sexta-feira, 24 de novembro de 2017

COMPRANDO A SALVAÇÃO?




“Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Isaías 55:1)
        O que? Comprando a salvação? Como? Não é a salvação gratuita? Não é apenas um passo, tomando a decisão de receber Jesus? Tudo não foi pago na cruz, por isso eu nada tenho que pagar? Não estou inventando uma nova mensagem? Claro que não! O que a palavra de Deus está mostrando no texto acima é o resultado da obra da graça, porque esta (conforme o fato que o livro de Isaías foi escrito muito tempo antes da vinda de Cristo ao mundo) obra o Senhor Jesus haveria de fazer, conforme a profecia vista no capítulo 53 do mesmo livro.
        A graça em Cristo pagou, agora a fé verdadeira tem que comprar para adquirir tal salvação, por essa razão o texto diz: “Vinde, comprai”. É claro que não estou tratando de pagar algo que foi pago, porquanto é graciosa a salvação. Sabemos que Cristo pagou algo que jamais eu ou qualquer pecador poderia pagar. É claro que não estamos lidando com méritos nossos, mas sim com o mérito que é definitivamente do nosso bendito salvador e Senhor. É claro que entendemos que o Justo ocupou o lugar de elementos injustos, indignos e réus condenados, a fim de resgatá-los da escravidão do pecado e da horrível e eterna punição merecida.
        O que o texto está mostrando é que a fé que vem a Cristo não é essa fé medíocre, que supostamente recebe algo de graça e doravante não dará qualquer valor àquilo. Não é essa fé desvinculada de qualquer força vital que vem do Espírito de Deus; não é essa fé que nasceu do homem e morrerá com o homem; não é essa fé que, comparada à fé dos demônios (Tiago 2:19), não passa de uma atividade de um coração enganoso e corrompido que permanecerá soberbo e disposto a resistir ao Espírito de Deus.
        O grande Salvador convida homens e mulheres em cujos corações o Espírito Santo fez nascer a fé genuína. Esses sabem bem o quanto custou a salvação, por isso não têm dinheiro para comprar, mas sabem que o valor da salvação é tão grande, infinito e eterno que estão dispostos a pagar o alto preço da genuína fé:
        1.     O preço de se humilhar, se arrepender e invocar o nome do Senhor (Romanos 10:13). Afinal, não há algo que a natureza corrompida do homem mais odeia do que subordinar-se a Deus. Pode fazer isso com os homens, com pastores, líderes e outros, mas não com o Santo Senhor da Bíblia.
        2.     O preço de ignorar o que o mundo pensa e fala; o preço de estar pronto a ficar sozinho; o preço de querer o Salvador acima da própria salvação; o preço de segui-lo, mesmo sob a perseguição deste mundo.
        3.     O preço de uma fé que mira apenas a obra da cruz; que sente tanto seu fardo pesado, mas que sabe que o Cordeiro puro foi lá para ocupar seu lugar, a fim de arrancar tal pesado fardo.
        4.     O preço de seguir a Cristo nesta peregrinação rumo ao céu, disposto a sofrer com o povo de Deus e jamais negar o bendito Senhor que tanto lhe amou.
        Minhas palavras, além de poucas são também débeis para mostrar essa verdade aos corações, a fim de que pecadores se humilhem diante dessa tão grande, riquíssima e eterna salvação, cujo preço foi o sangue do Filho de Deus.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A DESESPERADORA CONDIÇÃO DO HOMEM (1)



                     
“Ninguém há que clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras, concebem o mal e dão à luz a iniquidade. Chocam ovos de áspide e tecem teias de aranha; o que comer os ovos dela morrerá; se um dos ovos é pisado, sai-lhe uma víbora” (Isaías 59:4,5)
INTRODUÇÃO:      
        Amado leitor, que a palavra de Deus seja o deleite do seu coração! Estamos conhecendo a precisão das Escrituras ao mostrar o que o homem é por natureza e o que pode produzir. Creio que ainda não demos conta do perigo que passamos quando Deus não está presente neste mundo em sua função de salvar pecadores. Hoje, conforme as expectativas dos corações mundanos, ele é tido como alguém que veio para realizar outras coisas, como curar, prosperar materialmente, trazer felicidade carnal aos homens e outros coisas do gênero.
        Mas, conforme o ensino bíblico, o serviço do Deus da bíblica neste mundo consiste em salvar pecadores. Nosso Senhor mesmo afirmou em Lucas que veio buscar e salvar perdidos. Ele também mostra várias vezes que foi enviado do céu para fazer a vontade do seu Pai e não a vontade dos homens. Também, vemos que em várias atividades suas aqui, nosso Senhor mostrou que em nada tinha intenção de fornecer felicidade carnal e mundana aos homens. Ele deixou claro que seu reino era espiritual e não terreno; que seu objetivo era morrer na cruz e não sobreviver aqui à moda dos homens. Também, deixou claro para seus discípulos que enfrentariam dificuldades neste mundo e nada prometeu de coisas materiais como recompensa para seus servos.     
        Quero tomar esse texto, a fim de continuar minhas preleções neste impressionante e revelador capítulo 59 de Isaías. É minha função mostrar o que produz a natureza pecaminosa do homem, porque este capítulo está carregado de ensino acerca da condição triste dos homens neste mundo. Eu sei que muitos nem querem chegar perto para ver a brilhante luz da misericórdia de Deus, mas sei que os que se humilham chegam à luz, porque amam ao Senhor e querem estar perto dele. Minha oração é que vocês vejam como nesta passagem Deus esclarece a triste condição da situação religiosa em nossos dias. Vocês devem estar cientes da necessidade de conhecer a doutrina da depravação total, porque, da mesma maneira que Israel estava ludibriada pelo engano do coração, a situação atual é pior.
        Se não houver uma manifestação da misericórdia de Deus em nosso meio provavelmente seus corações aqui ficarão mais endurecidos à medida que prego a respeito de um assunto como este. Afinal, não é o momento para o exame de nossa condição à luz da palavra de Deus? Deus viver da superfície, ou devemos mergulhar na imensidão da graça? Eu sei que a palavra de Deus é cortante, penetrante, mas sei que ela traz consigo o bálsamo que cura. Os homens de hoje querem alegria, mas não é a verdadeira felicidade, antes é a espuma suja deste mundo.
        O que está acontecendo em nossos dias? Olhando a superfície vemos como todos estão alegres, satisfeitos e cheios de “doces” experiências. Enquanto a vaidade religiosa dita seu samba para que a multidão possa dançar, eis que a maldade prospera; iniquidades terríveis brotam como células cancerosas no meio da sociedade; homens avarentos se vestem de pastores e profanam o nome de Deus. Isso é sinal de bênção? Claro que não! Não é hora para piqueniques, festas, divertimentos, etc. O momento agora é de choro, angústia e tristeza, devido a ira de Deus que pode vir de forma avassaladora contra este sistema iniquo.
        Que estas lições venham despertar o interesse de milhares, a fim de compreender quanta necessidade temos da presença do Senhor, atuando em graça sobre este sistema mundano e pervertido que vai de mal a pior.

“MÃO ENCOLHIDA E OUVIDO SURDO” (2)




“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1,2).
INTRODUÇÃO:      
        Creio que posso permanecer um pouco mais nessa introdução, a fim de que possa fixar com mais firmeza as verdades que envolvem o contexto social em Israel e como essas lições são incrivelmente relevantes para nossos dias. Por essa razão peço a paciência do leitor, pois quero dirigir-me aos que realmente amam a verdade e que por isso querem estabelecer a fé e o viver na verdade, conforme nos foi revelado. A nação de Israel estava sendo regida por profundo orgulho religioso, e o engano do pecado lhes levava a pensar de forma enganosa que tudo o que faziam era bem aceito por Deus. Eles, aos olhos dos homens faziam exatamente o que faziam os fariseus nos dias do Senhor Jesus na terra. Eles jejuavam e todos ficavam sabendo; faziam sacrifícios extravagantes, porém seus corações não eram do Senhor. Eles eram mundanos, idólatras e cheios de paixões que viviam encobertos, mas que eram vistos por Deus.   
        O que aquele povo fazia três mil anos atrás em nada difere daquilo que vemos ocorrendo nestes dias modernos. Pelo menos o que vejo aqui no Brasil é muita religião nova, muitas atividades, muitos louvores, muita alegria mobilizada pelo sentimento, mas não pela verdade. O que realmente acontece é que a palavra de Deus está sendo gradativamente rejeitada. Eles querem ouvir a palavra, mas naquilo que gostam de ouvir. Eles querem ouvir que vão para o céu, que foram eleitos, que foram definitivamente salvos e que com essa salvação estão eternamente seguros, mesmo que andem de qualquer maneira neste mundo. Mas é fato que seus ouvidos estão surdos para a verdade; não querem ser descobertos pela espada do Espírito; não querem que o fogo santo da verdade venha para queimar a falsa paz e destruir a soberba acobertada pela falsa espiritualidade.
        Não há um caminho melhor para satanás enganar a população, do que o caminho religioso, dando a impressão que está ocorrendo um avivamento. Mas a verdade é que é mentira bem disfarçada. Quanto mais os homens se tornarem mais “evangélicos”, carregando consigo alguns versos bíblicos, eis que seus corações ficam ainda mais endurecidos contra a verdade. O efeito é devastador, porque o amor ao dinheiro fará com que pastores agradem mais os homens do que a Deus; fará com que os verdadeiros princípios de culto a Deus sejam ocupados por sistemas mundanos que atraem a natureza carnal e corrompida dos homens. O que teremos a seguir? As experiências ocupando o lugar do ensino; a piedade cristã sendo apenas uma manifestação externa de vida e não algo do coração; as pregações sendo preleções que agradam o ego e enaltecem o pregador aos olhos da multidão.
        Assim, a maldade entra de forma encoberta na igreja e aos poucos elementos profanos e iníquos aparecem para subornar pastores, a fim de que façam o que eles querem. Eis aí a força do humanismo que engrossa o caldo dia após dia! Eis aí a glória de Deus sendo encoberta pela glória do homem e deste mundo! Eis aí a grande vitória do diabo, o pai da mentira, porque assim ele consegue encobrir a realidade do homem no coração. Que o Senhor nos envolva com sua misericórdia e que ainda vejamos sua visitação chegando no meio dos homens, em lugar de seu aterrorizante juízo.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

“MÃO ENCOLHIDA E OUVIDO SURDO” (1)



                           
“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1,2).
       INTRODUÇÃO:               
        Amado leitor, é grande a alegria que sinto em pregar a Poderosa Palavra de Deus. Mas sei que em meio a esse regozijo, pesa sobre mim a grande responsabilidade de ser fiel, especialmente pregar num texto como esse, em Isaías 59. Mas o tema acima é de tanta urgência que preciso me dedicar em escrever o assunto para todos quantos queiram saber a verdade tão maravilhosa e tão atual, conforme capítulo inteiro nos mostra. Amo a palavra de Deus porque este livro é para hoje. A mensagem de Isaías foi proferida três mil anos atrás, mas sua verdade permanece mostrando que o homem permanece o mesmo, caído, depravado e enganoso, enquanto Deus permanece fiel, justo, amoroso e soberano em seu trato com a raça que tombou em Adão.
        Por essa razão satanás teme tanto a palavra de Deus, porque a verdade é imutável. Se você toma o jornal que na semana passada anunciou que seu time foi campeão, eis que aquela mensagem não tem qualquer valor para hoje. Mas não é assim com as Escrituras. Este texto de Isaías, no qual estarei pregando, terá o mesmo valor para daqui a duzentos anos. Que todos amem o livro de Deus! Que meus filhos e minha esposa amem e se apeguem a esse livro! Que minha igreja se apodere dessa santa revelação que nos foi dada! Ora, nós somos privilegiados em ter o livro de Deus em nossas mãos, porque milhões morreram e jamais tiveram a oportunidade de ouro que temos agora. É como tivéssemos achados uma mina de diamante. Minha maior tristeza é ver o povo hoje despreza o livro de Deus!
        Por que devo pregar nesse texto? Que importância tem Isaías 59 para nossa realidade atual? Eu sei que poucos darão qualquer importância ao assunto, mas vale a pena lutar pelas poucas pessoas que interessam pela verdade. Tenho dois motivos pelos quais me esforçarei, a fim de publicar essas verdades.
        1. O que acontecia em Israel naqueles dias é exatamente o que ocorre em nossos dias tão banhados de mentira, orgulho e corrupção generalizada. Para que entendamos o capítulo 59 é necessário voltar, pelo menos para o capítulo anterior (58). Veja a situação religiosa daquele povo: “Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como de trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados” (verso 1). Do ponto de vista humano tudo era bonito, pois o povo fazia tudo o que a mandava o costume religioso em Jerusalém. O restante do capítulo mostra como eles se jactavam em praticar o jejum, até mesmo determinando um dia especial para fazer isso. Eles usavam essas práticas para jogar na face de Deus, a fim de que Deus considerasse a espiritualidade deles.
        Não é assim em nossos dias? Vemos louvores, trabalhos, sacrifícios, alegrias e outras atividades que tanto enchem a carne de prazer. Mas o fato é que a verdade é desprezada; o temor ao Senhor não é visto; o arrependimento não é anunciado. Como resultado vemos o quanto o mundo zomba, os perversos escarnecem e satanás procura mostrar que ele é capaz de fazer ainda melhor. Enquanto isso o pecado corre solto e não há qualquer evidência de arrependimento e quebrantamento perante Deus.

VAIDADE OU MISERICÓRDIA (11 de 11)




“Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo. Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso. Mas, com voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifícios; o que votei pagarei. Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:7-9).
ERGUIDO PELA MISERICÓRDIA: “...com voz de agradecimento...”
        Finalizo hoje, mostrando que a verdadeira confissão brota de lábios que foram purificados pela graça. O homem cujo coração foi aberto por Deus é um novo homem. A vida de uma pessoa começa quando ela conhece o Deus da Bíblia; aliás é, de todos os privilégios o maior. Por essa razão a bíblia chama tal pessoa de bem-aventurada. Os homens não conhecem a Deus porque têm um conhecimento teológico mais profundo que outros; nem porque são dedicados à uma religião mais que outros, mas sim porque Deus operou arrependimento na alma e ali brotou temor ao Deus vivo. Jonas completamente trancado no ventre de um peixe traz a lição preciosa do quanto os homens são completamente inúteis neste mundo; que se mantiverem em sua rebelião e endurecimento serão entregues fatalmente ao juízo.
        Qual a lição mais importante? Não é que Deus age com misericórdia? Não é o fato que ele usa de misericórdia com quem ele quiser? Ele salvou judeus? Sim! Mas, da mesma forma ele queria que os ninivitas fossem atingidos por bondosa compaixão. O que aprendemos com isso? Aprendemos que Deus é livre em usar de misericórdia; que ele não é persuadido por opiniões dos homens, nem é forçado por outros. “Ao Senhor pertence a salvação”, foi essa verdade que brotou dos lábios de Jonas, num poder incrível de um coração convicto e arrependido.
        Caro leitor, tomemos tudo isso para nós, porque nossa situação em nada difere daquele povo nem de Jonas. A obra de Deus neste mundo é usar de misericórdia com esta raça caída, e não há diferença, porque em Romanos que Deus colocou todos debaixo do pecado, a fim de usar de compaixão com todos. Eis aí a mais importante lição que todos precisam ouvir e saber. O que ele fez comigo foi porque ele usou de infinita compaixão por um miserável como eu. Em nada sou diferente daqueles que morreram em seus pecados e de milhões que vivem em seus pecados. Sem essa verdade implantada no peito, realmente é impossível ser um verdadeiro crente e viver como um crente.
        O que há em nós que tenha qualquer valor para Deus? Como podemos tirar agua potável da um poço cheio de imundície? Como é que a natureza pecaminosa poderá produzir santidade e agradar a Deus? Deus fez com que a experiência dramática de Jonas fosse registrada, a fim de que todos soubessem que nem mesmo para o peixe Jonas serviu: “Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra” (Jonas 2:10). Que utilidade temos? Nenhuma! Viemos da imundície do pecado (Isaías 64:6). Que utilidade tem trapos imundos? Nenhum, a não ser para ser queimado ou atirado ao lixo. Podemos ter algum valor para o mundo, para os planos desta vida terrena e passageira.
        O Deus da bíblia opera com Jonas ou sem ele. Se não houver humilhação, quebrantamento e santa confissão de nossa própria miséria, eis que a tendência é ter um coração ainda mais endurecido. O Senhor Jesus falou aos arrogantes da igreja de Laodicéia que eles estavam prontos para serem vomitados da sua boca. A necessidade agora é de homens e mulheres arrependidos, pois são essas almas que são visitadas e conhecidas pelo Senhor.