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sábado, 11 de outubro de 2014

RESULTADO DA SANTIDADE NO MUNDO



“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” 2 Timóteo 3:12.
                  
                   Todos os que são verdadeiros crentes devem saber desta verdade. A vida piedosa não quer nem pode encontrar conciliação com a carne, o mundo e o diabo. Mais perto de Deus, mais fúria dos adversários. Vida que agrada a Deus não tem cadeira de assento neste mundo maligno. A alma piedosa sentirá a brisa suave da presença de Deus no cume do monte, mas ao descer verá a multidão ocupada em gritar e espernear contra Deus e contra Sua Santa lei. Um Jeremias com a mensagem de arrependimento será jogado na cisterna; um Daniel firme num viver de oração achará um apartamento entre os leões; para um Elias é melhor estar sendo sustentado por corvos, para não ser perseguido pela fúria do rei.
                   Como pode! São os piedosos as pessoas mais úteis para o mundo! Claro! Mas, quem disse que o mundo procura os emissários celestes? O mundo tem seu próprio sistema de governo e não aceita o governo divino; o mundo tem seu sistema religioso e não tolera o padrão santo e perfeito da religião bíblica. Quantos estão tentando harmonizar vida cristã com vida mundana. Impossível! “Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?” As ovelhas querem pastos verdes, mas os leões rugem procurando carne. Como poderão achar sossego as ovelhas do Senhor no meio da ferocidade dos filhotes do leão?  Ainda bem que o Pastor Fiel não se aparta dos Seus para cuidar deles continuamente.
                   O povo de Deus precisa saber que todo crente torna-se alvo da perseguição mundana se quer viver piedosamente. O mundo está sempre observando os santos de Deus. Olhos da ferocidade inimiga fitam com ódio mortal as frágeis ovelhas do Senhor. O mundo inteiro está depositado no coração de um homem ainda não nascido de novo, por esse fato ele há de perseguir o crente que irradia santidade a sua volta. A nossa mensagem é luz; o nosso viver resplandece a glória do Filho de Deus num mundo entenebrecido pelo pecado. O mundo é como uma caverna escura e tenebrosa, onde estamos para brilhar o brilho do céu.
                   Amado leitor, você é um genuíno crente? Está procurando viver para a Glória de Deus? Sua vida é uma luta contínua por pureza no coração? Saiba que sofrerá perseguição. O mal não pactua com o bem. Nossa meta é “amar o bem e odiar a iniqüidade”. Por isso não acharemos lugar de repouso aqui. Se amarmos o presente século, certamente abandonaremos o viver cristão e como Demas abandonaremos Paulo em meio às lutas (2 Timóteo 4:10); se o coração estiver atraído pelo deus mamon, é certo que trairá o Senhor por causa das moedas de prata; se houver medo da morte, qualquer ameaça será motivo de negar o Senhor perante os homens.
                   É sofrido seu viver? O Senhor está presente. O final dessa escura caverna mundana está chegando. A nossa queda em Adão nos fez conhecer a morte, mas o Redentor Forte venceu todo esse ajuntamento inimigo a fim de que pudesse nos atrair para sermos Dele para sempre.

AUSÊNCIA DE PIEDOSOS NO MUNDO



“Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens” Salmo 12:1

                Que tremenda petição! Se não estivermos diante do trono de Misericórdia rogando algo assim, a própria Palavra de Deus se encarrega de tomar Suas devidas providências. Se não rogamos falando aos ouvidos do Todo-Poderoso a respeito de tal situação, as Escrituras estão proclamando em alto e bom som. Não é verdade que está faltando homens piedosos em nossos dias? Foi assim nos dias dos Juízes, é assim nos dias atuais; foi assim nos dias de Jeremias, está acontecendo o mesmo especialmente muito mais agora.
                Os lares sentem a necessidade desses homens piedosos! Homens que carregam o temor do Senhor em seus corações e que se postam como valentes à porta de suas casas não permitindo que a iniqüidade que anda solta venha a introduzir para fazer parte da sua família. Homens que amam a Palavra de Deus e que sejam exemplos para suas esposas e filhos. Faltam homens que pelo temor ao Senhor protejam suas esposas, filhas e filhos das maldades que tanto solapam a sociedade e a família em nossos dias.
                As igrejas carecem desses homens piedosos! Homens cujos corações já foram visitados pela obra da Misericórdia na salvação. Faltam homens que são verdadeiros discípulos e que, com efeito, aprendem da Palavra como ela é e que possam ser esteios dentro da igreja, servindo de exemplos para o rebanho. Faltam homens que não fogem quando a igreja está sendo atacada por lobos devoradores. Faltam homens que cercam o pastor com oração a fim de que o ministério seja cheio de fruto para a glória de Deus.
                O mundo precisa de homens assim! Está faltando homens de exemplos, de respeito, de coração puro e de mãos limpas. O mundo zomba da causa evangélica hoje, porque faltam homens que não vivem de aparência, mas sim do coração para seu Deus. O mundo precisa de homens destemidos que renunciam o conforto mundano, os interesses de prosperidade carnal, por causa da Glória de Cristo.
                O que precisamos fazer? Exatamente o que a Palavra de Deus já está fazendo! Pedir socorro! “Socorro, Senhor!” Está faltando homens que andem na luz. O mundo e a igreja estão cheios de “baratas e ratos” que se escondem com a luz da Glória do verdadeiro Evangelho de Cristo. Oremos pedindo essas bênçãos derivadas dos milagres da Soberana Graça. Grande é o clamor agora, porque se faltam os Valentes de Cristo, as igrejas, os lares e o mundo estarão à mercê dos atos covardes de Satanás através dos homens malignos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ACERCA DO JEJUM (12 de 12)



John Wesley     
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu , porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mateus 6:16-18)
CONCLUSÃO
         5.      ...Sim, que nossa tristeza, de espécie piedosa, de espécie piedosa, opere em nós o mesmo arrependimento interno e externo; a mesma inteira mudança de coração, renovado segundo a imagem de Deus, em justiça e verdadeira santidade; e igual mudança de vida, até que sejamos santos como Deus é santo, em toda maneira de conversação. Opera ela em nós o mesmo cuidado de sermos achados no Senhor, sem mácula e sem culpa; a mesma pureza, atentada menos por nossas palavras do que por nossas vidas, pela nossa abstenção de toda aparência do mal; a mesma indignação, o u veemente aborrecimento de todo pecado; o mesmo temor de nossos corações decepcionantes; o mesmo desejo de em todas as coisas nos conformarmos à santa e aceitável vontade de Deus; o mesmo zelo por tudo quanto possa ser instrumento de Sua glória e de nosso crescimento no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo; e a mesma oposição a Satanás e a todas as suas obras, contra toda corrupção da carne e do espírito (2 Coríntios 7:9 e seguintes).
         6.      Juntemos ao jejum, em todos os tempos, nossas orações fervorosas, derramando nossa alma inteira diante de Deus, confessando nossos pecados em todas as suas agravantes, humilhando-nos debaixo de Sua mão poderosa, pondo diante Dele todas as nossas lacunas, todas as nossas culpas e toda a nossa desesperança. Essa é a época de alongarmos nossas orações, em nosso proveito e o bem de nossos irmãos. Lamentemos agora os pecados de nosso povo e clamemos forte pela cidade de nosso Deus, para que o Senhor reconstrua Sião e faça de novo brilhar Sua face sobre suas desolações. Assim – temo-lo observado – faziam os homens de Deus, nos velhos tempos, sempre consorciando oração e jejum; assim fizeram os apóstolos, em todas as passagens acima citadas; assim nosso Senhor os reúne no discurso presente.
         7.      Resta somente, para que nossa observância de um tal jejum seja aceitável ao Senhor, que a ele adicionemos esmolas, obras de misericórdia, segundo nossas posses, tanto em benefício do corpo, como em proveito da alma de nosso próximo. “Com tais sacrifícios” também “Deus se agrada”. Assim o declarou o anjo a Cornélio, jejuando ele e orando em sua casa: “Tuas orações e tuas esmolas subiram para lembrança diante de Deus” (Atos 10:4). Assim o declara expressa e francamente o próprio Deus: “Acaso não é antes esse o jejum que eu escolhi? Rompe as ligaduras da impiedade, desata os feixinhos que deprimem, deixa ir livres aqueles que estão quebrantados, e rompe toda a carga. Parte o teu pão com o que tem fome, e introduze em tua casa os pobres e os peregrinos; quando vires o nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. Então romperá a tua luz como a aurora, e a tua saúde mais depressa nascerá, e a tua justiça irá diante de tua face, e a glória do Senhor te recolherá. Então invocarás tu o Senhor, e Ele te atenderá; tu clamarás, a Ele, e Ele te dirá: Eis-me aqui. Se”, quando jejuares, “esvaziares a tua alma para o faminto e satisfizeres a alma aflita, então se levantará tua luz na obscuridade e tuas trevas tornar-se-ão como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e encherá os teus ossos, e serás como um jardim de regadio, e como uma fonte de águas, cujas águas jamais faltarão” (Isaías 58:6 e seguintes).





quinta-feira, 18 de setembro de 2014

ACERCA DO JEJUM (11)

  John Wesley 
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu , porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mateus 6:16-18)
CONCLUSÃO                                 
         2.      Se desejamos, porém, tal recompensa, guardemo-nos, em segundo lugar, de supor que merecemos alguma coisa de Deus por nosso jejum. Não podemos estar demasiadamente vigilantes a este respeito, uma vez que o desejo de estabelecer nossa própria justiça, procurando a salvação como pagamento e não de graça, tão profundamente enraizado está em nossos corações. O jejum é apenas um caminho que Deus ordenou, no qual esperamos em sua imerecida misericórdia, e no qual, sem nenhum merecimento de nossa parte, Ele prometeu livremente dar-nos Sua bênção.
         3.      Não imaginemos que a realização do simples ato externo atrairá qualquer benção de Deus. “É o jejum que escolhi, diz o Senhor, um dia para o homem afligir sua alma? Consiste ele em o homem encurvar a cabeça como um junco, vestir-se de saco e semear cinzas sobre si?” Esses atos exteriores, ainda quando estritamente observados, são tudo quanto se contém na expressão “afligir a própria alma?” – “Queres tu chamar a isto um jejum, e um dia aceitável ao Senhor?” Não, por certo: Se for um mero serviço exterior, será tudo, inclusive um trabalho perdido; tal prática possivelmente pode afligir o corpo, mas, quanto à alma, nada lhe aproveita.
         4.      Sim, pode o corpo ser algumas vezes bastante quebrantado, a ponto de se tornar inapto para as obras de nossa profissão. Contra isto devemos também guardar-nos diligentemente; porque devemos preservar a saúde, que é uma boa dádiva de Deus. Deve-se ter todo cuidado, toda vez que se jejue, em guardar proporção entre a abstinência e a resistência física. Não podemos oferecer a Deus suicídio como sacrifício, nem podemos destruir o corpo para auxílio da alma.
         Mas, em ocasiões solenes, ainda que estejamos em grande fraqueza, não devemos recair no outro extremo, porque Deus condenou os que, na antiguidade, contenderam com o Senhor acerca da não aceitação de seus jejuns. “Não é assim que jejuamos, disseram eles, e tu não viste? Eis que no dia de vosso jeju m, procurais o prazer, diz o Senhor”. Se não pudermos abster-nos totalmente de alimento, podemos, pelo menos, abster-nos de manjares delicados; e então não buscaremos em vão a Sua face.
         5.      Tenhamos cuidado em afligir nossa alma do mesmo modo que nosso corpo. Toda ocasião de jejum público ou privado seja um tempo destinado ao exercício daquelas  santas afeições que implicam num coração contrito e humilhado. Seja uma época de lágrimas devotas, de piedosa tristeza acerca do pecado, triste como a dos Coríntios, a respeito da qual o apóstolo disse: “Agora me regozijo, não de que fostes entristecidos, mas em que vos entristecestes para o arrependimento; porque fostes entristecidos segundo Deus, para que de nossa parte em nada fosseis prejudicados. Porque a tristeza piedosa” – (A tristeza que é segundo Deus, que é um precioso dom de Seu Espírito, levando a alma a Deus, de quem ela procede), “produz arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte”.
(continua)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ACERCA DO JEJUM (10)



   John Wesley 
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu , porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mateus 6:16-18)
         AS OBJEÇÕES: (continuação)
         7.      Mais: se tivésseis estado em Nínive, quando se proclamou através da cidade inteira: “Que nenhum homem ou animal, gado ou rebanho, toque qualquer coisa; não comam nem bebam água, mas com força clamem ao Senhor Deus!” – vosso jejum contínuo teria sido uma forte razão para que não tomásseis parte na humilhação geral? Indubitavelmente, não. Estaríeis inteiramente dispostos, como outro qualquer, a não tomar alimento naquele dia. Jamais a abstinência, ou a observância do contínuo jejum, escusou a qualquer dos filhos de Israel do dever de jejuar no décimo mês, a grande festa anual da Expiação. Não havia exclusão de ninguém naquele decreto solene: “A alma que não se afligir”, que não jejuar “naquele dia, será exterminada do meio de seu povo”.
         Finalmente, se estivésseis com os irmãos em Antioquia, no tempo em que eles jejuavam e oravam antes da partida de Barnabé e Saulo, poderíeis imaginar fosse possível que vossa temperança ou abstinência constituísse razão suficiente para não vos unirdes a eles? Se o não fizésseis, teríeis sem dúvida alguma sido expulsos do meio deles, como elementos que trazem confusão à igreja de Deus.
CONCLUSÃO:
         1.      Mostrarei, por último, de que maneira devemos jejuar, para que o jejum se torne em serviço aceitável ao Senhor. Em primeiro lugar, seja ele praticado na presença de Deus, com nossos olhos simples fixados Nele. Seja nossa intenção, nossa intenção única, glorificar a nosso Pai que está nos céus; expressar nossa tristeza e vergonha pelas multiformes transgressões de Sua santa lei; esperar por um aumento de graça purificadora, erguendo nossas afeições até às coisas do alto; adicionar seriedade e fervor às nossas orações; abrandar a ira de Deus e obter todas as grandes e gloriosas promessas que Ele nos fez em Cristo Jesus.
         Guardemo-nos de zombar de Deus, convertendo nosso jejum assim como nossas orações, em abominação ao Senhor, pela mistura de qualquer pensamento temporal, particularmente pela ânsia de agradar aos homens. Contra isto nosso bendito Senhor mais especialmente nos adverte nas palavras do texto: “Quando jejuardes, não sejais como os hipócritas” – tais eram muitos dentre os que eram chamados povo de Deus – “de ar triste”, rosto áspero, afetadamente sombrio, dardejando olhares de modo peculiar. “Porque eles desfiguram o rosto”, não somente por meio de contorções artificiosas, mas cobrindo-o de pó e cinzas, “para mostrar aos homens que jejuam”: este é o seu principal, senão mesmo o seu único desígnio. “Em verdade vos digo que eles já receberam sua recompensa”, isto é, a admiração e o aplauso dos homens. “Mas tu, quando jejuas, unge tua cabeça e lava o teu rosto”, fazendo como estás acostumado a fazer em outras ocasiões, “para não pareceres aos homens que jejuas”, para que isto não seja parte de tua intenção; se eles o souberem, sem nenhum desejo de tua parte, não importa; tu não és melhor nem pior; “mas a teu Pai que está em secreto: e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”.  (continua)