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domingo, 7 de outubro de 2012

A VIDA CRISTÃ TRIUNFANTE (60)





 “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda (Salmo 23:5)
“AS GLÓRIAS DA VIDA CRISTÃ TRIUNFANTE” “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida...” (Salmo 23:6). (introdução)
         Estamos chegando ao último assunto do estudo no Salmo 23. O verso 6 dá o toque de glória no estudo sobre a nossa VIDA CRISTÃ TRIUNFANTE. As “cores” dessa glória aparecem para dar como que um “acabamento” deixando bela, adornada e arrumada a “casa” de nossa vida cristã triunfante. Tudo começou com Deus, pois foi Ele mesmo, quem iniciou a poderosa obra da graça, e está aperfeiçoando-a na vida de cada crente. Aquele que iniciou a nossa fé, Ele mesmo é chamado de o consumador da nossa fé (Hebreus 12:2).
Dois assuntos temos para estudar nessa parte final deste salmo. O primeiro mostrará a glória de nosso triunfo, enquanto estivermos atravessando a nossa peregrinação terrena. O segundo apontará a glória na eternidade. O primeiro enfatizará o fato que “O Justo viverá da fé” (Romanos 1:17), e o segundo enfatizará a esperança. O primeiro incentivará a vivermos não daquilo que podemos ver, mas daquilo que é invisível, portanto, oculto aos olhos da incredulidade, o segundo, mostrará que chegará o dia em que a nossa esperança terá seu gozo real. O primeiro apontará a cruz, o segundo a ressurreição.
Outro detalhe de profunda importância nesse verso final é que ele apresenta a vida cristã triunfante, como algo pautado em firmes convicções. A palavra “certamente” mostra a exatidão da fé cristã. Nós não estamos seguros em promessas humanas, mas sim, em firmes e seguras promessas, de um Deus que não pode mentir. A âncora de nossas almas está firmemente segura lá em cima, tendo penetrado além do véu, e não aqui em baixo (Hebreus 6:19). Andamos por um caminho certo, que vai brilhando mais e mais, até que venha a ser dia perfeito (Provérbios 4:18). É essa fé, que leva o salvo a dizer: “certamente me seguirão” ou “certamente habitarei”; ela está levando consigo o “documento” de Deus, e qual é o documento da fé? Somente e tão somente as Escrituras Sagradas. É firme graça, e se é pela graça, então a promessa é firme, não há possibilidade de vacilar.  O “Assim diz o Senhor”, faz com que o filho de Deus, tenha plena coragem para enfrentar todo e qualquer perigo que surge dia a dia e irá enfrentar. O “Assim diz o Senhor”, mostra que o começo foi certo e o propósito final também é certo.
Prezado leitor, ah quanto almejo que essas verdades tão sublimes derivadas da eterna graça venham a encher seu coração de alegria! O Salmo 23 é uma exposição clara e inequívoca do viver do crente aqui até sua chegada ao lar. “Nada faltará” por parte daquele que nos amou na eternidade e que provou seu amor na cruz em favor do Seu povo.
Obviamente, nada desses fatos eternos será motivo de alegria para um coração mundano, porquanto está associado a este mundo; sua glória está aqui e nada deseja, a não ser daquilo que se encontra abaixo do sol. O Salmo 23 é dirigido às ovelhas do Senhor e elas ouvem esse linguajar tão doce por parte do Pastor amado. Pode bem ser que haja alguma alma contrita e quebrantada ante essas verdades reveladas. Cristo veio buscar pecadores errantes, almas que buscam a verdade da salvação gloriosa.   (continua)                

A VIDA CRISTÃ TRIUNFANTE (59)




 “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda (Salmo 23:5)
 FEITO HABITAÇÃO DO ESPIRITO “... O meu cálice transborda” (segunda)
O Cap. 16 de João é de fato uma poderosa passagem, onde o Senhor Jesus despede de seus discípulos. O Senhor estava pronto para enfrentar a dolorosa morte de Cruz para ali, fazer a vontade de Seu Pai, como Cordeiro de Deus, ser entregue para derramar seu sangue, a fim de remir-nos de nossos pecados. Os discípulos estavam tristes. Ele falou da morte e da Sua partida e: “... a tristeza encheu o vosso coração” (João 16:6). Ele compara a tristeza de seus discípulos à mulher que está para dar à luz, mas que depois de ter nascido o menino, a tristeza dela transforma-se em alegria (verso 21). O que o Senhor estava dizendo? Estava mostrando aos discípulos que a descida do Espírito Santo traria gozo, regozijo infindo, aos corações tristonhos de seus discípulos. A vinda do Espírito Santo para habitar neles era o Senhor vindo, de forma diferente, na pessoa daquele que é denominado na passagem de “O Consolador”. Em outras palavras, o Senhor Jesus estava dizendo aos seus discípulos que eles não ficariam sós, mas que Ele voltaria para estar neles. Paulo afirma que a presença do Espírito Santo no salvo é “Cristo no salvo” (Colossenses 1:27).
Eis aí o que significa: “O meu cálice transborda”. Há um verdadeiro mistério que envolve a vida do verdadeiro crente. O mundo nada pode entender, nem sondar a respeito desse mistério. Mas o fato é que Deus tomou nosso “cálice” feito de barro, que é nosso corpo e encheu com Seu Espírito. A maioria dos crentes hoje não entende a glória que envolve esse mistério revelado somente a eles. Perante o salvo estão todos os seus adversários; eles são inimigos cruéis, terríveis, e vezes após vezes receberão autorização por parte de Deus para açoitar-nos, perseguir, causar dores, trazer tristezas e gemidos, etc. Mas esses adversários estão tentando destruir apenas o “cálice” que é feito de barro. Satanás trouxe profundas aflições físicas sobre Jó, mas não sabia que o que estava dentro do “cálice” era sumamente glorioso.
Amado irmão, nossa alegria, regozijo infindo, glória, tudo isso e muito mais que nem sequer tem chegado ao nosso entendimento estão ocultas dentro do “cálice” feito de barro. Nossa festa eterna não está aqui neste mundo. A verdadeira alegria cristã não está naquilo que o mundo tanto procura e tanto ambiciona. Tudo aqui passa. Aquilo que a sabedoria humana afirma ser lucro, não passa de eterna perda. Deus nada tem prometido aos homens no que diz respeito às coisas temporais. O plano de Deus envolve coisas eternas, ligadas à alma e não ao corpo. Nosso corpo é o vaso de barro, onde Deus aprouve colocar o Espírito: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Coríntios 4:7).
 Então, “O cálice transborda”, de que mesmo? Transborda de alegria, mesmo que por fora só podemos ver tristeza, luto, dores e todo tipo de aflição. Transborda de riqueza, mesmo que por fora sejamos assaltados por miséria, pobreza, nudez e fome. Transborda de segurança, mesmo que por fora estejamos sozinhos, ninguém nos entenda, ou mesmo sendo perseguidos. Transborda de glória, mesmo que por fora o homem exterior esteja sumindo pela enfermidade ou pela velhice. Transborda de vida, e vida abundante, mesmo que por fora a morte esteja golpeando e declarando que o fim está perto. Transborda de expectativa por estar deixando “esta leve e momentânea tribulação”, a fim de alcançar o “eterno de peso de glória” (2 Coríntios 4:17). Transborda de exultação, por aguardarmos o momento triunfante de vermos o Senhor face a face e sermos, para sempre, semelhantes a Ele (1 João 3:2). Pensemos na mensagem que traz este belo e antigo hino:
Oh! Quando o momento chegar,
De eu ir com Jesus habitar;
Em paz eu verei meu Senhor,
Em todo o Seu resplendor!

sábado, 6 de outubro de 2012

A VIDA CRISTÃ TRIUNFANTE (58)



 “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda (Salmo 23:5)
 FEITO HABITAÇÃO DO ESPIRITO “... O meu cálice transborda” (primeira)
Que lição impressionante temos da parte do Espírito Santo nesta frase: “O meu cálice transborda”! É o BANQUETE DA GRAÇA. Foi posto nessa mesa tudo aquilo que mostra a tão grande salvação conquistada pelo Filho de Deus em favor do Seu povo, que faz do salvo mais que vencedor e que emudece todos os seus adversários. Mais do que isso, o “óleo ungindo sua cabeça” elevou-o a uma magnífica posição de sacerdote e príncipe de Deus neste mundo.
Mas, que lição o Espírito de Deus está nos ensinando nessa tão bela frase: “...o meu cálice transborda”? A figura usada pelo Espírito Santo é de um “cálice”. Em primeiro lugar voltemos um pouco às experiências de Davi sendo perseguido pelo infame Saul. Não obstante os perigos de morte que lhe cercavam, Davi descansava em sua posição real dada por Deus, honra que o fazia sentir-se como um rei, assentado à mesa e tomando um copo cheio de vinho. Por isso, Ele diz: “O meu cálice transborda”.
A linguagem de um “cálice” é usada também por nosso Senhor, para descrever o sofrimento pelo qual ele iria passar como se estivesse bebendo um copo cheio de uma bebida bem amarga. Quando teve que enfrentar o fato de morrer a terrível morte na cruz do calvário, Jesus orou ao Pai: “...Se queres, passa de mim este cálice...” (Lucas 22:42). Esta linguagem usada pelo Senhor foi tomada do livro de Números cap. 5, na lei da “prova da mulher suspeita de adultério”. O adultério na lei tinha por castigo a pena de morte. Mas, se uma mulher estivesse sob suspeita desse pecado, ela passava pela dura experiência de ser levada perante o sacerdote que lhe dava para beber uma “água amarga” a qual entrava em seu corpo de uma forma amaldiçoadora (Números 5:11-31). Uma preciosa lição temos aí, sobre o fato que nós estávamos debaixo da maldição da lei. Nós realmente cometemos “impureza” no sentido de termos afastado de Deus. A lei de Deus amaldiçoou-nos, mas Cristo nos amou e ocupou nosso lugar bebendo o “cálice de amargo fel”: “Cristo resgatou-nos da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gálatas 3:13).
Por causa do amor, com o qual fomos amados pelo nosso Redentor, temos recebido em nossos corpos o Espírito Santo. Ele veio para batizar cada crente com o Espírito Santo, e de fato isso já ocorreu: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados...” (1 Coríntios 12:13). Cada crente tem seu corpo como santuário do Espírito: “Acaso não sabeis que vosso corpo é santuário do Espírito Santo...?” (1 Coríntios 6:19). A presença dessa pessoa bendita da tri unidade gloriosa, habitando no salvo indica que a pessoa realmente é uma propriedade comprada por Deus e que para sempre pertence a Deus: “...E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9). Não tem algo mais glorioso, mais rico, mais precioso, além de qualquer compreensão humana e angelical, do que a presença do Espírito Santo habitando no salvo.
Amigo leitor é você alguém que está salvo? Habita em seu corpo o Espírito da glória? Como você pode saber disso? O Espírito de Deus veio glorificar o Filho por meio do crente. Está acontecendo isso em sua vida? Ama a Palavra de Deus? Tem prazer por santidade? Anda pelo caminho estreito da separação deste mundo maligno? Vive à busca de prosperidade mundana, ou sua felicidade está no fato que é um herdeiro de Deus com Cristo? Seu cálice transborda de alegria pelo fato que foi achado pelo Senhor para pertencer a Ele para sempre?
(Continua)                        

A VIDA CRISTÃ TRIUNFANTE (57)




 “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda (Salmo 23:5)
ELEVADO À POSIÇÃO REAL “Unges a minha cabeça com óleo” (segunda)
Mas, esse povo sacerdotal tem uma função sumamente importante a realizar para Deus neste mundo. Temos a alegria no Espírito de estarmos juntos, e cada crente deve estabelecer em sua vida esse propósito de estar na casa de Deus, porquanto pertence à comunhão cristã, precisa demasiadamente dessa comunhão, além do fato de que sua presença influencia poderosamente a outros irmãos, numa mesma fé e ordem. (Hebreus 10:25)
A família de Deus encherá o céu! Aqui na terra, o povo de Deus deve ter o prazer de estar na igreja, numa comunhão de verdadeiro e genuíno amor cristão, procurando elevar e edificar uns aos outros no temor do Senhor. Pedro referiu à unidade cristã como uma construção de um templo feito com “pedras vivas” para adoração a Deus em espírito (1 Pedro 2:4). Como um reino sacerdotal, temos a alegria de poder adorar a Deus com nossos louvores, (Hebreus 13:15), com nossos bens, (Hebreus 13:15) e com nossos corpos entregues em santificação (Romanos 12:1). Como reino de sacerdotes, temos o privilégio de sermos o único povo que presta serviços a Deus num mundo amaldiçoado pelo pecado. Deus há de ouvir as orações e intercessões do Seu povo, e também de usar esse reino sacerdotal para a evangelização dos povos.
Outro detalhe é que somos um “reino” (1 Pedro 2:9). Não somente um “reino sacerdotal”, mas também um reino no sentido de que somos príncipes, filhos do Rei. “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono... (Apocalipse 3:21). Que privilégio tem o salvo de ser elevado à  uma posição acima dos próprios anjos! Que triunfante posição! O mundo com seus encantos, luxúrias e ambições é um “vale de podridão” ante a glória excelsa que aguarda os salvos. Por que vivermos aqui neste mundo como mendigos, quando Deus nos colocou na posição de príncipes?
Paulo chamou a atenção da igreja de Corinto porque estava partindo para o sistema litigioso deste mundo, a fim de julgar os problemas existentes dentro dela. Um irmão que tinha alguma queixa contra outro empurrava sua causa aos tribunais. Paulo ficou profundamente aborrecido diante da falta de sabedoria espiritual daqueles irmãos ,que costumavam gloriar com a sabedoria deste mundo, mas mostravam insensatez nos relacionamentos fraternais. Paulo em sua carta toma a postura de líder espiritual e lança duas perguntas estonteantes: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo...”? E “Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos...”? (1 Coríntios 6:2,3). Veja amado irmão, a nossa gloriosa posição que nos foi proporcionada em Cristo, acima deste mundo e acima da própria esfera angelical! Estamos infinitamente acima de todo o “vendaval” que assola este reino passageiro; estamos infinitamente acima de todos os governos visíveis e invisíveis.
Olhemos com tristeza e compaixão para a drástica situação deste mundo que arduamente constrói um império sentenciado para o fogo da ira de Deus. “Não vem do Senhor dos Exércitos que as nações labutem para o fogo e os povos se fatiguem em vão”? (Habacuque 2:13). Encaremos as coisas que estão por vir; contemplemos com expectativa a revelação. Tudo que é infinitamente mais belo do que as cores atraentes deste mundo; tudo que é infinitamente mais rico do que as riquezas ilusórias deste mundo, que se encontra no âmbito da eternidade e está além do véu, ainda não nos foi desvendado.    (continua)