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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

AS MARAVILHAS DA RESSURREIÇÃO (17)




                            :“...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
         Caro leitor, nada podemos ver das maravilhas da ressurreição, a não ser nas vidas de homens e mulheres que foram chamados da morte para a vida quando foram salvos. Quero enfatizar que as glórias da ressurreição não são vistas em espetáculos de cultos cheios de barulhos, nem em sentimentalismos vazios, conforme vemos ocorrendo no mundo evangélico de hoje. As glórias da ressurreição são presenciadas no viver simples dos santos que vivem e andam pela fé, em santa obediência à Palavra. Milhares e milhares de genuínos crentes passaram e passam por este mundo sem sequer serem notados. Ora, o mundo não tolera a vida do Filho de Deus mostrada nos crentes, o mundo ignora e até mesmo desdenha desse modo de viver.
         Mas quero aqui levar esse fato ao conhecimento dos leitores que realmente são salvos. A ressurreição só pode ser exemplificada nas conquistas diárias dos santos, mesmo as mais simples conquistas, porque são obras da nova vida. Uma pedra preciosa, mesmo sendo bem pequena é tão preciosa quanto uma enorme pedra. Quem daria importância às cinco pedras tomadas por Davi no ribeiro? Mas devemos saber que uma delas foi suficiente para matar Golias. Os crentes devem saber que pequenas conquistas da fé são preciosíssimas, porque elas brilham neste mundo. As conquistas dos santos estão guardadas como tesouros de Deus e elas são tomadas por Ele para grandes bênçãos. As duas parteiras no Egito foram grandemente usadas por Deus num ato de fé e Deus honrou aquela fé (Êxodo 1:15-20), para o livramento de muitas crianças daquele ato criminoso por parte de Faraó.
         Caro leitor, comumente pensamos que estamos no auge da bênção quando sentimos a presença do Senhor; quando achamos que consagramos nossas vidas, mas a verdade é que a luz da ressurreição brilha naqueles momentos sombrios e lúgubres, quando parece que Deus está longe e que total infelicidade paira sobre nossas cabeças. Mas venho lembrar aos santos aqui que a vitória do crente consiste em andar em santa obediência ao Senhor; consiste em enfrentar as tremendas tentações da carne e as solércias do inimigo. É em plena escuridão que surge a importância e necessidade da luz. Então, importa que cada crente saiba que somente e tão somente quando estamos decididos pela fé a não ceder para o mal e para os desejos da carne, que realmente experimentamos o sabor da ressurreição.
         Vou tentar esclarecer melhor. Quando os crentes são vencidos por qualquer manifestação carnal, imediatamente surge o sabor da morte e a carne quer lutar para maquiar a vida cristã. Muitos fazem isso, muitos querem logo falar versículos; muitos querem imediatamente trabalhar mais para Deus, numa tentativa inútil de encobrir atos da carne. Que caminho perigoso, justamente porque alarga o orgulho e a vida fica ainda mais exposta aos desejos malignos. Caro leitor, só poderemos experimentar o gozo da ressurreição e as maravilhas da perfeição que há de vir, se realmente estivermos prontos e dispostos para vencer toda tentação. Não tem outro caminho, não tem atalhos na vida cristã. Paulo trata sobre isso no impressionante cap. 8 de Romanos: “...mas se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (verso 13).
         Caro leitor, eis aí o que faz a diferença entre o salvo e o não salvo. Os salvos são os herdeiros da ressurreição, e habita neles esse princípio eterno e glorioso, com a presença do Espírito de Cristo neles (Romanos 8:11). Estejamos certos que a alegria, o prazer, a felicidade, o regozijo e a força para novos triunfos aparecem quando vencemos a carne continuamente. José ganhou forças quando fugiu da tentação (Gênesis 39) e nós não somos diferentes, não somos crentes mais especiais; não somos uma espécie de “crentes de uma nova era”. Fisicamente habitamos no pecado e estamos cercados do mundo perigosíssimo. As mesmas experiências que santos tiveram no passado, estamos enfrentando em pleno século 21.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

AS MARAVILHAS DA RESSURREIÇÃO (16)




                            :“...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
         Caro leitor, para dar continuidade a esse tema sobre AS MARAVILHAS DA RESSURREIÇÃO, veremos hoje como essas maravilhas são exemplificadas nas conquistas diárias dos santos aqui. Importa que saibamos disso, porque todos os verdadeiros crentes estão envolvidos nisso. No reino de Deus nenhum crente fica fora, todos estão em plena atividade, mesmo aqueles que passam por disciplina e dificuldades, todos estão envolvidos nessa santa obra da graça, porque foram chamados para isso (Efésios 2:10).
         A primeira lição que desponta aqui é que a todo instante sentimos em nossos corpos o impacto da morte. Não há um crente em condição melhor do que outro; não há um crente sequer que esteja usufruindo maior privilégio que outro. Somente os que chegaram ao lar que estão livres dessas atrocidades que envolvem nossos corpos aqui. É esse o ensino que o Espírito de Deus nos transmite em Romanos 8 inteiro. Caro leitor, habitamos num corpo de humilhação; habitamos numa tenda de gemidos; habitamos num lugar onde a o pecado e a morte ainda estão presentes. Não há qualquer promessa de que vai melhorar isso aqui. Pelo contrário, andaremos rumo ao céu cercados de tristezas e dores até ao fim da nossa jornada. Como diz a letra de um antigo hino:
                            “Minha morada Jesus assegura, paz e conforto na luta feroz”.  
         Veja caro leitor que é esse o ensino bíblico, que devemos fugir de qualquer pretensão carnal, conforme os ensinos modernos oriundas dos falsos mestres. Os nossos dias são maus e semelhantes aos dias que nossos irmãos em Cristo enfrentaram no passado. Todos chegaram ao céu após grande tribulação. O caminho por onde transitam os santos é banhado de lágrimas, justamente porque habitamos num mundo perverso e num corpo pecaminoso. Mas, o fato é que os crentes são triunfantes! Deus fez do Seu povo um povo triunfante! Incrível! Em Cristo o povo salvo foi feito mais que vencedor (no grego “super vencedor”) (Romanos 8:37). Como pode acontecer isso! Será que esse povo cercado de tristezas, dores, gemidos e perseguição ainda pode ser um povo mais que vencedor?
         Veja caro leitor, que com o povo de Deus as coisas funcionam de forma diferente daquilo que costumamos presenciar nesta vida. O povo da ressurreição não opera segundo os ditames da carne e na expectativa do mundo. Enquanto aqui estivermos devemos lembrar que partimos sempre do visível para o invisível, deste sistema mortal para a vida verdadeira; daquilo que é carnal e transitório, para aquilo que é durável, permanente. O mundo proclama triunfo com suas armas carnais; o mundo proclama ser vencedor aquele que mostra força física. Mas os crentes não operam assim, porquanto nossas armas são invisíveis e estamos deixando este lugar visível, a fim de ocupar as perfeições invisíveis. Vocês lembram bem do que ocorreu na cruz e como ali o mundo considerou a morte de Jesus como absoluta vitória do mundo? Por quê? Para o mundo a morte e o desaparecimento de alguém significa aniquilação completa. Por esse fato acharam que uma vez morto, o Senhor fora aniquilado e que o mundo maligno estava para sempre livre desse “impostor”.
         Você leitor, pode perceber como o mundo está iludido e se sente aterrorizado com a ressurreição? Por esse fato a reação em Jerusalém foi tremenda, agitando toda Jerusalém. O mundo pode contar sempre com a morte, mas jamais pode contar com a ressurreição. O mundo entende bem da morte, mas ignora completamente a ressurreição! Então, é nesse ponto que entra o triunfo dos santos; é nesse ponto que o povo da ressurreição aparece para mostrar os encantos da preciosa conquista do Senhor Jesus! Foi exatamente isso o que ocorreu em Jerusalém, porque de repente a glória da ressurreição explodiu naquela cidade e um povo que estava em silêncio se prorrompeu em glória!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

AS MARAVILHAS DA RESSURREIÇÃO (15)




                            :“...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
         Caro leitor, já pude mostrar o quanto a ressurreição é eficaz e prova isso na vida dos salvos, porquanto todos os verdadeiros crentes provam que têm neles a vida que há no Filho. Eles não se converteram a uma mera religião; não são religiosos levados por formalidades e práticas externas – coisas próprias de hipócritas. Eles pertencem ao Senhor e a vida do Senhor está neles, porque foram chamados pelo evangelho. Porque vieram da ressurreição, certamente seguem para a ressurreição de seus corpos. Veja bem caro leitor, que a vida cristã começa com ressurreição, exibe aqui neste mundo as preciosidades dessa ressurreição e aguardam a ressurreição de seus corpos, quando finalmente serão perfeitos para sempre. Mas, todo meu objetivo aqui é mostrar aos meus leitores o quanto essa ressurreição já mostra seus encantos neste mundo, por meio dos crentes. É óbvio que não haverá evidências da ressurreição em falsos crentes, em crentes de fachada, porque nada tem neles de nova vida; estão revestidos de justiça própria, por isso amam lugares onde ficam ainda mais adornados dessas obras da carne.
         Digo mais que a ressurreição é exemplificada nas conquistas diárias dos santos aqui. Caro leitor, a todo instante quando o crente é vencido, imediatamente ele sente o impacto da morte. Toda nossa tristeza e fracasso como crentes vem de sermos vencidos pela tentação, de uma forma ou de outra. Quero intensificar aqui o fato que toda vez que o crente cede para a carne, ou para o mundo, não importa o tamanha ou grau de pecado, imediatamente a derrota aparece estampada no viver. Não esqueçamos, caro leitor que o salário do pecado sempre será a morte, até mesmo para os crentes. Não estou referindo à morte eterna, mas sim aos efeitos da morte no viver. Quando um crente agrada a carne em qualquer exigência carnal, imediatamente ele perde o poder; imediatamente entra numa atmosfera de engano e de abandono das coisas de Deus. Preciso ajudar meus leitores a entender esse fato. Nós só podemos brilhar em nossas vidas as maravilhas da ressurreição, se vencermos as tentações. Tem uma frase de um antigo que explica bem isso:
“Vencendo a tentação, contente viverei”
         Creio que o autor desse hino mostra bem essas coisas em sua vida. Ele não buscou felicidade cristã conforme vemos em nossos dias. Milhares vão às igrejas a fim de se sentirem bem; sentirem que estão louvando mais; sentirem que estão agradando a Deus; sentirem que são mais espirituais. Mas, não é esse o caminho do crente, pois nossa felicidade aqui neste mundo só aparece quando vencemos as tentações; só nos erguemos às alturas da alegria espiritual quando resistimos o mal que se manifesta continuamente em nossos corpos mortais. Noutras palavras, nossa resistência à toda manifestação da carne e do mundo é como estivéssemos bombardeando nossos corpos agora e preparando-nos para a grande ressurreição.
         Caro leitor, nossa vitória consiste em derrotar a carne aqui; consiste em resistir ao mal, negar nosso ego e glorificar a Deus em tudo. Veja bem caro leitor, que as maravilhas da ressurreição não são vistas sem que haja da parte do crente lutas terríveis contra o mal. Não estamos no mundo para viver acomodados num “sofá” religioso. Cuidemos para que não sejamos levados pelo engano religioso de nossos dias; cuidemos com a religiosidade das emoções. Fomos convocados a estar empunhando a Espada do Espírito em nosso coração e assim mostrando que somos do céu e não da terra; que estamos aqui para brilharmos as glórias das conquistas de Cristo, por meio de nossas vidas.
         Mas é óbvio que se você não é salvo, não há lugar para você nessa batalha. Não tente ser um crente, quando no íntimo você é um amante do mundo e quer viver na energia da carne.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

AS MARAVILHAS DA RESSURREIÇÃO (14)




                            :“...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
         Caro leitor continuemos analisando as maravilhas da ressurreição, porquanto cada crente neste mundo é obra da chamada de Deus, tirando o pecador da morte para a vida. A vida cristã começa com ressurreição e terá finalmente a ressurreição do corpo naquele grande dia. Caro amigo, lembremos bem que se não houver ressurreição o homem está morto e continuará morto em seus pecados, e como morto está julgado para ser lançado no lugar dos mortos – o lago de fogo. Mas precisamos ver que a presença dos crentes neste mundo é uma visão antecipada da glória eterna; a presença de cada crente neste mundo é uma provisão da bondade de Deus neste mundo; é o Senhor fazendo brilhar as maravilhas do céu na terra, caso contrário o mundo torna-se um local para os espetáculos dos juízos de Deus.
         Dando continuidade na exposição desse tema, digo e afirmo que a ressurreição desfez o poder escravizador do pecado. No pecado o homem vive da aparência; vive lambendo o melado que satanás passa no pão mofado do pecado. No pecado o homem vive sob o domínio das paixões e mesmo aquilo que é lícito é transformado em paixões. No pecado o homem não percebe o quanto tudo isso tem função transitória; que todo esforço do homem resultará em nada. Mas assim que o homem é tirado dessa escravidão imediatamente passa a ver que não passava de uma alma escravizada no pecado e que seu corpo é uma prisão. Os santos enquanto aqui vivem não estão livres dessa prisão, mas estão apercebidos desse fato. Os santos usufruem da liberdade interior, e nessa liberdade que eles têm podem controlar o poder das paixões carnais. A liberdade cristã é a do homem interior e isso é invisível aos olhos do mundo, enquanto que a liberdade que o mundo proclama é a liberdade de escorregar às profundezas de suas paixões.
         Creio que devo desenvolver um pouco mais esse assunto, pois é de grande importância para a vida dos verdadeiros crentes. A verdadeira liberdade é aquela que faz o homem do coração livre; é aquela que proclama o coração liberto para servir a Deus e não mais o pecado. Os santos sobem às alturas da glória; os santos sobem até o céu da confiança, da oração, da dependência de Deus, da vitória contra o pecado. Pela fé os santos usufruem dessas maravilhas de comunicar constantemente com o lugar onde vão morar; podem falar constantemente com o trono de misericórdia, sem necessidade de qualquer mediação, pois já tem lá o seu perfeito Mediador, ao lado do Pai (1 João 2:1). Mesmo habitando nesse corpo tão carregado de humilhação, eis que os santos vivem na liberdade da glória dos filhos de Deus. Eles conquistam isso à medida que andam com o Senhor; conquistam essas maravilhas quando passam a conhecer as verdades eternas que nos foram reveladas e quando essas coisas chegam aos seus corações.
         Caro leitor, veja o que fez a ressurreição, pois soltou as amarras da morte e da escravidão e assim libertou o homem daquilo que estava preso e escravizado pelo resto da vida. Os crentes percebem que em seus corpos habitam os mesmos poderes que antes lhes subjugavam e lhes controlavam, mas agora podem perceber que recebem da graça aquilo que precisam, a fim de que sejam fortes. Os santos não estão livres do pecado, mas têm suas mãos livres das algemas que lhes prendiam e têm seus pés libertos das correntes do mal. É nessa liberdade que eles andam, correm e voam (Isaías 40:31). Estão conscientes dos perigos, mas têm livre e contínuo acesso à fonte da graça. Os santos não vivem de espetáculos, seus pés estão solidamente postos na Rocha e aguardam quando vão sair desse vil condição que ainda enfrentam em seus corpos mortais. Os santos esperam a perfeição; a ressurreição que fez deles novas criaturas, faz deles homens e mulheres da esperança, porquanto aguardam seus novos corpos.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AS MARAVILHAS DA RESSURREIÇÃO (13)




                            :“...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
         Caro leitor, a ressurreição também desfez a força da condenação eterna, e com efeito o juízo aterrorizante que virá. Quando a conversão é genuína é resultado do absoluto poder da graça. Quando Deus opera a salvação no pecador arrependido a força da morte e do inferno é desfeita completamente. É para que os que creem não pereçam (João 3:16); é para que os que creem esteja eternamente livres da condenação (João 3:17). Meu caro leitor, quão poderoso e suficiente é esse evangelho! O que vemos no mundo? Vemos homens e mulheres sob a condenação; vemos o terrível resultado da queda, como milhões e milhões estão partindo para a sentença eterna merecida; vemos homens e mulheres acorrentados e algemados, prontos para serem lançados às mandíbulas do inferno e posteriormente do lago de fogo. Não há nada neste mundo capaz de deter esse juízo; não há poder humano nem angelical que possa desfazer esse terror iminente.
         Os salvos são frutos do trabalho da cruz, pois foi o Cordeiro que veio para arrancar pecadores do poder do pecado. Então, os crentes em Cristo neste mundo declaram o fracasso e derrota do pecado com todos os seus poderes. Não há algo mais precioso para ser visto do que a salvação do pecador! Ora, os próprios anjos celebram isso! Deus está realizando Seu majestoso trabalho neste mundo (João 5:18)! Seu braço forte está em ação para exibir o triunfo da grande e gloriosa conquista do calvário! Nada pode impedir, nenhum ajuntamento infernal pode anular a grande e gloriosa obra salvadora, porque não é algo limitado. A salvação não é uma transação comercial; não é uma proposta feita entre Deus e o homem; não é uma aliança de duas vontades – a humana e a divina. Nada disso! É a força descomunal da graça! Deus em Sua graça invadiu o território da morte e está ressuscitando mortos, usando como instrumento apenas Sua Palavra (João 5:25). É um ato do Pai e do Filho; ninguém mais foi convidado para esses grandes feitos que pertencem exclusivamente a Deus!
         Vou mais longe ao afirmar que a ressurreição desfez o poder escravizador do pecado e do diabo. Caro leitor, se você é um crente em Cristo, você mesmo pode testemunhar acerca do poder dominante do pecado em sua vida; como você era um serviçal da iniquidade; como cada membro do seu corpo era envolvido por um poder terrível que lhe levava a pecar e pecar mais. Ora, a Palavra de Deus mostra a triste condição do homem como escravo neste mundo. A meu ver não há ensino mais perigoso do que o do livre-arbítrio, porque nega o poder do pecado. Nosso Senhor foi bem enfático em João 8:34 e ali põe Sua assinatura e a do Pai: “Em verdade, em verdade vos digo, quem comete pecado é escravo do pecado”. A palavra de Deus não comete erros; a bíblia não fica corrigindo a si mesma. Paulo dinamiza esse assunto da escravidão do homem em Romanos 6 e ali mostra que não há outro poder que consiga livrar o pecador dessa servidão contínua e eterna, a não a obra feita na cruz.
         Veja caro leitor, o que fez a ressurreição, porque a ligação dos crentes com Cristo em Sua morte e ressurreição livrou todos os salvos; foi desfeito aquele poder escravizador que tanto domina os homens no pecado. Os crentes estão livres e que livramento! Eles não desfrutam da liberdade conforme a mentalidade mundana. Para os ímpios, sua liberdade consiste em ter seu caminho aberto para pecar mais. Os salvos estão livres para servir a justiça (Romanos 6:13). A liberdade dos salvos é para andar em temor, sensatez, respeito, amor e santidade e não mais para correr como um carro sem freio na descida para o inferno. A ressurreição dissipou essa aparência enganosa de vida e exibe homens e mulheres com liberdade de pensar e andar com Deus. A ressurreição abriu os olhos dos crentes e eles conseguem enxergar o que jamais viam e são tomados de santa perplexidade e dependência de Deus para andar e viver num mundo tão perigoso!