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sábado, 11 de maio de 2024

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (11)




“E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU NA FORÇA DA BENDITA ESPERANÇA: “...no paraíso.”
        Caro leitor, nesse grande encontro entre a graça do Salvador e a fé de uma alma penitente, essa graça se apresentou na força da bendita esperança: “...no paraíso.” Ora, os homens vivem neste mundo carregados de esperança de  um mundo melhor. Eles querem e lutam para fazer deste mundo um paraíso e quando chega a morte eis que toda essa esperança é dissipada como fumaça que some, como nuvem que estava presente, mas que desapareceu de repente. Note caro leitor que a salvação bíblica traz em seu bojo essa doce esperança, pois nosso Senhor rasgou o pacote da tão grande salvação e mostrou ao que estava perdido, para onde Ele seria levado: “...paraíso”.
        Mas devo aqui lutar para mostrar a verdade de que neste mundo o que satanás está fazendo é distribuindo desesperos aos corações, conforme as Palavras de nosso Senhor: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. O leitor pode examinar nessas palavras que nosso Senhor mostra que a esperança dada por satanás aos pecadores neste mundo é linda, bem inflamado de ardentes desejos de obter mais, porém o desespero aparece porque aquilo que os homens ganham, hão de perder. Isso não ocorre somente quando vem a morte física, mas sim a todo instante. Aquilo que tanto desejamos obter na esperança de ter felicidade aqui logo traz consigo seus dissabores. É impossível segurar nossa felicidade aqui, porque o tempo se encarrega de dissipá-la e trazer sofrimento. É certo que os homens no pecado não observam essas coisas, devido a contínua ilusão na qual vivem.
        Caro leitor, o mundo jamais pode nem poderá ser o lugar adequado para um paraíso. Este lugar é a arena de batalha. Nosso Senhor arrancou dos Seus discípulos toda e qualquer ilusão de achar descanso e felicidade aqui, quando declarou-lhes: “...No mundo passais por aflições...” (João 16:33). Examinemos essa verdade com determinação e confiança. Primeiramente devemos saber que o príncipe deste mundo é o diabo, o pai da mentira (João 8:44). Como podemos esperança que aqui é um lugar excelente para os homens viverem num paraíso? Jamais! Seu líder é mentiroso e homicida. Também, toda criação milita contra esse falso paraíso, devido a entrada do pecado. Por onde os homens andam e buscam felicidade aqui, eles não sabem que estão cercados por um intenso ódio de uma criação que foi atingida pela vaidade. Um grupo de homens foram longe pescar, foram para passar vários dias à beira do rio. Enquanto estavam se alimentando, eis que o líder do grupo morreu instantaneamente, vítima da própria comida. A morte desfez arrancou a felicidade de todos e trouxe tristezas e aflições.
        Meu caro amigo, a criação inteira lida com aquilo que é estranho à própria criação – a morte. A criação inteira sofre com essa invasora intrusa. Vemos os animais todos na luta contínua pela sobrevivência e quando tiver que usar o sangue dos homens a fim de viver, a criação está autorizada a matar. Paulo trata sobre isso em Romanos 8, quando afirma que toda criação geme angustiada. Vemos isso ao nosso derredor, porque nenhum animal é culpado pela entrada desse sistema maligno e pervertido. Em todos os lugares a morte está cravando suas unhas cruéis e mostrando ser o resultado aterrorizante daquilo que invadiu a santa criação do Senhor. Em todos os lugares há ameaças de morte; em todos os lugares vemos terroristas espirituais comandando esse sistema maligno e corrompido pela invasão do pecado.
        Meu amigo leitor, se o Senhor abriu seus olhos para ver a miserável condição na qual você está vivendo, é para lhe mostrar que o paraíso dos salvos está no céu e não aqui. Se converta a Ele agora de todo seu coração e você terá essa doce espera marcada em seu coração de um dia partir deste mundo e estar para sempre com Cristo.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

A INQUIETUDE DA ALMA LONGE DE DEUS (9 de 11)

 

“O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e ele me salvou. Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo. Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas, os meus pés. Andarei na presença do Senhor na terra dos viventes” (Salmo 116:6-9).

A FIRME SEGURANÇA NO ANDAR: “...da queda os meus pés”.

        Posso afirma mais que no pecado os homens jamais terão qualquer segurança neste mundo, porquanto os inimigos mais vorazes e poderosos são aqueles que eles não veem .  Em Efésios 6 Paulo diz aos crentes que satanás e seu exército formam os nossos reais adversários. Ora, os crentes sabem disso, porque eles têm olhos espirituais para ver o que os homens naturais não conseguem enxergar. Satanás é um homicida que parece ser amigo, leal e cheio de boas promessas. Mas a verdade é que ele tem como planos usar os homens apenas para seus interesses pervertidos, e assim que eles chegam ao final esse tirano se alegra em ver a morte deles. Além disso, a morte poderosa trabalha sem parar em sua ânsia de servir ao inferno com novos fregueses sendo atirados lá.

        O mundo também é um lugar que jamais servirá como paraíso, mas sim como um vale mortal. Têm milhares de seres invisíveis aos nossos olhos, os quais caçam a nossa vida aqui. A medicina mundial tenta lutar contra enfermidades terríveis, as quais ameaçam dizimar a população deste mundo. Dia a dia homens são arrastados para a sepultura com casos que desafiam a ciência medicinal aqui. O Senhor Deus falou sobre essas enfermidades, as quais viriam como maldição, caso a nação não obedecesse a lei de Deus (Deuteronômio 28). O sonho de uma vida melhor aqui, de alcançar metas, etc. tudo isso tem voado para longe, quando a morte chega para ceifar a vida de jovens, bem como de velhos.

        Não precisamos ir longe, porque os homens devem saber que seus pecados pesam como toneladas, e nesse peso bruto eles são continuamente atraídos para o abismo que está debaixo dos seus pés. O salário do pecado sempre foi e será a morte. Não há vida no pecado; não há qualquer promessa que homens e mulheres neste mundo hão de viver amanhã. Debaixo da ira de Deus (João 3:36) eles estão e somente a compaixão do Senhor pode impedir que eles venham a cair a qualquer momento. Mesmo que eles busquem provisão em suas religiões; mesmo que eles se cubram de superstições, tudo isso não passa de uma confiança vã. Há milhares de elementos neste mundo, os quais são preparados para agir como terroristas. O mundo sempre teve esses elementos e aqui eles estão para roubar, matar e destruir sem qualquer dó.

        Assim não há segurança para os homens fora do Senhor Jesus. E não é para apelar para ele em forma de superstição. Muitos pensam que falar o nome de Jesus e colocar o nome dele no carro ou na casa vai servir para lhes dá proteção. Quanto engano. Cristo veio ao mundo para socorrer as almas aflitas, desesperadas e cheias de temor, as quais invocam seu nome na busca por salvação. Foi isso o que o Salmista fez, pois ele, em seu desespero invocou o nome do Senhor, assim encontrou segurança debaixo dos seus pés. Amigo leitor, hoje, agora mesmo é o momento para que você clame a Cristo, a fim de ser salvo. Ele é o refúgio eterno para sua alma.                                                      

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (6)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
UMA BUSCA CORRETA DA SUA SALVAÇÃO.
        Prosseguindo, devo dizer que aquele moço ali na cruz mostrou pela fé o quanto tinha uma necessidade pessoal: “lembra-te de mim...”. Creio que isso é de grande e imenso valor, porque a salvação é algo individual. Os desejos santos pela coletividade aparecem depois no viver. Mas quando o perdido tem sua visão aberta para o Salvador, essa visão é particularmente dele. Um homem não é salvo juntamente com sua amada esposa ou mesmo com seus filhos. A chamada divina da irresistível graça acontece com pecadores individuais. Quando uma pessoa está se afogando, ela clama por socorro, para que seja livre da morte. O ladrão mirou o Salvador e invocou Seu nome, buscando Sua salvação. Deus prometeu salvar aquele que Ele mesmo chama à salvação e foi exatamente isso o que aconteceu com aquele moço.
        Sendo assim, precisamos ver o que sucede então nesse individuo. É claro que entendemos que houve um trabalho soberano, poderoso e eficaz, caso contrário o homem prefere morrer em seus pecados. Salvação é sempre igual, mesmo que as circunstâncias diferem uma da outra. O modo como o Senhor salvou Saulo, não foi o mesmo modo como ele salvou Zaqueu. Às vezes o chamado é tão simples e ocorre sem que haja qualquer episódio que chame nossa atenção. Em Oséias Deus fala que atrai o pecador com cordas humanas e laços de amor (Oséias 11:4). É comum que Deus coloque pecadores numa boa família, com bons ensinos e disciplinas. Muitos se convertem porque os pais os levaram aos cultos desde quando eram pequenos.
        Outros são muitas vezes passam por sérias dificuldades, com abusos de pessoas perversas. Quantos escravos foram salvos; quantas pessoas se converteram depois de um tempo na prisão. As cordas e castigos humanos são muitas vezes as “cordas de amor” que Deus usa para atrair os pecadores. Foi quando Deus deixou Jacó sem os pais para ficar os duros vinte anos na casa de Labão, que Jacó pode humildemente conhecer seu Deus no vau de Jaboque (Gênesis 32). Os caminhos, circunstâncias e meios usados por Deus são inúmeros e em tudo Ele é glorificado em salvar. Muitos são surpreendentemente salvos na hora da morte. Muitos, como o ladrão na cruz deixa seu testemunho ao mundo no último suspiro, a fim de subir ao céu. Louvamos ao Senhor pelos Seus santos meios usados, porque em tudo Ele é glorificado.
        Mas agora, para encerra esta página, quero afirmar que certamente há uma unidade de coração, no que tange a salvação. A confissão sem dúvida é a mesma de todos: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13). O que quero afirmar aqui é que todos clamam a Cristo, porque reconheceram seus pecados. Foi assim com aquele moço. Nota-se em suas palavras seu completo arrependimento ao ver o Salvador à sua frente. Naquele momento sua humilhação foi manifestada: “Jesus, lembra-te de mim...”. Não era mais aquele arrogante e pretensioso ser, tão dominado pelos anseios e vaidades desta vida. Agora ele vê sua indignidade; ele não ordena, mas pede. Agora o velho Adão morreu e apareceu ali um mendigo espiritual, com suas mãos vazias, suplicando que o Senhor o socorra. Que fantástica visão! Que maravilhosa lição! Oxalá, que Deus venha encher nossas igreja e pecadores arrependidos e assim que o mundo seja lotado de homens que cheios de temor se tornaram piedosos no viver.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (5)


                                              
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
UMA BUSCA CORRETA DA SUA SALVAÇÃO.
        Amado leitor, que sejamos esforçados em compreender o quanto a fé que foi dada aos santos é singela. Sou tão enfático nisso porque sei o quanto tendemos a dar cores àquilo que já vem na coloração correta. A fé salvadora traz consigo todos os elementos necessários que mostram suas virtudes e a caracteriza como sendo algo que vem de Deus e não dos homens. Já pudemos ver a real diferença entre a fé salvadora e a fé que brota do coração pervertido e mundano do homem no pecado, e essas lições são vistas no próprio texto, quando vemos a diferença entre o ladrão que foi salvo e o ladrão que pereceu em seus pecados. Ambos mostraram as reais diferenças que tanto vêm nos ensinar.
        A próxima lição nos mostra outra atividade da fé verdadeiramente bíblica, porquanto aquele moço teve seus olhos da alma abertos, a fim de ter uma visão correta do Salvador. Veja bem o que seus lábios contritos disseram: “Jesus, lembra-te de mim...”. A versão trinitariana traduz “Senhor”. Realmente eu me atenho à tradução que usa o termo “Jesus”. A razão é que aquele moço, sendo judeu percebeu na própria palavra quem era aquele que estava ali ao seu lado pendurado. Sem dúvida, a fama de Jesus se espalhou em toda Judéia e Samaria. Mas nós sabemos com clareza que se não houver da parte de Deus uma iluminação, abrindo nossos olhos à compreensão das verdades eternas, simplesmente ignoraremos os fatos. O termo Jesus significa “Jeová salva”.
        A compreensão disso rasgou o coração daquele moço; ele percebeu que estava perante o Salvador prometido. Ele entendeu que ali estava o Justo e santo Cordeiro de Deus. Aquele moço teve um vislumbre do grande Salvador e da tão grande salvação. Aquela visão da fé esmagou seu ego, matou o velho homem e abriu sua boca em santa confissão. O que ocorreu ali foi a majestosa obra da graça num coração de um pecador; foi coisa não vista nem entendida pela multidão, nem pelos demônios e satanás. Onde havia somente trevas do pecado, eis que brilhou a superabundante graça. Aquele moço, ao ver que ali estava o Redentor prometido, imediatamente fez com que dos seus lábios brotasse essa confissão: “Senhor, lembra-te de mim...”. Ele viu que Deus lhe abriu um pequenino tempo; ele viu que estava perdido, que morreria e cairia no abismo logo abaixo, por isso não hesitou em clamar.
        Ó quanto precisamos dessa verdade em nossos dias! O fato é que esconderam o refulgente Salvador e Sua refulgente salvação em nossos dias. Como os homens vão clamar, invocar esse Salvador? Eles não percebem a grave situação onde se encontram; eles acham que há firmeza debaixo dos seus pés; eles estão sendo confortados e dinamizados pelo mundo, pelo diabo e até mesmo pela morte. Satanás trabalhou e trabalha duro para espalhar aos homens uma figura de um Jesus diferente; um jesus que mais parece com um animal de carga do que com o Cordeiro de Deus. Por essa razão é que tanto me esforço, a fim de que todos saibam a verdade, conforme nos mostra João em Sua 1 Carta: “E o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado”. Milhares já experimentaram isso em suas vidas e foram salvos; milhares partiram para o reino de glória eternal com Cristo no céu, porque foram igualmente salvos.
        Eis agora o fato que essa oportunidade gloriosa está estendida a todos os pecadores neste momento.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (4)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        A fé cristã é simples, mas ao mesmo tempo vitoriosa e poderosa, porquanto caminho nos trilhos da justiça de Deus. Tanto faz a fé de Abraão, como a fé daquele moço condenado à morte e que foi salvo por Cristo ali no episódio da crucificação, a fé é comum a todos os santos. De repente tudo ali mudou, porquanto ao receber um novo coração, aquele moço teve a visão correta vinda de Deus, a fim de ver quão louco foi seu modo de vida e quão merecido era o destino de sofrimento que lhe aguardava. Agora seu coração palpitava por conhecer o socorro que estava bem presente nesse momento de agonia e angústia; agora ele via que não era a mera morte que lhe aguardava, mas sim o terror da ira de Deus que fazia o inferno sete vezes mais quente. Assim chegou o momento de abrir a boca e invocar o Santo e Justo que recebia um castigo não merecido. Perante a face daquele moço estava o Salvador, por isso pode abrir Sua boca e clamar por Salvação.
        Mas antes pode testemunhar e exortar seu antigo colega de maldades e ao fazer isso ele aplicou a justiça da forma correta. Ele abre a boca e testemunha a verdade, defendendo a justiça de Deus, conforme Davi diz ao Senhor em confissão: “...de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” (Salmo 51:4). O testemunho de um crente carrega esse aspecto de misericórdia e juízo. Ele estava consciente que não havia razão para buscar a justiça da parte de Deus, conforme os quesitos do coração enganoso do homem. Noutras palavras, aquele moço estava dizendo ao seu colega: “Acorde, veja o que fizemos; nós estamos sendo punidos à morte porque nossos atos provam o que fizemos. Olhe para este que está pendurado aqui, pois ele sim é Justo; ele é de fato o Salvador prometido”.
        Quando trato da fé simples, mas poderosa e verdadeira, é porque parto para o ataque contra essa fé resultante de uma mensagem errada. O que ocorre hoje é que temos um furtivo ataque contra a verdade revelada, ataque que parte de muitas bocas que professam crer em Deus. Veja, não estou partindo para defender um Deus que não precisa de defesa. Estou defendo a fé cristã e ao mesmo tempo atacando a falsa fé. O que acontece em nossos dias é que há uma noção errada da fé simples fé bíblica, essa fé que brilhou no testemunho daquele moço ali na cruz e que brilha no viver de todos os crentes em Cristo.
        Notemos bem a diferença, e o texto de Lucas 23 mostra isso. Antes de sua partida ele ainda pode mostrar ao seu antigo parceiro, o quanto ele estava errado; o quanto ele estava simplesmente confirmando sua condenação, por desconhecer a verdadeira justiça. Ali estava um moço apregoando a santidade de Deus e  mostrando a podridão do homem no pecado. Em suas palavras havia confissão e condenação. Ele mostrou que estava do lado oposto, que seus olhos miravam o céu e não mais o mundo. Embutido em suas palavras estava a compaixão de Deus que moveu seu ser à busca do bem do seu amigo. Noutras palavras, a fé verdadeira estava condenando a incredulidade, tapando a sua boca e anulando sua perversidade. A fé verdadeira percebeu o quanto o coração endurecido, mesmo em face da morte não se desliga nem um pouco dos anseios naturais por este mundo, nem confessa sua condição de miséria perante Deus, o Autor de uma tão grande salvação.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (3)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        Como foi que aquele ladrão convertido mostrou a simplicidade tão vitoriosa da fé? Foi simples. Ele apenas expôs em palavras o conceito correto acerca do homem (verso 40) : “Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez”. Em suas palavras ele estava confessando o que antes tinha também em seu coração. A primeira lição foi que faltava temor: “Nem ao menos temes a Deus...?”. Aí que está a gravidade de toda situação, porque os homens se atiram à lama do pecado justamente porque não têm o temor de Deus. Ele também em palavras mostra o que merecem: “...nós na verdade com justiça...”. Noutras palavras aquele moço estava evangelizando seu colega, tentando acordá-lo de sua insensatez. É exatamente isso o que ocorre numa sincera conversão, tudo muda. No pecado os homens sempre estão culpando Deus e justificando a eles mesmos; eles dizem em palavras e no íntimo que Deus falhou em deixa-los na situação que está e exigem que Ele venha tirá-los dessa tão miserável condição.
        Finalmente, ele passa a justificar o Senhor: “Este nenhum mal fez”. Cristo aparece à sua frente como o real e puro Salvador, porque especialmente viu Nele perfeita justiça. Se era justo, então era digno de toda confiança. O que ele estava fazendo era tentando acordar seu colega que agia como louco. Seu colega queria salvação do ponto de vista humano; queria um milagre que o fizesse sair da condenação da morte; ele queria retornar ao seu mundo e viver como sempre quis viver. A teologia daquele moço era a mesma de milhares, era a confissão que exalava orgulho cruel. Quem pode mudar o homem? Ninguém, senão a graça.
        Como a fé verdadeira é simples e correta! Quando o homem é mudado no coração, então por fora tudo muda também. Quando Deus abre os olhos da alma, então os olhos físicos passam a enxergar corretamente as coisas. Muda o coração que da cabeça aos pés tudo passa a funcionar, pois as mãos passam a funcionar em fazer o bem, os pés passam a trilhar o caminho correto, os lábios passam a falar o que edifica e exaltar a Deus, a mente passa a computar a justiça e a misericórdia e as emoções são tomadas de alegria e prazer em exaltar o Deus da bíblia. Não há milagre maior do que o que é feito pela maravilhosa graça.
        É essa fé tão simples, mas poderosa fé que precisamos em nossos dias. Nela há a teologia santa e completa acerca de Deus. Mire o salvo e verá que não há defeito naquilo que crê. A fé, por mais simples que seja exalta Deus em tudo como soberano Salvador e Senhor. À medida que vai aprendendo, a fé simples haverá de ganhar solidez e maturidade. Não foram os eruditos e cheios de conhecimento que conquistaram as conquistas de Deus. A bíblia exibe homens e mulheres simples e foram eles que conquistaram reinos e assombraram o mundo com feitos poderosos. A fé simples é tão poderosa que o próprio Deus atribui salvação a essa fé: “A tua fé te salvou!”. Não é fantástico? Foi assim com aquele moço, cuja fé fê-lo olhar para o lado e falar a verdade; fê-lo olhar para o outro lado e invocar o nome do Senhor para ser salvo e fê-lo olhar para cima para ver o Paraíso aberto e assim escapar do inferno que rugia no abismo abaixo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (2)


                                       
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        Deixando a introdução, dou agora início a essa mensagem. Os verdadeiros crentes devem saber que a fé verdadeira, aquela que de uma vez por todas foi entregue aos santos, ela sempre foi dinâmica e poderosa. Os verdadeiros santos de Deus, pela fé foram os reais heróis que venceram poderosos inimigos. É dessa fé que devemos tomar posse e avançar contra os ferozes inimigos, os quais desde o passado partiram contra os santos de Deus. Talvez eu esteja sempre falando de forma repetitiva sobre o mesmo assunto, mas é porque tenho que acordar muitos que agora estão dormindo nessa madrugada que anuncia a chegada do fim de todas as coisas. Estou plenamente convicto que ultimamente enfrentamos o mais ardiloso e sutil ataque contra a fé cristã.
        A pergunta que surge agora é: Como podemos enfrentar corajosamente esse ataque inimigo contra a nossa fé? Creio que a bíblia nos dá a resposta no próprio texto de Lucas, porque se temos que aprender alguma coisa, aprendamos com a simplicidade da fé daquele ladrão que se converteu à beira da morte. Suas poucas palavras são grandiosas e merecem nossas considerações e assim veremos que a fé ensina a fé; a fé recebe bênçãos que armam a outra fé, assim como Jônatas entregou seus armamentos para Davi, porque a simples fé pode aprender com uma fé mais heroica.
        O que aquele ladrão fez foi mostrar o quanto a fé humana precisa ser atacada e desmanchada em seu próprio conceito. O que parece ser fé, logo é visto como incredulidade. Para aquele ladrão convertido, as palavras do seu antigo colega soaram mal aos seus ouvidos e isso é o que esperamos da fé. Vejo hoje tantos “evangélicos” que simplesmente dão às mãos à falsa fé. De repente vemos que o que parecia ser fé fervorosa e ortodoxa, não passa de imitação feita do plástico humano. A fé que parecia real e vitoriosa, logo puxa da espada e começa atacar a verdadeira fé. Foi assim que fez a mulher de Ló, porque ao se vê no meio das escuridão e sem qualquer esperança, logo atacou a fé do seu marido: “amaldiçoa teu Deus e morre”.
        O que fez aquele moço convertido? Imediatamente ele se desvinculou da incredulidade cega: “Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez”. A fé que se une a fé dos ímpios é porque são irmãs gêmeas e essa irmandade começa construir a babel da confusão, cujo nome é ecumenismo. Onde brilha a fé bíblica, ela há de apagar e derrotar a fé falsa. Elias não podia combinar os 400 profetas de baal. Ele fora enviado para vencer os inimigos do Senhor, caso contrário o profeta seria derrotado. Quando alguém é convertido, imediatamente acontece uma separação, há um corte nesse “cordão umbilical”, porque o que Deus não uniu jamais poderá ser ligado novamente. Percebe-se que a fé daquele moço convertido havia asas espirituais que o impulsionava a subir. Quando almejou o Paraíso celestial era sinal claro que não mais queria descer; que ele não mais participava dessa roda mundana de escarnecedores.
        Em suas palavras haviam sinais claros de arrependimento, conversão e confissão e esses sinais aparecem de forma triunfantes em suas palavras. Suas palavras mostraram as claras evidências de santidade, porque os desejos malignos de antigamente caíram por terra, como casas velhas que não prestam. Houve sim um santo terremoto que sacudiu sua vida naquele instante.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (1)

                                      
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
INTRODUÇÃO
        Na conhecida história desse ladrão, que foi salvo perto da morte temos uma lição bem prática a respeito do que significa a simplicidade da fé salvadora. Você não precisa entrar numa escola para aprender acerca da fé que salva, assim como não precisa estudar a respeito da composição da água para saber a respeito do valor dela. O valor da água aparece na sua utilidade para desfazer a sede. Assim é a fé cristã, porque a bíblia mostra o quanto ela é simples. A fé que teve os grandes heróis da bíblia, é a mesma fé que aquele ou aquela irmã tem. A bíblia trata da fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos (Judas 3).
        Temos muito que aprender sobre a fé, especialmente porque ela veio a nós diretamente do Autor da fé (Hebreus 12:2). Notemos bem que não importa se a fé foi experimentada por grandes homens que andaram com Deus. A lição que temos nesse texto de Lucas mostra o quanto um homem que foi salvo na beira do precipício, teve a mesma fé que outros santos tiveram. Olhando hipoteticamente, se ele vivesse mais aqui, sem dúvida sua fé exibiria como forte luz no meio dos homens. Se a fé viesse de nós ela revelaria toda fraqueza, incerteza e miséria, porque nada de bom pode se esperar do homem. Mas por ela vir do Homem perfeito, então a fé cristã tende a se agigantar diante das provações e decisões.
        Quando comparamos, o texto mostra que o ladrão que não se converteu também cria. Isso significa que ele tinha fé; Nota-se que ele esperava que o Cristo faria algo espetacular por ele. Esse é o exemplo claro do que é a fé meramente humana. A fé cristã é simples fé, porque é útil para o viver aqui e para introduzir o homem no céu. A diferença foi grande, quando comparamos a fé do convertido e a fé do não convertido. A primeira sempre será simples, mas a segunda mostra ser idólatra e banal, jamais reconhecida por Deus.  A primeira vê Deus em Sua glória e exaltação, a segunda vê a glória deste mundo e o perigo de perdê-la para sempre. Quanto mais o mundo se torna religioso, como está agora, mais a fé se mostrará trajada de um orgulhoso romance com esta vida terrena. Quando essa fé brilha para a glória do homem, eis que a fé simples dos santos prossegue seu caminho.
        É assim que vive o justo, seguindo sempre seu caminho rumo ao céu. A fé do ladrão convertido, bastou mirar o rumo certo para cima, imediatamente entrou em sua alma uma satisfação de gozo e alegria, mesmo em face do sofrimento físico, pendurado ali na cruz. A fé do ladrão convertido simplesmente o desligou do mundo, cortou o cordão umbilical que o ligava à esta ambiciosa vida de prazer misturado com maldades. A fé do ladrão não convertido não precisava de asas, pois tinha peso suficiente para fazê-lo descer de volta ao seu habitat natural. A fé do ladrão convertido deu a ele asas para voar às alturas da região celestial, lugar onde somente homens e mulheres que foram transformados em príncipes de Deus podem e poderão viver para sempre.
        Minha esperança é que entendamos o texto e assim examinemos nossa fé. Ela veio do segundo Adão, ou veio do primeiro Adão? Ela é celestial ou terrena? Ela é idólatra e busca os milagres que tanto anseiam o homem no pecado por um viver mundano, ou está ligada ao Cordeiro simples e Sua obra na cruz? Minha esperança é que cada página seja um desenrolar de um viver que transborda na certeza da vida eterna que teve início na conversão e que durará pela eternidade sem fim

terça-feira, 28 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (11 de 11)


“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU NA FORÇA DA BENDITA ESPERANÇA: “...no paraíso.”
        A conversão de alguém a Cristo na realidade é o desmanche de um paraíso ilusória para por os pés na esperança da glória: “...estarás comigo no Paraíso”. Não pensemos que Deus está brincando com as almas, porque os santos do Velho Testamento viam a morada celestial como o Paraíso. Se você acha que isso não é um ensino aos santos do Novo Testamento, lembre bem que Paulo foi arrebatado até o Paraíso (2 Coríntios 12). Assim, na conversão almejamos ir para um lugar que seja infinitamente melhor do que este lugar de escravidão onde nascemos. Além disso, Deus mesmo enche o coração dos salvos dessa realidade que nos espera após a morte. Jesus afirmou aos saduceus, os quais rejeitavam o ensino da ressurreição, dizendo que Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos. Isso significa que nenhum dos santos está morto; quando eles saem deste mundo imediatamente vão sua cidade. Os santos após a morte não viajam andando pelo universo por longos anos, até chegar ao Paraíso. Paulo diz em 2 Coríntios que ao deixar essa tenda terrestre os santos tomam posse do palácio.
        Tomemos esse assunto para mostrar de uma forma lógica. Por que homens e mulheres no passado encaravam a morte com determinação e confiança? Por que Abraão aspirava uma cidade celestial, construída não por mãos humanas? Sem dúvida habitava no coração daquele crente a real esperança que transbordava seu coração. Quem não tem essa esperança há de por toda sua força, amor e esperança numa vida melhor aqui e buscará assegurar uma fortaleza ao derredor de sua vida e de seu tão sonhado viver terreno. Além disso, Paulo mesmo diz que se nossa esperança se resume ao que temos nesta vida, então para ele a decisão final é: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Por que homens como Paulo desejaram partir e estar com Cristo, porque para eles era infinitamente melhor? Por que tantos santos de Deus trocaram o conforto terreno, em seus ricos países, a fim de ir longe e sofrer em favor dos perdidos em tribos e nações longínquas? Esses santos servos foram tomados de alegria pela certeza da esperança da glória.
        O que posso dizer mais acerca disso? Se satanás oferece seu paraíso ilusório, não é fato que o Deus da bíblia oferece aos salvos uma pátria perfeita, de glória e de prazer? Não é fato que os santos encaram a morte aqui com serenidade e vitória por causa dessa cidade? Para onde foi aquele moço que ali na cruz foi salvo? Naquele mesmo dia o Senhor o levou para a cidade celestial. Que incrível história! O Paraíso dos crentes é e será habitado por homens e mulheres que eram caídos, réus culpados e muitos viveram neste mundo como pessoas realmente imundas. O que aconteceu? Como foi que eles entraram lá? O único requisito de Deus é perfeita justiça. Veja bem, que a cidade celeste não foi preparada para os bons, religiosos e cheios de justiça humana.
        Amigo leitor, há uma fonte de água viva, cujas águas nunca cessam e essas águas são usadas para purificar o mais imundo pecador. Eu me lembro quando eu era pequeno, na cidade onde nasci tem um rio e havia ali o lugar onde as mulheres tomavam banho e o lugar separado para os homens. Tinha agua suficiente para todos os moradores da cidade, os não tão sujos e aqueles que chegassem ali realmente sujos. Assim é o Senhor Jesus, pois o sangue Dele é o sangue remidor e purificador. Qualquer pecador que achegar a Ele pela fé e em sincero coração imediatamente é purificado, perdoado e limpo para ser aceito em perfeita justiça perante Deus e assim morar nesse lugar, assim como ocorreu com aquele ladrão do episódio da cruz.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (10 de 11)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU NA FORÇA DA BENDITA ESPERANÇA: “...no paraíso.”
        Na página anterior introduzir o assunto sobre a bendita esperança. Todos querem, de uma forma ou de outra tornar seu ambiente o paraíso. Quanto mais segurança, conforto e prazer houver, melhor será o paraíso, é por esse fato que os homens lutam por conquistas na terra. É claro que o engano do pecado faz com que os homens não percebam que estão sendo iludidos. Caim escolheu um paraíso diferente, num mundo criado pela esperteza humana, sem as leis de Deus e com planos de indústrias, para o bem maior de todos. O resultado foi o que mesmo? Paraiso ou juízo? Juízo com o dilúvio. Todo sonho daquele ladrão ali na cruz derreteu-se ao ver que estava caminhando para o sofrimento infinitamente pior, até que conheceu o Salvador, naquele ato de misericórdia e graça.
        Caro leitor, lembremos bem que é essa a tarefa de satanás no mundo inteiro. O mundo é o projeto dele em fazer o mais belo e glorioso paraíso. Segundo os pensamentos do pai da mentira, o mundo será um lugar mais confortável e mais dinâmico para viver, caso arranque da face da terra todo sistema de justiça, santidade e bondade de Deus. Em todos os aspectos satanás já provou que é impossível tirar da face da terra o que pertence à própria criação de Deus. Deus tudo fez aqui imprimindo em cada detalhe Seu poder e divindade. Tentar tirar essas coisas é algo simplesmente impossível. Tudo foi feito com o poder do Criador. Não podemos arrancar o sol, a fim de por outro tipo de luzeiro; não podemos tirar o azul do céu. Não poderemos jamais estabelecer um sistema aqui sem justiça, porque é armar arapuca para contra nós mesmos. O histórico das nações é que toda tentativa foi inútil e que todo esforço será vão.
        Observemos também que nem mesmos os crentes querem estabelecer um paraíso aqui, porque veem que o ambiente não é para isso. O terreno está manchado pelo pecado; a morte ceifa todo sistema de vida natural e que o tempo aparece para destruir e arruinar tudo. Até mesmo a criação luta contra isso, porque ela está respirando com dificuldade num mundo amaldiçoado pelo pecado. Homens santos viveram bem aqui, tiveram riquezas e saúde, mas não quiseram implantar um lugar de felicidade neste mundo.
        Também é importante que vejamos o quanto satanás tentou Jesus com a ideia de um paraíso terreno. Ele aproveitou aqueles dias de solidão e jejum no deserto, a fim de dar um golpe letal no Filho de Deus. Ele mostrou os reinos deste mundo para o Senhor; tentou fazer com que Jesus visse o mundo como um lugar admirável. Quão pretensioso foi satanás! O Filho de Deus veio da glória do Pai, do Seu sublime lugar para ambicionar um lixo aqui? Quanto satanás desconhece os planos eternos de Deus! Ele fez isso com milhares de homens cheios de sua ganância olhassem para seu mundo e não para o Paraíso celestial. Quantos grandes homens e reis, na hora da morte viram a decepção da vida! Quanto esforço em vão!
        Não há como presenciar os fatos eternos sem uma visão dada por Deus. O ladrão na cruz, assim como todos os verdadeiros crentes teve seus olhos da alma abertos e pode perceber o Salvador à sua frente, pronto para lhe salvar. Ele desceu do céu porque tinha em mira salvar aquela pobre alma; Ele veio e se humilhou para falar com aquele moço; veio para estender Seu forte braço e tirar um condenado da condenação que fatalmente cairia. Pela graça aquele moço viu que fora enganado e que o Paraíso celestial estava aberto, mas que somente Jesus podia lhe levar para lá. Por isso ele disse em sincera petição: “Senhor, lembra-te de mim”

sexta-feira, 24 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (9)


                      
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU NA FORÇA DA BENDITA ESPERANÇA: “...no paraíso.”
        Chego agora à parte final dessa mensagem que trata do encontro da graça com a fé. O que a graça fez foi apresentar a salvação à fé com força da bendita esperança. Como assim? Sabemos que a vida consiste de busca por prazer, felicidade e o mundo é apresentado aos homens de tal maneira que tudo aqui é visto como um paraíso inigualável. Desde sua queda, Lúcifer tentou fazer do mundo esse lugar atrativo à natureza caída e depravada do homem. É claro que tudo é feito para que as aparências encubram a realidade das coisas. O mundo sempre foi assim, desde quando Caim encarou erigir esse sistema anti Deus. O mundo mudou no sentido de que está ficando mais belo, culto, atraente e cheio de aparentes milagres da ciência. Mas a verdade é que o mundo é o mesmo e só terminará quando o diabo, o anticristo, a morte e o falso profeta forem atirados ao lago de fogo.
        Neste mundo os homens vivem à busca de felicidade. Todos nós entramos neste sistema enganador com esse propósito. Aquele ladrão tinha essas intenções, porque roubava para sentir-se feliz. Foi assim com Judas, pois achava que a felicidade era achada em ter riquezas. Não foi em vão que nosso Senhor apontou as riquezas como o foco de todo perigo neste mundo. Ora, nosso Senhor veio salvar perdidos para dar-lhes perfeito Paraíso. Todos os santos que já morreram foram para lá e todos os anseios dos santos são revelados no viver e no caminho para o lugar de gozo eterno. Nós não nos convertemos em vão; nossa fé não foi posta em meros sentimentos ou vazio religioso. Toda força da fé cristã está firmada numa estrutura inabalável de morte e ressurreição, conforme o que Paulo nos ensina em 1 Coríntios 15.
        O que entendemos por Paraíso? Do ponto de vista deste sistema, o mundo parece realmente significar paraíso porque o próprio termo traduzido por “mundo” (cosmos no grego) significa algo organizado e o mundo opera de um modo bem organizado. Há um sentido de prazer, segurança e poder no mundo. O termo “aiom” traduzido por “século” no Novo Testamento dá a ideia de que o mundo tem um bom começo e um bom fim. Por século o termo traz a ideia de que nesse período de vida que tenho aqui tudo será maravilhoso e cheio de promessas. Vemos esse pensamento de um “aiom” ou século no livro de Eclesiastes, porque o escritor mostra ali que a vida aqui, mesmo cheia de vaidade e correr atrás do vento, deve ter bons motivos e bons propósitos para um final feliz.
        Nesse ambiente onde o homem trabalha e luta por construir um paraíso terreno, não há lugar para a teologia da salvação. A razão é que os homens não veem qualquer perigo aqui. A vida aqui, segundo a imaginação carnal do homem é o melhor paraíso que se pode ter; aqui há tudo para ser adorado, amado e desejado. Todos os grandes reis, monarcas e ditadores viram aqui como esse lugar maravilhoso, onde tudo eles podiam obter de prazer sexual, fama, luxo e glórias terrenas. Os homens no pecado veem esta vida desse ponto de vista. Enquanto satanás luta para formar um paraíso ideal aqui, Cristo foi à casa do Pai para construir moradas (João 16). Abraão, o grande patriarca da nossa fé foi para esse Paraíso celestial e sempre foi o anseio dos judeus em obter esse acesso a esse lugar.
        Assim, os homens tudo fazem, a fim de tornar este lugar tão seguro e cheio de felicidade. É isso o que os homens buscam aqui, mas jamais acharão. Homens só buscarão o Paraíso celestial quando perceberem o quanto este mundo é a mais poderosa cilada preparada pelo diabo para as almas. Foi isso o que Deus mostrou ao ladrão; seus olhos foram abertos e Ele viu o Salvador poderoso e correu pela fé para Seus braços de amor eterno.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (8)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE NA FORÇA DA REDENÇÃO: “...hoje estarás comigo...”
         Nosso Senhor em Sua sublime e operante graça mostrou ali na cruz quão gloriosa é a salvação que Ele traz ao pecador. O que ocorreu ali foi algo que o mundo não pode assistir e jamais poderá entender. Ali na cruz, em prática estava aquilo que Paulo fala na primeira carta aos corintos: “A loucura da cruz”. Sozinho o Salvador trouxe perfeita salvação num ato instantâneo àquele pobre pecador. O que falar mais? Eis aí a mais poderosa mensagem que os homens deste mundo devem escutar. Davi, o grande rei de Israel em suas jornadas de guerra sempre precisou de seus heróis, mas Cristo não teve qualquer herói que O pudesse sequer acompanha-Lo. Davi sofreu sede, mas teve os 3 valentes que foram tirar agua da cisterna em Belém, a despeito dos inimigos. Cristo passou sede, para ser Ele mesmo a fonte de agua viva. Ali na cruz supriu tudo o que aquela alma precisava para a eternidade de glória. Ali tudo aquele moço recebeu para ser aceito no céu.
         Nosso Senhor também ignorou todos os inimigos e desafiou tais inimigos. Ele veio ao mundo lidar com as almas, enquanto o mundo lida com corpos mortais. O mundo ameaça com morte física, enquanto Deus é poderoso para destruir corpo e alma, lançando-os no inferno. Desejo mostrar aqui como foi que nosso Senhor encarou e desafiou tudo para arrancar aquela alma da destruição eterna tão merecida.
         Nosso Senhor determinou o tempo do triunfo: “... hoje mesmo...”. O Senhor não pediu permissão quanto ao tempo da salvação daquela alma. O dia da Sua morte era também o dia da salvação. O dia do Seu brado de vitória contra o diabo que tanto prendeu aquela alma no pecado, era também o dia quando Ele tomaria aquela alma para arranca-la das prisões do pecado e leva-la livre para o Paraíso eterno. O dia em que Ele entraria para derrotar o inferno e proclamar que os salvos jamais cairiam lá, era também o dia quando Ele haveria de tomar aquela alma em Sua mão forte, a fim de puxá-la para cima. Enquanto o mundo reunido em torno da cruz cantava a aparente vitória das trevas,  eis que os céus proclamavam louvor a Deus por causa de um pecador que se arrependeu.
         Nosso Senhor também puxou a distância do Paraíso. O que parecia distante e impossível, agora ficou perto e possível. Aquele que antes só tinha possibilidade de descer para o inferno, agora poderia subir com asas de águias para o lugar eterno dos santos. Como chegar lá? Foi simples, pois aquela alma ficou completamente livre de todo peso do pecado, mediante a purificação e agora, à semelhança de todos quantos chegaram lá podia também subir. A morte já tinha suas mãos postas na cabeça e segurado suas mãos para puxar aquela alma para baixo, mas ali estava não um mero salvador terreno, mas sim Aquele que veio do céu para realmente salvar com tão grande salvação.
         Finalmente, o Senhor abraçou o perdido e cancelou as expectativas do inferno. Noutras palavras Ele estava dizendo aos ouvidos daquele homem: “Com amor eterno eu te amei”. Que fantástica obra! Como Jesus amou o perdido! Que imensidão de amor! Seus braços foram estendidos para abraçar uma alma que antes estava subordinada ao mundo cruel e esperando o golpe fatídico da ira de Deus. Nosso Senhor simplesmente cancelou as expectativas do inferno. Os homens no pecado são fregueses da perdição e o inferno é como um crocodilo que espera uma presa cair na agua. Mas o forte defensor veio naquele momento para arrancar aquela alma das goelas infernais, a fim de leva-la para os braços do amor eterno daquele que nos escolheu antes da fundação do mundo. “Ó que amor glorioso, preço tão grandioso, que Jesus por mim na cruz pagou!”

quarta-feira, 22 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (7)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE NA FORÇA DA REDENÇÃO: “...hoje estarás comigo...”
        Os eleitos de Deus são joias preciosas que Cristo veio busca-las, por isso o Senhor jamais há de ignorar a súplica de um pecador que anseia a Sua salvação. Todo o que invocar Seu nome vai acha-Lo imediatamente, pois Ele afirma que está perto de todos os que O adoram em verdade.
        Também, nosso Salvador se apresenta como o grande vencedor ali na cruz. O sofrimento, o desamparo e a solidão não frustraram Sua paixão pelos perdidos. O que para o mundo parecia derrota, na realidade era glorioso triunfo. Ele veio para dar vida e realmente concedeu; Ele não esperou a Sua ressurreição para começar Sua obra em salvar, pois o Salvador está sempre presente. O que ocorreu ali na cruz? Ele simplesmente tornou ignóbil todo aquele espetáculo das trevas. Enquanto a plateia maligna delirava em assistir a exibição do mal, eis que o bem vencia com eterno poder. Enquanto eles esperavam a morte do Justo, eis que Ele, em plena crucificação estava dando vida; enquanto Suas mãos e pés estavam presos na tortura da cruz, eis que Suas palavras saíam em plena liberdade para arrancar um pecador da prisão do pecado para Deus.
        Afinal, o que o mundo pode fazer contra Deus? A morte paralisa o mundo, mas não paralisa o Autor da vida. Satanás em tudo não somente é um enganador como também é enganado, pois sempre está pensando do ponto de vista da lógica natural. Ele pensa que a morte é capaz de destruir tudo e ignorou que ali na cruz estava a própria vida: “A vida estava Nele”. Satanás não pode conceber qualquer ato de vitória contra o poder da morte eterna. Ele assistiu atos de ressurreição da parte do Senhor, mas jamais imaginava que o Senhor ali estava dando o golpe fatal contra o poder da morte em todas as suas funções: física, espiritual e eterna. Ao salvar aquela alma condenada Ele a livrou do poder da morte física, porque tornou aquele homem um partícipe da ressurreição, destruiu o poder da morte espiritual, porque o libertou do túmulo do pecado e lhe concedeu vitória contra a morte eterna: “...hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.
        Caro leitor, nada, absolutamente nada pode frustrar a redenção. O trabalho da salvação é perfeito e visto que é assim nada poderá destruir essa obra. Ali na cruz satanás não somente perdeu mais um em seu império, como não sabia que perdeu milhões. Na redenção o Senhor iria gritar: “Está consumado!” e esse brado era de vitória e não de um derrotado. A conquista da redenção viria de uma vez por todas, pois a graça foi penetrante, invadindo o território inimigo para trazer do céu as maravilhas da infinita conquista do Senhor. Após a ressurreição Ele seria elevado ao céu em plena demonstração de Sua vitória, a fim de apresentar ao Pai e dizer-Lhe: “Eis-me aqui, e os filhos que tu me deste”. Aquele que foi erguido na cruz por mãos cruéis, logo subiria triunfalmente para o céu nos brados de vitória dos anjos celestiais.
        Quem pode contar essa história? Eis aí a velha história que é sempre nova aos corações dos remidos. Eis o que a graça fez, pois triunfou num coração de uma alma, que foi naquele momento vivificada, recebendo a visão da fé, a boca que confessava e os ouvidos para ouvir o bem-vindo do Salvador. O que os inimigos não sabiam era que estavam eles fazendo parte dos projetos de Deus. O que Deus falou para Faraó: “Para isso te levantei...”, pode dizer também para o diabo, Pilatos, Herodes, soldados e toda multidão partícipe da crucificação, que não passavam de ferramentas planejadas por Deus desde a eternidade, a fim levar o Cordeiro até o lugar de sacrifício, para a conquista da redenção, na qual estão firmados todos os salvos, para sempre.