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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

AS ARMADILHAS DO PECADO ( 12 de 12)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A GRANDE DESCOBERTA
        Oh! Quão terrível é a armadilha do pecado! Israel nos dias de Ezequiel não viu, por isso foi levado para o cativeiro. No profundo poço do pecado os homens não conseguem ver o propósito da tão grande salvação; que Deus é o grande Salvador, cheio de misericórdia que se manifesta aos pecadores. O amor pelo pecado é tão terrível que os homens não percebem que perigos mortais e eternos rondam suas almas a todo instante, à semelhança do homem que com uma corda conseguiu alcançar os ovos de uma ave rara, num lugar alto. Assim que ficou perante os ovos e pronto para pegá-los, descobriu que havia soltado a corda e que ficaria preso naquele lugar, sem poder escapar da morte certa. Preocupado, percebeu que a corda que havia soltado estava voltando, e ele, num esforço incomum conseguiu escapar da morte.
        Conforme o Salmo 40 o Salmista percebeu que estava num profundo poço do pecado e que somente o Deus de amor poderia tirá-lo de lá. Pobres almas! Muitos lutam na vã tentativa de escapar desse buraco onde estão, mas todo esforço é inútil, é como mexer numa areia movediça, porque se afunda mais. O nosso Senhor, mesmo justo, perfeito, sem mácula, pode entender a condição do homem, pois voluntariamente veio e assumiu nossa miserável condição, a fim de levar nossas culpas e pecados sobre Si. Ele viu a miséria do pecado e até clamou ao Pai para livrá-Lo (Salmo 22). Somente o poder da graça compassiva pode mostrar aos homens a miséria, assim como Deus mostrou aos moradores de Nínive (Jonas 4) e eles puderam clamar ao misericordioso Deus de Israel.
        E você, meu amigo? Já pode perceber a realidade da queda? Será que ainda está vivendo nas alturas da soberba, sem imaginar que perigos eternos rondam sua alma? Será que está pronto a continuar transitando na escuridão, atraído pelas paixões e achando que nada há de errado? Será que, como Saulo de Tarso, está achando que é capaz de ser religioso por si mesmo e ainda encontrar o paraíso após a morte? Acha que pode fugir da verdade, pensando como Félix que haverá outra oportunidade? Acha que é poderosamente capaz de fazer aliança com a morte e com o inferno, sem perceber que poderá ser a próxima vítima? Por que não ouvir o Senhor? Por que brincar de surdo, achando que pode manipular Deus e passar despercebido nesta vida? Enquanto o homem brinca, eis que satanás se diverte em dominar a mente com seus truques religiosos. Tudo o esperto pai da mentira fará para que o pecado não seja visto como tragédia; tudo ele fará para que o mundo pareça melhor, mais belo e com a estrada para o inferno bem enfeitada e cheia de atrações.
        Como o Senhor se manifestou para Israel naqueles dias, da mesma forma ele se manifesta aos pecadores em todos os lugares e em todos os tempos: “Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço”. Essa mensagem aos homens jamais mudou, porque a condição dos homens é a mesma. Deus está chamando os pecadores ao arrependimento porque só Ele mesmo vê os perigos eternos que rondam as almas, como uma perigosa e venenosa serpente oculta; como um leão à espreita. É para fugir para Ele, porquanto Ele mesmo é o socorro e livramento para os que O buscam de todo coração. Ele mesmo afirma no texto que não tem prazer na morte do ímpio, pois Ele sabe o horror eterno que espera a alma impenitente. Eis agora o dia da salvação! Eis agora a oportunidade que é dada aos pecadores para que sejam salvos! Eis o Salvador bendito, Aquele que desceu do céu e veio à terra, a fim de dar-Se a Si mesmo, para livrar homens e mulheres do sofrimento merecido!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

AS ARMADILHAS DO PECADO ( 11 de 12)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        Estamos vendo o que realmente significa a queda no pecado e suas armadilhas postas ao longo do caminho largo. O pecado sempre é inversão dos valores; sempre mostra o caminho oposto a Deus. A natureza do pecado sempre fará com que Deus seja removido da frente; toda aquela noção bíblica de Deus, de sua presença, onipotência, onipresença e onisciência não existem no pecado. O efeito terrível do pecado é que a pessoa sempre a de buscar outro deus, porque tudo do pecado é inverso, segue o caminho que desce e não que sobe. Além disso, a força do pecado é mostrado no orgulho próprio, porque mesmo cercado de perigos terríveis, ainda assim o homem não vê, pelo contrário o efeito de sua decisão é desafiar Deus e dizer que não é verdade o que Ele afirma a respeito Dele.
        Notamos isso na vida de Nabucodonosor, o perverso e tirano rei da Babilônia. Daniel havia advertido o rei do que haveria de acontecer, caso ele não se arrependesse do seu orgulho e tanta maldade praticada. Mesmo assim, o monarca arrogante olhou para a linda Babilônia e louvou a si mesmo por ter feito aquelas maravilhas. Foi assim que imediatamente Deus o demoveu do seu lugar de rei e o impeliu para o mato, a fim de viver como um animal por alguns anos. Notemos o que o pecado faz na natureza humana, porque remove qualquer temor e cerca o ambiente de orgulho e independência, como se Deus simplesmente não existisse, ou estivesse longe. Outro detalhe é que o pecado é por si mesmo enganador, porque mesmo nas derrotas claras o pecado há de inserir no coração a ideia de que tudo vai dar certo.
        Tomo agora a vida de Belsazar, (Daniel 5) filho de Nabucodonosor, porque após a interpretação daquilo que a mão de Deus escreveu na caiadura do palácio, o rei simplesmente ignorou o perigo mortal. O exército Medo e Persa já havia tomado o palácio e ele seria morto naquela noite. Mas todo aquele acontecimento que havia transtornado o rei e a todos, simplesmente foi ignorado, ele quis recompensar Daniel pela interpretação e naquela mesma noite foi morto. O pecado tem esse terrível efeito, pois se Deus não usar de misericórdia, a natureza do pecado há de empurrar o homem para o abismo de forma inevitável. Não é essa a mentalidade de Lúcifer, satanás? Claro! Ele acha que tudo vai dar certo, que Deus está errado e trabalha de forma terrível, a fim de trazer ao mundo seu grandioso propósito de estabelecer um reino de ateísmo e perversidade, mesmo sabendo que seu destino é o Lago de fogo.
        Assim segue o homem em seus pecados; em sua cegueira não vê quantas armadilhas estão postas no caminho que segue, utilizando a mesma mentalidade de satanás, achando que a vitória virá, que o próximo dia, mês e ano serão melhores. Não há como findar esse sistema, porque mesmo no sofrimento e à beira da morte o homem no pecado sente que tudo vai dar certo. Não há no pecado um elemento de mudança; não há como desligar o homem desse estado pervertido no qual se encontra. Para alguns Deus concede que vá longe e amplia sua felicidade em meio a prosperidade, mas não demora para que o Senhor remova tudo e puxe o ímpio para sua cova. Foi assim com Esaú, pois seu anseio de se tornar uma próspera nação foi alcançado, e de fato foi. Ele e seus descendentes construíram Petra e progrediram de forma dinâmica e com muita habilidade. Mas não demorou para que Deus, a Seu tempo viesse e destruísse toda aquela grandiosidade e deixasse os escombros para a história ver que é assim que Deus faz com quem ousa desafiá-Lo.
        Só há uma resposta para os que estão no pecado: “Arrependei-vos e convertei-vos, para que sejam cancelados os vossos pecados...” (Atos 3:19)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

AS ARMADILHAS DO PECADO ( 10)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        O pecado injeta na alma um conceito de que o mundo é um lugar de paraíso e glória; é o mais poderoso efeito do pecado, porque é seu trabalho anular a glória de Deus e as realidades eternas. Todo propósito do pecado é opor-se a Deus e aos conceitos eternos. O pecado a vida aqui parecer melhor e que é infindo este sistema e não há como escapar dessa armadilha mortal, mesmo, a não ser que haja uma intervenção da graça operante de Deus na vida. Um Esaú há de escolher um mundo onde ele poderá ter uma descendência, com fama e riquezas aqui. Um Jacó, não fosse a eleição divina escolheria também o mesmo caminho desejado por sua natureza pecaminosa. O ladrão na cruz, mesmo em face da morte, ainda assim queria um Salvador que lhe trouxesse um livramento dessa morte e um escape para voltar à vida que sempre teve e não fosse o milagre da graça jamais escaparia da condenação do inferno que tanto lhe aguardava. Pilatos era seduzido pela fama e pelas honras terrenas, por isso, mesmo vendo ser Jesus inocente e Justo, preferiu condená-lo e libertar o criminoso Barrabás.
        O pecado também tapa a visão e os ouvidos, tornando a alma incapaz de enxergar e de ouvir. Veja bem, não estou tratando do aspecto físico, porque neste aspecto tudo poderá estar funcionando maravilhosamente bem. Porém, Deus vê o homem no coração e é lá que tudo deve funcionar perfeitamente bem. O pecado faz com que todas as funções que o homem no coração deveria ficassem sem qualquer utilidade, pois com o pecado tudo no homem interior deixou de funcionar. Seus olhos estão cegos, os ouvidos surdos, os pés paralíticos, as mãos paralisadas, a mente em trevas e as emoções sob a mentira. O Salmo 115 afirma que a pessoa está como um ídolo mudo, surdo e inativo. Notemos o quanto o pecado em seu serviço aqui é operante e até mesmo diria que é soberano em suas maldades.
        O pecado também remove Deus da frente, porque para a natureza do pecado não há divindade que é onipotente, onisciente ou onipresente. No pecado tudo funciona com uma visão daquilo que podemos ver e tocar, tudo deve ser palpável na lei do pecado. O pecado, no máximo leva o homem a compreender as funções da alma, mas não passa disso, porque a alma tem suas funções com o uso do corpo. Mas no pecado não há a parte mais importante do homem que é o espírito. O corpo parece como uma casca de ovo, mas a alma habita em escuridão lá dentro. Por isso que o Salmista afirma acerca do ímpio: “...que não há Deus são suas cogitações”. É por isso que o homem no pecado vive assim, como se não houvesse Deus; o temor ao Deus vivo e verdadeiro é inexistente no homem que jaz no pecado, ele entende a divindade à luz daquilo que vê, sente e pensa em seu mundo de escuridão. Um homem pode cometer suas abominações, sem sequer imaginar que os olhos do todo-poderoso estão mirando seus atos abomináveis.
        Assim, Deus removido da mente e das emoções, por isso é de se esperar que a lei do pecado fará com que os homens criem outros deuses para si. Vemos que a nação de Israel, mesmo aprendendo tudo sobre a lei e tendo um histórico de milagres e poder da mão conquistadora de um Deus compassivo, ainda assim a preferência do povo era voltada aos seus ídolos, atitude de franca rebelião, blasfêmia e ousada rebelião. Eis o que a Palavra de Deus mostra acerca do pecado. Não há qualquer esperança no homem; não há qualquer possibilidade que ele volte por si mesmo para Deus, porque é impossível. Foi a graça que entrou trazendo luz em plena escuridão, a fim de mostrar aos homens que há um Deus que opera maravilhas nesse imenso mercado de escravos – o mundo.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (9)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        Deus em Sua bondade, por meio dos Seus profetas mostrava a Israel quão perigoso é o caminho do pecado. O mundo moderno segue essa trilha de extremo perigo, pois as novidades do pecado são inúmeras, e cada dia mais os homens inventam novos meios de como produzir novas sensações pecaminosas. Foi assim em Sodoma e Gomorra, pois os pecados comuns entre os homens não serviam mais. Em nossos dias os desafios contra Deus são vistos à luz do dia, quando as multidões não se contentam mais, eles querem arrancar todos os obstáculos que existem; querem livrar do que eles acreditam ser jugos, prisões, tabus vindos de Deus. A própria igreja tem dormido o mortífero sono, pois tem deixado que as maldades que prevalecem nesta geração entrem e façam parte da comunhão. A igreja de Corinto, aos poucos foi permitindo que males entrassem na igreja; não fosse a intervenção de Paulo, a igreja inteira seria destruída pela maldade e mentiras.
        O pecado também cria um prazer sedutor; o pecado é como uma serpente constritora; o pecado cerca o ambiente e o coração de engano, de fraude religiosas, de mentiras bem trabalhadas, de sentimentos que nos levam a pensar que temos direitos. Não demora para que o ambiente esteja sem o juízo. É exatamente essa a primeira função do pecado. Se ele não for julgado imediatamente, ele há de julgar o bem e arrancar do ambiente tudo o que é justo e santo. Não foi assim em Corinto? Paulo viu que aquele homem que cometera torpeza não havia sido punido e tirado do meio (1 Coríntios 5). Já lidei com essa situação, porque quando o mal não é desfeito, eis que os culpados começam a atacar a palavra da verdade; começa a criticar, chamando o pregador de alguém que vive julgando os outros. É isso que acontece em nossos dias.
        Também, o pecado faz com que o ambiente fique sem perceber o prejuízo. O pecado sempre dará um jeito de escapar, de encobrir a situação com desculpas. O ambiente será visto com pessoas prejudicadas. É triste ver o quanto homens deixam suas esposas e mulheres abandonam seus maridos em nossos dias e isso é tratado como algo normal; como se nada tivesse acontecido, sem falar noutros males que ocorrem. Outro detalhe é que o pecado cria um ambiente de aparente felicidade; a alegria do pecado cria uma alegria que parece imensa, uma felicidade que parece inigualável. Satanás faz com que as pessoas se sintam como se estivesse vivenciando um paraíso; tudo há de ser enfeitado com sentimentos de amor; todo elemento de juízo e justiça foi tirado, por isso agora todos podem usufruir de uma alegria e de sentimentos até mesmo da aprovação de Deus. Conforme fizeram os Israelitas com o bezerro de ouro, eles se assentam para comer e beber, depois se levantam para divertir.
        Eis aí um pouco do que significa as armadilhas do pecado. É isso o que acontece e é feito de tal maneira que chegará o momento quando ninguém mais suportará a verdade e vai tratar os males mais hediondos e vis com muita ternura e proteção. Quando chega a uma situação tão terrível, eis que virá o juízo de Deus. Já vi pessoas que choraram tarde demais, porque não deram ouvidos à verdade. Satanás sabe fazer as suas festas, de tal maneira que ninguém vê que suas armadilhas, seus explosivos estão ao longo do caminho. Desde a queda do homem sempre foi assim, pois o caminho sedutor do diabo é tão enfeitado e atraente que os homens iludidos e enganados dirão que os caminhos de Deus são cruéis.
        O que entra agora? Entra um Deus de imensa compaixão, o qual chama os pecadores, mostrando a eles a verdade e os convida ao arrependimento e fé em Cristo Jesus, a fim de escapar desses tremendos perigos que envolve a vida aqui e na eternidade.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (8)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        O trabalho mais ardiloso do pecado no homem é fazê-lo sentir que a queda não foi tão terrível assim e quanto mais o mundo se torna mais belo e atraente, mais enganoso o pecado se torna no coração do homem. Se quisermos ver o que o homem pensa neste mundo, leiamos o livro de Eclesiastes vezes após vezes. Deus toma o melhor homem entre os homens, o mais rico, culto, religioso, trabalhador, sábio, etc. a fim de mostrar o quanto a mente do homem é cheia de fantasia. A palavra mais usada ali é “vaidade”, porque esse termo mostra o que realmente está no coração do homem no pecado. A vida dele é cheia de sonhos, assim como vivem os homens hoje. Ele fala de Deus, fala de trabalho, casamento, aproveitar bem a vida e por fim enfrenta a morte. Em Eclesiastes vemos como o melhor homem do mundo nada entende de eternidade; para ele a vida é aqui, o que o homem ajunta para viver e aproveitar do melhor que esta vida pode dar. Eis aí a mais engenhosa armadilha feita pelo pecado na alma.
        A armadilha do pecado mostra como a queda levou o homem a desafiar o próprio Deus. Neste mundo os homens mais sensatos são vistos por Deus como sendo os mais loucos. Os homens aqui sempre se escondem para suas práticas perversas; ou entram num quarto, ou ficam num lugar distante, ou disfarçam bem com palavras, escondendo suas maldades no coração. Mas o fato é que é impossível se esconder de Deus, pois Ele tudo vê; os olhos do Senhor estão em todo lugar. Mas é aí que entra a estupidez do homem natural em achar que ele está sozinho. Ele entende acerca de Deus, como entende acerca do homem. Para o homem no pecado não existe onisciência, onipotência ou onipresença. É mais fácil ele acreditar num super-homem do que nas verdades gloriosas acerca de Deus, conforme a revelação bíblica.
        Assim os homens realmente ousam desafiar Deus, e mesmo que tenha uma compreensão bíblica acerca de Deus, no íntimo ele acha que pode tramar meios de enganar esse Deus; ele há de mentir sempre, a fim de levar Deus a sentir dó dele e aprovar seus caminhos errados. Não há no coração do homem a capacidade de carregar consigo as verdades eternas; tudo vem como pacotes de informações, mas são estudos sem luz, sem qualquer proveito para o coração enganoso e iludido do homem no pecado. Assim, caído pelas armadilhas do pecado, o homem natural procura dissipar a verdade revelada. Ele se sintoniza com outro tipo de revelação, porque enche sua alma de maior engano e fraude religiosa. Em tudo o homem no pecado quer sentir a paz com seu bem-amado – o pecado. No íntimo ele diz: “Ninguém me vê”. Essa é a função do pecado, seu poder de ludibriar e fazer a pessoa sentir-se fortalecida e até mesmo abençoada.
        Não foi assim com Israel? Todas as maravilhas feitas por Deus àquele povo em nada os tornaram em pessoas humildes, devotadas e obedientes. Pelo contrário, propositalmente recusaram obediência e buscaram seus ídolos. Mesmo os avisos tão compassivos de Deus por meio dos profetas foram suficientes para fazê-los voltar, pelo contrário eles foram firmes e resolutos na disposição de continuar em seus erros. Não há luz no pecado; não há graça no pecado; nada há no pecado senão mentira e morte. Tudo aqui caminha para uma falácia total, a não ser que a mão de um Deus compassivo entre em ação. Foi sempre assim com Israel no decorrer da sua história e tem sido assim com todos os homens. Foi a entrada do evangelho em Tessalônica que operou grande mudança naquela cidade, com homens e mulheres deixando seus ídolos, a fim de servirem ao Deus vivo e verdadeiro, conforme o testemunho dado por Paulo em 1 Tessalonicenses 1.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (7)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        O mais poderoso efeito do pecado é o orgulho. Aliás, o combustível do pecado é a soberba, conforme vemos em Habacuque 2:4: “Eis o soberbo, sua alma não é reta nele...”. Como é que o orgulho do pecado se manifesta? É claro que ele não aparece tanto nos relacionamentos sociais. A soberba se manifesta no homem em relação a Deus, é por isso que ele vive como vive, como se Deus não estivesse presente, nem tampouco fosse poderoso. É assim que o homem é transportado no curso deste mundo (Efésios 2:2) e não tem algo mais assustador do que esse fato no viver.
        A primeira lição é que o pecado elimina qualquer conceito de temor (Salmo 14:1). O temor a Deus é o sinal claro de uma alma convertida; sua ausência indica o quanto a pessoa jamais conheceu o Deus vivo no íntimo. Nem precisamos tomar a vida de um homem que vive no pecado, a fim de mostrar essa lição. Notemos na vida de Davi que sua queda foi resultado claro de ausência de temor devido ao orgulho, ao desejo de ter o que a natureza carnal quer. Foi assim que aquele homem crente ficou cercado dessa nuvem de engano, em achar que ninguém via o que ele havia feito. É assim que o pecado opera.
        O escritor aos Hebreus deixou claro que os crentes precisam viver sob constante atividade de recíproca advertência, orientando, exortando e edificando uns aos outros, a fim de não serem endurecidos pelo engano do pecado. Vejo o quanto muitos chamados crentes fogem de uma comunhão bíblica. Muitos não gostam da igreja, de frequentar os cultos, ouvir a pregação e assim estimular uns aos outros na jornada. Outros querem uma igreja que funciona como clube, gostam dos amigos, mas fogem de confrontos bíblicos em ajudar, edificar e construir a vida de forma mútua. Sem essa constante atividade os crentes tendem a ficar endurecidos sob o engano do pecado. Vemos um mundo religioso que funciona; nada de confronto bíblico, porque querem o conforto que este mundo oferece. O mundo aparece para servir bem a tais religiosos; sua mesa está pronta com todos os pratos preferidos, como ecumenismo, liberdade feminina e diversões.
        Outra perigosa atividade do pecado é fantasiar a mente com vaidades. Aliás, essa é a mente de todos os não crentes, conforme o ensino do livro de Eclesiastes. Tudo neste mundo funciona assim; os homens enchem suas mentes de ilusões e emocionalmente festejam seus sonhos; para eles a vida é ganhar dinheiro, ter fama, amizades e divertir abundantemente. Foi essa a experiência de Salomão, pois teve tudo o que ansiava ter, mas logo descobriu que estava correndo atrás do nada. O mundo é um espetáculo de vaidades e quanto mais a vida se torna mais fácil, mais o pecado cria vaidades. Tudo o pecado faz para criar novas armadilhas, e elas aparecem lindas, atraentes e fáceis de serem adquiridas. As vaidades fazem as pessoas viver de sonhos, de ambições e elas não percebem as ciladas no caminho. A estrada deste mundo está cheia de armadilhas; a morte trabalha silenciosamente e se oculta por detrás daquilo que parece ser bom.
        Como escapar dessas ciladas? Digo e afirmo que nada neste mundo, nem mesmo a presença da morte pode mostrar os terrores que cercam os homens neste mundo. Milhões e milhões tardiamente experimentam agora o fato que foram empurrados para o abismo. Deus abriu os olhos do ladrão na cruz e imediatamente ele pode ver o Salvador ao seu lado e pode pedir sua salvação. “Como é triste andar em trevas sem perdão do Salvador! Bela é a vida, mas a vida dominada pelo amor”.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (6)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        Nos títulos dados aos homens aqui podemos ver o quanto o pecado e suas manifestações constituem verdadeiras ciladas aos homens, por isso Deus em Sua compaixão vem nos alertar através da Sua palavra revelada. Por essa razão foi que Deus, por meio do profeta Ezequiel ordenou que Israel se convertesse e se afastasse de todas as suas transgressões, a fim de que a iniquidade lhe lhes servisse de tropeço. Estou lidando com Efésios 2, considerando não somente as palavras como os títulos dados aos homens. Lembremos bem que os crentes eram assim e essas verdades nos foram entregue a fim de que pudéssemos manter humildes e dependentes Dele.
        “Filhos da desobediência” aparece também para brilhar com intensidade a condição do homem em seu estado depravado. A tendência natural do homem é sentir-se que é um filho de Deus, que Deus vai receber seus filhos no céu. A natureza enganosa do homem sempre escorrega para longe da verdade, porque gosta de se aventurar nas trevas. A expressão: “Filhos da desobediência” refere-se ao fato que todos em Adão caíram ali no Éden; que todos são culpados; que todos são chamados filhos da desobediência, pois são ligados a Adão. Os ligados a Cristo que são chamados de filhos da obediência. Além disso, essa expressão revela a íntima ligação que o homem tem com satanás, porque está sempre apto para desobedecer a Deus e obedecer o comando do pai da mentira. Jesus mostrou como os judeus estavam prontos para ouvir e obedecer o comando do diabo (João 8), pois quando apresentou-lhes a verdade eles simplesmente ficaram irados e pegaram pedras para matar o Senhor.
        Em João 8:44 temos a expressão dada por Jesus: “o diabo, vosso pai”. O Senhor essa verdade bem clara perante aqueles homens carregados de superstição religiosa e de espírito assassino. Mas a expressão mostra o prazer que o homem tem pelas mentiras contadas por satanás neste mundo. Olhemos as religiões, as idolatrias, as manipulações dos falsos mestres e a disposição que os homens possuem para se gastar por aquilo que não passa de mentiras. Nosso Senhor deixou os discípulos bem avisados que o mundo religioso lhes perseguiria e os mataria fazendo em nome de Deus. Paulo sentiu o fervor assassino dos líderes religiosos em Jerusalém quando souberam que ele havia se convertido ao cristianismo. Quantos milhares de crentes foram cruelmente assassinados pela fúria dos homens durante a história!
        Também podemos pensar no pecado como o promovedor do orgulho. Não pensemos que o homem é por natureza humilde. A essência do pecado é o orgulho. Não é um orgulho tão aparente, porque é a atitude de hostilidade no coração contra Deus. Até mesmo os crentes têm que lutar contra essa atividade insana da carne diariamente, a fim de ficar livre desse perigo que tanto ronda nossas almas. Nós estamos do lado de cá, neste mundo e tendemos a ver os homens do ponto de vista nosso aqui.
        Devemos aprender a ver a maneira como Deus nos mostra a situação do homem aqui. Foi Ele quem disse para os pais de Jacó e Esaú: “Amei Jacó e aborreci de Esaú”. Essa é a forma de Deus mostrar a realidade das coisas. Muitas lições tão importantes, para nos manter humildes vêm para nós em forma de experiências, para que Deus rasgue nossa soberba e nos mantenha na santa dependência Dele. Foi assim com Moisés, pois ele precisou ficar 40 anos no meio dos midianitas, a fim de ser esmagado seu orgulho de ser filho da filha de Faraó. Nós somos frutos do pecado. Na criação conhecemos a bondade do Criador; na queda ficamos impressionados com vanglória do diabo e é na salvação que murchamos, a fim de sermos erguidos para Deus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (5)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        Além dos nomes que descrevem o pecado como algo terrível e eternamente desastroso, a bíblia também usa expressões que mostram o horror causado pelo pecado. Que saibamos o quanto Deus não hesita em mostrar os trágicos resultados do pecado, até mesmo para Seu povo, tendo em vista o fato que precisamos ser humildes. Ele fez assim com Israel e mesmo após a longa jornada no deserto, Moisés relembrou os acontecimentos da jornada, em especial lembrou da rebeldia do povo e da necessidade que teve de interceder diante de Deus para que a nação não fosse destruída pela ira do Senhor (Deuteronômio 9). Que saibamos o quanto é um livro não somente revelador, como também confrontador e que muitas vezes nos aterroriza com suas palavras as quais revelam nossa triste condição em Adão.
        Em Efésios vemos nas palavras de Deus as duras expressões usadas para mostrar aos crentes que a graça não os achou como pessoas finas, educadas, bondosas e religiosas. Ficamos fascinados quando lemos o capítulo 1 daquela carta e até mesmo somos levados às emoções. Mas, de repente tudo muda quando deparamo-nos com o capítulo 2. Logo de cara Paulo afirma que nós não passávamos de defuntos diante de Deus e que foi preciso a mão forte do Deus que dá vida, a fim de nos tirar dessa condição de mortos, assim como Jesus fez com Lázaro (João 11). Deus não diz que o pecado foi algo simples, que foi uma mera queda; que tornamo-nos pessoas diferentes e estranhas. O texto mostra que o pecado trouxe a morte. Não tínhamos meia vida; diante de Deus éramos defuntos, da mesma forma que vemos um defunto num caixão. É essa a condição de cada ser humano neste mundo. Nós olhamos a aparência, mas Deus vê os ossos e podridão lá dentro.
        Ainda em Efésios 2, olhando o destino eterno, eis que éramos chamados de “filhos da ira”: “...e éramos por natureza filhos da ira como também os demais (verso 3). Como pensamos diferentes! Como temos a tendência de depreciar as palavras do Senhor e no íntimo torcê-las! Somos por natureza humanistas e queremos proteger a todos, achando que Deus está sendo cruel naquilo que Ele fala. Uma das lutas insanas do engano do pecado é fazer com que os homens creem que todos são filhos de Deus; que todos os homens não merecem um sofrimento eterno. Em nossa ignorância sempre estão desejando um “bom lugar” para os que morrem e expressões são comumente usadas, a fim levar o pecador para um lugar de eterna paz: “Descanse em paz”, “vá para os braços do pai”, etc.
        Mas, quão perigoso é voltar contra as Escrituras! Somos chamados a crer que Deus é verdadeiro, fiel e justo, e nós pobres mentirosos. No texto Paulo afirma que éramos “filhos da ira” e não “filhos do amor”. Paulo quer dizer que por natureza, isto é, por nascimento, por sermos provenientes da queda, eis que nós éramos destinados à raiva de Deus; que éramos marcados para ser atirados ao furor de Deus no inferno e lago de fogo. Por natureza os homens tentam abrandar o terror da queda, mas Deus não mudou e nem pode mudar. Antes de Esaú nascer Deus afirmou que o odiava. Deus não perguntou a Rebeca ou Isaque qual era a opinião deles. Deus ignorou os sentimentos dos pais, porque isso não interessa a Deus. Nós sempre achamos no íntimo que somos melhores. Nós não entendemos o que a bíblia diz: “... mas Deus que é riquíssimo em misericórdia...” (Efésios 2:4).
        Precisamos voltar para essas verdades, porque enquanto não soubermos desses fatos, eis que seremos pegos pelas armadilhas do pecado ao longo do caminho e milhares têm partido para a destruição eterna devido à ignorância das verdades expostas na palavra de Deus.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (4)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        Outra palavra aparece em toda Escritura para mostrar quão horrível, afrontador e pervertido é o pecado. É a palavra “ofensa”. Ela indica o quanto o homem no pecado não sente qualquer medo da presença de Deus. É como um filho viciado em drogas desafiando o pai e a mãe em palavras e atos. Muito tempo atrás, numa reunião de amigos, um homem recebeu uma bofetada da própria esposa na presença de todos. Aquele ato foi tão humilhante para aquele homem que o levou ao suicídio. Agora, imaginemos o que foi e é o pecado para Deus. Nada é feito fora da presença de Deus; o Senhor nunca está ausente; sua presença é constante em qualquer lugar, em qualquer parte do planeta ou do universo. Isso significa que o pecado em todas as suas manifestações é como um tapa na face do todo-poderoso.
        Mas é exatamente assim que os homens fazem em suas práticas malignas. Podemos ver a reação de Deus em sua compaixão; podemos ver o quanto por anos Ele demonstra paciência e suporta as maldades dos homens contra Sua santa presença. Vemos essa atitude tão bondosa e sofredora do Senhor, mostrada nos livros proféticos. Observemos o livro de Oséias, porque ali vemos Israel agindo como uma mulher descarada, a qual abandona seu marido para ir à procura dos seus amantes. Foi essa a atitude do povo de Israel em relação ao seu Deus. Qual é o homem que consegue suportar, vendo sua esposa indo com outro homem? A traição não uma verdadeira bofetada na face?
        Também vemos o horror do pecado na própria palavra “pecado”. Na prática ela significa “desvio do alvo”; ela traz consigo a ideia de como o pecado, como que embebedou a alma; como o homem ficou torto no coração e que por isso todo seu caminho se tornou tortuoso e assim incapaz de andar como Deus quer e atingir a meta de Deus. Em tudo o que o homem tenta fazer de bom na terra ele se mostrará como incapaz de fazer, porque não tem em vista a glória de Deus. Naturalmente ele pode ser boa pessoa, religioso e de bons padrões de disciplina, honestidade e bondade na vida. Porém o pecado o incapacitou de ser um santo, porque não pode ser. Por mais bondoso, honesto e de boa moral, os seus caminhos mostrarão o quanto ele é torto no viver. Mesmo que ele projete boas coisas e tenha boas intenções, nada modifica seu caminho e as veredas trilhadas por ele serão sempre vistas como veredas tortuosas.
        Outro termo aparece na bíblia, é a palavra “injustiça”. Essa palavra mostra que o homem é exatamente o tipo que de nada serve para Deus, justamente porque ele é injusto. Pode ser vista essa verdade expressada em toda Escritura. Injustiça significa que o pecado me tornou inaceitável para Deus e diante de Deus; que eu não posso entrar no céu, na minha condição proveniente de Adão. O homem como injusto precisa da justiça perfeita, caso queira entrar no céu. Paulo diz em 1 Coríntios que os injustos não herdarão o reino de Deus e em Romanos 1 ele mostra o cenário de injustiça e impiedade da parte da raça em relação a Deus e aos homens.
        Todas essas palavras revelam o perigo que cerca o homem com as armadilhas do pecado em seus caminhos. Foi por essa razão que Deus, através de Ezequiel ordena que Israel se arrependa, a fim de que as transgressões não lhes sirvam de tropeço. Os homens pensam que o pecado é algo inocente, mas cada ato no pecado é como se ele estivesse pisando numa mina; o pecado arma ciladas por todos os lados; têm arapucas e tropeços invisíveis pelos caminhos para pegar o homem. Eles não percebem o quanto vivem tombando, caindo, destruindo outros e sendo ameaçados a serem atirados à ira eterna a qualquer momento.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (3)


                               
“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A MAIS TERRIVEL QUEDA (Romanos 3:23)
        Eu morava em Uberaba quando presenciei a queda das torres gêmeas, naquele atentado terrorista, o qual ceifou a vida de milhares de pessoas inocentes. Eu nunca havia presenciado tão terrível tragédia em minha vida e parecia ser um sonho, ou mesmo um filme. Mas aquela tragédia e outras piores que aconteceram e acontecem neste mundo em nada pode comparar com a queda do pecado. A natureza do pecado é tão enganadora que os seres humanos nem sequer imaginam os horrores da queda que ocorreu no Éden. Mas a bíblia ocupa bom espaço nela para explicar o que significa o pecado, sua queda, seus atos, suas manobras, armadilhas e como manipula os homens. Sem uma intervenção divina, os homens vão ignorar isso. Vejo isso em nossos dias, como a população chamada de crente nada entende do real significado do pecado no coração.
        Ora, foi nessa condição que estava Israel nos dias do profeta Ezequiel. A nação se esbanjava na maldade e ainda assim se sentia como se nada tivesse acontecido e foi por causa disso que o Senhor trouxe essa advertência acima. Para tratar desse tema tão importante, creio que devo destacar sobre os tremendos efeitos do pecado, conforme a linguagem bíblica. Para isso tomarei algumas palavras usadas na bíblia, porque elas realçam o verdadeiro significado do que é o pecado em sua natureza e em sua prática. Tomemos o termo “iniquidade”. Esta é a palavra mais usada para falar sobre o pecado em sua manifestação através dos homens. No Novo Testamento essa palavra traz consigo a ideia de que o pecado em si é uma disposição de quebrar a lei, de desafiar o governo de Deus e de estar pronto para aniquilar suas ordens.
        Eis aí o que significa o pecado na prática. É isso o que aparece no Salmo 2, pois ali vemos os homens no mundo, como que gritando contra o governo de Deus e querendo anular todas as suas leis: “Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas”. É assim que vivem os homens no pecado, pois eles ignoram a Deus, desprezam o Todo-Poderoso e praticam seus atos malignos e perversos, ignorando completamente o quanto Deus os odeia e que serão punidos.
        O termo iniquidade é usado também para referir aos acontecimentos nos últimos dias; como satanás tudo fará através dos homens tirar toda lei de Deus da face da terra; para instituir toda maldade como atividades normais entre os homens; como tudo acontecerá para que o adultério, fornicação, roubo, assassinatos e outras atividades sejam coisas comuns na face da terra.
        Para ser ainda mais eficaz na explicação do termo, “iniquidade” significa que o homem tem dentro do seu coração toda disposição para bombardear toda lei de Deus. Para quem conhece pelo menos um pouco a história de Israel no Velho Testamento, podem entender que foi essa a disposição da nação durante os anos. O livro de Juízes, mostra que por mais de trezentos anos Israel viveu sem um rei e como individualmente cada um fazia o que bem queria fazer. Essa é a nossa história, uma história de iniquidade. Nós os crentes sabemos que bem vivíamos assim: “como ovelhas desgarrada, cada um seguindo o seu próprio caminho”.
        Essa trágica situação foi mudada porque o Pastor das ovelhas apareceu e mudou o rumo de nossa história. Ele veio e fez o que? Com Sua morte na cruz e Sua ressurreição o Senhor promoveu nossa salvação e essa salvação foi providencial para tratar com nossos pecados e nossas iniquidades: “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada e cujo pecado é coberto” (Salmo 32:1).

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (2)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
INTRODUÇÃO:      
        Na primeira página não pude dar uma explicação completa sobre as atividades corrompidas de Israel nos dias de Ezequiel. Tomei o capítulo 22, porque é a passagem clara onde Deus mostra os acontecimentos que marcavam a corrupção da nação e como tudo indicava que o justo juízo de Deus cairia sobre aquele povo. Mostrei as horrendas práticas de idolatrias e como esse pecado dá o pontapé inicial para práticas abomináveis. Vimos o quanto a lei sobre a obediência e honra aos pais eram claramente quebrada, porque quando há ausência de amor a Deus, o lar vem em seguida na ordem de destruição. Lemos ali também a respeito da ausência do culto a Deus; aliás, como dar a Deus as honras e os louvores quando o povo está voltado às suas idolatrias? E por fim vimos as práticas deliberadas de perversidades praticadas uns contra os outros. Não esqueçamos que essas coisas sempre ocorreram e ocorrem num ambiente preste a ser destruído por Deus. É o que vemos acontecendo em nossos dias. Mas o capítulo 22 de Ezequiel tem mais 3 assuntos perplexos mostrados a nós.
5.     Imoralidades abomináveis (verso 10). Há no coração do homem um anseio pelas práticas abomináveis na vida sexual. Deixados soltos, os homens estão prontos para atividades bestiais. Esses atos perversos foram motivos pelos quais Deus ordenou que os moradores das cidades de Canaã fossem destruídos sem qualquer piedade, como agiu em destruir Sodoma e Gomorra (Gênesis 19). As mesmas práticas aconteciam em Jerusalém, cidade onde esperavam a prática da justiça, eis que agora estava pronta para ser sepultada nas cinzas do juízo de Deus.
6.     Torpe ganância (verso 12). Era o anseio pelo luxo, por ter o que os outros tinham; o desejo pelas riquezas, a fim de gastar com seus pecados. O leitor pode ver que essas coisas acontecem em nossos dias. Sabemos que elas estão no coração dos homens; estão ocultas ali, porque o homem é assim e está pronto para coisas piores. Chega o momento quando os homens não conseguem esconder seus anseios pelo mal. Chega o momento quando as maldades saem pela boca e transborda na prática. Quando isso acontece é sinal de que Deus está na posição de punir uma nação, de arrancá-la da face da terra, ou mesmo de entrega-las nas mãos dos perversos, assim como ocorreu com Jerusalém e toda Judá.
        O que temos de fazer em nossos dias? Não é verdade que precisamos de mais profetas? De mais homens que se levantam para denunciar a maldade, conforme a bíblia manda? Não é verdade que neste momento precisamos de homens santos, cheios da compaixão de Deus venham mostrar o quanto a misericórdia de Deus está pronta para agir, caso os pecadores se arrependam? Temos que denunciar o pecado e mostrar que não há bênção na maldade; que Deus jamais irá inocentar o culpado e que o dono do céu e da terra está pronto para punir os homens, caso suas maldades chegam até o céu, como vemos acontecendo em nossos dias. A história conta o que Deus já fez com várias nações, como elas foram extirpadas da face da terra, devido a ira de Deus.
        Qual a mensagem que mostra a misericórdia de Deus? É a mensagem do evangelho, pregado da maneira como Deus quer que seja pregado. No evangelho há tudo o que os homens precisam saber e toda munição devida para atacar o mal. Quero aproveitar o máximo estas páginas a fim de encher os corações com a história do amor de Deus à procura de um povo rebelde. Mesmo diante de tanta sujeira, o Senhor ainda sai à procura de homens e mulheres arrependidos.


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (1)


                                               
“Portanto, eus os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
        INTRODUÇÃO:      
        Não tenho dúvida que essas palavras que foram dirigidas a Israel por meio do profeta Ezequiel é a mesma mensagem que a atual geração precisa ouvir. Se Deus falou com o povo considerado ser um povo Dele, o povo da aliança, quanto mais precisam ouvir as nações ímpias e perversas. As maldades naqueles dias eram encobertas aos olhos dos sacerdotes e da população, mas Deus as via e declarava o que homens e mulheres faziam e depois em pleno orgulho diziam que nada fizeram de errado.
        Não é verdade que presenciamos o desenrolar de uma época de escândalos e maldades cometidas à luz do dia e com um povo que está se sentindo bem com isso? Tudo satanás tem feito para que todos se sintam felizes no pecado; tudo é feito para que haja novas religiões e novos mestres espirituais que “abençoem” o viver tortuoso dos homens e assim fazê-los felizes no pecado. Conta-se de um homem que ficou bêbado e entrou no zoológico onde trabalhava e passou a brincar com uma serpente venenosa, até que foi picado e foi levado para o hospital onde morreu. Não é assim que os homens vivem hoje? Da mesma maneira os homens hoje brincam com o pecado como se estivesse brincando com um bichinho de estimação. Por essa razão foi que Deus puniu Israel nos dias de Ezequiel. A misericórdia divina enviou profetas para que avisassem à nação do perigo, caso não se arrependesse.
        O cap. 22 de Ezequiel narra o aglomerado de maldades praticadas pela nação, e quando analisamos os acontecimentos que envolviam aquela nação naqueles, vemos que o pecado sempre foi o mesmo e que corrompe, destrói e traz a justa punição de Deus aos povos. Vejamos as atividades imundas de Israel naqueles dias e vamos comparar com o que acontece perante, conforme divulga a televisão e as redes sociais.
1.     Idolatria e assassinato (3). É impressionante o quanto o pecado puxa outro pecado. A idolatria é a mãe de todos os outros males; o idólatra ignora a glória de Deus e inventa uma divindade para si e quando isso ocorre os homens se tornam assassinos em potencial. Se não houver amor a Deus, inevitavelmente não haverá amor ao próximo.
2.     Desprezo aos pais e abandono aos necessitados (7). Veja bem que o que ocorria na sociedade de Israel é o que acontece em nossos dias. Notemos que a lei de Deus é radicalmente quebrada com uma desonra proposital aos pais e em seguida há um abandono aos necessitados, porque o egoísmo opera nos corações, com todos à busca de seus próprios interesses.
3.     Desprezo do culto a Deus (8). Claro que a população parecia religiosa, mas a verdade é que não passavam de hipócritas, pois por fora pareciam que amavam a Deus, mas por dentro O odiavam, por essa razão eles achavam refúgio nos falsos mestres, os quais lhes ensinavam o caminho que eles tanto queriam curtir. Não é assim em nossos dias? Não é verdade que desprezam o culto a Deus, culto que é realizado por homens e mulheres piedosos? Não é verdade que desprezam a palavra de Deus e vão à busca de pastores segundo o coração deles?
4.     Práticas deliberadas de perversidades contra o próximo (9). Nessa condição os homens parecem amigos, mas o que realmente acontece é que eles armam ciladas uns contra os outros. Com isso a desconfiança aumenta e a insensatez prospera, porquanto ninguém percebe as manobras de malícias, até mesmo ocorrendo nos meios evangélicos. Que o Senhor use Sua palavra para nos fortalecer e nos livrar dos perigos terríveis que envolvem esta atual geração!