sexta-feira, 21 de abril de 2017

O REI DA GLÓRIA (14 de 14)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE UM AMOR RECÍPROCO: “E Ele é meu”.
        Esforcei-me para mostrar o primeiro lado da confissão, como se olhássemos para um só lado da moeda: “Eu sou do meu amado...”. Vimos nessa santa confissão a gloriosa doutrina da salvação, mas vista de uma forma prática, conforme nos é ensinado em toda Escritura: “Vós em Cristo”. É nessa posição de eterna glória que os crentes são achados, ocultos nele, amados nele, santificados nele, glorificados nele, aperfeiçoados nele e nele feitos herdeiros de Deus. Por causa dessa misteriosa posição é que faz com que satanás fique intrigado e tanto odeia os santos. É por causa dessa condição que o mundo vê os crentes como pessoas inexplicáveis à luz da religião mundana.
        Mas o verso não mostra apenas o lado posicional do crente; não vemos apenas um lado da moeda. A vida cristã, como um trem, corre sobre os trilhos da posição e do viver do crente: “Vós nele” e “Ele em vós”. Nele aceitação, ele em nós, poder. Nele justificação, ele em nós, santificação. Assim vivem os santos e se não for assim tudo não passará de mera exibição e formalidade religiosa. Sem essa estrutura montada na eleição, não há como entender as maravilhas da graça nem o real motivo da entrega do Senhor na cruz em favor do seu povo. Sem esse entendimento seremos tomados pelo forte humanismo, e seremos levados pela força da carne, numa tentativa vã de viver a vida cristã cheia de altos e baixos. Então, é necessário que envolvamos nossa mente e afeição nesse assunto: “...e ele é meu”. Por essa razão farei tudo para que meus leitores tenham real entendimento dessa verdade e assim suas vidas possam crescer nessa santa e contínua confissão.
        A primeira lição é que essa confissão: “e ele é meu”  mostra profunda e inexplicável alegria no coração do crente. Não há tesouro maior do que ter sido achado pelo Senhor e ele ser nossa riqueza, força, poder e graça na caminhada nossa, rumo ao céu. O evangelho moderno não apresenta Cristo como a riqueza suprema do salvo, mas sim os benefícios materiais. Jesus não passa de um salvador, o qual veio ao mundo para livrar os homens dessa situação de miséria material. Esse humanismo é manifestado de várias formas nos cultos e nas mensagens mormente pregadas em nossos dias tão carregados de mentiras. Mas a verdade é que a salvação é mais do que receber uma garantia do céu; é Cristo vindo para habitar no salvo; é sua presença constante; é o Espírito de Deus fazendo com que sejamos revestidos dele, a fim de revelarmos ao mundo a glória do Senhor. Essas lições são eminentemente práticas, especialmente nas cartas.
        Então, “e ele é meu...” significa que somos as pessoas mais felizes, satisfeitas, ricas e bem-aventuradas que andam neste mundo. Em nada significa ganho aqui, mas sim um ganho desconhecido e não palpável para o mundo. Significa que habita no salvo aquele em quem habita toda plenitude da divindade. Toda nossa miséria aqui consiste no fato que não queremos nos ocupar com a palavra. Não temos tempo para nos envolver com as riquezas que nos foram dadas, riquezas que nunca vão embora e que aqui são apenas um pouquinho daquilo que os santos vão herdar na glória para sempre.
        Todo nosso problema é que estamos envolvidos com um cristianismo meloso, sentimental. Nossa fé é colocada na “gaveta”, para pautar um viver baseado naquilo que sinto, e não naquilo que está escrito. A fé que professam hoje em nada condiz com a verdadeira fé, a qual nos transporta da alegria na salvação para a alegria no dia a dia. Não entendemos que “Ele é meu”, da mesma maneira que somos dele. Devemos saber o quanto essa verdade fornece a arena de combate para os exercícios da fé, e assim glorificarmos nosso Senhor por meio do nosso viver enquanto estivermos neste mundo.

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (11)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE UM AMOR RECÍPROCO: “E Ele é meu”.
        Esforcei-me para mostrar o primeiro lado da confissão, como se olhássemos para um só lado da moeda: “Eu sou do meu amado...”. Vimos nessa santa confissão a gloriosa doutrina da salvação, mas vista de uma forma prática, conforme nos é ensinado em toda Escritura: “Vós em Cristo”. É nessa posição de eterna glória que os crentes são achados, ocultos nele, amados nele, santificados nele, glorificados nele, aperfeiçoados nele e nele feitos herdeiros de Deus. Por causa dessa misteriosa posição é que faz com que satanás fique intrigado e tanto odeia os santos. É por causa dessa condição que o mundo vê os crentes como pessoas inexplicáveis à luz da religião mundana.
        Mas o verso não mostra apenas o lado posicional do crente; não vemos apenas um lado da moeda. A vida cristã, como um trem, corre sobre os trilhos da posição e do viver do crente: “Vós nele” e “Ele em vós”. Nele aceitação, ele em nós, poder. Nele justificação, ele em nós, santificação. Assim vivem os santos e se não for assim tudo não passará de mera exibição e formalidade religiosa. Sem essa estrutura montada na eleição, não há como entender as maravilhas da graça nem o real motivo da entrega do Senhor na cruz em favor do seu povo. Sem esse entendimento seremos tomados pelo forte humanismo, e seremos levados pela força da carne, numa tentativa vã de viver a vida cristã cheia de altos e baixos. Então, é necessário que envolvamos nossa mente e afeição nesse assunto: “...e ele é meu”. Por essa razão farei tudo para que meus leitores tenham real entendimento dessa verdade e assim suas vidas possam crescer nessa santa e contínua confissão.
        A primeira lição é que essa confissão: “e ele é meu”  mostra profunda e inexplicável alegria no coração do crente. Não há tesouro maior do que ter sido achado pelo Senhor e ele ser nossa riqueza, força, poder e graça na caminhada nossa, rumo ao céu. O evangelho moderno não apresenta Cristo como a riqueza suprema do salvo, mas sim os benefícios materiais. Jesus não passa de um salvador, o qual veio ao mundo para livrar os homens dessa situação de miséria material. Esse humanismo é manifestado de várias formas nos cultos e nas mensagens mormente pregadas em nossos dias tão carregados de mentiras. Mas a verdade é que a salvação é mais do que receber uma garantia do céu; é Cristo vindo para habitar no salvo; é sua presença constante; é o Espírito de Deus fazendo com que sejamos revestidos dele, a fim de revelarmos ao mundo a glória do Senhor. Essas lições são eminentemente práticas, especialmente nas cartas.
        Então, “e ele é meu...” significa que somos as pessoas mais felizes, satisfeitas, ricas e bem-aventuradas que andam neste mundo. Em nada significa ganho aqui, mas sim um ganho desconhecido e não palpável para o mundo. Significa que habita no salvo aquele em quem habita toda plenitude da divindade. Toda nossa miséria aqui consiste no fato que não queremos nos ocupar com a palavra. Não temos tempo para nos envolver com as riquezas que nos foram dadas, riquezas que nunca vão embora e que aqui são apenas um pouquinho daquilo que os santos vão herdar na glória para sempre.
        Todo nosso problema é que estamos envolvidos com um cristianismo meloso, sentimental. Nossa fé é colocada na “gaveta”, para pautar um viver baseado naquilo que sinto, e não naquilo que está escrito. A fé que professam hoje em nada condiz com a verdadeira fé, a qual nos transporta da alegria na salvação para a alegria no dia a dia. Não entendemos que “Ele é meu”, da mesma maneira que somos dele. Devemos saber o quanto essa verdade fornece a arena de combate para os exercícios da fé, e assim glorificarmos nosso Senhor por meio do nosso viver enquanto estivermos neste mundo.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O REI DA GLÓRIA (13 de 14)

                                                     SALMO 24
A APRESENTAÇÃO DO REI DA GLÓRIA.
        Em seguida vem a resposta à indagação: “Quem é o Senhor da glória?”. Cristo é, de fato motivo das indagações do mundo. Desde o Velho Testamento ele aparece na figura do maná e o termo “maná” significa “O que é isto?”. Quando veio ao mundo e aqui andou foi também motivo de interrogações: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”. O mundo nada tem de resposta acerca do Rei da glória, porque ele não é da terra, mas sim do céu. O mundo tem resposta para o cristo do mundo, mas não para aquele que foi enviado de Deus aos pecadores. Assim ele continuará sendo esse motivo das indagações de muitos e o mundo jamais terá a resposta.
        Mas para os pecadores arrependidos, chamados pela graça para a salvação, a resposta virá, assim como veio para o perseguidor Saulo de Tarso: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 9:5). Que manifestação de graça da parte do Senhor em relação aos pecadores! Vemos como ele se comunica com os homens, enquanto satanás se esconde nas trevas. Vemos como ele se apresenta como o Salvador e Senhor; como Rei que há de reinar nos corações dos remidos. Ele se manifestou para isso, ele se tornou Homem, a fim de falar ao coração dos homens. Ele se apresenta aos pecadores com respostas bem claras e definidas, de acordo com aquilo que os homens precisam saber a seu respeito. Ele apresenta seu documento de identidade, o grande EU SOU, e foi com essa identidade que revela, não somente sua importância, como também sua suficiência aos homens.
        Tudo o que os pecadores precisam é achado no Senhor. Ele afirma ser “o Caminho”, e isso significa que não há outro para conduzir o pecador a Deus e fazê-lo transitar rumo ao céu. Ele se apresenta como sendo “a Porta”, o “Bom Pastor”, a “luz do mundo”, e assim, numa simples identidade podemos reconhecer o Rei da glória como sendo tudo o que a alma precisa aqui e na eternidade. Em Colossenses Paulo afirma que “nele habita toda plenitude da divindade”. Isso significa o quanto ele é precioso; o quanto uma alma se torna bem-aventurada, quando Cristo entra ali para reinar no coração. Os que creram nele, como sendo o Senhor da glória, aquele que veio ao mundo para ser salvador dos pecadores, esses foram salvos. Que resposta gloriosa temos no Salvador para nossas tremendas necessidades de salvação, de viver vitoriosamente aqui e de entrar no céu!
        Mas é nosso dever aqui examinar o fato que ele é apresentado como sendo o “Senhor dos exércitos”. Que resposta para nossas pobres almas! O que nós somos aqui neste mundo? Não passamos de pobres minhocas, frágeis e sem qualquer valor; não passamos de frágeis ovelhas, as quais vagueiam neste mundo, sem a liderança de um pastor bondoso e eficaz. Somos totalmente impotentes para vencer a morte e o pecado que nos tomou desde a queda; não passamos de pobres escravos no império de satanás. Não é verdade que precisamos do Senhor dos exércitos? Ele está declarando ser o vencedor por excelência e que não há ninguém que possa prevalecer contra ele. Ele veio ao mundo tendo em vista buscar os seus, e quem poderá impedir e frustrar seus planos eternos? Foi ele quem veio aqui e foi sozinho na cruz. Nunca houve qualquer herói que pudesse fazer o que ele fez. O mundo tenta inventar seus heróis; os homens se esforçam, mas agem como loucos, na tentativa de mudar a situação na qual estão neste mundo. Eles vivem aqui por pouco tempo e logo a morte chega para arrancá-los deste mundo, como se arranca uma raiz do chão. Mas eis aí o Senhor dos exércitos, poderoso contra todos esses inimigos, poderoso nas batalhas e provou isso, porque sozinho foi à cruz e enfrentou só tudo e todos contra si mesmo. Que grande Salvador! Que grande Senhor! Que grande vencedor!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (10)

Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DEFINIDA. “Eu sou do meu amado”.
        Também, nessa confissão bem definida, o crente está ciente de tudo o que aconteceu em sua salvação. Deus nos outorga plena e perfeita comunicação por meio de sua palavra. Não há qualquer crente que possa dizer que nada sabia, pois tudo o que foi revelado a nós, Deus o fez para nosso bem e nos deu tudo o que realmente precisamos aqui. Não há engano na salvação; não há meio termo. O amor de Cristo pelo seu povo mostra ser real e seguro. Os salvos foram transferidos das trevas para a maravilhosa luz, conforme afirma Paulo em Colossenses 1:13. Habitar na luz indica que tudo está perfeitamente claro para nós e que por isso há segurança e firme convicção em nossa confissão de fé.
        Outro detalhe é que nós mesmos não temos defesa própria. Os crentes são aqueles que agora estão conscientes de sua fraqueza e inabilidade ante o poderio assustador deste sistema de trevas. Toda tentativa de viver na carne mostrará o quanto somos inúteis e que precisamos de viver na dependência daquele que é nosso guia até à morte: “Não sejais como o cavalo ou a mula...” (Salmo 32:9). Nossa confissão significa o quanto nosso Senhor é nossa defesa. Perdemos nossa ousadia e autoridade quando erguemo-nos em nossa defesa, vingança e outras atitudes que deveriam estar longe de nós. Quando silenciamo-nos ante as atitudes perversas e hostis do mundo contra nós é porque estamos aprendendo maturidade e imitando nosso Senhor. Assim ele mesmo entra em ação e socorro pelos seus queridos. Que advogado temos! Quão ousados devemos ser em nosso testemunho! Nunca houve um momento sequer que o Senhor nos deixou e nos desamparou. Se não silenciarmos como ovelhas mudas, eis que nosso Senhor silenciará e deixará que soframos as consequências de nossa insubordinação.
        Outro detalhe revelado no texto é que nossa confissão revela quem é nosso Senhor para nós: “...meu amado...”. Isso significa que realmente amamos o Senhor. Não temos um tirano, não temos um déspota conosco. Temos sim um amigo, amoroso, meigo, compreensivo, fiel, que entende bem nossa fraqueza e que toma para si nossos fardos. Quanto mais conhecermos nosso Senhor por meio da palavra, veremos o quanto ele é ainda mais maravilhoso do que eu imaginava. A bíblia abre nossa visão, aperfeiçoa nossa audição espiritual e assim aprendemos a andar com nosso inseparável amigo enquanto aqui vivermos. Cada dia que passa ele vai se revelando a nós de uma forma íntima, às vezes por meio de sofrimentos, mas trazendo a real felicidade em meio ao desespero e perdas nesta vida. Ele rasga aquilo que para nós era precioso, como filhos, pais, cônjuges, amigos, saúde, etc. a fim de que fiquemos a sós com ele, até que sua mão se estenda para nos arrancar deste mundo e nos levar para si na glória eterna.
        Ah! Quanto falta dessa confissão em nossos dias! O mundo tem mostrado o quanto tem do “ouro de tolo” para os homens, por isso milhares veem este mundo atual com profunda admiração. Quem ama este sistema passageiro e pecaminoso, realmente não vai amar o Senhor. Quem ama este sistema de engano terá sempre sua confissão narrada em seus lábios que pertence ao mundo e que o mundo é seu amado. Nunca houve tanta necessidade de mais sinceros e confessos crentes como agora. O que temos são falsos crentes espalhados por todos os lugares e disseminando motivos de motejos e sarcasmos por parte dos mundanos. Que o Senhor venha a agir com poder e compaixão, a fim de tornar seu nome conhecido em corações; que homens e mulheres venham a professar sua fé sincera naquele que um dia provou seu amor glorioso por pecadores.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O REI DA GLÓRIA (12)

                                                    SALMO 24
A APRESENTAÇÃO DO REI DA GLÓRIA.
        No pecado o homem não conhece o Senhor, não sabe quem é o Rei da glória. No pecado o homem vive sem esperança e sem Deus (Efésios 2:12). Por mais inteligente e mais entendido da religião judaica que fosse, Saulo de Tarso não passava de um pobre ignorante quanto à teologia verdadeira que entra no coração de uma alma convertida. A sua pergunta: “Quem és tu, Senhor?” revelou o quanto nada sabia a respeito de Deus. Quem não conhece o Salvador e a salvação, realmente habita no mundo e vive na escuridão, e assim para a escuridão eterna caminha. Jesus é o único Deus com quem o homem pode conversar e ser aceito. Fora dele não passa de um pobre ser, desamparado, espiritualmente mendigando, longe do verdadeiro lar, apenas comendo as migalhas que satanás faz cair de sua mesa.
        Por essa razão Cristo só pode ser conhecido quando passa a habitar no coração, por isso a pergunta aparece nos lábios de um pecador despertado para a salvação: “Quem é esse Rei da glória?” Normalmente as decisões feitas hoje nada mostra ser de corações onde a luz do céu entrou. Muitos que afirmam ser crentes hoje, nem sequer podemos ouvir dos seus lábios essa pergunta: “Quem é esse Senhor que morreu em meu lugar?” O que vemos hoje são falsos crentes, os quais amam mais seus pastores do que o Senhor; os quais dependem inteiramente dos seus líderes religiosos, a fim de sentir seguros. Não houve conversão ao Senhor; a porta do seu coração continua fechada pela incredulidade, só isso. Mas não vemos isso no Salmo 24, porque quando ocorre essa chegada do Senhor, a fim de que pela graça venha a invadir a alma do homem e habitar ali, eis que a pergunta há de aparecer, não importa quem for; não importa se é um crente simples, ou alguém bem estudado. A pergunta é igual a todos os crentes, assim como é o choro de um recém-nascido.
        O que mais tornou os discípulos impressionados foi o conhecimento do Senhor. Eles logo estavam cheios de perguntas eternas no coração; seus corações estavam livres do mundo, porque agora eram discípulos do Senhor. O que envolveu a vida daquele cego de nascença (João 9), foi o fato que ele queria conhecer aquele que lhe deu visão física e espiritual, por isso em nada ficou preocupado com a cúpula religiosa de Jerusalém. O que ele bem queria era ver o Senhor e adora-lo. A vida de um salvo é cheia de interesses por conhecer o Senhor; seu intenso desejo é estar aos pés da Palavra e ouvir acerca daquele que um dia lhe amou e morreu em seu lugar. Essas aulas eternas fazem parte do seu coração, porque anseia um dia deixar este mundo e ver seu Senhor face a face.
        Cuidemos com a natureza religiosamente corrompida do homem, porque ela pode fazer muita festa usando artifícios religiosos. O nome de Deus faz parte de um coração idólatra e cheio de superstição. Mas o fato que ele não conhece o Rei da glória e nem foi conhecido dele. Essa alma vive nas trevas, mantendo sempre um constante namoro com o mundo e com a aprovação dos mundanos. Já vi muitos começando bem, mas terminando mal; já vi muitos entusiasmados com a informação de que vão para o céu porque fizeram uma decisão. Muitos são sinceros e fieis, porque continuam firmes e constantes. Mas boa parte não consegue ficar em pé, porque logo escorregam ante a chamada do mundo.
        Muitos logo mostram que o fervor que tinham era passageiro; que sua força era carnal e que sua luz era de uma mera lamparina acesa. A pergunta que fizeram era se realmente iriam para o céu. Nunca perguntaram: “Quem é esse Rei da glória?”. Seus interesses sempre foram mundanos e alegria inicial mostrou ser passageira. Então, o Rei da glória não chegou para habitar nesse coração e fazer cessar para sempre o domínio do pecado, conforme o ensino de Romanos 6. Ainda estão carregados de orgulho, até mesmo da enganosa soberba de que irão para o céu enquanto vivem de mãos dadas com suas iniquidades aqui.

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (10)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DEFINIDA. “Eu sou do meu amado”.
         Também essa confissão deve ser bem definida, sem qualquer titubeio: “Eu sou do meu amado”. Qualquer sedutor percebe quando a mulher vacila em seu amor e fidelidade ao marido. Satanás é esperto e percebe quando os crentes vacilam na fé. Tenho visto muitos crentes mostrarem fervor e disposição para consagração a Deus, mas logo eles são postos à prova e vacilam. Quantos se dispõem para a leitura bíblica e uma vida devocional constante, mas logo surge o mundo com suas preocupações, e assim a disposição para uma confissão bem definida desaparece como fumaça.          Satanás sabe bem como lidar com os vacilantes; ele sabe como enviar visitas, especialmente na hora de ir ao culto; ele sabe como estorvar os intentos de santificar o dia do Senhor, e para isso promove confusão no dia anterior – o sábado. O que ocorreu com Pedro ao negar ao Senhor foi devido ao fato de ter ele confiança demasiada em si mesmo, por essa razão foi posto para ficar sozinho perante os inimigos; satã o pegou para cirandar e mostrar o quanto o pobre Pedro não passava de frágil molusco diante dos terrores pelos quais Jesus passou. Nossa frágil constituição pecaminosa nada tem de poder para atuar pela fé e amor por Cristo. Se não nos humilharmos, facilmente seremos demolidos, como uma casinha feita de barro.
         Então, não pode haver qualquer relutância, pois o amor por Cristo deve prevalecer em nosso viver. A fé cristã e a devoção ao Senhor deve estar acima de todo esse sistema passageiro e corrompido daqui. Se quiser seguir a Cristo e viver com confiança apenas nele, temos que lembrar sempre que até mesmo as coisas lícitas podem se tornar estorvos à fé. Se estivermos dispostos a amar mais nosso conforto, amigos, filhos e outras coisas daqui, certamente nossa confissão vacilará. Ela será firme na igreja, mas desaparecerá noutros dias e sob as circunstâncias adversas. Por isso devemos seguir cheios da palavra, cercados da santa convicção de fé, cientes do amor de Cristo por nós e do nosso dever que temos de honrar aquele que nos tornou honrados perante Deus com uma tão grande salvação.
         Como fazemos isso? Creio que a primeira lição é que devemos estar cientes de que o amor de Cristo por nós é um amor seguro, firme e constante. O amor conquistador do Senhor jamais se afundará nesse mar de lama do pecado. O Senhor prometeu que há de cuidar de nós; que as circunstâncias adversas são apenas aulas da graça, a fim de nos aperfeiçoar na fé. Esse amor nos acompanha, em qualquer lugar, em qualquer situação. Esse amor nos disciplina, a fim de que por meio dessa disciplina sejamos fieis e santificados para ele. Muitos pensam que uma vez salvos podem viver como bem quiserem. Mas estão cercados de uma crença enganosa, porque jamais o Senhor irá permitir que sejamos enganados, ou que venhamos a desonrar seu nome neste mundo. Quando vemos um crente infiel e mantendo essa infidelidade e amor ao mundo no viver, devemos saber que ele não é realmente um crente, que não houve conversão naquela vida.
         Outro fato que mostra uma confissão segura no viver do crente sincero é que ele passa a autoridade de defesa para Cristo, seu amado. Nada podemos contra satanás, o mundo e a carne, mas Cristo pode tudo. Ele luta por nós, ele vai à nossa frente em nossa defesa. Ele nos ensina e nos mostra o caminho pelo qual devemos andar. O Senhor não perde de vista ninguém que foi salvo; seus interesses pelos santos são eternos, porque aquele que veio ao mundo e se entregou por nós, a fim de nos comprar para si mesmo, certamente há de mostrar seus intensos cuidados diariamente. O verdadeiro crente há de dizer: “Seguro estou, não tenho temor do mal, sim guardado pela fé em meu Jesus”.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O REI DA GLÓRIA (11)

                                                       SALMO 24
O TRIUNFO DO REI DA GLÓRIA.
        O que acontece quando o Rei da glória chega para invadir o coração do pecador? Tem algo mais glorioso do que esse acontecimento? Satanás tem reinado nos corações de milhares e causado ruina, desgraças e destruição eterna. Homens e mulheres vivem sob o domínio do medo, dos vícios, da mentira, do ódio, da idolatria, etc. Mas quando Cristo chega, eis tudo muda, pois pela ordem do Rei não há poder das trevas que possa anular a obra salvadora do Senhor. O Rei da glória chega até a entrada do coração; tudo está trancado; tudo ali é trevas e não há quem possa desvendar esse lugar de trevas, de engano, onde tudo é manipulado para que a alma seja mantida nesse cativeiro. Mas com a presença salvadora do Senhor, eis que os poderes das trevas começam a tremer. Quem pode contra a palavra do Senhor? Quem pode anular a obra de salvação, quando o Senhor chega para invadir o lugar e expulsar as trevas, o pecado e todo tipo de espírito maligno?
        Eis aí a ordem do Senhor? “Levantai-vos, ó portais eternos para que entre o Rei da glória!”. É o Espírito Santo em sua santa atuação, operando vida onde há morte; é a vontade soberana em plena atuação neste mundo; é a força atuante da graça, chegando para desarraigar todo vírus da morte com seu poder corruptível; é a brilhante luz da verdade, chegando para fazer do coração o lugar do santuário, onde Cristo habitará pelo seu Espírito; é a vontade do Pai sendo executada, a fim de que Deus seja glorificada; é a obra vivificadora, tirando o pecador da condição de defunto espiritual, a fim de erguê-lo da morte para a vida (João 5:24).
        Não tem acontecido essas maravilhas na história da salvação? Não é essa a mais bela história a ser contada? Olhemos a vida do salvo e vejamos o que resultou da entrada do Rei da glória. É claro que muitos partiram e nada falaram aqui acerca desse acontecimento tão especial. O ladrão na cruz foi arrancado ali, em poucos minutos da condição de morto espiritual e num instante num novo homem foi feito, pronto para entrar no Paraiso, aquele que merecia o inferno. Mas, olhemos os salvos, aqueles que passaram a viver, porque Jesus passou a habitar neles. Quem pode transformar corações? Ninguém! Mas ali está aquele homem, antes era um adúltero, de cuja boca derramava todo tipo de vaidade, arrogância e perversidade. Mas o que aconteceu, porque agora sua linguagem é diferente; há um novo cântico em seus lábios e há um novo modo de andar. Não há quem possa destruir o poder das trevas no coração do pecador. Ele nasceu assim e vive dia a dia nessa condição de um escravo, marcando com seus passos o testemunho da maldade. Ele desconhece o Deus da bíblia, e quando sabe algo a respeito dele, eis que está pronto a abominar tudo o que é santo e glorioso.
        Encaremos o homem no pecado, porque para ele ser diferente, cheio do amor de Deus, cheio de santidade e de justiça no viver, eis que é seu coração que precisa mudar. Não adianta mudar sua aparência; não adianta tentar fazê-lo religioso, será como enfeitar um defunto. Por algum tempo vai parecer que sua vida mudou, mas essa luz da religião do mundo brilha por pouco tempo, até que a força do mal que habita em seu coração comece a mostrar o quanto é poderoso para tomar o homem no pecado, a fim de usá-lo em seus propósitos malignos. Até que Cristo entre; até que o coração seja purificado pelo sangue do Cordeiro; até que a agua da vida faça sua lavagem de purificação.
        Cristo veio para reinar nos corações; Cristo veio para habitar e ser Senhor e Rei, onde o mal dominava. Agora o coração é dele; agora o controle é dele; agora as honras são dele; agora tudo por fora manifestará justiça, santidade, pureza, adoração somente ao Senhor, amor genuíno e outras atividades manifestadas no viver do crente. Isso acontece quando homens se humilham, reconhecendo seus pecados e invocando o nome do Senhor.