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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

SOBERANIA



“Conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11)

       A nossa crença na sabedoria de Deus pressupõe e requer que o SENHOR tenha um plano e um propósito determinados na obra da salvação. O que teria sido a criação sem o Seu desígnio? Há algum peixe no mar ou alguma ave no ar que foram formados ao acaso? De maneira nenhuma; em cada osso, em cada junta e em cada músculo; em cada tendão, em cada glândula e em cada vaso sanguíneo, pode ver-se a presença de um Deus que obra segundo o desígnio da Sua infinita sabedoria.
            Estará Deus presente na criação, regendo todas as coisas, e não estará na graça? Estará a nova criação livre do instável gênio do livre-arbítrio, quando o conselho divino rege a antiga criação? Olha para a Providência! Quem não sabe que “não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.” “Até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.” Deus pesa em balanças as montanhas da nossa dor e as colinas da nossa tribulação. Estará Deus na providência e não na graça? Poderia a concha ser ordenada pela sabedoria e o núcleo ser deixado à sorte cega? Não! Deus conhece o fim desde o começo; Ele vê no seu devido lugar, não apenas a pedra angular, de formosas cores, que Ele colocou, no sangue do Seu amado Filho; mas Ele vê também as pedras escolhidas, retiradas da pedreira da natureza, e polidas pela Sua graça. Deus vê o edifício todo, desde os alicerces até ao pináculo.
            Ele conhece claramente cada pedra que tem de ser colocada no lugar que lhe foi preparado, e sabe também quão vasto tem de ser o edifício e quando a pedra de arremate há de aparecer com aclamações de “Graça! Graça! Para ela!” No fim, ver-se-á claramente que em cada vaso escolhido pela misericórdia, Jeová operou com os Seus como Lhe aprouve; e que em cada parte da obra da graça cumpriu o Seu propósito e glorificou o Seu próprio nome.
Tradução de Carlos Antônio da Rocha

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

AS DUAS PROVAS DA REBELIÃO DO HOMEM (22)




Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas  (Jeremias 2:13).
         Caro leitor, tendo abandonado o Senhor e obedecido a voz da serpente, eis que a raça trocou a fonte da felicidade pela desgraça. Também trocou a fonte de amor pelo ódio. A comunhão com Deus é uma atmosfera de perfeito amor, onde há puro prazer; onde há satisfação no coração. O amor de Deus não é visto meramente naquilo que Ele faz, mas sim Nele mesmo, em Seu coração terno, afetuoso e meigo. Seu amor cobre o ambiente de aceitação e de comunicação constante; seu amor assegura Sua constante presença e essa presença que satisfaz. O ambiente é também de um amor eterno, isento de juízo e de ameaças. No Éden era assim, porque o homem sendo a coroa da criação desfrutava de algo inigualável. Era ele o sacerdote da própria criação e a adoração a Deus era feita por meio Dele. Havia tranquilidade, conforto no ambiente; não havia sinais de defesa entre os animais; não havia sinais de ódio contra os homens, porque nada havia de Ira. A criação funcionava em perfeita sinfonia e em plena aceitação da liderança do homem.
         Veja caro leitor a desgraça ocasionada pela decisão na queda. Veja como até mesmo a criação ficou subordinada a um ambiente de ódio. Veja como a liderança do homem se afastou de Deus e atirou a criação a um ambiente inútil e infrutífero. O pecado lançou o veneno da vaidade (Romanos 8:20) e lançou a criação a essa situação constrangedora de ter que lutar por uma sobrevivência vã. Foi retirada a perfeição da criação e toda natureza ficou submetida a essa atividade desesperadora. No ar, na terra e nas águas todo ambiente ficou entregue ao desespero; a criação observa a loucura do homem e volta-se contra o própria homem, visto que ele não está no lugar dele, cumprindo sua função e agindo como inimigo de Deus há de voltar-se contra a própria criação.
         Ao buscar amor abandonando a fonte do amor eterno, eis que vemos a desenfreada atividade dos homens cavando aqui e ali buscando conhecer o amor dentro de um ambiente pernicioso. Como pode haver amor no pecado? Aquilo que parece ser amor não passa de sentimentalismo natural, e como pétalas das flores, é levado pelos impetuosos ventos da Ira de Deus, ficando apenas os espinhos da tristeza e da dor. Ao semear no território das paixões na tentativa de obter amor, fazem isso continuamente, mas eis que a colheita é corrupção.
         Ao afastar da glória de Deus (Romanos 3:23), como poderá desfrutar de bênçãos na perfeita criação de Deus? A criação foi feita perfeita e adornada da divindade e do poder do criador (Romanos 1:20). Todas as obras do Senhor continuamente O louvam, então, como pode o homem infiel extrair algo para si seus ideais egoístas num ambiente assim? Ao abandonar o Senhor os homens são como moscas na criação; são intrusos e assaltantes; a própria criação volta-se contra ele; são indesejáveis nesse ambiente onde tudo proclama a glória de Deus e onde tudo está plenamente submetido ao governo desse reino espiritual.
         Meu caro leitor, será que essas verdades têm levado você ao desespero? Todo seu esforço neste mundo é inútil; todas as suas atividades estão sendo ajuntadas para o lixo, se é que você ainda não reconciliou-se com Deus, mediante o sangue de Cristo. Com que e com quem você está contando para viver, andar e peregrinar por este mundo? Acaso não sabe que a terra pertence ao Senhor? Acaso não sabe que toda criação foi santificada e abençoada pelo criador e que tudo foi feito para a glória Dele? Se o Senhor está contra você, saiba que toda criação está contra você. Você não admirado aqui, você não é desejável aqui e nem mesmo útil.
         Toda explicação de Jeremias 2:13 tem em vista levar você amigo até o lugar certo – a cruz. Aquele que jamais conheceu pecado, foi imolado, sacrificado ali para obter plena, poderosa e eterna salvação para o perdido pecador. Portanto, agora mesmo, curve sua cabeça e peça ao Senhor Sua misericórdia e perdão e purificação para sua pobre alma condenada.