisés, Elias ou Daniel? Mesmo uma leitura superficial dos Evangelhos nos mostra que Jesus afirmou ser mais do que um profeta. Nenhum outro profeta fez afirmações desse tipo sobre si mesmo, de fato nenhum outro profeta jamais se colocou no lugar de Deus.
Alguns dizem que Jesus jamais disse explicitamente “Eu sou Deus”. É verdade que ele jamais disse exatamente as palavras “Eu sou Deus”. No entanto, Jesus também nunca disse explicitamente “Eu sou um homem” ou “Eu sou um profeta”. Ainda assim, Jesus foi sem dúvida humano, e seus seguidores o consideravam um profeta como Moisés ou Elias. Assim, não podemos rejeitar o fato de que Jesus era uma divindade somente pelo fato dele não ter dito exatamente essas palavras, assim como não podemos dizer que ele não era um profeta.
De fato, as afirmações de Jesus sobre si mesmo contradizem a noção de que ele era simplesmente um grande homem ou um profeta. Em mais de uma ocasião, Jesus chamou a si mesmo de Filho de Deus. Quando questionado se acreditava na possibilidade de Jesus ter sido o Filho de Deus, o vocalista da banda U2, Bono, respondeu:
“Não, não é improvável para mim. Veja bem, a resposta secular para a história de Cristo é sempre esta: ele era um grande profeta, claramente uma pessoa muito interessante e com muitas coisas a dizer, assim como outros grandes profetas como Elias, Maomé, Buda ou Confúcio. Porém na verdade Cristo não deixava você fazer isso. Ele não o isentava das responsabilidades. Cristo dizia: ‘Não, não estou dizendo que sou um professor, não me chame de professor. Não estou dizendo que sou um profeta. … Estou dizendo que sou a encarnação de Deus’. E as pessoas dizem: Não, não, por favor, seja apenas um profeta. Um profeta nós podemos aceitar.”
Antes de analisarmos as afirmações de Jesus, é importante entendermos que essas afirmações foram feitas no contexto da crença judaica em um único Deus (monoteísmo). Nenhum Judeu fiel acreditaria em mais de um único Deus. E Jesus acreditava no Deus único, orando para seu Pai como “o único Deus verdadeiro”.

Mas na mesma oração, Jesus falou sobre ter sempre existido com seu Pai. E quando Filipe pediu a Jesus para que ele lhe mostrasse o Pai, Jesus disse: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai.” Assim a pergunta é: “Jesus afirmava ser o Deus hebraico que criou o universo?
(Extraído)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

JESUS É DEUS? (2)


Grande professor de moral?

Mesmo os membros de outras religiões acreditam que Jesus foi um grande professor de moral. O líder indiano Mahatma Gandhi falava muito bem sobre a integridade e as palavras sábias de Jesus.
Da mesma forma, o estudioso judeu Joseph Klausner escreveu, “Admite-se mundialmente… que Cristo ensinou a ética mais pura e sublime… que joga nas sombras os preceitos e as máximas morais dos mais sábios homens da antiguidade.”
O Sermão do Monte de Jesus foi considerado o maior de todos os ensinamentos sobre ética humana já feito por uma pessoa. De fato, muito do que conhecemos atualmente como “direitos iguais” é resultado dos ensinamentos de Jesus. O historicista Will Durant, que não é cristão, disse a respeito de Jesus: “Ele viveu e lutou persistentemente por ‘direitos iguais’, e nos tempos modernos teria sido mandado para a Sibéria. ‘O maior dentre vós será vosso servo’ é a inversão de toda a sabedoria política, de toda a sanidade.”
Muitos, como Gandhi, tentaram separar os ensinamentos de Jesus sobre ética de suas afirmações a respeito de si mesmo, acreditando que ele era simplesmente um grande homem que ensinava grandes princípios morais. Essa foi a abordagem de um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos, o presidente Thomas Jefferson, que editou uma cópia do Novo Testamento retirando as partes que considerava que se referiam à divindade de Jesus e deixando as partes a respeito do ensinamento morais e éticos. Jefferson carregava consigo essa versão editada do Novo Testamento, reverenciando Jesus como o maior professor de moral de todos os tempos.
De fato, as memoráveis palavras de Jefferson na Declaração de Independência tiveram como base os ensinamentos de Jesus de que toda pessoa é de imensa e igual importância perante Deus, independente de sexo, raça ou status social. O famoso documento diz: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis…”.
Mas Jefferson não respondeu uma pergunta: Se Jesus afirmou incorretamente ser Deus, ele não poderia ter sido um bom professor de moral. No entanto, Jesus de fato afirmou sua divindade? Antes de observarmos o que Jesus afirmou, precisamos analisar a possibilidade de ele ter sido simplesmente um grande líder religioso.

Grande líder religioso?

Surpreendentemente, Jesus jamais afirmou ser um líder religioso. Ele nunca se envolveu com políticas religiosas ou promoveu agressivamente suas causas, além de atuar quase sempre fora de locais religiosos.
Ao comparar Jesus com outros grandes líderes religiosos, uma notável distinção aparece. Ravi Zacharias, que cresceu na cultura hindu, estudou religiões do mundo todo e notou uma diferença fundamental entre Jesus Cristo e os criadores de outras grandes religiões.
“Em todos esses, existe uma instrução, um modo de viver. Não é Zaratustra quem você consulta, é Zaratustra quem você escuta. Não é Buda que o liberta, são as Nobres Verdades que o instruem. Não é Maomé que o transforma, é a beleza do Corão que o lisonjeia. No entanto, Jesus são somente ensinou ou expôs sua mensagem. Ele era a sua própria mensagem”.
A verdade na afirmação de Zacharias é ressaltada pelas diversas vezes nos Evangelhos em que os ensinamentos de Jesus foram simplesmente “Venha a mim”, “Siga-me” ou “Obedeça-me”. Além disso, Jesus deixou claro que sua principal missão era perdoar os pecados, algo que somente Deus poderia fazer.
Em As maiores religiões do mundo, Huston Smith apontou: “Somente duas pessoas surpreenderam tanto seus contemporâneos a ponto de provocarem a pergunta ‘O que é ele?’ em vez de ‘Quem é ele?’. Essas duas pessoas foram Jesus e Buda. As respostas de Jesus e Buda para essa pergunta foram exatamente opostas. Buda disse claramente que ele era um simples mortal, e não um deus, quase que como se estivesse prevendo futuras tentativas de adoração. Jesus, por outro lado, afirmou… ser divino.”

E isso nos leva à questão do que Jesus realmente afirmou sobre si mesmo: Jesus afirmou ser divino?
(extraído)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

JESUS É DEUS? (1)


Você já encontrou uma pessoa que é o centro das atenções onde quer que vá? Alguma característica misteriosa e indefinível o distingue de todas as outras pessoas. Pois foi isso que aconteceu dois mil anos atrás com Jesus Cristo. Porém não foi simplesmente a personalidade de Jesus que cativou aqueles que o ouviam. Aqueles que puderem ouvir suas palavras e observar sua vida nos dizem que existia algo em Jesus de Nazaré que era diferente de todas as outras pessoas.
A única credencial de Jesus era ele mesmo. Ele nunca escreveu um livro, comandou um exército, ocupou um cargo político ou teve uma propriedade. Normalmente ele viajava se afastando somente alguns quilômetros do seu vilarejo, atraindo multidões impressionadas com suas palavras provocativas e seus feitos impressionantes.
Ainda assim, a magnitude de Jesus era óbvia para todos aqueles que o viram e ouviram. E enquanto a maioria das grandes personalidades históricas desaparece nos livros, Jesus ainda é o foco de milhares de livros e controvérsias sem paralelos na mídia. Grande parte dessas controvérsias envolvem as afirmações radicais que Jesus fez sobre si mesmo, afirmações que espantaram tanto seus seguidores quanto seus adversários.
Foram principalmente as afirmações únicas de Jesus que fizeram com que ele fosse considerado uma ameaça pelas autoridades romanas e pela hierarquia judaica. Embora fosse um estranho sem credenciais ou força política, em apenas três anos Jesus foi capaz de mudar a história dos mais de 20 séculos seguintes. Outros líderes morais e religiosos influenciaram a história, mas não como o filho de um carpinteiro desconhecido de Nazaré.
Qual era a diferença de Jesus Cristo? Ele era apenas um homem de grande valor ou era algo mais?
Essas perguntas nos levam ao cerne do que Jesus realmente era. Alguns acreditam que ele era simplesmente um grande professor de moral, já outros pensam que ele foi simplesmente o líder da maior religião do mundo. Porém muitos acreditam em algo muito maior. Os cristãos acreditam que Deus nos visitou em forma humana, e acreditam que há evidências que provam isso.
Após analisar com cuidado a vida e as palavras de Jesus, C.S. Lewis, antigo cético e professor de Cambridge, chegou a uma espantosa conclusão, que alterou o rumo de sua vida. Então quem é Jesus de verdade? Muitos dirão que Jesus foi um grande professor de moral. Ao analisarmos mais cuidadosamente a história do homem que causa mais controvérsias em todo o mundo, primeiramente devemos perguntar: será que Jesus foi simplesmente um grande professor de moral.
 (extraído)


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A CAUSA DE LEVANTAMENTO E QUEDA (19 de 19)


         "Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações." Lucas 2:34,35
         Caro leitor, hoje encerro os comentários em torno desse tema tão precioso e oportuno, especialmente em nossos dias tão abarrotados da soberba religiosidade inventada pelo pai da mentira.
         Estou mostrando aqui o que acontece quando alguém é salvo e encontra a verdadeira para com Deus. A pessoa encontra paz com Deus, mas entra numa verdadeira guerra contra Satanás e contra os homens que ainda não foram salvos. A pessoa que passa a seguir a Cristo; a pessoa que passa a andar no caminho estreito, caminho contrário do caminho deste mundo, passa a ser motivo de ódio e de perseguição até mesmo de seus próprios parentes. Cristo Jesus veio para ser alvo de contradição.
         Um exemplo notável está na vida de Saulo de Tarso. Aquele moço era um voraz perseguidor dos seguidores de Jesus, e contava sempre com o apoio da cúpula religiosa daqueles dias. Mas quando Saulo foi achado pela misericórdia divina, a comitiva religiosa que antes estava ao seu lado, agora está pronta para matar-lhe. Todo verdadeiro crente experimenta essa dura prova, claro em circunstâncias bem diferentes.
         Simeão também disse para Maria que uma espada iria traspassar sua alma de mãe. O que aquele homem estava querendo dizer àquela mulher? O fato é que por grande sofrimento aquela mulher iria passar ao acompanhar o trajeto de sofrimento, angústia e dor que Jesus iria passar. Mas depois da noite de lágrimas veio o raiar do radiante dia da alegria que nunca mais iria acabar, porque ele ressuscitou.
         Amigo leitor, tu queres seguir o Rei da Glória? Tu queres palmilhar pela estrada estreita por onde andam os remidos do Senhor? É bom que lembres que tal caminho não é em nada aceito por este mundo. O mundo não mudou, o que ocorria a dois mil anos antes, é o que acontece hoje, porquanto ainda hoje Cristo é e será alvo de contradição.
         É verdade que muitos hoje falam de Jesus, mas tem um Jesus que não é aquele que foi mandado lá do céu para salvar o Seu Povo. Esse “Jesus” moderno, tão apregoado pelo mundo foi criado pela mente humana a fim de ser aquilo que o mundo tanto espera, assim como Israel queria o Messias. O mundo, entretanto odeia o Senhor Jesus. Mas Ele é exatamente aquilo que Simeão disse ao Seu respeito para Maria. Ele é a Rocha dos séculos e tua vida espiritual pode ser erguida sobre esta Rocha, para nunca mais ser abalada por nada deste mundo.
         Mas Cristo é também Pedra de tropeço para aqueles que querem viver no pecado. Portanto, volta ó alma que se encontra nas trevas, volta para aquele que pode te dar descanso eterno. Por que transitar neste mundo amaldiçoado pelo pecado, como se fosse uma ovelha sem Pastor? Por que manter tanta ligação com o pecado, o qual Deus tanto odeia e que vai te lançar no abismo? Por que não humilhar agora perante o Rei da Glória? Por que buscar a glória dos homens ao invés da glória de Deus? Lembre-se que permanecer duro perante a verdade revelada fará de você uma pessoa fugitiva da verdade.
         Agora é o momento da sua entrega ao Senhor, da sua confissão e humilhação perante Aquele que levanta o humilhado para a posição eterna de salvo e de glória!









sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A CAUSA DE LEVANTAMENTO E QUEDA (17)


         "Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações." Lucas 2:34,35

         Caro leitor, estamos contemplando o fato que para muitos o momento há de chegou para sua queda e ruína eterna, e foi exatamente isso que Judas experimentou. Chegou o momento em que o deus de Judas chegou tão perto dele, de uma maneira tão fácil como ele nunca sonhara. Ele não precisou jogar numa loteria.
         O deus deste mundo trouxe o tesouro para ele em troca de um favorzinho tão fácil. Era somente trair aquele que sempre foi o melhor amigo. De um lado estava Jesus, fiel companheiro, bondoso, amigo incomparável. De outro lado tinha trinta moedas de prata. Muito dinheiro! muito valor! Era a chance que Judas tinha de ficar rico; de ter alta posição na sociedade. Seguindo a Jesus ele nunca conseguiu obter nada. Seguir a Cristo era somente promessas de um reino celestial; seguir a Cristo era sinônimo de viver na pobreza aqui além de ter que enfrentar muitos dissabores.
         Ele queria o paraíso aqui. Talvez ele quisesse seguir Jesus, mas na expectativa de que Jesus fosse aquele Rei tão aguardado pelos Judeus que assumiria o trono de Israel. E ele, Judas ocupasse um alto posto nesse reinado. Mas até aquele dia, nada disso aconteceu. Pelo contrário, da parte de Jesus Judas somente ouviu que viria sofrimento; que Ele seria crucificado.
         Para que seguir alguém sem nenhuma esperança de uma vida melhor aqui? Judas avaliou bem, e decidiu assinar o documento de ser participante do Movimento pró Satanás. Ele preferiu se aliar aos inimigos de Deus; foi para o lugar que sempre quis ficar; amou o prêmio da injustiça; tomou o louco caminho de Caim; atirou-se aos braços de Lúcifer; caiu aos pés do deus deste mundo; beijou-lhe a face; aceitou o convite para assentar-se à mesa  dos demônios para ter comunhão com as trevas. Ele Traiu Jesus por causa da fragrância do dinheiro. Agora tinha o mundo aos seus pés.
         Mas amigo, de repente Judas ficou sozinho com seu deus, e percebeu tarde demais que aquilo não trazia nada de alegria, pelo contrário veio a ser um tormento na alma. Veio o desespero, e para onde fugir? Agora o dinheiro chegou trazendo consigo a desgraça, a solidão, a depressão, a insegurança. O que fazer? Judas estava recebendo as fincadas do pecado por todos os lados. Partiu então para o suicídio. Não havia lugar para arrependimento ali. Caiu a sentença divina sobre Judas mesmo antes de morrer. Aconteceu a ruína de Judas.
         Meu amigo, não tem outra atitude para o pecador tomar, senão fugir do pecado. Foge amigo, foge daquilo que agora parece tanto amigo teu, mas que na realidade é teu inimigo disfarçado agora. Qualquer pecado escondido, mesmo que seja algo que não parece assim tão feio, mostrará sua face de terror para te atormentar na eternidade. Corre ó alma para Cristo, e tu encontrarás o descanso e a paz que tanto tu precisas. Neste mundo brilha ainda a presença desse radiante Sol da misericórdia!
         Neste mundo você ainda consegue ver o lugar de escape! Não fique a pensar que o maior problema é o diabo. Nunca! A culpa da tua queda é tua e não de satanás. Cristo derrotou Satanás e seu império de uma vez para sempre. Olhe para Cristo, assim como o enfermo olha com esperança para o médico! Olhe para as mãos de amor estendidas para socorrer a alma aflita! Olhe para Aquele que provou Seu amor na cruz! Ele é o Senhor das almas atribuladas, aflitas e perdidas, porquanto Ele veio buscar pecadores nessa condição, a fim de salvá-los!                                           



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A CAUSA DE LEVANTAMENTO E QUEDA (16)



         "Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará aa tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações." Lucas 2:34,35
         Amigo leitor, o Deus que cheio de misericórdia, é o mesmo Deus que tem preparado vingança contra seus adversários. O Filho Dele veio ao mundo para levantar pecadores caídos no pecado, e Ele está fazendo isso no mundo inteiro. Onde tiver pecadores arrependidos esse grande Salvador está realizando Sua triunfante obra chamando tais pecadores à salvação, mediante o poderoso evangelho. Neste dias estou tratando sobre o fato que Jesus foi destinado também para a ruína de muitos.
         Ontem tratei a respeito da mulher de Ló, e de como muitos já se tornaram estátuas, porque preferiram continuar resolutamente olhando para trás, ignorando os avisos divinos. Tem muitas ilustrações que poderia usar, tiradas do Velho Testamento para tornar ainda mais clara esta mensagem. O amigo pode examinar a vida de Esaú que não encontrou mais lugar de arrependimento, e prosseguiu sua vida até a morte longe do Deus de seus pais, fundando uma nação que mais tarde Deus usou para demonstração de seu ódio contra seus inimigos, que foi o povo Edomita.
         Poderia referir aqui a respeito de Faraó, monarca presunçoso que se colocou na posição de enfrentar o próprio Deus, sem saber que Deus o havia levantado para mostrar o poder Dele. Aquele rei brincou com Deus e foi sepultado junto com seu exército no Mar Vermelho. Usarei mais um exemplo tirando-o agora do novo Testamento.
         Passarei a falar sobre Judas. Esse moço teve um grande privilégio de participar do grupo dos apóstolos. Recebeu da parte de Cristo gloriosas incumbências de ir de casa em casa para pregar o evangelho, realizar milagres, expulsar demônios. Presenciou o Senhor realizando sinais e maravilhas demonstrando ser o Glorioso Filho do Deus vivo. Judas tinha toda aparência de crente, e ninguém podia duvidar disso, mas não passava de um Filho da perdição. Mas se formos mais diligentes em investigar a vida de Judas, notaremos que nunca houve uma queda em sua vida. Mesmo seguindo a Jesus, nunca teve a experiência de salvação.
         Judas tinha outro deus em sua vida para o qual ele era voltado de todo coração, era o dinheiro. O grupo dos doze discípulos sempre ajuntava certa quantia de dinheiro para que eles pudessem comprar o que precisavam, e o tesoureiro do grupo era Judas. Um dia uma mulher quebrou vaso com um caríssimo perfume, derramando aquele perfume nos pés do Senhor Jesus, houve alguém no grupo que protestou contra tal atitude. Aquela pessoa achava que houve um desperdício ali. O argumento usado foi que aquele perfume poderia ser vendido e o dinheiro usado para ajudar os pobres. Pareciam palavras cheias de toda lógica. Foi Judas quem falou.
         Será que ele estava realmente pensando nos pobres? Será que ele estava sendo assim tão solidário? Não! Diz o texto que ele era ladrão e sempre pegava da bolsa dinheiro para si. Nunca devemos esquecer que quando estamos aliados a um pecado na vida, aquele mesmo pecado há de nos perseguir, e cada vez mais aquele pecado irá tomando forma mais atraente. E o amor ao dinheiro acompanhou Judas até aquele momento tão terrível em que Satanás soube como apanhá-lo na armadilha certa.

         Ah! Milhares de almas estão sendo arrastadas pelo amor ao dinheiro, à semelhança de Judas! Até mesmo pastores têm lançado fora as convicções firmes de sua fé, a fim de ganhar mais! Satanás sabe bem como conduzir milhares nesse corredor da morte! Somente sincero arrependimento pode trazer as almas contritas aos pés do Senhor!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A CAUSA DE LEVANTAMENTO E QUEDA (15)


            "Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para a ruína como para o levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos  de muitos corações". Lucas 2:34,35

         Meu prezado leitor cuida que tu não estejas na mesma situação daquela mulher que teve um terrível fim caindo nas mãos vingadoras do Deus vivo. Tu nem podes imaginar quantos perigos tem de persistir em ficar olhando para traz, ao invés de encarar seriamente o chamar urgente de Deus ao arrependimento. E eu quero te apresentar alguns perigos.
         Em primeiro lugar tem o perigo de não encarar a verdade. Tu não terás nenhum tempo para isso. Em segundo lugar tu não poderás ver os terríveis perigos que estão à tua frente. Quantas armadilhas estão preparadas contra tua alma, mas tu não te apercebes desses fatos. Ao pensares que tu és sábio, Deus estará te chamando de louco. Outro sério perigo, é o de Deus retirar a misericórdia Dele. O homem precisa saber que para muitos Deus simplesmente retira seu poder de convencer, e então a alma fica abandonada a todo trama e embuste deste mundo. Quando Deus retira sua misericórdia em convencer pecadores, só resta juízo. Quão triste ver quantas almas já estão aprisionadas neste mundo, sem nenhuma chance mais para arrependimento! Elas seguirão assim para o lugar de sofrimento.
         Mas tem um perigo ainda maior, é a pessoa também virar uma estátua, como a mulher de Ló. Não refiro aqui a uma estátua semelhante aquela em que a mulher de Ló se tornou. Quantos e quantos já se tornaram estátuas! O juízo já desceu sobre tais pessoas. Elas olharam para trás e persistiram, então ficaram assim, e assim estão. Uma estátua tem olhos, mas não vê, tem pés, mas não anda, tem ouvidos mas não ouvem, tem boca mas não fala. Essas pessoas viraram estátuas. Estão assim diante de Deus, e continuarão assim. Se você passar perto de uma estátua, vai examinar que aquela estátua é a mesma, nunca mudou de posição, está ali sempre no mesmo lugar.
         É exatamente o que ocorre quando o juízo divino cai sobre muitas pessoas. Não há mais qualquer recurso. Sem arrependimento e conversão a Cristo a alma viverá diante de Deus como uma estátua, e será sempre assim até a sua morte. Diante de um quadro tétrico; perante uma realidade que verdadeiramente mexe com nosso orgulho, só resta dizer, que a misericórdia divina está em pleno exercício. Cada dia Ele chama; cada dia convida; cada dia mostra o caminho aos pecadores, apresentando o escape por meio de Seu Bendito Filho. Cada dia está pronto a salvar.

         Tu não queres ó alma, parar de guerrear contra Deus? Tu não queres aproveitar a tão gloriosa bênção de ter esse Deus chegando a ti pronto para te socorrer quando tu clamares pelo socorro Dele? Todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo. Será que isso em nada te afeta? Olha para frente! Lembra-se da mulher de Ló!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A CAUSA DE LEVANTAMENTO E QUEDA (14)


            "Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para a ruína como para o levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos  de muitos corações". Lucas 2:34,35
         Amigo leitor prossigo em apresentar alguns exemplos deixados pelo Espírito de Deus anotados nas páginas das escrituras, provando que o Senhor Jesus não somente tem o poder de levantar pessoas para a salvação, como também é poderoso para causar a queda de muitos conforme Simeão profetiza a respeito dele diante de Maria.
         Continuemos vendo o episódio a respeito da mulher de Ló. Jesus ordena para que nos lembremos da mulher de Ló. Ela nunca quis encarar a verdade frente a frente; ela preferia se associar à maldade dos moradores daquelas duas cidades; ela provavelmente nunca chegou a praticar as iniquidades que aquele povo praticava, mas ela estava sendo cúmplice ao amar aquele povo.
         Ela não era convertida no coração; ela era surda na alma por isso não deu ouvido ao anúncio de juízo dado pelos anjos; sua vida estava apenas mostrando o que ela sempre foi - desobediente a Deus. Ela não queria aceitar no coração que o Juízo realmente seria derramado dos céus contra aquelas duas cidade; ela amava ali; ela era mundana no coração, e mesmo sendo puxada para fora da cidade, o coração dela estava na cidade, por isso a tragédia lhe aguardava, e a vingança de Deus seria despejada sobre ela também.
         O que realmente aconteceu? Aquela mulher olhou para traz; foi o seu último ato de desobediência. Ela morreu no seu pecado, porquanto caiu sobre ela também o furor da ira de Deus que estava sendo despejado sobre aquele povo ímpio. Ela nunca se curvou perante o Deus vivo, preferindo seguir o trajeto do seu mundano coração, e o caminho que tanto perseguiu chegou ao seu final como caminho de morte eterna - Virou uma estátua de sal. Queria ficar na cidade, então como estátua, sem vida, ela ficou. Imagina aquela estátua de uma mulher olhando para traz, como que dizendo: "não, não posso deixar meu mundo, quero ficar" e então ela ficou.
         Quantas pessoas estão na mesma situação da mulher de Ló! Estão olhando para traz. E quero aqui mostrar como uma pessoa realmente olha para traz. Em primeiro lugar, está olhando para traz quando endurece o coração contra a palavra de Deus. Não tem ouvidos para escutar o que Deus fala, e não raro se volta contra aquilo que é doutrina absoluta. Seu coração vai sempre protestar contra qualquer verdade que venha a lhe ofender. Creio eu que não há maior perigo para a alma do que quando ela se opõe a autoridade da revelação escrita. Creio que a pessoa está olhando para traz como a mulher de Ló, quando recusa ver os meios que Deus está usando para mostrar-lhe o caminho do arrependimento.
         Creio que a pessoa está olhando para traz quando este mundo com seus prazeres temporários tanto lhe atraem, e a pessoa não tem tempo para ficar pensando em coisas eternas. Creio que a pessoa está olhando para traz a semelhança da mulher de Ló, quando está buscando, a glória, a honra e o favor dos homens e não de Deus. A pessoa está mais preocupada com o que as pessoas pensam e falam do que com aquilo que Deus fala. A pessoa que está olhando para traz, não percebe que Satanás está posicionado justamente lá a lhe atrair.

         Meu amigo, por que não fugir agora dessa revolta contra Deus e contra Sua Palavra bendita? Olha e vê como o mundo está cheio de ilustrações claras e vívidas da Ira de Deus, como ocorreu com aquela mulher em Sodoma. O momento agora é de arrependimento e de entrega a Cristo, porquanto foi Ele quem veio ao mundo para livrar pecadores desse sistema maligno e perverso. Agora mesmo em santa confissão e arrependimento entrega a Cristo pela fé para ser salvo para sempre.