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terça-feira, 13 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (5)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

O PROCESSO DA PURIFICAÇÃO:        “A si mesmo se purifica...”

        Avancemos mais nesse ensino tão oportuno que nos traz o texto de 1 João 3:3. Vou tratar que posso ver na bíblia e que intitulo aqui de processo da purificação. Note bem que não estou nem estarei tratando de processo da salvação, porque bem sabem que a bíblia não ensina uma salvação baseada em atividades nossas, mesmos nas mais sinceras atividades religiosas. Salvar alguém da penalidade do pecado e da justa ira de Deus, não é processo, mas sim um ato instantâneo. Cristo não ficou salvando o ladrão na cruz de forma Paulatina, mas sim num ato só. Mas foi a salvação da nossa alma que nos colocou no processo da purificação. Note como o texto deixa isso bem claro, porque o verbo “purificar” se acha no tempo presente ativo: “...purifica-se a si mesmo...”. Significa que a obediência por fé na salvação gerou a fé obediente para um viver diário que agrada a Deus. A fé para a salvação eterna posta o homem no caminho do dever em todos os aspectos.

        Todo nosso problema no concerne ao processo de purificação ocorre porque somos constantemente enganados. Em tudo, tanto na doutrina da salvação como também na doutrina da santificação somos levados por erros terríveis, os quais procedem de nossas mentes contaminadas pela mentira e também por erros que procedem de elementos mentirosos. Acontece que nós sempre tenderemos a tomar um caminho errado, ou porque queremos uma vida mais cômoda aqui ou mesmo porque a natureza carnal quer se mostrar apta em fazer sacrifícios.

        Vou tomar as famigeradas atitudes soberbas da nossa carne. É comum que, quando o viver está errado, buscamos compensar com sacrifícios. Posso lembrar de uma senhora que chegou a frequentar nossa igreja quando ouviu as mensagens que eu pregava no rádio. Ela frequentava uma religião pentecostal que leva os fieis a usar roupas extravagantes. Ela usava vestido comprido, cobrindo o pescoço e os braços. Ribeirão Preto é uma cidade conhecida pelo calor e não sabia como aquela pobre senhora suportava tal costume. Mas posso afirmar que nossa natureza tendenciosa a agradar religiosamente o ego tende a aceitar essas imposições.

        Mas essa atitude vai mais longe, especialmente quando a pessoa não se depara com a verdade do evangelho que liberta o homem desses sistemas. Paulo alerta os crentes em Colossos contra esse zelo enganador. Mesmos os crentes tendem a querer “pagar a Deus” e isso acontece de forma quase imperceptível. Alguns, após ouvir uma mensagem sobre santificação, no final da mensagem vão à frente num ato de consagração. Muitos, sem dúvidas fazem isso honesta e sinceramente, mas outros são rodopiados pelo engano de que vão realmente ser obedientes. Acontece que após o culto o fervor de querer consagrar-se arrefece facilmente e no outro dia a fumaça das emoções desaparece. Era exatamente isso o que acontecia com o rebelde povo de Israel, pois quando entrava no caminho da desobediência, eles no engano do coração perverso, imediatamente ofereciam sacrifícios, achando que era aquilo que agradava a Deus. Notemos em Isaías 1 como Deus abominou essa atitude e ordenou que o povo se convertesse para a purificação dos seus pecados.

        Por que acontece isso? A razão é que tentamos manipular Deus, a fim de tomar um caminho errado, afastando daquilo que Ele ordena os crentes a obedecer pela fé, seguindo estritamente Sua Palavra. Se não for pela fé, a carne tomará outro rumo. Não há santificação imediata; não conquistamos purificação porque ajoelhamos num altar e juramos consagração. Vida cristã é pela fé que obedece a Deus. Como que, temos que pegar a espada do Espírito e sair à guerra da conquista diária, numa luta tremenda contra as obras da carne.


segunda-feira, 12 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (4)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

GLORIOSA ESPERANÇA:     “...todo o que Nele tem esta esperança...”

        Todos os crentes devem saber que o mundo não é nosso lar, somos peregrinos e forasteiros aqui e não somos bem aceitos num lugar onde os homens odeiam a Deus. As exortações dadas vêm para que apliquemos em nossas vidas; para que venhamos a aspirar nossa pátria amada e realçar nosso desejo de sermos iguais a Cristo. É impossível pertencer a Cristo, sem esses sentimentos eternos habitando no coração. É impossível nos purificar se estivermos associados a este mundo perverso, sem nos separar do que é profano e ímpio. Visto que é esse nosso dever, então procuremos aplicar as exortações; procuremos arrumar nosso homem interior, adornando nossas vidas no coração, embelezando nosso caráter cristão, uma vez que encontraremos com nosso Noivo Amado, a fim de sermos semelhantes a Ele.

        Também, essa aplicação firmada na esperança, conforme o texto nos ensina, deve ser experimentada dia após dia. Marchamos firmemente para nossa meta desejada; à cada dia estamos mais perto do nosso lar celeste, portanto não desanimemos. Quando fazemos uma longa viagem, à medida que avançamos, a distância vai encurtando, assim como Israel caminhou na longa jornada rumo à Canaã. As experiências muitas vezes são amargas, porque os nossos inimigos – o mundo, a carne e o diabo, sempre estão nos importunando e queremos nos livrar deles, assim como arrancamos os espinhos que entram em nossa carne. Milhares de santos marcharam e chegaram lá; milhares passaram pelo que estamos passando nestes dias tão perversos, num mundo massacrado pelas maldades e abominações. Somos quais ovelhinhas cercados por lobos e ferozes leões e se não fosse a liderança do Senhor, o que seria de nossas vidas?

        Também, toda nossa luta é enfrentada pela fé. Cuidemos com a religião moderna, tão bem preparada na cozinha do diabo. Satanás sempre há de oferece uma religião aceitável ao sistema cheio de sofismas dos homens cultos, ou ao agradável sentimento carnal. Este último é o que mais prevalece em nossos dias, porque as emoções desvinculadas da verdade tentam ocupar o lugar da fé bíblica, a qual tem seus pés firmados na Rocha dos séculos que é a palavra da verdade. Cuidemos em nunca nos desviar de uma vida pautada na verdade revelada, conforme Pedro diz em sua carta: “Sede sóbrios”. Tudo satanás fará para nos levar a sonhar, assim como Israel sonhava com os gostosos manjares do Egito. Tendemos a cair nessas armadilhas que o pai da mentira põe em nosso caminho.

        A fé segura firme a verdade no coração e persegue seu objetivo. A fé bíblica nos anima, exorta e destrói os anelos carnais. A fé tem como objetivo a obediência ao comando do Rei e por isso o crente é incrivelmente habilitado a vencer. Não desanimem irmãos, vocês são reais vencedores! Continuem firmes! Abandonem o mundo maligno e suas propostas perigosas. O mundo atual é apenas uma extensão do mundo criado por Caim e que segue firme e resoluto para o juízo final. O mundo não tem a esperança que vocês têm; não tem qualquer razão de conhecer o Deus que vocês conhecem. Não é o caso de vocês, santos e amados. A fé supera o poder da carne, uma vez que aquilo que seremos é infinitamente superior a todas as ambições terrenas. Enquanto vocês sobem, o mundo desce. O mais que vocês avançam, mais do alto da glória verão como o mundo se distancia, assim como nos afastamos de algum lugar tomando outra direção.

        Santos de Deus, vocês são os que foram chamados a fim de pertencer a Cristo; vocês são os bem-aventurados, porque Deus fez isso por vocês em Sua graça. Firmes, prossigam avante, pois a perfeição nos espera!


quarta-feira, 7 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (3)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

GLORIOSA ESPERANÇA:     “...todo o que Nele tem esta esperança...”

        Quero agora tocar na promessa que Deus fez ao Seu povo, a fim de que eles pudessem viver agora à luz da esperança brilhando em seus corações. O mundo não pode ser partícipe dessa espetáculo da fé e que está gravado nos corações que foram santificados na salvação. Tomemos o ensino de Colossenses 1:27: “Ao quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, esperança da glória”. Notemos bem no texto que Paulo está tratando do mistério do evangelho que ele pregava e que nos foi entregue. Qual é o mistério: “...Cristo em vós, esperança da glória”. Não é algo realmente glorioso e que enche nossos corações de santo temor e alegria?

        Sendo assim, por que devemos nós fruir dessa mensagem promovida por este mundo, o qual tanto anela por essa inútil prosperidade terrena? Não devemos nós fugir dessa fragrância tão venenosa? Quantos santos de Deus foram sacrificados, porque simplesmente não aceitaram as ofertas mundanas, a fim de desprezar a Cristo. Sem contarmos o fato que homens de Deus viveram aqui e respiraram a atmosfera do céu, como José, que mesmo na honrosa posição de governador, ainda anelava a ressurreição. Nossos corajosos e triunfantes irmãos que morreram na fé são nossos exemplos, para que nós sigamos esses passos, num mundo que agora tudo tem feito para que nos afastemos da verdade revelada, acerca daquilo que haveremos de ter e de ser.

        Outra lição, para a qual devemos atentar bem é o fato que vivemos aqui num lugar estranho. Se isso não fizer sentido para nós, então pergunto se você realmente é um crente em Cristo. Eu sei que o evangelho moderno tem trazido um cristo mais como um ser supersticioso, tipo alguém que precisamos para pedir que tudo aqui venha melhorar. Mas note bem que o texto de Colossenses diz: “Cristo em vós”. A verdade é mais do que algo externo. É especialmente interno: “em vós”. Nosso Senhor veio para habitar no salvo e fez isso enviando Seu Espírito. Sem essa verdade de “Cristo em vós” não há sentido de vida cristã. Muitos hoje dizem: “aceitei Jesus, estou salvo”, mas a verdade é se Ele habita em você. O homem interior, no coração está regido pelo Senhor? Habita o Espírito da glória, a fim de dar real esperança daquilo que seremos na eternidade?

        Digo e afirmo que se não houver isso, as glórias eternais serão tratadas com desprezo e as glórias mundanas serão motivos de alegria e felicidade aqui. O mundo atual está provando isso. Há muita busca por um deus que venha solucionar problemas terrenos, e muitos desses problemas são sérios, sem dúvida. Mas a verdade é que nosso Senhor veio para arrancar pecadores da maldição do pecado e deste presente século perverso (Gálatas 1:4).

        Note bem, não estou dizendo que Ele não livra os santos dessas aflições terrenas, nem estou afirmando que Ele não atende as orações dos santos em favor dos problemas da sociedade que tanto sofre. Estou apenas afirmando que o propósito de Sua vinda ao mundo foi para nos livrar da penalidade do pecado, da ira vindoura e nos dar a bênção eternal de sermos participantes da glória. Vemos a situação que ocorre hoje, pois elementos religiosamente nocivos têm se levantado e hipnotizado a sociedade com promessas vãs, de tal maneira que os homens não percebem suas trapaças e onde querem chegar. Os homens sem Deus passam por cima das malandragens desses elementos e passam a aceitar seus ensinos e orações, como se tudo isso viesse de Deus. Deus, entretanto, em João 3:3 está dirigindo aos crentes, às pessoas que não pertencem a este sistema enganador e passageiro.


segunda-feira, 5 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (2)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

GLORIOSA ESPERANÇA:     “...todo o que Nele tem esta esperança...”

        Creio que na introdução pude lançar o desafio a todos, a fim de que busquemos conhecer os ensinos tão ricos que a graça tem para nós nesse verso de 1 João 3:3. Uma vida sem esperança não tem qualquer valor, pois tudo aqui opera na esperança. Um trabalhador espera que irá receber merecidamente por aquilo que produziu. Na vida Cristã, nossa esperança está primariamente fundamentada no fato que Cristo morreu para que os crentes fossem arrancados da sentença do inferno e lago de fogo, para torná-los herdeiros da vida eterna.

        Todos os crentes habitam nessa esperança. Nossa esperança não tem nada a ver com as incertezas desta vida. Os que vivem nas trevas do pecado não têm qualquer resposta convicta, segura e documentada sobre seu futuro após a morte. Mas não é assim com os crentes, porque a esperança que eles têm está plenamente fundamentada e documentada; ela é apresentada aos salvos através do livro de Deus e o Espírito Santo registra essa convicção em seus corações: “Salvo, salvo, eu salvo das penas eternas já sou!”

        Sendo assim, para os não crentes em Cristo, suas vidas serão recheadas de uma esperança terrena e não celestial. Enquanto para os crentes, sua pátria está no céu, para os filhos deste mundo, a pátria deles está aqui mesmo. O mundo é para os incrédulos seu paraíso, sonho, ambição e motivo de luta e ação para alcançar o melhor que é oferecido aqui. Os homens mundanos vivem dessa utopia, porque não podem aceitar o que os crentes aceitam pela fé.

        Os ímpios não veem o que os crentes veem, pois não têm olhos espirituais. Eles veem o mundo, por isso querem, sonham e lutam para ganhar o mundo inteiro. O céu para eles não tem qualquer valor, e mesmo que levássemos um incrédulo para visitar o céu, ali não seria o lugar onde gostaria de morar. Santidade, pureza, vida, glória, graça e alegria sempiterna, essas coisas não tocam o sistema afetivo do homem; tais peculiaridades ligadas perfeitamente ao reino celestial não os levam a deseja-las, porque eles não as buscam aqui.

        Não há qualquer ligação dos homens mundanos com os homens espirituais. Sendo o mundo o paraíso sonhado e desejado pelos homens no pecado, o céu certamente será aborrecível para eles. Eles mostram isso em seu viver prático, por onde andam, naquilo que conversam entre eles e nos gostos e prazeres que têm aqui. Diante desse fato, quão inútil é tentar fazer do ímpio um crente, usando nossas habilidades.

        Para lidar com natureza, nada podemos fazer, pois entramos no terreno da impossibilidade, assim como não podemos mudar a natureza de um porco. Quem faz a obra de mudar o homem cuja natureza é terrena, é Deus, caso contrário trabalharemos inutilmente. Ele poderá ser de uma igreja, mas não de Deus; gostará de alguns ensinos bíblicos, os quais vão lhe tornar ainda mais vaidoso, mas jamais amará o Senhor, sua palavra e nem terá a bênção da esperança enchendo seu coração.

        Além disso, nosso Senhor jamais deu qualquer esperança para o homem no pecado. O mundo moderno e trabalhado pelos artistas da nova era tem lutado com todas as forças do mal, a fim de dizer que todos são filhos de Deus e que todos irão morar no céu. Mas a palavra imutável do Senhor prossegue com Sua voz infalível e eficaz, proclamando que o homem no pecado vive sem esperança (Efésios 2:12). O evangelho tirar essa grossa capa de justiça própria, a fim de relatar a todos que o homem sem Cristo habita debaixo da ira de Deus e que todos são chamados ao arrependimento, a fim que Deus possa lidar com misericórdia com todos.


quinta-feira, 1 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (1)

 

                    

“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

INTRODUÇÃO:

        Eu realmente me acho incapaz de explicar a importância desse texto de 1 João  3:3. Aliás, ele se abriga num contexto, onde o apóstolo envolve os santos no amor de um Deus que tudo fez para lhes chamar à uma maravilhosa e grandiosa salvação. O capítulo trata sobre o novo nascimento e que, devido a isso os crentes foram feitos filhos de Deus. Nessa santa posição de amor e de amados, o mundo há de odiar os crentes. João faz questão de alertar os santos para surpresas que envolverão nossas vidas num ambiente que odeia Deus e que ama o pecado. Ora, neste mundo damos valor àquilo que compramos com muita dificuldade. E aquilo que Deus nos deu em Cristo para nossa bem-aventurança eterna? Terá pouco ou quase nenhum valor?

        Este não é o primeiro escrito meu acerca da carta de 1 João. Retorno à epistola, porque é cheia de riquezas, especialmente por tratar de uma carta de amor entre Deus e Seu povo. A carta é notavelmente cheia de ensinos preciosos das doutrinas da graça. Temos o andar na luz com Deus, redenção pelo sangue, separação do mundo, manifestação de ódio do mundo contra os santos, novo nascimento, os corpos de glória uma vez que seremos semelhantes a Cristo, vidas santificadas para Deus, perigos dos últimos dias e o espírito de anticristo e do falso profeta. Claro que não mencionei os detalhes, mas foi o suficiente, a fim de incentivar os que amam a Palavra a desejar conhecer essa tão preciosa e íntima missiva celestial.

        Estou na abordagem do capítulo 3 verso 3. Temos  nesse capítulo ensinos que enchem a vida do crente de dinamismo, ao enxergar o que lhes aguarda lá adiante. Somos um povo que vive da esperança, mas eterna esperança. Não nos alimentamos dessa esperança terrena; não nos abrigamos em refúgios onde lobos vorazes nos pegam de surpresa; não nos afinas com as propostas mundanas, pois elas fracassam diante do poderio do diabo, do pecado da morte e do inferno. O mais valioso que o mundo oferece não passa de lixo depositado para o fogo, assim como foram queimados os valores de Sodoma e Gomorra ante o fogo do céu.

        O que significa a vida cristã no mundo? Não significa que não devemos obter do melhor e justo que o mundo nos oferece. O perigo está em amar este sistema e tentar estabelecer a vida aqui em cima de suas promessas inúteis. Eliseu poderia com justiça ficar com os tesouros trazidos da Síria, mas resolveu não aceita-los, para que a glória de tudo o que foi feito ficasse com seu Senhor. Moisés recusou a vida cômoda e cheia de luxo do Egito, a fim de sofrer com o simples povo de Deus. Santos de Deus do Velho Testamento foram valentes e corajosos nessa separação. Por que não podemos nós tomar decisões firmes, pela fé, a fim de agradar o Senhor, uma vez que nossa esperança de coisas infinitamente melhores nos acompanham aqui?

        É exatamente o que o texto nos ensina. João mostra que  somos filhos de Deus pelo novo nascimento, por  essa razão não somos benvindos  aqui. Vemos que não participamos da esperança terrena nem desse espírito vil e enganador que domina pensamentos e  emoções  deste  sistema. O que esperamos? O texto  nem  trata das riquezas  da glória,  da cidade dourada, do fato  que nunca mais ouviremos  falar da morte, da dor, dos gemidos, das angústias, das abominações, etc. O texto nos leva ao excelente, pois seremos semelhantes ao Senhor; teremos corpos de glória semelhante ao Seu corpo glorificado na ressurreição.

        Diante de tudo isso, não é para que busquemos nos separar inteiramente  para ele, a fim  de  vivermos somente para o nosso Senhor?

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O Chamado do Evangelho” (7)



“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...”. (Mateus 11:27)
O PODER DA CHAMADA.
        Podemos avançar um pouco mais no entendimento dessa verdade. Sabemos que Deus sempre usou e usará Sua poderosa e eficaz Palavra, a fim de criar do nada as coisas. Os homens no pecado existem naturalmente, mas não como homens espirituais, por isso estão mortos. Uma vez mortos em seus delitos e pecados, eis que não existem para Deus, porque o verdadeiro homem, o homem interior morreu. Assim, não há quem possa dar vida aos homens. Toda nossa estratégia será inútil; todo nosso esforço resultará em decepção, porque não há quem possa ressuscitar alguém dentre os mortos, a não ser somente Deus.
        Também, o chamado do evangelho é um poder suficiente para alcançar os objetivos eternos. Deus não brinca com Sua Palavra, porque tudo funcionará conforme os santos objetivos traçados desde a eternidade. Muitas vezes um pregador luta incansavelmente para alcançar pecadores, mas seus esforços são inúteis, porque não há nenhum sinal de que uma alma se arrependeu e se converteu a Cristo. Isso acontece somente quando Deus quer e no tempo Dele. Se examinarmos bem a história veremos que boa parte dos homens que Deus salvou foi obra unicamente Dele, sem que usasse qualquer instrumento humano. Foi Deus mesmo quem chamou Abraão, falou com Noé, Jacó e muitos outros. Tudo isso vem nos dizer o quanto a Palavra de Deus é suficiente para alcançar Seus planos soberanos.
        Por outro lado vemos que é da vontade Dele falar aos homens usando homens convocados por Ele para essa atividade. Àqueles que Ele chama, Ele mesmo concede-lhes poder, porque não há como realizar Seu trabalho aqui, sem que tenha sido comissionado por Ele e fortalecido para tal serviço. Homens que foram chamados sentiram o quanto eram indignos para tal função. Ninguém imaginava que Saulo de Tarso seria salvo e habilitado para a pregação aos gentios no mundo inteiro. Mas foi exatamente isso o que aconteceu, porque após à sua conversão o Senhor disse a Ananias que ele fora salvo e chamado para levar o evangelho aos gentios, além do fato de sofrer por causa do Nome do Senhor. Quem se atrever a ir sem essa santa convocação, certamente se dará mal lá adiante. No capítulo 23 de Jeremias vemos como Deus trata duramente os falsos profetas que queria falar o que jamais havia autorizado a falar.
        Também o chamado do evangelho é um poder irresistível para os arrependidos. Todos os que foram chamados, realmente foram atraídos por Deus e para Deus. Acontece na salvação a mesma força que atraiu Lázaro do sepulcro. Pregadores precisam ter essa plena confiança nesse poder; devem esperar em oração e santidade o momento certo, a ocasião exata, quando Deus dará ordens para que os pecadores se convertam e venham à tão grande salvação. Que grande espetáculo da graça! Quantas maravilhas acontecem neste mundo, quando Deus chega aos homens mediante Seu poder vivificador! Para mim esse fato me traz tanto estímulo e coragem. Quantas vezes tentei forçar o trabalho de Deus! Quantas vezes quis “dar uma mãozinha” para Ele! Tudo em vão, tudo inútil. Onde o braço do homem age, Deus tira Seu forte braço.
        É claro que para milhares a Palavra de Deus chega com poder endurecedor. Conheci várias pessoas que receberam essa visitação terrível da palavra, porque endureceram seus corações contra a verdade. Muitos simplesmente partem para a morte eterna nessa condição de embrutecimento e insensíveis à verdade da salvação. Muitos caem em ciladas armadas por satanás através de falsos mestres e dali eles jamais conseguem sair. Não é um momento agora para que corações se humilhem e arrependam de seus pecados?

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O CHAMADO DO EVANGELHO (6)



“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...”. (Mateus 11:27)
O PODER DA CHAMADA.
        Estou convicto que milhares desconhecem quão poderoso é o chamado do evangelho. Realmente ficamos cercados dessa contaminação humanista que encheu este mundo e que cresce ainda mais nestes dias maus. Fomos influenciados por muitos com o ensino errôneo de que o homem possui uma vontade livre e que Deus respeita essa volição do homem. Por isso prevaleceu tanto o evangelho que mistura salvação em Cristo com a participação humana. Precisamos nos livrar desse fermento do mal; precisamos arrancar essa “erva daninha” como tiramos espinhos que entram na carne.
        Ora, o evangelho é a Palavra de Deus? Claro! Entendemos ou não que Deus opera pelo chamado da Palavra? Quando um marceneiro ou carpinteiro trabalha ele precisa de ferramentas para seus projetos. No tocante a Deus, Ele nunca precisou de qualquer ferramenta, porque pela Palavra do Seu poder do nada Ele faz surgir o que Ele bem quiser. Foi assim na criação. O que havia? Nada! Mas quando a Palavra do Deus vivo ecoou, eis aí a maravilhosa e extraordinária grandeza da criação perante nossos olhos, a fim de que possamos dar-Lhe louvor com é digno esse grande Deus.
        Afinal, não é exatamente o que Ele faz com o evangelho? Claro! O que o pecado fez com os homens? Matou-os! Será que entendemos que morte é morte e morto é morto? Se eu for ao cemitério para ressuscitar um amigo ou parente, o que poderei fazer ali? Nada! Minha mãe faleceu anos atrás, ela não está no cemitério onde fora sepultada. Ali estão apenas seus restos mortais. Eu posso gritar por ela, posso chorar e clamar que ela volte para casa, mas nada irá acontecer. É a mesma situação em que vivem os homens no pecado, porque para Deus eles estão mortos. No tocante a eles nada posso fazer. Tenho amigos não crentes; tenho parentes não crentes; posso eu dar-lhes vida? Claro que não! Posso leva-los à igreja; posso fazê-los membros de uma igreja, etc. mas nada disso pode mudar a situação na qual eles estão diante de Deus.
        Paulo afirma que o evangelho é o poder de Deus, e esse poder é absolutamente Dele. Os pregadores são arautos do evangelho e foram chamados a entregar o que eles receberam da parte de Deus (1 Coríntios 15:3). O assunto é tremendamente sério, porque se falharmos nisso seremos chamados de infiéis. Tudo fizeram os religiosos para mudar a mensagem que os apóstolos pregavam, mas eles deixaram claro que importava obedecer mais a Deus do que aos homens. Aqueles homens não moviam o povo com emoções; eles não levavam instrumentos musicais com eles; eles apenas criam no poder da Palavra e que era tarefa do Espírito Santo vivificar corações, por isso pregavam na autoridade e no poder de Deus.
        Será que a Palavra de Deus mudou? Será que os homens do século 21 são melhores e mais vivos espiritualmente? Claro que não! Os homens agora estão tão mortos como estavam os homens de antigamente. Aliás, os traços da decomposição espiritual aparecem mais em nossos dias do que antes, porque a iniquidade e todo tipo de abominação têm causado nojo. Nunca o mundo esteve tão pronto para ser ceifado pelo juízo de Deus do que agora. Se o Senhor não descer em Sua infinda compaixão, não podemos imaginar o que acontecerá na face da terra. Os homens mudam de mal para pior, porque segue a lei da decomposição causada pelo pecado e pela morte.
        Mas o evangelho é o mesmo, poderoso! Cremos que quando o Senhor ergue a Sua voz e diz: “Vinde pecadores!”, então milagres acontecem! Ele ainda está salvando perdidos! Ele ainda opera maravilhas! Ele ainda faz coisas incríveis quando somos fieis ao Seu chamado! Ele ainda é o Deus de misericórdia e ouve quando elevamos nossas súplicas perante Seu trono de misericórdia, em favor deste mundo vil!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O CHAMADO DO EVANGELHO (5)



“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...”. (Mateus 11:27)
        A GRAÇA DA CHAMADA.
        Que prazer para mim poder pregar esse evangelho! É minha responsabilidade erguer minha voz e publicar a todos essas novas que vêm do céu à terra. Não tenho poder para dar vida; não tenho capacidade alguma para atrair qualquer pessoa. O evangelho faz tudo isso, porque a mensagem em si mesma está revestida de poder. Paulo afirma que o evangelho é o dínamis de Deus (termo grego, de onde vem nosso vocábulo “dinamite”). Quando os apóstolos pregavam, eles simplesmente entregavam o recado que lhes fora confiado, porque sabiam que o poder era de Deus, para vivificar milhares de corações ouvintes.
        Quero tratar agora da graça da chamada. É certo que a pregação do evangelho necessita da agulha da lei, a fim de furar os corações, para que a graça traga o eficaz remédio em Cristo para a cura do pecador. Precisamos usar essa “agulha” da lei, mas a agulha puxa a linha que vai costurar o tecido. Os homens não terão a visão correta da graça, enquanto não sentirem as pragas da lei envolvendo suas vidas em todos os aspectos. É claro que a lei faz isso somente; ela não se envolve com a graça na salvação; ela não tem qualquer participação daquilo que já foi mencionado acima. O evangelho vem revestido de compaixão; é Deus descendo do céu com todas as ferramentas conquistadas por Cristo, a fim de alcançar perdidos. A nossa condição neste mundo é de réus culpados, condenados merecidamente. Fora da compaixão de Deus não há quem possa condoer-se de nós aqui. Toda criação contempla nossa miséria; a lei grita nossa maldição; os anjos são completamente impotentes para nos socorrer. Estamos aqui cercados de toda miséria, interna e externamente.
        Mais do que isso, a misericórdia de Deus vem do céu a nós aqui, porque o próprio Deus se tornou Homem e fez assim porque nos amou e quis entender o que significa a miséria de ser homem. Ele pode olhar para nossa situação tão triste; ele pode se tornar nosso perfeito mediador; Ele veio à terra, tornando-se homem, a fim de invadir o céu sendo um representante nosso ali. Que graça! Seu chamado jamais será feito para os anjos, mas sim para pecadores, porque ele se tornou homem e não anjo. Também, ele convida pecadores e não os expulsa. Enquanto aqui esteve jamais disse “não”, sempre sua voz foi de um gracioso “sim!”. Quando disse não foi para satanás e insinuações diretas ou indiretas do inimigo. Até mesmo na cruz, em meio às intensas dores pode dizer sim para o ladrão e o puxou para o Paraiso. Nem Seus inúmeros algozes ouviram um “não” da parte dele, pois ali na cruz rogou pelos homens loucos que praticavam tantas atitudes bestiais.
        Finalmente, o chamado gracioso do Senhor está revestido de eterno amor. Aliás Ele veio do céu movido pelo amor. Na terra estavam seus eleitos, os quais caíram, tombaram em Adão e estavam escravizados pelo diabo, para serem lançados no terror eterno. Quem poderia arrancar essas almas dessa condição tão triste? Não foi o amor eterno do Senhor? Quem pode explicar tal amor? Os que foram remidos não têm palavras; os anjos estão perplexos com essa história, mas é o Espírito que registra esse fato nos corações purificados. Os remidos são os poetas da graça, mesmo sendo tão pequenos e incapazes de compreender as dimensões do amor de Cristo. Eles fazem seus hinos sob a inspiração da verdade revelada; eles cantam, entoando louvores ao Senhor. A verdade e iluminou seus corações e agora eles podem sim dizer coisas maravilhosas acerca desse bem Amado:
        Oh! Que amor glorioso! Preço tão grandioso, que Jesus por mim na cruz pagou! Inaudita graça me mostrou!