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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (6)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
UMA BUSCA CORRETA DA SUA SALVAÇÃO.
        Prosseguindo, devo dizer que aquele moço ali na cruz mostrou pela fé o quanto tinha uma necessidade pessoal: “lembra-te de mim...”. Creio que isso é de grande e imenso valor, porque a salvação é algo individual. Os desejos santos pela coletividade aparecem depois no viver. Mas quando o perdido tem sua visão aberta para o Salvador, essa visão é particularmente dele. Um homem não é salvo juntamente com sua amada esposa ou mesmo com seus filhos. A chamada divina da irresistível graça acontece com pecadores individuais. Quando uma pessoa está se afogando, ela clama por socorro, para que seja livre da morte. O ladrão mirou o Salvador e invocou Seu nome, buscando Sua salvação. Deus prometeu salvar aquele que Ele mesmo chama à salvação e foi exatamente isso o que aconteceu com aquele moço.
        Sendo assim, precisamos ver o que sucede então nesse individuo. É claro que entendemos que houve um trabalho soberano, poderoso e eficaz, caso contrário o homem prefere morrer em seus pecados. Salvação é sempre igual, mesmo que as circunstâncias diferem uma da outra. O modo como o Senhor salvou Saulo, não foi o mesmo modo como ele salvou Zaqueu. Às vezes o chamado é tão simples e ocorre sem que haja qualquer episódio que chame nossa atenção. Em Oséias Deus fala que atrai o pecador com cordas humanas e laços de amor (Oséias 11:4). É comum que Deus coloque pecadores numa boa família, com bons ensinos e disciplinas. Muitos se convertem porque os pais os levaram aos cultos desde quando eram pequenos.
        Outros são muitas vezes passam por sérias dificuldades, com abusos de pessoas perversas. Quantos escravos foram salvos; quantas pessoas se converteram depois de um tempo na prisão. As cordas e castigos humanos são muitas vezes as “cordas de amor” que Deus usa para atrair os pecadores. Foi quando Deus deixou Jacó sem os pais para ficar os duros vinte anos na casa de Labão, que Jacó pode humildemente conhecer seu Deus no vau de Jaboque (Gênesis 32). Os caminhos, circunstâncias e meios usados por Deus são inúmeros e em tudo Ele é glorificado em salvar. Muitos são surpreendentemente salvos na hora da morte. Muitos, como o ladrão na cruz deixa seu testemunho ao mundo no último suspiro, a fim de subir ao céu. Louvamos ao Senhor pelos Seus santos meios usados, porque em tudo Ele é glorificado.
        Mas agora, para encerra esta página, quero afirmar que certamente há uma unidade de coração, no que tange a salvação. A confissão sem dúvida é a mesma de todos: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13). O que quero afirmar aqui é que todos clamam a Cristo, porque reconheceram seus pecados. Foi assim com aquele moço. Nota-se em suas palavras seu completo arrependimento ao ver o Salvador à sua frente. Naquele momento sua humilhação foi manifestada: “Jesus, lembra-te de mim...”. Não era mais aquele arrogante e pretensioso ser, tão dominado pelos anseios e vaidades desta vida. Agora ele vê sua indignidade; ele não ordena, mas pede. Agora o velho Adão morreu e apareceu ali um mendigo espiritual, com suas mãos vazias, suplicando que o Senhor o socorra. Que fantástica visão! Que maravilhosa lição! Oxalá, que Deus venha encher nossas igreja e pecadores arrependidos e assim que o mundo seja lotado de homens que cheios de temor se tornaram piedosos no viver.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (5)


                                              
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
UMA BUSCA CORRETA DA SUA SALVAÇÃO.
        Amado leitor, que sejamos esforçados em compreender o quanto a fé que foi dada aos santos é singela. Sou tão enfático nisso porque sei o quanto tendemos a dar cores àquilo que já vem na coloração correta. A fé salvadora traz consigo todos os elementos necessários que mostram suas virtudes e a caracteriza como sendo algo que vem de Deus e não dos homens. Já pudemos ver a real diferença entre a fé salvadora e a fé que brota do coração pervertido e mundano do homem no pecado, e essas lições são vistas no próprio texto, quando vemos a diferença entre o ladrão que foi salvo e o ladrão que pereceu em seus pecados. Ambos mostraram as reais diferenças que tanto vêm nos ensinar.
        A próxima lição nos mostra outra atividade da fé verdadeiramente bíblica, porquanto aquele moço teve seus olhos da alma abertos, a fim de ter uma visão correta do Salvador. Veja bem o que seus lábios contritos disseram: “Jesus, lembra-te de mim...”. A versão trinitariana traduz “Senhor”. Realmente eu me atenho à tradução que usa o termo “Jesus”. A razão é que aquele moço, sendo judeu percebeu na própria palavra quem era aquele que estava ali ao seu lado pendurado. Sem dúvida, a fama de Jesus se espalhou em toda Judéia e Samaria. Mas nós sabemos com clareza que se não houver da parte de Deus uma iluminação, abrindo nossos olhos à compreensão das verdades eternas, simplesmente ignoraremos os fatos. O termo Jesus significa “Jeová salva”.
        A compreensão disso rasgou o coração daquele moço; ele percebeu que estava perante o Salvador prometido. Ele entendeu que ali estava o Justo e santo Cordeiro de Deus. Aquele moço teve um vislumbre do grande Salvador e da tão grande salvação. Aquela visão da fé esmagou seu ego, matou o velho homem e abriu sua boca em santa confissão. O que ocorreu ali foi a majestosa obra da graça num coração de um pecador; foi coisa não vista nem entendida pela multidão, nem pelos demônios e satanás. Onde havia somente trevas do pecado, eis que brilhou a superabundante graça. Aquele moço, ao ver que ali estava o Redentor prometido, imediatamente fez com que dos seus lábios brotasse essa confissão: “Senhor, lembra-te de mim...”. Ele viu que Deus lhe abriu um pequenino tempo; ele viu que estava perdido, que morreria e cairia no abismo logo abaixo, por isso não hesitou em clamar.
        Ó quanto precisamos dessa verdade em nossos dias! O fato é que esconderam o refulgente Salvador e Sua refulgente salvação em nossos dias. Como os homens vão clamar, invocar esse Salvador? Eles não percebem a grave situação onde se encontram; eles acham que há firmeza debaixo dos seus pés; eles estão sendo confortados e dinamizados pelo mundo, pelo diabo e até mesmo pela morte. Satanás trabalhou e trabalha duro para espalhar aos homens uma figura de um Jesus diferente; um jesus que mais parece com um animal de carga do que com o Cordeiro de Deus. Por essa razão é que tanto me esforço, a fim de que todos saibam a verdade, conforme nos mostra João em Sua 1 Carta: “E o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado”. Milhares já experimentaram isso em suas vidas e foram salvos; milhares partiram para o reino de glória eternal com Cristo no céu, porque foram igualmente salvos.
        Eis agora o fato que essa oportunidade gloriosa está estendida a todos os pecadores neste momento.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (4)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        A fé cristã é simples, mas ao mesmo tempo vitoriosa e poderosa, porquanto caminho nos trilhos da justiça de Deus. Tanto faz a fé de Abraão, como a fé daquele moço condenado à morte e que foi salvo por Cristo ali no episódio da crucificação, a fé é comum a todos os santos. De repente tudo ali mudou, porquanto ao receber um novo coração, aquele moço teve a visão correta vinda de Deus, a fim de ver quão louco foi seu modo de vida e quão merecido era o destino de sofrimento que lhe aguardava. Agora seu coração palpitava por conhecer o socorro que estava bem presente nesse momento de agonia e angústia; agora ele via que não era a mera morte que lhe aguardava, mas sim o terror da ira de Deus que fazia o inferno sete vezes mais quente. Assim chegou o momento de abrir a boca e invocar o Santo e Justo que recebia um castigo não merecido. Perante a face daquele moço estava o Salvador, por isso pode abrir Sua boca e clamar por Salvação.
        Mas antes pode testemunhar e exortar seu antigo colega de maldades e ao fazer isso ele aplicou a justiça da forma correta. Ele abre a boca e testemunha a verdade, defendendo a justiça de Deus, conforme Davi diz ao Senhor em confissão: “...de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” (Salmo 51:4). O testemunho de um crente carrega esse aspecto de misericórdia e juízo. Ele estava consciente que não havia razão para buscar a justiça da parte de Deus, conforme os quesitos do coração enganoso do homem. Noutras palavras, aquele moço estava dizendo ao seu colega: “Acorde, veja o que fizemos; nós estamos sendo punidos à morte porque nossos atos provam o que fizemos. Olhe para este que está pendurado aqui, pois ele sim é Justo; ele é de fato o Salvador prometido”.
        Quando trato da fé simples, mas poderosa e verdadeira, é porque parto para o ataque contra essa fé resultante de uma mensagem errada. O que ocorre hoje é que temos um furtivo ataque contra a verdade revelada, ataque que parte de muitas bocas que professam crer em Deus. Veja, não estou partindo para defender um Deus que não precisa de defesa. Estou defendo a fé cristã e ao mesmo tempo atacando a falsa fé. O que acontece em nossos dias é que há uma noção errada da fé simples fé bíblica, essa fé que brilhou no testemunho daquele moço ali na cruz e que brilha no viver de todos os crentes em Cristo.
        Notemos bem a diferença, e o texto de Lucas 23 mostra isso. Antes de sua partida ele ainda pode mostrar ao seu antigo parceiro, o quanto ele estava errado; o quanto ele estava simplesmente confirmando sua condenação, por desconhecer a verdadeira justiça. Ali estava um moço apregoando a santidade de Deus e  mostrando a podridão do homem no pecado. Em suas palavras havia confissão e condenação. Ele mostrou que estava do lado oposto, que seus olhos miravam o céu e não mais o mundo. Embutido em suas palavras estava a compaixão de Deus que moveu seu ser à busca do bem do seu amigo. Noutras palavras, a fé verdadeira estava condenando a incredulidade, tapando a sua boca e anulando sua perversidade. A fé verdadeira percebeu o quanto o coração endurecido, mesmo em face da morte não se desliga nem um pouco dos anseios naturais por este mundo, nem confessa sua condição de miséria perante Deus, o Autor de uma tão grande salvação.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (3)



“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        Como foi que aquele ladrão convertido mostrou a simplicidade tão vitoriosa da fé? Foi simples. Ele apenas expôs em palavras o conceito correto acerca do homem (verso 40) : “Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez”. Em suas palavras ele estava confessando o que antes tinha também em seu coração. A primeira lição foi que faltava temor: “Nem ao menos temes a Deus...?”. Aí que está a gravidade de toda situação, porque os homens se atiram à lama do pecado justamente porque não têm o temor de Deus. Ele também em palavras mostra o que merecem: “...nós na verdade com justiça...”. Noutras palavras aquele moço estava evangelizando seu colega, tentando acordá-lo de sua insensatez. É exatamente isso o que ocorre numa sincera conversão, tudo muda. No pecado os homens sempre estão culpando Deus e justificando a eles mesmos; eles dizem em palavras e no íntimo que Deus falhou em deixa-los na situação que está e exigem que Ele venha tirá-los dessa tão miserável condição.
        Finalmente, ele passa a justificar o Senhor: “Este nenhum mal fez”. Cristo aparece à sua frente como o real e puro Salvador, porque especialmente viu Nele perfeita justiça. Se era justo, então era digno de toda confiança. O que ele estava fazendo era tentando acordar seu colega que agia como louco. Seu colega queria salvação do ponto de vista humano; queria um milagre que o fizesse sair da condenação da morte; ele queria retornar ao seu mundo e viver como sempre quis viver. A teologia daquele moço era a mesma de milhares, era a confissão que exalava orgulho cruel. Quem pode mudar o homem? Ninguém, senão a graça.
        Como a fé verdadeira é simples e correta! Quando o homem é mudado no coração, então por fora tudo muda também. Quando Deus abre os olhos da alma, então os olhos físicos passam a enxergar corretamente as coisas. Muda o coração que da cabeça aos pés tudo passa a funcionar, pois as mãos passam a funcionar em fazer o bem, os pés passam a trilhar o caminho correto, os lábios passam a falar o que edifica e exaltar a Deus, a mente passa a computar a justiça e a misericórdia e as emoções são tomadas de alegria e prazer em exaltar o Deus da bíblia. Não há milagre maior do que o que é feito pela maravilhosa graça.
        É essa fé tão simples, mas poderosa fé que precisamos em nossos dias. Nela há a teologia santa e completa acerca de Deus. Mire o salvo e verá que não há defeito naquilo que crê. A fé, por mais simples que seja exalta Deus em tudo como soberano Salvador e Senhor. À medida que vai aprendendo, a fé simples haverá de ganhar solidez e maturidade. Não foram os eruditos e cheios de conhecimento que conquistaram as conquistas de Deus. A bíblia exibe homens e mulheres simples e foram eles que conquistaram reinos e assombraram o mundo com feitos poderosos. A fé simples é tão poderosa que o próprio Deus atribui salvação a essa fé: “A tua fé te salvou!”. Não é fantástico? Foi assim com aquele moço, cuja fé fê-lo olhar para o lado e falar a verdade; fê-lo olhar para o outro lado e invocar o nome do Senhor para ser salvo e fê-lo olhar para cima para ver o Paraíso aberto e assim escapar do inferno que rugia no abismo abaixo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (2)


                                       
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
 UM CONCEITO CORRETO A RESPEITO DO HOMEM
        Deixando a introdução, dou agora início a essa mensagem. Os verdadeiros crentes devem saber que a fé verdadeira, aquela que de uma vez por todas foi entregue aos santos, ela sempre foi dinâmica e poderosa. Os verdadeiros santos de Deus, pela fé foram os reais heróis que venceram poderosos inimigos. É dessa fé que devemos tomar posse e avançar contra os ferozes inimigos, os quais desde o passado partiram contra os santos de Deus. Talvez eu esteja sempre falando de forma repetitiva sobre o mesmo assunto, mas é porque tenho que acordar muitos que agora estão dormindo nessa madrugada que anuncia a chegada do fim de todas as coisas. Estou plenamente convicto que ultimamente enfrentamos o mais ardiloso e sutil ataque contra a fé cristã.
        A pergunta que surge agora é: Como podemos enfrentar corajosamente esse ataque inimigo contra a nossa fé? Creio que a bíblia nos dá a resposta no próprio texto de Lucas, porque se temos que aprender alguma coisa, aprendamos com a simplicidade da fé daquele ladrão que se converteu à beira da morte. Suas poucas palavras são grandiosas e merecem nossas considerações e assim veremos que a fé ensina a fé; a fé recebe bênçãos que armam a outra fé, assim como Jônatas entregou seus armamentos para Davi, porque a simples fé pode aprender com uma fé mais heroica.
        O que aquele ladrão fez foi mostrar o quanto a fé humana precisa ser atacada e desmanchada em seu próprio conceito. O que parece ser fé, logo é visto como incredulidade. Para aquele ladrão convertido, as palavras do seu antigo colega soaram mal aos seus ouvidos e isso é o que esperamos da fé. Vejo hoje tantos “evangélicos” que simplesmente dão às mãos à falsa fé. De repente vemos que o que parecia ser fé fervorosa e ortodoxa, não passa de imitação feita do plástico humano. A fé que parecia real e vitoriosa, logo puxa da espada e começa atacar a verdadeira fé. Foi assim que fez a mulher de Ló, porque ao se vê no meio das escuridão e sem qualquer esperança, logo atacou a fé do seu marido: “amaldiçoa teu Deus e morre”.
        O que fez aquele moço convertido? Imediatamente ele se desvinculou da incredulidade cega: “Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez”. A fé que se une a fé dos ímpios é porque são irmãs gêmeas e essa irmandade começa construir a babel da confusão, cujo nome é ecumenismo. Onde brilha a fé bíblica, ela há de apagar e derrotar a fé falsa. Elias não podia combinar os 400 profetas de baal. Ele fora enviado para vencer os inimigos do Senhor, caso contrário o profeta seria derrotado. Quando alguém é convertido, imediatamente acontece uma separação, há um corte nesse “cordão umbilical”, porque o que Deus não uniu jamais poderá ser ligado novamente. Percebe-se que a fé daquele moço convertido havia asas espirituais que o impulsionava a subir. Quando almejou o Paraíso celestial era sinal claro que não mais queria descer; que ele não mais participava dessa roda mundana de escarnecedores.
        Em suas palavras haviam sinais claros de arrependimento, conversão e confissão e esses sinais aparecem de forma triunfantes em suas palavras. Suas palavras mostraram as claras evidências de santidade, porque os desejos malignos de antigamente caíram por terra, como casas velhas que não prestam. Houve sim um santo terremoto que sacudiu sua vida naquele instante.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

“A SIMPLICIDADE DA FÉ” (1)

                                      
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém  o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43)
INTRODUÇÃO
        Na conhecida história desse ladrão, que foi salvo perto da morte temos uma lição bem prática a respeito do que significa a simplicidade da fé salvadora. Você não precisa entrar numa escola para aprender acerca da fé que salva, assim como não precisa estudar a respeito da composição da água para saber a respeito do valor dela. O valor da água aparece na sua utilidade para desfazer a sede. Assim é a fé cristã, porque a bíblia mostra o quanto ela é simples. A fé que teve os grandes heróis da bíblia, é a mesma fé que aquele ou aquela irmã tem. A bíblia trata da fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos (Judas 3).
        Temos muito que aprender sobre a fé, especialmente porque ela veio a nós diretamente do Autor da fé (Hebreus 12:2). Notemos bem que não importa se a fé foi experimentada por grandes homens que andaram com Deus. A lição que temos nesse texto de Lucas mostra o quanto um homem que foi salvo na beira do precipício, teve a mesma fé que outros santos tiveram. Olhando hipoteticamente, se ele vivesse mais aqui, sem dúvida sua fé exibiria como forte luz no meio dos homens. Se a fé viesse de nós ela revelaria toda fraqueza, incerteza e miséria, porque nada de bom pode se esperar do homem. Mas por ela vir do Homem perfeito, então a fé cristã tende a se agigantar diante das provações e decisões.
        Quando comparamos, o texto mostra que o ladrão que não se converteu também cria. Isso significa que ele tinha fé; Nota-se que ele esperava que o Cristo faria algo espetacular por ele. Esse é o exemplo claro do que é a fé meramente humana. A fé cristã é simples fé, porque é útil para o viver aqui e para introduzir o homem no céu. A diferença foi grande, quando comparamos a fé do convertido e a fé do não convertido. A primeira sempre será simples, mas a segunda mostra ser idólatra e banal, jamais reconhecida por Deus.  A primeira vê Deus em Sua glória e exaltação, a segunda vê a glória deste mundo e o perigo de perdê-la para sempre. Quanto mais o mundo se torna religioso, como está agora, mais a fé se mostrará trajada de um orgulhoso romance com esta vida terrena. Quando essa fé brilha para a glória do homem, eis que a fé simples dos santos prossegue seu caminho.
        É assim que vive o justo, seguindo sempre seu caminho rumo ao céu. A fé do ladrão convertido, bastou mirar o rumo certo para cima, imediatamente entrou em sua alma uma satisfação de gozo e alegria, mesmo em face do sofrimento físico, pendurado ali na cruz. A fé do ladrão convertido simplesmente o desligou do mundo, cortou o cordão umbilical que o ligava à esta ambiciosa vida de prazer misturado com maldades. A fé do ladrão não convertido não precisava de asas, pois tinha peso suficiente para fazê-lo descer de volta ao seu habitat natural. A fé do ladrão convertido deu a ele asas para voar às alturas da região celestial, lugar onde somente homens e mulheres que foram transformados em príncipes de Deus podem e poderão viver para sempre.
        Minha esperança é que entendamos o texto e assim examinemos nossa fé. Ela veio do segundo Adão, ou veio do primeiro Adão? Ela é celestial ou terrena? Ela é idólatra e busca os milagres que tanto anseiam o homem no pecado por um viver mundano, ou está ligada ao Cordeiro simples e Sua obra na cruz? Minha esperança é que cada página seja um desenrolar de um viver que transborda na certeza da vida eterna que teve início na conversão e que durará pela eternidade sem fim

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A MENOR FÉ

 

Versículo do dia: Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Romanos 9.16)
Permita-nos deixar claro no início do ano que tudo o que nós receberemos de Deus nesse ano, como crentes em Jesus, é misericórdia. Quaisquer que sejam os prazeres ou as dores que ocorram, nosso caminho será todo misericórdia.
É por isso que Cristo veio ao mundo — “para que os gentios glorifiquem a Deus por causa da sua misericórdia” (Romanos 15.9). Nascemos de novo “segundo a sua muita misericórdia” (1Pedro 1.3). Oramos diariamente “a fim de recebermos misericórdia” (Hebreus 4:16); e agora estamos “esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 1.21). Se qualquer cristão prova ser fiel, é por ter “recebido do Senhor a misericórdia de ser fiel” (1Coríntios 7.25).
Em Lucas 17.5-6, os apóstolos solicitam ao Senhor: “Aumenta-nos a fé”. E Jesus diz: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá”. Ou seja, na vida cristã e no ministério,  a questão não é a força ou a quantidade da nossa fé, porque não é isso que arranca árvores. Deus o faz. Portanto, a menor fé que nos una realmente a Cristo envolverá o suficiente do seu poder para tudo o que necessitamos.
Porém, o que dizer das vezes em que você obedece ao Senhor com êxito? Sua obediência o afasta da categoria de suplicante de misericórdia? Jesus dá a resposta nos versos seguintes de Lucas 17.7-10:
“Qual de vós, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem já e põe-te à mesa? E que, antes, não lhe diga: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois, comerás tu e beberás? Porventura, terá de agradecer ao servo porque este fez o que lhe havia ordenado? Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.”
Portanto, eu concluo que a mais completa obediência e a menor fé obtêm a mesma coisa da parte de Deus: misericórdia. Uma mera semente de mostarda de fé alcança a misericórdia do poder de Deus que move as árvores. E a perfeita obediência nos deixa completamente dependentes da misericórdia.
A questão é esta: Qualquer que seja o momento ou a forma da misericórdia de Deus, nunca nos elevamos acima da condição de beneficiários da misericórdia. Nós sempre somos totalmente dependentes do que não merecemos.
Portanto, humilhemo-nos e exultemos e “glorifiquemos a Deus por causa da sua misericórdia”!
JOHN PIPER

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

USANDO AS PROMESSAS PARA ESTA VIDA (final)




Spurgeon
“A piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser” (1 Timóteo 4:8). (continuação)
        Aquele que acredita em seu Deus não tem medo de notícias ruins, pois seu coração encontrou uma firmeza serena ao confiar em Deus. São inúmeras as formas como esta fé suaviza, amplia e enriquece a vida. Experimente-a, caro leitor, e veja se ela não redundará numa imensurável riqueza de  bênçãos! Ela não o livrará de problemas, pois a promessa consiste em: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Entretanto, a fé o levará a agradecer pelas próprias tribulações: “Sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:3-5).
                                       A fé não só eleva ao céu,
                                       Mas faz com Deus andar;
                                       O que eu preciso Ele deu
                                       Durante o caminhar.

                                       A bênção é pro mundo além,
                                       Mas não só o de lá;
                                       Comida, roupa, pro meu bem,
                                       Sim, tudo Ele dá.
               
                                       Confio em Deus pra receber
                                       Supérfluo e essencial.
                                       Com prontidão Ele honra a fé
                                       Que o quer glorificar.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

USANDO AS PROMESSAS PARA ESTA VIDA (3)




Spurgeon

“A piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser” (1 Timóteo 4:8). (continuação)

         Supor que coisas temporais sejam insignificantes para o nosso Deus amoroso é esquecer que Ele acompanha o voo dos pardais e conta os fios de cabelo do Seu povo. Ademais, tudo é tão pequeno diante Dele que, se Ele não cuidar das coisas pequenas, não cuidará de nada. Quem pode classificar as questões por tamanho ou peso? O momento decisivo da história pode ser um simples minuto. Bem-aventurado o homem para o qual nada é muito pequeno diante de Deus; pois certamente nada é pequena demais para nos trazer tristeza ou nos oferecer perigo. Certa vez um homem de Deus perdeu uma chave: ele orou por isso e a encontrou. E comentou-se o fato como se fosse uma circunstância estranha. De fato, não se tratava de nada anormal: alguns de nós oramos por tudo, com medo de que mesmo as coias ínfimas não sejam santificadas pela palavra de Deus e pela oração. Não é a inclusão, mas a omissão de coisas de pequeno valor que deve constituir um problema à consciência. Somos assegurados de que, quando o Senhor encarregou seus anjos de nos guardarem os pés de tropeçar nas pedras do caminho, Ele pôs cada detalhe de nossas vidas sob os cuidados celestiais, e nós podemos confiar com alegria todas as coisas à Sua guarda.

         Este é um dos milagres permanentes da presente dispensação: em Cristo temos paz contínua em todas as provações, e por meio Dele temos o poder da oração, a fim de obter do Senhor todas as coisas necessárias para esta vida e para uma vida santa. Tem sido o destino deste escritor ter de recorrer ao Senhor, centenas de vezes, para as necessidades temporais, forçado pelo cuidado com órfãos e estudantes. Inúmeras vezes, a oração nos trouxe suprimentos oportunos e livrou de sérias dificuldades. Sei que a fé pode encher o bolso, prover uma refeição, mudar um coração duro, obter um local para construir, curar enfermidades, acalmar insubordinação e parar epidemias. Como o dinheiro nas mãos de uma pessoa mundana, a fé nas mãos de um homem de Deus “resolve qualquer problema”. Todas as coisas, no céu, na terra e abaixo da terra, atendem ao comando da oração. A fé não deve ser imitada por um charlatão, nem simulada por um hipócrita, onde ela é real e se agarra com firmeza a uma promessa divina, fará grandes prodígios. Como eu gostaria que você, leitor, acreditasse tanto em Deus a ponto de levar até Ele todas as preocupações de sua vida! Isto o conduziria para um novo mundo, e proporcionaria provas confirmatórias de que a nossa fé santa é, na verdade, que você iria rir, zombando dos céticos. Uma fé em Deus como de uma criança torna os corações sinceros, munidos de uma prudência prática, que eu gosto de chamar bom-senso santificado. O cristão de mente simples, embora às vezes ridicularizado como idiota, tem uma sabedoria em si que procede do alto e com eficácia frustra a astúcia do ímpio. Nada confunde mais um inimigo malicioso do que a defesa simples e direta de um crente de verdade.






































sábado, 27 de dezembro de 2014

USANDO AS PROMESSAS PARA ESTA VIDA (2)





Spurgeon

“A piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser” (1 Timóteo 4:8). (continuação)

         “De seis angústias te livrará, e na sétima o mal te não tocará” (Jó 5:19). “O que anda em justiça e fala o que é reto; o que despreza o ganho de opressão; o que, com um gesto de mãos, recusa aceitar suborno; o que tapa os ouvidos, para não ouvir falar de homicídios, e fecha os olhos, para não ver o mal, este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Salmo 33:15,16). “O Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Salmo 84:11). “Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor” (Isaías 54:17).

         Para o nosso Salvador a fé devia ser uma espécie de vale para os cuidados diários, ou ele não teria dito: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: Não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo vosso Pai celeste as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mateus 6:25, 26). O que mais, senão o exercício da fé relacionada a coisas temporais, Jesus teria em mente quando usou a seguinte linguagem? “Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietações. Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas” (Lucas 12:29).

         Paulo quis dizer o mesmo ao escrever: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6,7).

         Aquele que foi preparar-nos o céu não nos deixará sem provisão para a jornada até lá. Deus não nos concede o céu como o Papa concedeu a Inglaterra ao rei da Espanha – se ele conseguisse tomá-la! Ele nos dá segurança quanto ao caminho e ao alvo. Nossas necessidades terrenas são tão reais como as espirituais e podemos descansar certos de que o Senhor proverá todas elas. Ele nos mandará suprimentos na forma de promessa, oração e fé e fará deles meios de nos educar. Ele nos preparará para Canaã pela experiência do deserto.

         (continua)