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segunda-feira, 15 de maio de 2017

DESCOBRINDO OS ELEITOS DE DEUS (16 de 16)




“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:26-30)
OS VALORES DOS ELEITOS (versos 30 e 31)
        Estou ciente de minhas tremendas limitações e elas são vistas no fato que só pude mostrar essa verdade em apenas dezesseis páginas. Mas, o que importa é saber que o povo de Deus, que ama a palavra da verdade esteja sendo edificado e o meu Senhor glorificado. O propósito principal do evangelho e da salvação do povo escolhido é a glória de Deus. Sem essa finalidade tudo é reduzido ao fracasso e revelado ser mentiras e ciladas armadas no caminho. Até mesmos os ensinos que envolvem a eleição, o chamado irresistível, a segurança e a glória eterna, serão apenas flores que enfeitarão caixões de defuntos espirituais, se não houver temor e humilhação da parte dos homens.
        Quero tomar o último verso desse capítulo, porque certamente aparece para dinamizar e fazer brilhar a verdade dita acima: “Para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”. Isso vem nos mostrar o quanto o evangelho nos leva à humilhação; o quanto os salvos estão conscientes de sua miséria, fracasso e inutilidade, se não fosse a atuação misericordiosa da graça de Deus em suas vidas. Todos nós estamos cientes do quanto a nossa natureza carnal, arrogante e egoísta quer beliscar um pouco da glória de Deus para si. Então, digo que até mesmo esses santos ensinos só terão validade em nosso viver a glória humana for extinta de forma completa na vida daqueles que afirmam serem salvos. Quem são os eleitos? Eles são a demonstração dos atos soberanos de Deus na redenção. Eles sabem bem o quanto poder da carne foi destruído; que eles foram reduzidos ao nada e que toda soberba caiu por terra, assim como ocorreu com Jericó, assim que eles foram achados pela graça salvadora.
        O resultado da salvação é que os eleitos vivem e cantam a história da redenção. Há uma glória neles, mas é santa e não parte da teimosa arrogância da natureza carnal. Eles se gloriam na história da cruz; eles não se gloriam na fé que tiveram, nem tampouco na suposta iniciativa deles de aceitar Jesus. Eles sabem que foram achados por Deus e que não fosse isso até hoje estariam correndo do Senhor, ou mesmo já teriam caído no abismo de terror eterno. Os eleitos não se gloriam neles mesmos, mas sim no Senhor: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”. Por isso os eleitos transbordam da graça de Deus, sentem a felicidade por terem sido abençoados com bênçãos eternais (Efésios 1:3). Os eleitos já foram humilhados um dia, quando viram o terror da lei lançando sobre eles suas maldições, por essa razão eles não fogem quando a mensagem do evangelho vem como espada afiada furar seu ser. Não há lugar para demonstrar que eles são alguma coisa, porque sabem que são os zeros à esquerda e que são algo agora porque foram ligados a Cristo.
        Por esse fato os eleitos demonstram a derrota do diabo, porque satanás jamais poderá anular o que foi feito na graça por eles. Eles demonstram a derrota do mundo, porque o mundo sabe que perdeu alguém e que a presença deles aqui ameaça suas mentiras e manipulações. Eles também demonstram a falácia do inferno, porque estão livres eternamente do sofrimento eterno, porque Cristo veio e fechou a porta do abismo, para que eles, e agora a redenção afirma que são eles habitantes do céu e participantes da glória eterna com Cristo!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

DESCOBRINDO OS ELEITOS DE DEUS (15)




“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:26-30)
OS VALORES DOS ELEITOS (versos 30 e 31)
        Os versos 30 e 31 nos envolvem em profundas verdades, pois a salvação eleva os santos na posição exaltada, pois pela graça eles foram colocados em Cristo. Já vimos sobre o fato que nele fomos feitos sabedoria e justiça. Mas não é somente isso, porque o próximo ensino mostra o que a graça fez pelo povo de Deus, a fim de causar vergonha ao mundo e mostrar o quanto este sistema nada tem, senão loucura e cegueira, nada vendo do que ocorre naqueles que foram alcançados na eterna e bendita redenção.
        Também aparece a santificação: “...o qual nos tornou da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação...”. A primeira lição declara que na escolha feita na eternidade, Deus nos santificou em seu Filho amado. O que os eleitos eram no pecado? Que diferença havia em nós, comparados com este mundo que perece? A escolha não foi feita porque houve em nós pecadores qualquer interesse por Deus, pois sabemos que o pecado resulta em morte, cegueira, orgulho, escravidão e ódio. Na eleição feita no Filho (Efésios 1:4), Deus nos tornou agradáveis no Amado (Efésios 1:6). Santificação significa que somos de Deus, amados por ele, separados exclusivamente para ele. Ora, tal verdade revigora os santos, porque nessa posição eles são intocáveis, guardados e protegidos.
        Outro importante detalhe é que na santificação os santos hão de representar a justiça de Deus na terra. Cada crente é como uma joia de Deus na terra; funciona como uma lâmpada acesa neste mundo de escuridão; traz ao mundo exatamente aquilo que o mundo precisa, como justiça, pureza, vitória, fé, coragem, amor, adoração verdadeira, etc. Essas coisas não são aceitáveis no mundo, mas são manifestações das atividades misericordiosas de Deus na face da terra. José representou isso quando se tornou governador do Egito, pois não somente supriu o mundo da provisão material que precisava, como também mostrou em seu governo o que realmente significa justiça, perdão, amor e graça. Cada crente na terra funciona como bênção por onde pisa e anda. Seu viver diferente traz um dossel de bênçãos para todos que o cercam, reveste a todos das coisas celestiais e faz com que todo mal seja arrancado e a justiça seja implantada no poder visitador do Senhor.
        Além disso, a santificação abre o cenário para as atuações salvadoras da graça. Onde os santos estão, eis que a porta da graça revela que está aberta e que sua luz brilha intensamente. Onde os santos estão, eis que almas são salvas e os milagres da salvação mostram o quanto Deus envolveu este mundo com esse sol que brilha compassivamente, suspendendo o juízo e vencendo o poder do pecado, da morte, do diabo e do mundo.
Também, na santificação Deus reveste seu povo de convicção na verdade, a fim de que os males desta vida sejam derrotados, que o mundo e sua miséria passarão; que eles estão caminhando de forma disciplinar para a morada eterna e que a perfeição virá, assim que chegarem ao lar celestial. A santificação mantém a luz da verdade acesa, mostrando o quanto eles devem andar em vigilância, oração e aprendendo sempre para depender de Deus.  

quinta-feira, 11 de maio de 2017

DESCOBRINDO OS ELEITOS DE DEUS (14)




“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:26-30)
OS VALORES DOS ELEITOS (versos 30 e 31)
        O texto mostra as bênçãos eternas que revestem o povo eleito, devido à posição deles em Cristo. Já vimos que a sabedoria de Cristo está em cada um dos salvos. Agora veremos que também a justiça de Cristo é a justiça dos salvos. Para mim esse tema é destaque em todo ensino da salvação bíblica. O mundo quer encher tudo com sua própria justiça; o mundo sua justiça como tinta, a fim de pintar superficialmente todas as coisas e assim ocultar suas maldades e idolatrias, mas tudo isso perante Deus é visto como algo detestável e nojento. O mundo odeia tremendamente a justiça que emana de Cristo, porque ela tem estrutura de santidade, de poder e de juízo. A justiça do mundo treme ante a perfeição da justiça de Cristo, porque não pode suportar a glória que advém dela e assim o mundo é pego em seu fracasso, por tentar ocultar o que não pode ficar escondido aos olhos de Deus.
        Mas o que acontece é que os salvos foram purificados de toda imundície; foram lavados de toda corrupção do pecado e foram revestidos da justiça. Na linguagem bíblica o mundo está completamente despido perante Deus, enquanto os crentes estão revestidos de Cristo. Por essa razão o mundo odeia tanto os crentes, porque eles falam com firme convicção que foram salvos, libertados, purificados e remidos mediante o trabalho do grande salvador. Ora, o mundo tem intenso ódio dessa verdade, por isso passa a perseguir os salvos, vendo-os como importunos, miseráveis e estraga prazeres. Os fariseus odiavam Jesus porque este simplesmente rasgava tudo e mostrava todos os interesses pervertidos de seus corações, utilizando a religião como um instrumento que acobertava suas maldades.
        Voltemos aos crentes, porque eles são diferentes; eles se apoiam não em si e essa atitude de verdadeira humildade perante Deus mostra que há uma base sólida na qual eles estão firmados. Eles não somente estão firmados em Cristo, como também podem andar em justiça. Essa verdade é algo realmente incrível e assustador para a mentalidade deste mundo. O mundo tenta ocultar suas perversidades, mas não consegue, por isso vai de mal a pior, de desgraça a desgraça, de mentiras à outras mentiras ainda piores. Enquanto isso eis que os crentes passam a viver diferente, pois agora podem trilhar caminhos retos com maior prazer. É Deus mostrando seus atos graciosos nas vidas transformadas de homens e mulheres. Aquele que roubava, mentia, xingava, era infiel e praticava outras coisas odiadas e odiáveis, passam agora viver de forma que agrada a Deus. 
Mas, os santos fazem isso no poder de Deus; eles não tentam ser bondosos, amáveis, gentis, educados e simpáticos, porque o mundo pode fazer isso com sucesso. Os santos querem viver e andar na justiça, porque é na justiça que os frutos aparecem. O que eles fazem é buscar refúgio, forças e poder em seu salvador. O triunfo da cruz não sai da memória dos santos, por isso eles não se gloriam na religião nem em feitos religiosos, mas sim naquele que se entregou por eles, a fim de livrá-los da miséria do pecado onde estavam.  Eis aí os eleitos de Deus; eis aí o povo salvo! Quem pode explicar tudo isso? Quem pode perscrutar esse povo e falar desse povo senão as Escrituras? Eis aí o povo justo, que entrará no céu mediante a justiça daquele que é o perfeito Justo – Jesus.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

DESCOBRINDO OS ELEITOS DE DEUS (13)




“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:26-30)
OS VALORES DOS ELEITOS (versos 30 e 31)
        Vemos como o verso 30 dinamiza os valores do povo eleito, porque eles se tornaram propriedade do Senhor: “Mas, vós sois dele em Cristo Jesus...”. Também o texto vai além para mostrar a posição tão bendita e elevada dos salvos, porquanto na salvação eles passaram eles passaram a ser em Cristo sabedoria: “...o qual se nos tornou, da parte de Deus sabedoria...”. Veja que mudança ocorreu nesse ambiente onde a graça operou em corações visitados pela tão grande salvação.
O que significa ser em Cristo sabedoria? Não podemos esquecer que o mundo vê sabedoria do ponto de vista do sucesso financeiro, cultural, político e social. Mas Deus toma tudo isso e lança no lixo, como sendo tudo sem qualquer valor. Também o mundo considera os crentes como “coisas loucas”, sem qualquer valor. Mas a verdade é que a sabedoria vista por Deus é diametralmente oposta à sabedoria conhecida por este sistema liderado pela mente arrogante e vaidosa do diabo. A primeira lição que emerge dessa verdade é que viver em sabedoria, segundo os princípios de Deus é andar em temor. Vemos essa lição dinamizada em todo livro de Provérbios, fazendo contraste com a sabedoria tão aplaudida pelos homens deste mundo em Eclesiastes. Em Provérbios o escritor inspirado afirma que a sabedoria verdadeira é melhor que os tesouros considerados de excelentes valores aqui, como a prata, o ouro, o diamante e outros da espécie.
        Ora, isso é de inestimável valor para nós os crentes, porque a marca mais preciosa em nosso viver é que o temor ao Senhor e é exatamente isso que faz a diferença. É andando no temor do Senhor que as coisas desta vida têm seu devido lugar no viver. José tornou-se poderoso no Egito, mas foi o temor do Senhor que o fez tão útil ao mundo e aos seus irmãos. Os santos não jogam foram aquilo que o mundo enxerga como sabedoria. O que acontece é que o temor do Senhor torna-se a locomotiva que  puxa essas coisas no trilho certo do viver. Sem o temor do Senhor o mundo se torna um lugar de extremo perigo, porque os homens querem tomar para si os poderes terrenos, a fim de massacrar os mais fracos. Por essa razão o mundo é o que é. Sem a presença dos verdadeiros sábios, o mundo é um espetáculo de miséria. Basta ler superficialmente o livro de Jó para vermos o quanto ele era sábio, causando inveja aos que se consideram aos que se consideravam mais sábios. O cap. 31 mostra o que Jó entendia ser sabedoria; ali ele expõe o viver que todos os homens deveriam ambicionar ter aqui, como sendo o maior e mais ambicionado tesouro.
        Queremos ver sabedoria aqui? Queremos ver o modo como Deus enxerga os verdadeiros valores? Paremos de olhar o mundo, de desejar ser o que o mundo ambiciona. Olhemos os verdadeiros crentes, porque eles são as joias preciosas que o mundo tanto despreza. O salmista diz que para ele os santos que há na terra são os notáveis. Sendo assim necessário é que trilhemos o caminho pelo qual andaram milhares de homens santos aqui na terra; que estejamos com eles aqui; que eles sejam nossa companhia e que andemos no mesmo caminho e que estejamos juntos no cantar, no falar, no adorar, no orar e na comunhão. Trilhar o caminho do temor é realmente andar no caminho da perfeição.

terça-feira, 9 de maio de 2017

DESCOBRINDO OS ELEITOS DE DEUS (12)


“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:26-30)
OS VALORES DOS ELEITOS (versos 30 e 31)
        Após ter mostrado o estado tão terrível em que os eleitos foram achados, eis que agora precisamos ver como a própria graça eleva os eleitos em maravilhosa e gloriosa posição. O mundo os discriminou e está aborrecido com eles; eles já morreram para o mundo e jamais serão novamente participantes desse sistema de escravidão e de mentiras. Olhando os eleitos do ponto de vista do pecado, eis que a misericórdia resume tudo declarando que eles nada são. A lei declarou que eles eram malditos e a ira de Deus pairava sobre suas cabeças. Eles mesmos sabem que nada mereciam senão a condenação eterna; eles não abrem suas bocas para proclamar vanglórias, mas sim para exaltar o Deus que usou de compaixão em favor deles.
        Mas a graça não parou ali, porque o povo salvo não recebeu uma mera porção de comida para matar a fome; não são tratados como mendigos que carecem do favor de Deus aqui. Agora é o momento de olharmos não mais para o mundo, nem ouvir o que o mundo pensa a respeito deles. O pai do filho pródigo não levou-lhe comida e roupa para deixa-lo onde estava, pelo contrário, ele foi recebido no lar e foi tratado com todo amor e honras de um filho amado. Sendo assim é necessário que examinemos o que vem a seguir na passagem de 1 Coríntios, a fim de que vejamos as honras com as quais Deus revestiu seu povo salvo e que essas honras estão infinitamente acima de qualquer honras, prestígios, riquezas e poderes deste mundo.
        A primeira lição é vista logo no início do verso 30: “Mas vós sois dele em Cristo Jesus...”. Os salvos são propriedade do Senhor. Creio que essa verdade deve encher nossos corações de santa alegria. A igreja de Corinto estava dando tanto valor àquilo que o mundo proclamava ser de valor. Mas agora eis que Paulo mostra que aqueles irmãos que ali estavam eram propriedade comprada por Deus; era individualmente habitação do Espírito Santo. Pedro fala acerca disso em sua primeira no cap. 2 verso 9, ao declarar que os crentes eram “propriedade exclusiva de Deus”. Era isso o que Paulo queria enfatizar, a fim de quebrar o espírito de arrogância que tomou a mente e os sentimentos dos líderes da igreja de Corinto. Cristo veio ao mundo, se entregou a si mesmo, a fim de comprar um povo para si. Ainda em Efésios ele afirma que Cristo amou esse povo e trata como esposa dele.

        Seguindo esse raciocínio bíblico, que venhamos a encher de amor e de respeito pelo povo de Deus na face da terra, mesmo aqueles que parecem ser simples e sem qualquer valor. O Senhor amou igualmente seus santos e afirma que eles formam a propriedade dele, protegida por ele e guardada somente para si, assim como nós cuidamos de algo que compramos por um alto valor. Essa propriedade divina foi tirada do mundo, chamada para fora deste mundo e libertada da tirania do diabo e da escravidão do pecado. Essa verdade deve fazer com que lembremos que todos os crentes têm uma mentalidade santa e que todos aprendem da graça. Cuidemos com o orgulho, porque um coração soberbo quer pensar e agir diferente em relação a igreja do Senhor. Quando isso acontece eis que o mundo entra e satanás procura fazer sua festa de confusão. Que o Senhor nos livre dessa investida satânica em nosso meio.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

DESCOBRINDO OS ELEITOS DE DEUS (11)


“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:26-30)
QUEM DEUS ESCOLHEU (    versos 27 e 28)
        Quem são os eleitos? Realmente eles são aqueles que agora compreendem por experiência própria que nada são à luz da glória de Deus. O mundo vê os eleitos como pessoas imprestáveis, sem valor, cujas obras são inúteis. Mas o fato é que o mundo não sabe que os verdadeiros crentes pensam assim a respeito deles, mas diante de Deus. Os santos não se aviltam perante o mundo, mas sim perante o Deus de toda glória e é nessa humilhação que eles são erguidos por Deus. Notemos então que Deus age assim, fazendo muitos descer na humilhação, a fim de erguê-los na graça e fazendo muitos subir os degraus da soberba, a fim de derrubá-los do alto posto da soberba à miséria eterna.
        Mas, qual é o alvo da salvação? Qual é o principal propósito de Deus quanto a eleição? A resposta aparece claramente no verso 29: “A fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus”. Na salvação dos perdidos eis que desaparecem raça, cor, posição, cultura, posição social, etc. Todos os crentes são tratados igualmente por Deus; todos são humilhados, a fim de que conheçam a graça que lhes exaltou em Cristo. Foi isso o que Paulo quis mostrar à igreja de Corinto e é essa verdade que nós precisamos saber. Onde o homem é exaltado, a glória de Deus não está presente ali; onde os homens recebem louvores de uma forma ou de outra, eis é certo que tudo ali é abominação para Deus. Na salvação o mundo deve saber que os homens realmente nada são e que eles nada têm, a fim de oferecer a Deus. No pecado cada ser humano gosta e quer ser exaltado, mas a verdade é que na misericórdia os homens são achados por Deus na miséria e assim confessam de coração que “grande é o Senhor!”.
        Antes de passar para o próximo assunto, deixe-me dizer o quanto Paulo expressou essa verdade em Gálatas 6:14: “Mas longe esteja de mim o gloriar senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo...”. Ali estava um homem que tinha tudo o que um homem religioso poderia usar para sua vanglória. Ele poderia ter tirado sua camisa e mostrado a todos os açoites recebidos; poderia falar das perseguições sofridas por amor a Cristo. Mas tudo isso ficou oculto, porque sua glória estava no fato que Cristo se entregou na cruz por ele. Essa sublime verdade é desdenhada pelo mundo religioso, porque nada há nessa mensagem que venha atrair a atenção popular. A mensagem da cruz é loucura porque não agrada nem aos gregos nem aos troianos deste sistema entregue nas mãos do maligno.

        Encerro esta página agora, a fim de mostrar o quanto é essa verdade que precisamos pregar em nossos dias. O que chamam de evangélico em nossos dias, realmente é uma caricatura do cristianismo bíblico. Como achar os eleitos hoje? É claro que eles estão por todos os lugares, mas estão encobertos pela euforia do espírito arrogante desta época. Os eleitos são marcados pelo temor ao Senhor e pelo amor obediente à palavra. O evangelho de hoje tem suscitado um espírito de rebelião no meio dos chamados crentes. Não temos seguidores de Cristo, mas temos sim aquele que declaram que são crentes, que vão para o céu, mas que aqui fogem do compromisso de seguir ao Senhor.