Mostrando postagens com marcador heróis da fé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador heróis da fé. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (6)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
UMA BUSCA CORRETA DA SUA SALVAÇÃO.
        Prosseguindo, devo dizer que aquele moço ali na cruz mostrou pela fé o quanto tinha uma necessidade pessoal: “lembra-te de mim...”. Creio que isso é de grande e imenso valor, porque a salvação é algo individual. Os desejos santos pela coletividade aparecem depois no viver. Mas quando o perdido tem sua visão aberta para o Salvador, essa visão é particularmente dele. Um homem não é salvo juntamente com sua amada esposa ou mesmo com seus filhos. A chamada divina da irresistível graça acontece com pecadores individuais. Quando uma pessoa está se afogando, ela clama por socorro, para que seja livre da morte. O ladrão mirou o Salvador e invocou Seu nome, buscando Sua salvação. Deus prometeu salvar aquele que Ele mesmo chama à salvação e foi exatamente isso o que aconteceu com aquele moço.
        Sendo assim, precisamos ver o que sucede então nesse individuo. É claro que entendemos que houve um trabalho soberano, poderoso e eficaz, caso contrário o homem prefere morrer em seus pecados. Salvação é sempre igual, mesmo que as circunstâncias diferem uma da outra. O modo como o Senhor salvou Saulo, não foi o mesmo modo como ele salvou Zaqueu. Às vezes o chamado é tão simples e ocorre sem que haja qualquer episódio que chame nossa atenção. Em Oséias Deus fala que atrai o pecador com cordas humanas e laços de amor (Oséias 11:4). É comum que Deus coloque pecadores numa boa família, com bons ensinos e disciplinas. Muitos se convertem porque os pais os levaram aos cultos desde quando eram pequenos.
        Outros são muitas vezes passam por sérias dificuldades, com abusos de pessoas perversas. Quantos escravos foram salvos; quantas pessoas se converteram depois de um tempo na prisão. As cordas e castigos humanos são muitas vezes as “cordas de amor” que Deus usa para atrair os pecadores. Foi quando Deus deixou Jacó sem os pais para ficar os duros vinte anos na casa de Labão, que Jacó pode humildemente conhecer seu Deus no vau de Jaboque (Gênesis 32). Os caminhos, circunstâncias e meios usados por Deus são inúmeros e em tudo Ele é glorificado em salvar. Muitos são surpreendentemente salvos na hora da morte. Muitos, como o ladrão na cruz deixa seu testemunho ao mundo no último suspiro, a fim de subir ao céu. Louvamos ao Senhor pelos Seus santos meios usados, porque em tudo Ele é glorificado.
        Mas agora, para encerra esta página, quero afirmar que certamente há uma unidade de coração, no que tange a salvação. A confissão sem dúvida é a mesma de todos: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13). O que quero afirmar aqui é que todos clamam a Cristo, porque reconheceram seus pecados. Foi assim com aquele moço. Nota-se em suas palavras seu completo arrependimento ao ver o Salvador à sua frente. Naquele momento sua humilhação foi manifestada: “Jesus, lembra-te de mim...”. Não era mais aquele arrogante e pretensioso ser, tão dominado pelos anseios e vaidades desta vida. Agora ele vê sua indignidade; ele não ordena, mas pede. Agora o velho Adão morreu e apareceu ali um mendigo espiritual, com suas mãos vazias, suplicando que o Senhor o socorra. Que fantástica visão! Que maravilhosa lição! Oxalá, que Deus venha encher nossas igreja e pecadores arrependidos e assim que o mundo seja lotado de homens que cheios de temor se tornaram piedosos no viver.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (5)


                                              
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
UMA BUSCA CORRETA DA SUA SALVAÇÃO.
        Amado leitor, que sejamos esforçados em compreender o quanto a fé que foi dada aos santos é singela. Sou tão enfático nisso porque sei o quanto tendemos a dar cores àquilo que já vem na coloração correta. A fé salvadora traz consigo todos os elementos necessários que mostram suas virtudes e a caracteriza como sendo algo que vem de Deus e não dos homens. Já pudemos ver a real diferença entre a fé salvadora e a fé que brota do coração pervertido e mundano do homem no pecado, e essas lições são vistas no próprio texto, quando vemos a diferença entre o ladrão que foi salvo e o ladrão que pereceu em seus pecados. Ambos mostraram as reais diferenças que tanto vêm nos ensinar.
        A próxima lição nos mostra outra atividade da fé verdadeiramente bíblica, porquanto aquele moço teve seus olhos da alma abertos, a fim de ter uma visão correta do Salvador. Veja bem o que seus lábios contritos disseram: “Jesus, lembra-te de mim...”. A versão trinitariana traduz “Senhor”. Realmente eu me atenho à tradução que usa o termo “Jesus”. A razão é que aquele moço, sendo judeu percebeu na própria palavra quem era aquele que estava ali ao seu lado pendurado. Sem dúvida, a fama de Jesus se espalhou em toda Judéia e Samaria. Mas nós sabemos com clareza que se não houver da parte de Deus uma iluminação, abrindo nossos olhos à compreensão das verdades eternas, simplesmente ignoraremos os fatos. O termo Jesus significa “Jeová salva”.
        A compreensão disso rasgou o coração daquele moço; ele percebeu que estava perante o Salvador prometido. Ele entendeu que ali estava o Justo e santo Cordeiro de Deus. Aquele moço teve um vislumbre do grande Salvador e da tão grande salvação. Aquela visão da fé esmagou seu ego, matou o velho homem e abriu sua boca em santa confissão. O que ocorreu ali foi a majestosa obra da graça num coração de um pecador; foi coisa não vista nem entendida pela multidão, nem pelos demônios e satanás. Onde havia somente trevas do pecado, eis que brilhou a superabundante graça. Aquele moço, ao ver que ali estava o Redentor prometido, imediatamente fez com que dos seus lábios brotasse essa confissão: “Senhor, lembra-te de mim...”. Ele viu que Deus lhe abriu um pequenino tempo; ele viu que estava perdido, que morreria e cairia no abismo logo abaixo, por isso não hesitou em clamar.
        Ó quanto precisamos dessa verdade em nossos dias! O fato é que esconderam o refulgente Salvador e Sua refulgente salvação em nossos dias. Como os homens vão clamar, invocar esse Salvador? Eles não percebem a grave situação onde se encontram; eles acham que há firmeza debaixo dos seus pés; eles estão sendo confortados e dinamizados pelo mundo, pelo diabo e até mesmo pela morte. Satanás trabalhou e trabalha duro para espalhar aos homens uma figura de um Jesus diferente; um jesus que mais parece com um animal de carga do que com o Cordeiro de Deus. Por essa razão é que tanto me esforço, a fim de que todos saibam a verdade, conforme nos mostra João em Sua 1 Carta: “E o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado”. Milhares já experimentaram isso em suas vidas e foram salvos; milhares partiram para o reino de glória eternal com Cristo no céu, porque foram igualmente salvos.
        Eis agora o fato que essa oportunidade gloriosa está estendida a todos os pecadores neste momento.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (4)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        A fé cristã é simples, mas ao mesmo tempo vitoriosa e poderosa, porquanto caminho nos trilhos da justiça de Deus. Tanto faz a fé de Abraão, como a fé daquele moço condenado à morte e que foi salvo por Cristo ali no episódio da crucificação, a fé é comum a todos os santos. De repente tudo ali mudou, porquanto ao receber um novo coração, aquele moço teve a visão correta vinda de Deus, a fim de ver quão louco foi seu modo de vida e quão merecido era o destino de sofrimento que lhe aguardava. Agora seu coração palpitava por conhecer o socorro que estava bem presente nesse momento de agonia e angústia; agora ele via que não era a mera morte que lhe aguardava, mas sim o terror da ira de Deus que fazia o inferno sete vezes mais quente. Assim chegou o momento de abrir a boca e invocar o Santo e Justo que recebia um castigo não merecido. Perante a face daquele moço estava o Salvador, por isso pode abrir Sua boca e clamar por Salvação.
        Mas antes pode testemunhar e exortar seu antigo colega de maldades e ao fazer isso ele aplicou a justiça da forma correta. Ele abre a boca e testemunha a verdade, defendendo a justiça de Deus, conforme Davi diz ao Senhor em confissão: “...de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” (Salmo 51:4). O testemunho de um crente carrega esse aspecto de misericórdia e juízo. Ele estava consciente que não havia razão para buscar a justiça da parte de Deus, conforme os quesitos do coração enganoso do homem. Noutras palavras, aquele moço estava dizendo ao seu colega: “Acorde, veja o que fizemos; nós estamos sendo punidos à morte porque nossos atos provam o que fizemos. Olhe para este que está pendurado aqui, pois ele sim é Justo; ele é de fato o Salvador prometido”.
        Quando trato da fé simples, mas poderosa e verdadeira, é porque parto para o ataque contra essa fé resultante de uma mensagem errada. O que ocorre hoje é que temos um furtivo ataque contra a verdade revelada, ataque que parte de muitas bocas que professam crer em Deus. Veja, não estou partindo para defender um Deus que não precisa de defesa. Estou defendo a fé cristã e ao mesmo tempo atacando a falsa fé. O que acontece em nossos dias é que há uma noção errada da fé simples fé bíblica, essa fé que brilhou no testemunho daquele moço ali na cruz e que brilha no viver de todos os crentes em Cristo.
        Notemos bem a diferença, e o texto de Lucas 23 mostra isso. Antes de sua partida ele ainda pode mostrar ao seu antigo parceiro, o quanto ele estava errado; o quanto ele estava simplesmente confirmando sua condenação, por desconhecer a verdadeira justiça. Ali estava um moço apregoando a santidade de Deus e  mostrando a podridão do homem no pecado. Em suas palavras havia confissão e condenação. Ele mostrou que estava do lado oposto, que seus olhos miravam o céu e não mais o mundo. Embutido em suas palavras estava a compaixão de Deus que moveu seu ser à busca do bem do seu amigo. Noutras palavras, a fé verdadeira estava condenando a incredulidade, tapando a sua boca e anulando sua perversidade. A fé verdadeira percebeu o quanto o coração endurecido, mesmo em face da morte não se desliga nem um pouco dos anseios naturais por este mundo, nem confessa sua condição de miséria perante Deus, o Autor de uma tão grande salvação.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (3)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        Como foi que aquele ladrão convertido mostrou a simplicidade tão vitoriosa da fé? Foi simples. Ele apenas expôs em palavras o conceito correto acerca do homem (verso 40) : “Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez”. Em suas palavras ele estava confessando o que antes tinha também em seu coração. A primeira lição foi que faltava temor: “Nem ao menos temes a Deus...?”. Aí que está a gravidade de toda situação, porque os homens se atiram à lama do pecado justamente porque não têm o temor de Deus. Ele também em palavras mostra o que merecem: “...nós na verdade com justiça...”. Noutras palavras aquele moço estava evangelizando seu colega, tentando acordá-lo de sua insensatez. É exatamente isso o que ocorre numa sincera conversão, tudo muda. No pecado os homens sempre estão culpando Deus e justificando a eles mesmos; eles dizem em palavras e no íntimo que Deus falhou em deixa-los na situação que está e exigem que Ele venha tirá-los dessa tão miserável condição.
        Finalmente, ele passa a justificar o Senhor: “Este nenhum mal fez”. Cristo aparece à sua frente como o real e puro Salvador, porque especialmente viu Nele perfeita justiça. Se era justo, então era digno de toda confiança. O que ele estava fazendo era tentando acordar seu colega que agia como louco. Seu colega queria salvação do ponto de vista humano; queria um milagre que o fizesse sair da condenação da morte; ele queria retornar ao seu mundo e viver como sempre quis viver. A teologia daquele moço era a mesma de milhares, era a confissão que exalava orgulho cruel. Quem pode mudar o homem? Ninguém, senão a graça.
        Como a fé verdadeira é simples e correta! Quando o homem é mudado no coração, então por fora tudo muda também. Quando Deus abre os olhos da alma, então os olhos físicos passam a enxergar corretamente as coisas. Muda o coração que da cabeça aos pés tudo passa a funcionar, pois as mãos passam a funcionar em fazer o bem, os pés passam a trilhar o caminho correto, os lábios passam a falar o que edifica e exaltar a Deus, a mente passa a computar a justiça e a misericórdia e as emoções são tomadas de alegria e prazer em exaltar o Deus da bíblia. Não há milagre maior do que o que é feito pela maravilhosa graça.
        É essa fé tão simples, mas poderosa fé que precisamos em nossos dias. Nela há a teologia santa e completa acerca de Deus. Mire o salvo e verá que não há defeito naquilo que crê. A fé, por mais simples que seja exalta Deus em tudo como soberano Salvador e Senhor. À medida que vai aprendendo, a fé simples haverá de ganhar solidez e maturidade. Não foram os eruditos e cheios de conhecimento que conquistaram as conquistas de Deus. A bíblia exibe homens e mulheres simples e foram eles que conquistaram reinos e assombraram o mundo com feitos poderosos. A fé simples é tão poderosa que o próprio Deus atribui salvação a essa fé: “A tua fé te salvou!”. Não é fantástico? Foi assim com aquele moço, cuja fé fê-lo olhar para o lado e falar a verdade; fê-lo olhar para o outro lado e invocar o nome do Senhor para ser salvo e fê-lo olhar para cima para ver o Paraíso aberto e assim escapar do inferno que rugia no abismo abaixo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (2)


                                       
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        Deixando a introdução, dou agora início a essa mensagem. Os verdadeiros crentes devem saber que a fé verdadeira, aquela que de uma vez por todas foi entregue aos santos, ela sempre foi dinâmica e poderosa. Os verdadeiros santos de Deus, pela fé foram os reais heróis que venceram poderosos inimigos. É dessa fé que devemos tomar posse e avançar contra os ferozes inimigos, os quais desde o passado partiram contra os santos de Deus. Talvez eu esteja sempre falando de forma repetitiva sobre o mesmo assunto, mas é porque tenho que acordar muitos que agora estão dormindo nessa madrugada que anuncia a chegada do fim de todas as coisas. Estou plenamente convicto que ultimamente enfrentamos o mais ardiloso e sutil ataque contra a fé cristã.
        A pergunta que surge agora é: Como podemos enfrentar corajosamente esse ataque inimigo contra a nossa fé? Creio que a bíblia nos dá a resposta no próprio texto de Lucas, porque se temos que aprender alguma coisa, aprendamos com a simplicidade da fé daquele ladrão que se converteu à beira da morte. Suas poucas palavras são grandiosas e merecem nossas considerações e assim veremos que a fé ensina a fé; a fé recebe bênçãos que armam a outra fé, assim como Jônatas entregou seus armamentos para Davi, porque a simples fé pode aprender com uma fé mais heroica.
        O que aquele ladrão fez foi mostrar o quanto a fé humana precisa ser atacada e desmanchada em seu próprio conceito. O que parece ser fé, logo é visto como incredulidade. Para aquele ladrão convertido, as palavras do seu antigo colega soaram mal aos seus ouvidos e isso é o que esperamos da fé. Vejo hoje tantos “evangélicos” que simplesmente dão às mãos à falsa fé. De repente vemos que o que parecia ser fé fervorosa e ortodoxa, não passa de imitação feita do plástico humano. A fé que parecia real e vitoriosa, logo puxa da espada e começa atacar a verdadeira fé. Foi assim que fez a mulher de Ló, porque ao se vê no meio das escuridão e sem qualquer esperança, logo atacou a fé do seu marido: “amaldiçoa teu Deus e morre”.
        O que fez aquele moço convertido? Imediatamente ele se desvinculou da incredulidade cega: “Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez”. A fé que se une a fé dos ímpios é porque são irmãs gêmeas e essa irmandade começa construir a babel da confusão, cujo nome é ecumenismo. Onde brilha a fé bíblica, ela há de apagar e derrotar a fé falsa. Elias não podia combinar os 400 profetas de baal. Ele fora enviado para vencer os inimigos do Senhor, caso contrário o profeta seria derrotado. Quando alguém é convertido, imediatamente acontece uma separação, há um corte nesse “cordão umbilical”, porque o que Deus não uniu jamais poderá ser ligado novamente. Percebe-se que a fé daquele moço convertido havia asas espirituais que o impulsionava a subir. Quando almejou o Paraíso celestial era sinal claro que não mais queria descer; que ele não mais participava dessa roda mundana de escarnecedores.
        Em suas palavras haviam sinais claros de arrependimento, conversão e confissão e esses sinais aparecem de forma triunfantes em suas palavras. Suas palavras mostraram as claras evidências de santidade, porque os desejos malignos de antigamente caíram por terra, como casas velhas que não prestam. Houve sim um santo terremoto que sacudiu sua vida naquele instante.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (1)

                                      
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
INTRODUÇÃO
        Na conhecida história desse ladrão, que foi salvo perto da morte temos uma lição bem prática a respeito do que significa a simplicidade da fé salvadora. Você não precisa entrar numa escola para aprender acerca da fé que salva, assim como não precisa estudar a respeito da composição da água para saber a respeito do valor dela. O valor da água aparece na sua utilidade para desfazer a sede. Assim é a fé cristã, porque a bíblia mostra o quanto ela é simples. A fé que teve os grandes heróis da bíblia, é a mesma fé que aquele ou aquela irmã tem. A bíblia trata da fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos (Judas 3).
        Temos muito que aprender sobre a fé, especialmente porque ela veio a nós diretamente do Autor da fé (Hebreus 12:2). Notemos bem que não importa se a fé foi experimentada por grandes homens que andaram com Deus. A lição que temos nesse texto de Lucas mostra o quanto um homem que foi salvo na beira do precipício, teve a mesma fé que outros santos tiveram. Olhando hipoteticamente, se ele vivesse mais aqui, sem dúvida sua fé exibiria como forte luz no meio dos homens. Se a fé viesse de nós ela revelaria toda fraqueza, incerteza e miséria, porque nada de bom pode se esperar do homem. Mas por ela vir do Homem perfeito, então a fé cristã tende a se agigantar diante das provações e decisões.
        Quando comparamos, o texto mostra que o ladrão que não se converteu também cria. Isso significa que ele tinha fé; Nota-se que ele esperava que o Cristo faria algo espetacular por ele. Esse é o exemplo claro do que é a fé meramente humana. A fé cristã é simples fé, porque é útil para o viver aqui e para introduzir o homem no céu. A diferença foi grande, quando comparamos a fé do convertido e a fé do não convertido. A primeira sempre será simples, mas a segunda mostra ser idólatra e banal, jamais reconhecida por Deus.  A primeira vê Deus em Sua glória e exaltação, a segunda vê a glória deste mundo e o perigo de perdê-la para sempre. Quanto mais o mundo se torna religioso, como está agora, mais a fé se mostrará trajada de um orgulhoso romance com esta vida terrena. Quando essa fé brilha para a glória do homem, eis que a fé simples dos santos prossegue seu caminho.
        É assim que vive o justo, seguindo sempre seu caminho rumo ao céu. A fé do ladrão convertido, bastou mirar o rumo certo para cima, imediatamente entrou em sua alma uma satisfação de gozo e alegria, mesmo em face do sofrimento físico, pendurado ali na cruz. A fé do ladrão convertido simplesmente o desligou do mundo, cortou o cordão umbilical que o ligava à esta ambiciosa vida de prazer misturado com maldades. A fé do ladrão não convertido não precisava de asas, pois tinha peso suficiente para fazê-lo descer de volta ao seu habitat natural. A fé do ladrão convertido deu a ele asas para voar às alturas da região celestial, lugar onde somente homens e mulheres que foram transformados em príncipes de Deus podem e poderão viver para sempre.
        Minha esperança é que entendamos o texto e assim examinemos nossa fé. Ela veio do segundo Adão, ou veio do primeiro Adão? Ela é celestial ou terrena? Ela é idólatra e busca os milagres que tanto anseiam o homem no pecado por um viver mundano, ou está ligada ao Cordeiro simples e Sua obra na cruz? Minha esperança é que cada página seja um desenrolar de um viver que transborda na certeza da vida eterna que teve início na conversão e que durará pela eternidade sem fim

terça-feira, 1 de setembro de 2015

UM POVO VITORIOSO (10 de 10)




“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5:4)
DEFININDO BEM NOSSA ARMA:  “A nossa fé”
        Caro leitor estou chegando ao final desses comentários que tratam desse tema, mas quero ainda enfatizar as razões para o povo nascido de novo é um povo vencedor, na esperança de ajudar meus leitores, aqueles que realmente amam o Senhor, amam Sua Palavra e que são fieis discípulos de Cristo.
        Os santos de Deus vencem este mundo tão maligno e liderado pelas atividades mentirosas de satanás. Eles vencem porque eles não se sustentam naquilo que vê. Paulo mesmo afirmou que ele não atinava para aquilo que apenas aparência, mas sim para aquilo que é invisível. Por que isso? A razão é simples, os que são nascidos do alto são pessoas que agora contemplam pela fé aquilo que antes não podia ver porque eram espiritualmente cegos. Agora não, porquanto a vida cristã segue um caminho oposto ao caminho deste mundo, eles sobem enquanto o mundo desce para sua própria destruição. Os santos de Deus contemplam a glória na firme e real esperança que vieram de lá e que vão para lá. Foi assim que viveu Abraão, pois mesmo sendo um homem abastado materialmente, em nada colocou seu coração neste sistema oco e passageiro, porquanto aguardava a cidade santa onde moraria para sempre.
        Também, os santos de Deus sobrevoam as asas da eternidade; são levados pela graça para as glórias eternas, por essa razão desprezam este mundo vil e nem sequer desejam colocar seus corações aqui. Mesmo sendo eles atacados pelas sutilezas do pai da mentira, o povo salvo se ergue na oração, na fé e na coragem da obediência a Deus. Também eles são os seguidores Daquele que o mundo tanto odiou e odeia, por essa razão sofrem até mesmo daqueles que são próximos. Mas o Senhor advertiu Seu povo dizendo que neste mundo seriam perseguidos por causa do Seu nome. Isso esclarece o fato que os crentes são vitoriosos porque persistem em seguir o Senhor, são Suas ovelhas e fieis em tudo.
        Também eles vencem porque provam isso em santa compaixão pelos homens. Quem mais tem servido a este mundo fora o povo de Deus? Ninguém! As organizações filantrópicas e sociais só têm demonstrado o quanto os homens utilizam esses meios para roubar e maltratar. Mas são os crentes que oram, que socorrem os aflitos, que vão em lugares longínquos para pregar-lhes o evangelho. O mundo é um lugar de ingratidão, pois deve tanto ao povo de Deus e ainda quer continuamente exterminar o povo salvo da face da terra.
        Mas quero encerrar aqui para dizer que no meio desse povo não há lugar para os covardes, para aqueles que amam sua própria vida. Não há lugar também para os duvidosos. Tenho visto que aqueles que não sabem se são crentes ou se não, são exatamente aqueles que servem de tropeço, pois quando aparece o perigo logo fogem. A fé cristã não permite espaço para dúvidas no coração. São salvos? Então marchem! Não pode parar e olhar para trás. Também, não há lugar para aqueles que buscam a glória e o louvor dos homens. Em nossos dias está cheio de crentes assim, pois seguram nas mãos dos homens e são corajosos em confiar nos braços dos homens. Não servem, pois assim como Coré, Datã e Abirão, logo hão de ficar revoltados na caminhada e criarão conflitos e problemas no meio do povo de Deus. Também é óbvio que não há lugar para aqueles que confiam em si mesmos, como Pedro achou que era suficiente nele mesmo para defender Jesus, até que se deu conta de que não passava de um medroso.
        O lugar dos vencedores é para os fieis servos do Senhor, para aqueles que realmente levam á serio a Palavra, vivem em santidade e oração e que não pensam em seus próprios interesses, mas sim tão somente na glória de Deus.




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

UM POVO VITORIOSO (9)




“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5:4)
DEFININDO BEM NOSSA ARMA:  “A nossa fé”
        Caro leitor, se você nasceu de novo, quão grande é sua fé! Aquele que em você começou a grande obra, certamente há de completá-la. Então, caro irmão, agora é seu trabalho crescer na fé, tornar forte suas mãos e braços espirituais, renovar sua mente na graça e avançar em forças no conhecimento do seu Senhor e Salvador. Parece que os crentes de hoje estão como que, com o “freio de mão” puxado e por isso não avançam contra o mundo e contra o pecado. Parece que essa atmosfera de tranquilidade e sono tomou conta do povo eleito e quão difícil tem sido acordar o povo de Deus para os perigos que nos cercam.
        Mas quero encerrar meus breves comentários em torno desse texto. Por que os nascidos de Deus vencem este mundo? Por que somente eles foram chamados para essa tão gloriosa conquista? Afinal, o povo de Deus é em sua maioria composto de pessoas simples, nada tendo daquilo que o mundo compreende por força. Aparentemente os santos de Deus nada têm que venha causar qualquer terror contra este sistema satânico. Mas eu venho mostrar que o povo de Deus sempre foi assim, frágil, débil, sem qualquer defesa pessoal, porque suas armas são diferentes. Foi assim que a igreja primitiva espantou o mundo daquele tempo.
        Então, a primeira resposta aparece para afirmar que o povo de Deus não é mais um povo daqui; os crentes são pessoas livres, porque toda tirania do pecado, do mundo e da morte foi arrancada deles mediante a salvação perfeita e santificadora de Cristo. Noutras palavras, os crentes foram aqueles que conheceram a verdade e essa verdade os libertou (João 8:32). Sendo assim, o povo salvo é um povo livre num mundo de escravidão. Aparentemente não, porque parece que os mundanos que estão soltos, livres como gazelas no campo, enquanto os crentes estão aprisionados e cercados sem qualquer esperança de liberdade em viver a vida que este mundo oferece. O mundo para os crentes é um lugar de aflição, perseguição por causa da justiça e por amor a Cristo e nosso Senhor orientou Seus discípulos quanto a isso em João 16.
        Mas o fato é que os crentes só podem ser entendidos à luz da revelação bíblica, caso contrário tudo se perde naquilo que é lógica humana. A liberdade dos salvos é primeiramente vertical, porquanto eles constituem um povo salvo, livre da ira de Deus e que foi aceito por meio de Cristo para serem os filhos de Deus. Sendo assim, o povo salvo é o único povo que caminha para cima, enquanto os mundanos escorregam para o abismo. Veja a diferença, porque não há nada físico aqui que pode arrancar-lhes essa liberdade. Um Daniel preso se sentia livre no meio dos leões, enquanto seus algozes estavam sendo preparados para ocupar o lugar dele na cova daquelas famigeradas feras. As prisões terrenas e as ameaças dos homens trazem apenas um cerco físico, mas em nada podem atingir o homem do coração que agora desfruta dessa maravilhosa liberdade de que pertence a Deus, que está sob o cuidado de Deus aqui e que vai morar com Ele no céu.
        Digo mais, que os santos não podem nem querem conformar-se com o mundo. O mundo tenta de todas as maneiras imprimir suas novas ideias, suas modas e seus pensamentos em todos que aqui vivem. Mas os crentes prosseguem firmes, santificados e contentes no caminho estreito. A vida cristã é agradar a Deus e não ao mundo e este sistema não consegue adaptar-se aos padrões dos santos de Deus.
        E você meu amigo? Por que não corre agora para Cristo Jesus? Ele veio ao mundo para libertar pecadores deste sistema enganador e mostrar-lhes o caminho certo e seguro para o céu. Creia Nele agora, confesse suas culpas e receba essa graciosa Salvação que Ele conquistou na cruz para pecadores arrependidos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

UM POVO VITORIOSO (8 de 9)




“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5:4)
DEFININDO BEM NOSSA ARMA:  “A nossa fé”
        Caro leitor, somente o povo nascido de novo é capaz de vencer este mundo, os mais são escravos, derrotados e empurrados com todo esse sistema enganador para as trevas eternas. Qual é a arma que é usada com poder nessa ofensiva cristã? O que mostra que o povo salvo é um povo vitorioso? A resposta está clara no texto: “...a nossa fé”. Já ficou demonstrado para todos e em todos os tempos que qualquer religiosidade fora da fé cristã não passa de palha seca. Também não há habilidade natural capaz de derrotar este mundo, porque o mundo exibe sua capacidade em homens habilidosos e espertos. Deus não lida com habilidades naturais, porque a graça opera usando homens simples, humanamente frágeis a fim de executar Suas obras portentosas contra este mundo. Aliás, o mundo tem muito de artes, programas, atividades filantrópicas e culturais; o mundo se gaba disso, diz que pode fazer melhor do que Deus e do que os crentes. Mas tudo isso não passa de fracasso e completa derrota para o mundo. O tempo comprova esse fracasso.
        Mas precisamos tirar qualquer confusão no tocante a fé, porque não se trata de uma fé qualquer, mas sim da “nossa fé”. Não há alguém que seja um imitador da fé como satanás. Ele é exímio nessa arte, por isso ele instila nos corações não santificados o pensamento que todos têm fé em Deus. Mas a Bíblia faz diferença entre a fé natural e a fé espiritual; da que vem dos homens e da fé que vem de Deus; da fé gerada nos corações pelo Espírito Santo e da fé que veio do homem e que morre com o homem. Por essa razão a Bíblia usa o artigo: “A fé” e usa também o pronome possessivo: “A nossa fé”. Ora, estamos entrando em território santo, por isso lavemos nossas mãos e nossos pés. Deus não tolera fogo estranho em Sua casa e em Seu serviço. A fé que vem do homem é tão carnal e ofensiva quanto qualquer pecado.
        Mas quero aqui afirmar a fé que habita no coração do verdadeiro crente, porque essa fé é um fogo que jamais se apaga. A fé cristã nasceu quando Deus mesmo abriu seus olhos para ver e seus ouvidos para ouvir. Que doce chamada! Que ligação eterna! Agora a voz de Deus para o crente é ouvida, porque há um fio invisível que faz o povo de Deus entender de onde emana essa voz. Ora, os santos estão de comum acordo, porque todos eles têm a mesma fé: “...uma só fé...” (Efésios 4:5). Todos eles creem nesse Salvador e têm a mesma salvação; todos eles amam o Livro e vivem dia a dia dessa revelação que de uma vez por todas nos foi entregue.
        Os santos de Deus não são robôs espirituais, cada um é diferente como pessoa, mas a fé salvadora todos a têm igualmente. Essa é a fé que une os santos e que os põe em perfeita sintonia na alma. Assim que Saulo mostrou ser um crente, nascido de novo, eis que entra em cena Barnabé, a fim de unir Saulo ao povo de Deus (Atos 9). Também foi essa fé que tomou o coração dos crentes no Velho Testamento. Todos criam no Deus da sua salvação; todos aguardavam a ressurreição e anelavam habitar na Nova Jerusalém celestial. A história é igual, o Deus é o mesmo, a esperança é real para todos. Por quê? Cristo é o Autor dessa fé: “...autor e consumador da fé”. (Hebreus 12:2).
        A fé natural é como fumaça, pois aparece e logo se dissipa, mas “a nossa fé” é diferente. Ela jamais perece, mesmo que em meios às perseguições, as promessas deste mundo e aos aparentes fracassos da igreja. A fé verdadeira é a poderosa fé, a fé que só pode subir. A fé é os olhos do coração abertos e ouvidos da alma sintonizados com Deus e com Sua verdade revelada aos homens. Por essa razão é dito: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...” (Apocalipse 3:22).