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quarta-feira, 10 de junho de 2015

O ALTÍSSIMO PREÇO PAGO (20 de 20)




“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, a qual por tradição recebestes dos vossos pais. Mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha” I Pedro 1:18,19).
A APRESENTAÇÃO (verso 19)
        Prezado leitor, não há dúvida de que devemos ser tomados de santa admiração pela história da cruz; que nossas vidas devem ser norteadas mediante essa santa e eterna história, porquanto os crentes foram alcançados, chamados à vida por causa do nosso sublime Cordeiro. Que não brinquemos com essa verdade; que saibamos que os judeus, exatamente na festa da páscoa eram convocados à uma humilhação por causa do fato que eles foram arrancados da tirania egípcia devido ao sangue do cordeiro (Êxodo 12). E nós os salvos agora somos diferentes? Somos uma raça superior? Claro que não! Por essa razão nosso Senhor instituiu a ceia, para que recordássemos dessa história que tanto nos humilha. O que temos na mesa da ceia? Temos simbolicamente o corpo e o sangue do nosso Cordeiro que foi entregue por nossos pecados. Pela fé meditemos nessa história, porque sem essa verdade gravada em nossos corações, não há qualquer possibilidade de viver a vida cristã pela graça. Qualquer disposição cristã fora da história da cruz, não passa de obra da carne, porque estaremos mostrando nosso orgulho e exibindo a inutilidade da nossa carne.
        Veja amigo, nosso Senhor planejou nossa salvação na eternidade e o sangue do Cordeiro foi conhecido lá. Foi lá que o Filho de Deus se apresentou de forma voluntária para ser nosso substituto perfeito e o único aceitável perante o Pai. Aquilo que conhecemos agora: “Porém manifestado no fim dos tempos...”, já tinha sido visto de antemão. Não há salvação fora da cruz; não há santidade fora do sangue. Você pode tentar ser crente de uma igreja, pode ter experiências do cristianismo, mas ninguém pode viver por Deus aqui nem tampouco entrar no céu sem que tenha antes obtido o perdão, a justificação e reconciliação com Deus mediante o sangue remidor. Aparecer na entrada do céu sem essa segurança é caminhar para perigos eternais.
        Mas quero finalizar esta série de comentários em torno dessa passagem, mostrando que Deus planejou essa redenção tendo o povo escolhido como objetivo: “...por amor de vós”. Tudo foi feito tendo o povo eleito como objeto dessa salvação, porque Deus amou Seu povo desde a eternidade. Que evangelho triunfante! O povo de Deus será alcançado e o Senhor não haverá de perder nenhum daqueles que Deus o Pai lhe havia entregado na eternidade. Cada crente é fruto do penoso trabalho do Justo realizado ali na cruz. Tudo isso tinha como alvo nossa perfeita salvação. Então, nada havia em nós para merecer um sacrifício desse da parte do Senhor. Por que viver cheio de arrogância? Por que viver sem gratidão, com toda disposição de agradar a carne?
        Mas vou encerrar mostrando o efeito dessa história em nossas vidas: “...de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus”. Que impressionante verdade! Que preciosa conquista! Tudo foi feito para que voltássemos para Deus, para que fôssemos eternamente do Senhor! Primeiro trata da nossa fé: “de sorte que a vossa fé...”. Toda nossa alma deve ser Dele; toda nossa confiança e submissão devem estar Naquele que nos amou para sempre. Fomos comprados para isso e se seguirmos deliberadamente nossa vontade em agradar a carne, eis que seremos tratados com disciplina de um amor perfeito.
        Também, nossa esperança deve estar nesse Deus. O que temos neste mundo? O que podemos esperar desta vida passageira? Nossa herança está guardada lá na cidade celeste e nosso Senhor prometeu nos guiar e proteger durante nossa peregrinação terrena.     Quando colocamos nosso coração aqui, imediatamente afastamo-nos do Senhor, assim como Israel lembrava do Egito e queria voltar para lá. Que coração maligno e ingrato é o coração do homem! Não fosse a graça o que seria de nós? Que o Senhor tome essas meditações para que nosso viver resulte em humildade e santidade para o louvor e glória de nosso Deus.
















segunda-feira, 8 de junho de 2015

O ALTÍSSIMO PREÇO PAGO (19)




“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, a qual por tradição recebestes dos vossos pais. Mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha” I Pedro 1:18,19).
A APRESENTAÇÃO (verso 19)
        Caro leitor, somente o sangue de Cristo é precioso para Deus, porque é sem defeito e sem mácula, tendo completa e perfeita aprovação do Pai e de nada mais precisando para remir o pecador. A satisfação de Deus com respeito ao sangue do Seu Filho é suficientemente eterna, de tal maneira que é abominação apresentar outro meio ao Pai. Mas, onde acharíamos outro Salvador? Não é preciso que miremos bem a satisfação de Deus? Nada mais há para pagar, nem sequer um centavo de dívida. Tem um só mediador entre Deus e o homem e quem é esse perfeito mediador? Cristo Jesus Homem e pronto! Não procurarei mostrar um mediador que agrade os pecadores, porquanto eles mesmos não interessam nem sequer um pouquinho por aquele que foi enviado do céu à terra. Devemos saber que Deus está plenamente satisfeito, que há boas novas vindas do céu aos homens, que pleno perdão pecadores podem alcançar e que Deus de fato reconcilia com inimigos por meio desse sacrifício na cruz.
        Tendo visto o valor do sangue para Deus, o Pai, eis que agora conheceremos o plano feito na eternidade: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo...” (verso 20). Veja caro amigo, que não estamos lidando com acontecimentos que o mundo pode explicar. Ao abrir o cenário da cruz, somos imediatamente transportados da terra para o céu; a nossa sala de aula é completamente diferente daquela que o mundo apresenta; nosso professor é o Espírito Santo, aquele que inspirou as Escrituras. Corações endurecidos não podem aprender nem apreender essas maravilhas, por isso quão necessário é que nos humilhemos. A história da redenção não foi um plano alternativo devido a entrada do pecado. Os planos da  redenção foram idealizados pelo Deus triuno, planejados na santa e bendita reunião de  um Deus que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade.
        Veja o que Pedro afirma, que o sangue do cordeiro foi conhecido antes da fundação do mundo. Que ensino santíssimo, porque parte do lugar santíssimo para nós! Nossos miseráveis pecados não poderiam ser, jamais, tratados se não fosse os planos eternos de Deus tratados de antemão. Ali estava Deus o Pai, vendo aqueles que Ele mesmo, em Cristo os elegeu antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), mas a condição deles era terrível e abominável porque todos foram vistos antes cheios de pecado, carregados de culpa, inertes sob o poder da morte e puxados com efeito para o inferno. Nada havia nos eleitos que pudesse atrair a atenção do Pai, porque com a criação eles seriam decididos e prontos para obedecer o mal e rejeitar o bem, amariam o mal e odiaram o Deus de amor. O grande Deus viu tudo isso, e na criação esse cenário veio à tona, quando ali todos os eleitos se dispuseram em Adão cair aos pés de satanás, dando às costas para o Criador e para Aquele que seria o Salvador perfeito deles.
        Então amigo, como podemos duvidar disso? Foi antes da fundação do mundo que o precioso Filho se dispôs a obedecer o Pai; foi ali que Ele amou Seu povo e quis ter esse povo para Si, e assim decidiu vir, criar o céu e a terra a fim de identificar-Se conosco, conhecendo nossa miséria e chegar até à cruz. Que história de amor! Não há preconceito Nele, porque Ele faz questão de usar toda linguagem possível para identificar-Se conosco, sempre declarando desde a criação que nos amou, nos chamando de queridos, de amados Dele e que somos embalados em Seu eterno amor.
        Você pertence a esse Senhor? Você entende o que realmente significa ser crente? Deseja conhecer mais seu Mestre e Senhor e quer viver por Ele e para Ele?

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O ALTÍSSIMO PREÇO PAGO (18)




“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, a qual por tradição recebestes dos vossos pais. Mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha” I Pedro 1:18,19).
A APRESENTAÇÃO (verso 19)
        Amado leitor, que saibamos que a redenção de nossas almas custou um altíssimo preço, pois o Senhor Deus enviou Seu próprio para ser entregue para nos resgatar. Que essa seja a verdade que dominará nosso ser, ocupará nosso coração e nos manterá humildes e cheios de temor. Não há vida cristã sem o santo pensamento da cruz; não pode haver comunhão no santíssimo lugar, sem que passemos primeiramente pelo altar de holocausto. Os santos de Deus devem permanecer em santa humildade, cada momento cheios do poder da graça, e isso ocorre quando estamos envolvidos com a história que deve mover nosso coração, conforme a verdade que nos foi revelada.        Cuidemos bem, sejamos vigilantes, cautelosos no andar e no pensar, porque satanás se ocupa em desviar nossos pensamentos do lugar certo, do nosso bom Pastor e glorioso Senhor que a Si mesmo se entregou por nós. Já pude mostrar em rápidas palavras o fato que foi o sangue de Cristo, que foi esse o preço pago que satisfez a Deus para sempre. Já vimos que não foi nosso dinheiro, nosso labor, nossa dedicação, nossas orações, etc. Foi o sangue Daquele que desceu do céu e se tornou o perfeito Homem, a fim de nos comprar para que fôssemos para sempre propriedade de Deus (1 Pedro 2:9).    
        Mas o texto de 1 Pedro vai mais longe, porque também mostra o valor do Cordeiro para Deus: “...precioso...como de cordeiro, sem defeito e sem mácula...”. Essa verdade deve ser considerada por todos aqueles que realmente amam a Palavra de Deus e levam a serio essa história. Devemos lembrar bem que a morte de Cristo tem valor inestimável para Deus. Ora, o mundo nem sequer considera isso; para o mundo vil a história da cruz é completa loucura. Nem mesmo as religiões que mais se aproximam das Escrituras têm qualquer prazer nessa verdade, porque elas são entremeadas de raciocínios e lógicas humanas. Não era assim a religião dos fariseus? Mesmo chegando tão perto da lei, tão próximos da porta do paraíso, aqueles líderes religiosos não passavam de cegos e ignorantes quanto a verdade para a qual a lei os queria levar. Notemos como as religiões, mesmo as chamadas evangélicas, sempre laboram contra essa verdade, como se distanciam paulatinamente da cruz e se enveredam por outros assuntos biblicamente periféricos.
        Também, nossa história é semelhante, porque a história da redenção só terá real significado em nosso viver se formos achados humildes e dependentes de Deus. Qualquer atitude de orgulho, de querer viver seguindo nosso querer e fazendo nossa própria vontade, certamente desviaremos, passaremos de largo no que tange a história da redenção. Sempre estamos querendo outras luzes para sermos guiados no viver e não a contínua luz que emana do calvário. Quando Deus nos puxa para Si, a fim de nos livrar de perigos, Ele sempre nos leva de volta à nossa humilhante situação, de pecadores, indignos e culpados, a fim de que os olhos da fé mirem o Cordeiro e o preço que foi pago: “Porque fostes comprados por preço...”  (1 Coríntios 6:20).
        Mas quero chegar naquilo que é mais importante, que o Cordeiro de Deus foi precioso para o Pai: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo...” (Isaías 53:10). Por essa razão Cristo é precioso, não para os homens, mas para Deus. Que história! Como ela está longe de ser entendida pelos mundanos! Que o Senhor renove nosso coração e mude continuamente nosso pensamento, para que seja firmado nesse santo, firme e inabalável fundamento da nossa fé santíssima.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O ALTÍSSIMO PREÇO PAGO (17)




“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, a qual por tradição recebestes dos vossos pais. Mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha” I Pedro 1:18,19).
A APRESENTAÇÃO (verso 19)
        Caro leitor, quero frisar bem o tema central dessa mensagem aos corações, porque nossa luz deve partir da cruz. Não esqueçamos que satanás luta intensivamente para apagar a mensagem que veio aos nossos corações acerca do Calvário e do Cordeiro que foi morto em lugar de homens e mulheres culpados. Não esqueçamos que nossa natureza tende a desvirtuar a verdade que nos foi entregue da nossa comum salvação. O verso 19 chega como chave de ouro para fechar o assunto, por isso acheguemo-nos perto e humildemente conheçamos nossa provisão, nosso perfeito Salvador e Senhor; cheguemo-nos com reverência, em atitude de adoração, querendo pela fé amá-Lo mais e desejá-Lo em nosso viver a cada instante.
        Em primeiro lugar, encaremos de perto qual foi a provisão de Deus para nossa salvação: “...o sangue de Cristo”. Que lição maravilhosa! Como está completamente distante do raciocínio natural! Como essa verdade está infinitamente longe daquilo que o mundo pode conceber e ensinar por meio de seu sistema religioso! Não é verdade que tal ensino é loucura para os que perecem? Também é uma lição muito humilhante para nós, pois viemos da ligação que tínhamos com o orgulhoso satanás e com suas espertezas religiosas. Caro leitor, devemos ser tomados por essa verdade que nos é mostrada no verso 19, caso contrário seremos empurrados para fora da verdade e tomaremos facilmente o caminho mundano e apóstata.
        O sangue é de Cristo. Não há outro mediador, não há outro substituto, não há outro nome pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4:12). Digo mais que Deus de forma intensiva está mostrando Seu Cordeiro amado e fazendo brilhar Sua imagem de glória perante nossos olhos tão incapazes de mirá-Lo. Ora, em toda Escritura Ele enfatizou a glória desse Seu santo Servo, mas somos tão mesquinhos e mundanos que nem sequer procuramos entender essas coisas e alegrarmos nelas. Veja o que o Senhor falou para os judeus incrédulos e cheios de arrogância religiosa: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (João 5:39). Homens e mulheres abriam diariamente as Escrituras, criam que eram herdeiros da vida eterna, mas não passavam de cegos, levados pelas ruas e avenidas das Sagradas Letras, sem, contudo enxergar as maravilhas da tão grande salvação por meio do Filho de Deus.
        Caro leitor, os crentes modernos são diferentes? São mais teólogos, mais capazes? Claro que não! São piores, porque nem sequer se enveredam no exame da Palavra; não têm tempo para a Palavra de Deus, por isso são levados pelas doutrinas de homens, engabelados pelo fascínio da cultura religiosa. Os crentes modernos nada querem com a simplicidade da mensagem da cruz. Acontece em nossos dias o que aconteceu com a igreja de Corinto, muitos são de Paulo, outros são de Apolo, outros mais simples pertencem a Pedro, etc. Não chegou o momento para um quebrantamento? Caro leitor, olhe, encare pela fé o altíssimo preço pago, porque essa verdade é a única que é poderosa para nos levar à santidade e nos fazer andar na peregrinação rumo ao nosso lar.
        Quem foi que se entregou por nós? Quem foi que desceu do céu, se humilhou e foi obediente até à morte? Quem foi que desde a eternidade se dispôs a nos amar e dar-Se a Si mesmo para que nós fôssemos livres do pavor da morte e para que nós pertencêssemos a Ele para sempre? Medite nisso caro leitor e abrigue agora pela fé nessa tremenda verdade.

terça-feira, 2 de junho de 2015

O ALTÍSSIMO PREÇO PAGO (16)




“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, a qual por tradição recebestes dos vossos pais. Mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha” I Pedro 1:18,19).
AVALIANDO A NOSSA CONFISSÃO DE FÉ         (verso 18)
        Caro leitor, creio que a frase: “fútil procedimento que vossos pais vos legaram”, sem dúvida nos fornece uma lição clara sobre nossa situação no pecado. Eis aí em poucas palavras o que realmente significa depravação total. Em toda Escritura, tanto no Velho quanto no Novo Testamento vemos como Deus mostra essa verdade ao Seu povo, a fim de que sejamos humilhados perante Ele e para que reconheçamos que nada merecemos a não ser o castigo eterno e que realmente para lá, não fosse a redenção de Cristo na cruz. Eu sei que uma das atividades de satanás é nos enredar com outros assuntos religiosos e teológicos, a fim de que não meditemos na glória da cruz.
        A primeira e notável lição que o Espírito de Deus traz aos nossos corações é a nossa geração natural: “vossos pais vos legaram”. Veja amigo que nossa condição natural é completamente desprovida de qualquer recurso para chegar a Deus. O que nossos pais nos legaram? Oh! Quanta vaidade o pecado despeja em nossos corações! Oh! Como somos levados pelas redes da soberba do pai da mentira, o qual disfarçadamente vem nos pegar em nossa ignorância! Caros leitores, nós herdamos de nossos pais algo que possa atrair a atenção de Deus? Mesmo os melhores homens do mundo, até mesmo os mais santos crentes que já passaram pelo mundo, jamais transmitiram qualquer coisa boa via geração. A Bíblia é bem enfática do fato que nascemos no pecado e por isso carregamos desde o útero materno plena disposição para pecar e mentir contra Deus. Qualquer coisa boa que temos veio da graça e tudo o que há de ruim em nós veio de nós mesmos.
        Mas o verso 18 mostra o que nossos pais nos legaram: “fútil procedimento...”. Não nascemos religiosos, nem bondosos, nem com qualquer intenção de buscar a Deus, de adorá-lo, de amá-lo, etc. Nosso procedimento neste mundo é fútil, inútil e completamente sem valor para Deus. Olhe um Nicodemos, não parece ser tão útil e tão cheio de capacidade teológica? Mas o que Jesus diz para ele e todo o povo judeu? “Necessário vos é nascer de novo!” (João 3). Olhe um Saulo de Tarso, veja a extensão do seu conhecimento, sua capacidade em manejar os escritos de Moisés e assim ensinar nas sinagogas? Para nós em nada esse homem herdou futilidade de seus pais. Mas após sua conversão ele mesmo responde ao confessar que tudo aquilo que recebera não passava de lixo (Filipenses 3:7,8).
        E eu e você? O que somos? Deixe a Palavra de Deus responder: “menos do que nada” (Isaías 40:17). Você sabe o que significa ser “menos do que nada?”. É simples: Escreva um zero num quadro negro e depois o apague, e assim você saberá o que significa ser um nada. Falo isso porque precisamos nos humilhar perante o Senhor da glória, e eu sei que este é o caminho mais difícil, aterrorizante para nós orgulhosos filhos de Adão. Gostamos de ser lisonjeados e a religião moderna traz consigo muitas vaidades para que sejamos ainda mais enfeitados e arrogantes. Mas a verdade não mudou e há de ser assim para sempre. Nós viemos do berço adâmico para causar um verdadeiro choque à criação e fazê-la gemer ainda mais (Romanos 8:20). Entramos neste mundo não para trazer felicidade, mas para multiplicar ainda mais os sofrimentos causados pelo pecado. Como Deus há de admirar injustiças? Como Deus há de impressionar-Se com a impiedade?
        Então, olhe agora amigo e veja a cruz, veja aquele que ali foi entregue para salvar perdidos como eu e você!