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terça-feira, 25 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (13 de 13)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ORIGEM DAS BOAS OBRAS:     “... as quais Deus, de antemão preparou para que andássemos nelas”
        Findo esta mensagem, na esperança de poder levar essa verdade de forma prática no viver do salvo. Procurei dar ênfase à predestinação, porque o texto exige que entrasse nesse assunto tão importante: “...as quais Deus, de antemão...” Vimos que tudo foi planejado de tal maneira como Deus o Pai quer. Entramos nos depósitos dos tesouros da graça e presenciamos apenas um pouco daquilo que é joia preciosa para o ornamento do povo de Deus.
        E também vimos que as boas obras retornarão em glória para Deus e em benefícios eternos. Esse é o valor supremo das atividades dos santos neste mundo. Tudo o que é feito pelo poder da graça através de cada crente será visto como algo durável para sempre. Foi sempre assim. Olhemos o que os santos fizeram no passado; olhemos para as obras de fé e entenderemos que eles miravam para além do véu. Notoriamente as boas obras abençoam o mundo, mas também condenam o mundo. O que Moisés fez ao abandonar o Egito trouxe a preciosa lição para o mundo acerca do Deus de Israel. Olhemos bem que aquele gigante na fé fez uma troca que somente os salvos podem trocar: os tesouros do mundo pelos tesouros eternos. Parecia loucura, mas com essa troca Moisés passou pelo Egito pelo última vez, a fim de testemunhar que o Deus de Israel era o Deus vivo e verdadeira e que ele mesmo, Moisés estava se dirigindo para alcançar os bens duradouros.
        Os santos neste mundo sempre estão falando. Os que morreram estão falando hoje como se eles estivessem vivos em nosso meio. Os que ainda estão neste mundo estão deixando o aroma precioso de suas obras. A santidade de vida diz que eles não amam mais o mundo e que suas ações aqui mostram o Deus que eles servem. As obras dos crentes não podem ser destruídas, não são apagadas, elas permanecem. Suas orações, súplicas, intercessões e ações de graças subiram até o céu e estão guardadas ali no coração de Deus. Muitos jamais tiveram suas orações respondidas aqui. A maneira justa que eles viveram e vivem propaga a justiça que eles receberam e que as vestes brancas serão exibidas na eternidade e especialmente quando o Senhor descer do céu com os milhões e milhões dos convertidos (Apocalipse 19).
        Quão triste é ver o quanto o mundo ignora, despreza e ameaça os santos de Deus, mesmo com o fato que as boas obras dos crentes são as bênçãos mais preciosas de Deus para homens aqui. O Egito esqueceu de José, com seus atos que salvaram o mundo da fome; os moradores de Canaã esqueceram do viver do justo Abraão, sem mencionarmos aqui o modelo perfeito das boas obras – o Senhor Jesus.
        Mas posso ir mais longe para dizer que Deus sempre tomará os santos com firmes e amorosas disciplinas nesta vida. Muitos santos, de repente recebem um inesperado pacote de provações, mas tudo vem a nós na medida certa, a fim de que sejamos colocados no caminho certo das boas obras. O mundo faz de tudo para que os crentes, especialmente em nossos dias venham a abraçar as obras do mundo e assim vemos como muitos chamados de crentes simplesmente saíram do caminho do dever. Isso é extremamente perigoso. Cada crente foi posto na trilha certa onde deve seguir com humildade e obediência. Sair dos nossos deveres requer da parte de Deus os açoites da disciplina que nos levam a santidade.
        Sendo assim, voltemos aos valores das boas obras. Firmemos na simples responsabilidade que nos foi dada. Sejamos fieis ao Senhor como pais, maridos, filhos, esposa, mãe, empregados, na igreja, porque a meta é a glória de Deus em toda nossa maneira de viver.
        Lembremos que nem o mundo não premia as nossas boas obras. O mundo em sua loucura há de premiar os ímpios em atividades até mesmo perigosas. Mas as obras dos santos ficarão para serem reveladas na glória eterna.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (12 de 13)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ORIGEM DAS BOAS OBRAS:     “... as quais Deus, de antemão preparou para que andássemos nelas”

        Analisemos um pouco mais o que significa “...as quais Deus, de antemão preparou...”. Na página anterior procurei mostrar o quanto essa verdade é vista na predestinação. Aliás, esse é talvez o tema sobre o qual é mais discutido em nossos dias. Mas reafirmo aqui que a predestinação explica tudo, porquanto tudo o que se refere à vida do crente em Cristo já foi planejada de antemão. Noutras palavras, tudo o que se referia à vida dos eleitos, em todos os detalhes Deus já planejou. Isso para mim é particularmente maravilhoso. Encaremos isso na lógica da graça, porque se toda boa obra está ligada ao nosso viver em Cristo, então é certo que tudo foi planejado de antemão no próprio Filho.
        Notemos bem que não foram preparados de antemão nossos atos pecaminosos, pois todos eles já estavam embutidos em Adão, ali na queda. Não se esperam atos em Cristo daqueles que não estão Nele. Os que vivem no pecado e vão para o castigo eterno não foram predestinados para isso, mas sim destinados. Lembremos bem que não foi Deus o autor da destinação, mas sim da predestinação. A destinação foi obra da nossa voluntária queda e as obras no pecado provam esse fato constantemente. Então, jamais culpemos Deus por nossos malignos atos, pois de Suas santas mãos jamais sairão maldades; pureza, santidade e justiça emanam das palavras do Deus que falou e tudo veio a existir. Os homens no pecado nunca tiveram, não têm e jamais terão qualquer base para acusar Deus de qualquer ato de maldade.
        Visto que estou tratando das boas obras, preciso retornar ao assunto. Elas funcionam de tal maneira que retornem em benefícios eternos. As boas obras dos salvos, visto que elas vieram da eternidade, então têm valores para a eternidade. Deus vê as obras dos salvos como motivo de adoração, como ações de graças e glórias somente e tão somente a Ele. As boas obras dos salvos são os únicos elementos que funcionam de fato para o bem das pessoas ao nosso derredor. São as boas obras que funcionam como luz para o mundo em trevas e como sal para um mundo apodrecido no pecado. Sem as boas obras as atividades mundanas evocam o juízo de Deus. Com as boas obras a presença graciosa e misericordiosa é mantida no mundo às vezes por muito tempo.
        As boas obras são as excelências que aparecem do heroísmo dos crentes. Elas nem sempre são vistos pelo mundo, mas o que importa é que Deus as vê. Milhares de santos que passaram por este mundo partiram para o céu sem que fossem notados aqui, mas seus atos ficaram marcados para serem vistas na eternidade. Muitos santos funcionam ocultamente, enquanto outros aparecem mais. Isso não importa, porque a glória será destinada sempre a Deus. Uma lâmpada pode brilhar, mas para isso têm os elementos que levam a energia até a lâmpada. Uma torneira é vista pelo fato que dela sai agua, mas são ignorados os canos que transportam agua até ela. Os atos dos santos são recebidos por Deus e guardados para a ocasião própria.
        Os santos, somente os atos deles têm valor que dura para sempre, porque refletem os atos puros e santos de Cristo. E isso é tanto significado que o próprio Deus compara esses atos usando a figura de linho fino, expondo sua brancura (Apocalipse 19). Que o Senhor venha encher o coração do Seu povo de alegria e prazer nessas verdades eternamente preciosas. Os crentes foram salvos mediante a excelência da boa obra de Cristo na cruz, a fim de que agora todos eles façam brilhar suas vidas neste mundo, honrando ao Senhor enquanto aqui viver, até que sejam levados para brilhar pela eternidade na glória celestial.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (11)


                              
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ORIGEM DAS BOAS OBRAS:     “... as quais Deus, de antemão preparou para que andássemos nelas”
        Chego à parte final dessa mensagem e vemos como as lições vão brilhando mais e mais, trazendo suas lições eternas, vindas da soberana atuação da graça. Quão incríveis são as maravilhas da graça! De início sabemos que nada de bom pode vir da natureza humana; nada podemos realizar dessas obras da graça, porque de nós mesmo nada brota, senão as maldades e perversões advindas do pecado. Se toda boa obra e todo dom perfeito vem do Alto, então é fato que toda má obra e dons imperfeitos vêm do homem caído em Adão. Assim, não há qualquer razão para que os crentes em Cristo venham gloriar neles mesmos. Se esperarmos dos filhos de Adão qualquer coisa boa, que agrade a Deus e que traga benefício ao mundo, certamente ficaremos cercados de decepções.
        O que aprendemos das boas obras é que elas foram preparadas de antemão para que andássemos nelas. Impressionante verdade! Notemos que antes de cada crente existir Deus mesmo preparou o caminho santo, glorioso, belo, justo e perfeito, para que eles pudessem trilhar esse caminho. O leitor atento pode observar bem que as boas obras é o nome do caminho pelo qual os santos trilham por ele. Outra lição que brilha como luz celestial é o fato que, sendo um caminho pelo qual os crentes andam, boas obras é um assunto inerentemente prático. Não são meras palavras, mas sim fatos que aparecem no viver do crente.
        Outro detalhe que desponta perante nossos olhos é o fato que é algo só para os crentes. Até parece redundância, mas o fato é que estou sendo enfático em afirmar que é preciso ter a vida que há no Filho. Tentemos por um ímpio nesse caminho e veremos que ele não consegue andar ali. Ele não pertence à classe da nova criação em Cristo. Ele não tem consigo a estrutura espiritual, não nasceu na família de Deus, por isso não consegue mover-se para cima. Ele não tem a fé que faz a alma vê o que está além do véu e também não participa da faculdade da graça cujas lições eternas foram preparadas somente para os salvos.
        Como podemos explicar esse preparo de antemão? Realmente são lições profundas e penetram além do tempo, nos guiando até à eternidade. Se quisermos ver a lógica divina em Suas obras graciosas temos que entrar no assunto da predestinação. Se quisermos saber do povo escolhido devemos entender a eleição, mas se quisermos saber do que envolve o viver do crente em todos os detalhes, certamente devemos entender o assunto sobre predestinação. Em Cristo os crentes foram escolhidos para serem salvos, livres do inferno e para serem herdeiros de Deus no céu. Na predestinação os salvos têm toda sua vida pré-programada.
        Notemos bem que quanto aos não salvos não há predestinação. Os vasos da ira foram destinados à perdição. Predestinação é assunto que envolve a vida de cada crente, onde nasceu, quando nasceu, que sexo, família, vida social, quantos anos viveria aqui, etc. Percebe-se que predestinação ensina que não temos controle sobre nossas vidas e existência.
        Sem querer aprofundar muito no assunto, devemos entender que a vida de cada crente tem como base “em Cristo”. Cristo é o perfeito modelo das boas obras e Ele mesmo veio preparar o caminho para que nós pudéssemos andar Nele. Na eleição nós Nele, na predestinação, Ele em nós. Nas boas obras vemos as virtudes eternas de Cristo nos salvos, vemos Seu viver transparecendo em cada crente; vemos o mundo presenciando que Cristo está vivo e que os santos transmitem Sua vida. Que privilégio que a graça nos outorgou!

terça-feira, 18 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (10)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Outra verdade é que as boas obras deparam com a resistência natural. Parece inacreditável, mas o fato é que as obras graciosas feitas pelo povo de Deus não são reconhecidas pelo mundo. Elas não estão presas na contagem de gratidão aqui na terra, porque elas vêm do céu. Ora, se o mundo não tem qualquer gratidão pelas obras criadas por Deus e expostas na natureza, como hão de admirar os grandes feitos dos santos na terra? Qual foi o prêmio que homens de Deus receberam por praticarem coisas boas, excelentes e úteis? Nenhum! O Senhor Jesus só fez exclusivamente o bem, mas quais eram as disposições dos homens em relação ao bondoso e Justo Senhor? Sempre queria apedrejá-Lo e no fim levaram-No à crucificação.
        Então, não esperemos galardões pelas nossas obras aqui, a não ser quando Deus ordenar. As obras dos santos estão nos arquivos celestiais e Deus sabe bem como usá-las nos momentos certos. Foi assim que Ele fez com José e com Mardoqueu. Quero mostrar agora as bênçãos que as boas obras produzem neste mundo.
        Primeiramente elas resultam em bem-estar que a humanidade tanto precisa. Quando o cristianismo é real, bíblico e exemplificado em justiça e santidade, tendo em vista a glória de Deus, então é certo que resultará em bênção para a sociedade. Os favores da graça são venenosos para o pecado, mas para a humanidade ela traz uma atmosfera de confiança e tranquilidade. As obras feitas por Neemias quando voltou para edificar o muro em Jerusalém foram suficientes para espantar os perversos, remover a impiedade e instalar um ambiente de ordem. A postura firme e resoluta de Mardoqueu resultou na morte de um elemento assassino e trouxe paz para o reino persa (livro de Ester). Na corte babilônica Daniel foi um modelo de boas obras, por isso o rei Dario pôs toda confiança nele, a fim de trazer juízo contra os perversos e tranquilidade ao reino.
        Pensemos nas boas obras em nossos dias. Na verdade a sociedade agora está respirando um ambiente pervertido, mentiroso, traidor e cruel em todos os segmentos da sociedade, tudo porque falta o surgimento de mais homens e mulheres crentes que praticam obras dignas de arrependimento. O que temos hoje são mais e mais escândalos, por isso o mundo zombam e em seus atos diz que faz melhor que os crentes. Enquanto a igreja parecer com o mundo, ela estará apagada e prejudicando o mundo. Faltam homens e mulheres crentes, os quais querem agradar a Deus e não a carne; que querem ver a honra do nome de Deus na família e na igreja; que almejam vidas santas e para isso se separam do mundo e dos seus prazeres. 
        Mas as boas obras dos crentes funcionam como luz nas trevas, como o sal que impede a podridão, como árvores que dão fruto, como o bem que repreende a presença do mal. Foi com essas boas obras que Deus realizou grandes coisas neste mundo e abençoou o mundo em muitos lugares, durante a história da igreja. As boas obras não fazem com que os crentes não busquem galardão aqui. Os santos ajuntam riquezas no céu e não na terra, mas elas favorecem o bem estar físico, mental e espiritual de todos na terra.
        Termino esta página para dizer que as boas obras revelam o que será a glória na eternidade. Na realidade, as boas obras são as amostras das maravilhas e perfeições do céu na terra. As boas obras pedaços das joias santas, desprezadas pelo mundo, mas que tanto benefício traz ao mundo. As boas obras instilam justiça, pureza, tranquilidade, confiança, dignidade, autoridade e outros tantos benefícios. Quando foi que o mundo produziu isso? Nunca! Quando a igreja se humilha, ora e santifica, então as boas obras de Cristo no mundo começam a refletir em bênçãos inimagináveis para a sociedade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (9)


                              
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        As boas obras também exibem traços de justiça. Nunca os santos de Deus mostrarão as suas obras sem que nelas estejam aquilo que é tão exaltado na bíblia – a justiça. Vida cristã é justiça, por isso que a bíblia tanto fala sobre esse dinâmico e maravilhoso ensino. O que mais vemos hoje são homens e mulheres com nomes de “evangélicos”, mas o viver em nada expressa justiça. Toda atividade deste mundo é traçar suas rotas sem as marcas da justiça divina. Em nossa época onde o homem é destacado como o homem secularizado e independente. Deus hoje é um tipo auxiliador dos homens, a fim de que eles conquistem mais e mais seus ideais terrenos. Pastores sérios se veem cercados do fato que não há mais interesse por vida santa, humilde e disposta a carregar a cruz.
        Todo estilo de vida hoje indica que o viver de justiça foi implodido e transformado em cinzas. As obras dos chamados crentes aparecem com amor desvinculado de santidade e das reais manifestações da justiça de Cristo nos crentes. O lar está cada vez mais sendo destroçados, porque cada um se ocupa na busca pelo dinheiro e consequentemente o conforto. Mulheres não querem cumprir com justiça o dever de serem mães dedicadas e boas esposas; homens inspirados na capacidade de suas esposas simplesmente cederam e deixaram que a democracia entrasse em seus lares. Poderia gastar tempo aqui mostrando os sinais dessa tragédia, que culmina com a falta de busca de conselhos que usam a autoridade bíblica. Então, obras sem perfeita justiça não podem ser chamadas de “boas obras”. Nós os crentes somos neste mundo os servos da justiça, por isso os sinceros crentes hão de mostrar esses santos traços no viver.
        Certamente o assunto sobre justiça é vasto para ser tratado aqui, mas vou deixa-lo, a fim de falar sobre a presença de santidade nas boas obras. Onde há justiça, a santidade está presente e onde há santidade é sinal que há justiça. Mas a presença da santidade nas boas obras é o ingrediente que revela a origem dessas boas obras. Os homens do mundo podem mostrar belas obras, mas elas jamais serão adornadas e perfumadas da santidade. Onde Cristo é glorificado em nossos atos os homens jamais serão exaltados. Foi essa santidade que fez a diferença na vida de José, bem como na vida de milhares de santos de Deus que passaram pelo mundo. Veja como o crente é aquele que faz as coisas, sem, contudo se aparecer. Muitos deles passam a vida de forma obscura, mas só a eternidade mostrará o quanto esses heróis da fé vão brilhar como estrelas refulgentes. Normalmente não prestamos atenção na lâmpada que brilha, porque nosso interesse é pela luz. As boas obras têm como meta a utilidade e foi assim que não demorou em que José fosse exposto para o mundo como um homem que foi grandemente útil.
        Se quisermos ser usados por Deus precisamos nos purificar de toda contaminação mundana. O mundo se contenta com qualquer instrumento, mas Deus só utiliza os vasos puros. Se não nos humilharmos para total obediência, certamente seremos postos fora como inúteis. Onde a natureza carnal prevalece, a glória de Deus não estará presente. As boas obras não têm em vista publicar nossas honras. Elas vão exibir o Deus glorioso em nosso viver. Se quisermos que Cristo brilhe em nós, então nossos interesses egoístas devem ser atirados para longe. Precisamos saber que satanás vai atirar pedras para tentar quebrar as lâmpadas e foi assim que ele fez quando na história sempre procurou deturpar a verdade e perseguir os santos do Senhor. Que nosso Senhor nos mantenha humildes e dedicados a Ele.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (8)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Ah! Nem sequer imaginamos como são belas, santas e úteis as boas obras! Uma vez que foram de antemão preparadas por Deus, então vale a pena examinar de perto essas grandes oriundas da eternidade: “...de antemão preparou...”. Passar por cima é ignorar as joias, cujo valor é imenso. Além disso, a igreja é ornamentada para expor essas grandezas de Deus no mundo e assim a noiva há de enaltecer o Noivo Amado.
        Primeiramente, digo que as boas obras não vêm dos homens e nem podem ser produzidas pelos homens. Já mencionei o fato que os homens podem produzir obras, mas não as boas obras. Aliás, as obras dos homens muitas vezes parecem ser belas e muitas vezes o mundo se encanta com alguns atos de homens em favor de nações e do mundo inteiro. Mas essas obras são marcadas pelo pecado; elas estão carregadas de corrupção e não há uma sequer que tenha qualquer peso de valor perante Deus. Todos os atos de Judas, mesmo sendo feita juntamente com os discípulos e mesmo que foram pintadas do verniz da espiritualidade, elas morreram com ele e foram lançadas no além como lixo, completamente desprezadas por Deus.
        Às vezes as obras parecem ser de homens, mas são provenientes de Deus. Antes da sua conversão, Cornélio foi um homem de grandiosos gestos, mas tudo o que aquele homem fazia era Deus de antemão preparando aquela alma para aquele maravilhoso encontro Salvador. Cornélio não se inspirava em suas obras para a salvação, por isso aceitou com coração sincero a salvação em Cristo (Atos 10). Têm bons homens no mundo, e muitos são amados por parentes, amigos, por causa de seus atos de bondade, educação, respeito e justiça, mas que jamais foram salvos. Normalmente as obras feitas pelas atividades da carne já recebem suas recompensas aqui mesmo. Elas não foram preparadas de antemão na eternidade por Deus. Portanto, cuidemos bem em discernir o que significa “obras” e “boas obras”.
        Outra verdade digna de nossa atenção é do fato que as boas obras exibem determinados traços, jamais achados aqui. Um desses traços é que nelas brilha a glória de Deus, por isso não podem ser produzidas nem sequer imitadas. Temos que avançar no conhecimento dessas verdades. Por exemplo, vemos que nas boas obras estão os traços do amor de Deus, e nisso os homens não podem sequer imaginar. Homens amando perdidos pecadores? É impossível! Todos nós juntamente nos afundamos na areia movediça deste mundo encharcado do pecado. Se estendermos as mãos para os outros, certamente afundaremos mais. As boas obras mostram que o grande Deus amou um povo na eternidade e veio aqui para exibir Seu amor por esses pecadores.
        Notemos o quanto santos no passado mostraram isso. A reação deles em face da perseguição e até mesmo da morte, foi de completa submissão a Deus, sem qualquer atitude retaliativa. Por que isso? A resposta foi que esses homens, após conhecerem o amor salvador do Senhor em suas vidas, não mais passaram a agir com ódio e com vingança. Vemos isso na vida de Estêvão, porque mesmo sob os alvos das pedradas de seus algozes, ainda orou por eles: “Senhor não lhes imputes esse pecado”. Ora isso é o que? “Boas obras”. Quem no mundo faria isso?
        Ali perante o corpo morto de Estêvão estava Saulo de Tarso que se dispôs a se erguer em procurar outros crentes para mata-los com profunda ira. Mas o que aconteceu? Ao ser achado pelo Senhor e ser levado à conversão, eis que incrivelmente amou aqueles que lhe perseguiram cruelmente. Isso revela as boas obras, as quais jamais foram conhecidas pelo mundo, porque elas expressam o amor de Deus em Cristo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (7)


                               
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Por que as boas obras? Por que não fomos salvos e imediatamente levados para nossa cidade santa? Por que não aconteceu conosco, o mesmo que ocorreu com milhares de santos, que após a salvação partiram, deixando esse mundo de uma vez por todas? A resposta aparece no texto acima de Efésios 2:10. Notemos bem que nos imediatos versos que precedem o texto, o povo de Deus é marcado como o povo salvo e destinado aos lugares celestiais. Estando cientes dessa verdade, o que vem ao nosso entendimento é aquilo que Cristo falou em Mateus: “Não se pode esconder a cidade edificada sobre o monte”. Eis aí a cidade santa, o povo de Deus brilhando do Alto como o sol, a fim de iluminar um mundo em escuridão. As boas obras dos salvos são as joias do céu na terra.
        Primeiramente elas refletem a glória de Deus. O alvo de Deus é exibir no mundo as façanhas da glória da Sua graça. Deus está anunciando ao mundo que tudo o que o mundo precisa vem Dele; que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do Alto e não daqui. Disparadamente, a igreja no mundo é motivo de intenso ódio de satanás. O príncipe das trevas não contava com essa luz. Para Ele o pecado e a morte seriam trevas perpétuas no mundo; ele não contava com a nova criação. A igreja é a criação que jamais será atingida pelos males do pecado, porque é algo do céu na terra. O pecado atingiu o pó terreno, mas não do céu. O pecado veio e aniquilou tudo, trouxe silêncio absoluto e satanás mobiliza os mortos para suas obras mortas.
        Mas o fato é que a igreja é inatingível e intocável pelas mortíferas armas do pecado, da morte, do diabo e de todos os poderes das trevas. A igreja não é geração de um Adão caído, mas sim do Adão perfeito, santo e Justo em todos os aspectos. Por esse fato temos que atentar para essas obras. Elas dizem que os salvos são pessoas vivas e que os não salvos estão mortos. As boas obras testificam que é o Espírito Santo que fortificam os santos na graça, a fim de que operem no mundo para a glória de Deus. As obras feitas pelos não salvos são produtos realizados pelo espírito que opera nos filhos da desobediência. As boas obras transmitem o cheiro perfumado da graça, enquanto as meras obras feitas pelos homens mundanos exalam o cheiro terrível da morte.
        Ora, não podemos esperar melhoras no mundo que aos olhos de Deus não passa de ser um cemitério. Tem como melhorar um ambiente assim? Suas flores são enfeites de mortos; suas músicas anunciam as mentiras; suas obras são marcadas e projetadas para o fogo. Elas não têm duração perpétua: “O mundo passa com suas paixões e concupiscência...”. Como esperar melhoras num ambiente corrupto e corruptível? Podemos melhorar os mortos? Os homens aqui podem aspirar dias melhores, mas o que acontece é que os melhores homens vão se corromper e as maldades em sua profundidade vão aumentar, caso Deus não intervir. Poderá vir dias melhores, de progresso material, mas não de progresso espiritual. A marcha deste mundo prossegue na impiedade, por isso veremos o dia do Senhor sendo desonrado, as famílias sendo destruídas, a crescente ausência de homens piedosos e o avanço de maldades aterrorizantes.
        O mundo pode estar preparado para ser religioso e projetado para os ideais dos homens, mas não de Deus.  Eles vão zombar de Deus e lutarão para destruir os cultos piedosos; tudo farão para se misturar com o povo de Deus e dizer que Deus é pai de todos e assim é este mundo com suas obras, chamadas de “obras mortas”. Que o Senhor nos livre disso e que acompanhemos de perto os santos e eternos planos de Deus para Seu povo na face da terra.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (6)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Como havia falado anteriormente, a criação é apenas a “caixa de papelão” onde Deus colocou sua joia preciosa. Mas, como foi que Deus fez isso? Deus está usando a criação para trazer à lume as maravilhas do grande projeto da eternidade – o povo eleito. Cristo destruiu na cruz todo horror e feiura trazidos pelo pecado e tudo o que fora amaldiçoado pela lei.
        Agora chegou o momento para que conheçamos um pouco mais a atuação da poderosa graça na vida desses que são chamados no texto: “...feitura de Deus...”. Notemos bem que a obra da graça vai além da salvação do inferno. A obra da graça faz um trabalho completo, perfeito e eterno. A igreja está na terra para representar a glória dessa graça maravilhosa e superabundante. Se os salvos mostrarão na eternidade a glória das maravilhas da graça no universo, então o mundo é um lugar onde a exposição é feita em miniatura. Achamos bela a criação de Deus? Gostamos de ver as exibições do grande Criador em toda criação no céu e na terra? Então, o que encanta o coração de Deus? O que será que encanta os anjos agora? O que atrai a atenção do próprio Deus? Não são os atos impressionantemente poderosos da graça entre os homens.
        Na primeira criação, o Verbo Criador estava junto com o Pai: “Ele estava no princípio com Deus...”, mas na segunda criação o Verbo Salvador foi enviado pelo Pai do céu à terra. Na primeira criação o Verbo criador chamou a criação do nada a criação agora existente. Na segunda criação o Verbo salvador chama do reino do pecado e da morte elementos inexistentes. Que impressionante obra! Deus opera pelo chamado, conforme vemos na linguagem comum de Paulo, quando se dirige aos crentes: “Aos chamados que estão em Roma...”. Esse é o sistema da salvação bíblica, pois é Deus quem realiza a salvação e não o homem: “...criados em Cristo Jesus...”
        Posso assegurar que a nova criação reflete a glória de Deus. Tudo o que está manchado pelo pecado há de contaminar. A igreja santa é pura e foi posta aqui para brilhar no viver a glória desse Deus. Assim, todos os atos, as “...boas obras...” hão de mostrar que foi Deus que fez aquilo. Veja bem que há uma diferença entre o que feito por Deus e o que é feito pelo homem. O que é feito por Deus não chama a atenção dos homens, porque o mundo odeia a glória de Deus. O que é feito pelos homens sempre será atrativo ao mundo. O mundo parabeniza os atos lindos, belos e heroicos e premiam os homens. Mas a meta de Deus é a glória do nome Dele e se isso não ocorre por meio dos crentes, então Deus mesmo há de fazer uma varredura no ambiente. Foi isso o que ocorreu na igreja de Corinto, porque quando elementos humanos começaram a receber honras, eis que esses males trouxeram outros consigo, exigindo duras mensagens e disciplinas.
        Todo problema com Israel no Velho Testamento foi porque a glória de Deus estava sendo interceptada pela invasão da idolatria. As trevas entravam e ofendiam o Santo de Israel, por esse fato Deus intervia com terríveis castigos. Tudo na vida tem que mostrar a glória de Deus, caso contrário há de ser sepultado nas lavas da ira Dele. A igreja foi posta na terra para refletir a glória de Deus e é isso o que Paulo fala sobre as “boas obras”.
        Minha real esperança é que meus leitores estejam entendendo. Estou indo devagar na explicação, até que cheguemos a entender o que nosso Santo ensinador que nos mostrar nas profundidades de ensinos que são eternos. Glórias pois ao Seu grandioso nome!

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (5)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
O POVO DE DEUS – OBRA DA GRAÇA: “Pois somos feitura   dele...”
        Meu caro leitor, nada da primeira criação pode ser recuperado. Tudo o que o pecado fez está exposto no mundo com o cheiro da morte, por isso não resta outra coisa senão passar tudo pelo fogo (2 Pedro 3). Nossa alegria agora é ver o que Deus faz com a nova criação: “Criados em Cristo Jesus para as boas obras”. Em Cristo o povo de Deus é a gloriosa obra de arte da graça. Homens e mulheres perdoados, feitos justos, santos, filhos de Deus, amados, protegidos e preparados para a glória. Esse é o proeminente assunto do evangelho apresentado em todo Novo Testamento e para o qual nossos interesses santos devem estar voltados agora. Por isso chamo sua atenção para que entendamos o que o Sumo professor quer nos ensinar em Efésios 2:10.
        Se considerarmos bem, entenderemos que a primeira criação foi apenas a “caixa de papelão” onde Deus colocou sua joia. Na primeira criação tudo o que foi feito foi destruído e parecia que Deus foi pego de surpresa. Satanás veio e fez com a primeira criação, como os terroristas vieram nos Estados Unidos e ali destruíram as torres gêmeas. Ninguém é capaz de medir os horrores trazidos pelo pecado e pela morte neste mundo. Porém, para espanto do reino das trevas a impressionante força da graça entrou em ação. Satanás não contava com a graça, mas o fato é que a entrada do pecado trouxe o palco favorável, onde Deus com Seu “Haja luz” apresentaria Sua nova criação. Não haveria a força do amor, do perdão, da justificação, da reconciliação da ressurreição e da arte de fazer homens pecadores e vis em cidadãos do céu, se não fosse permitida a entrada do pecado. É exatamente aí que entendemos o que Paulo diz: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Romanos 5:20)
        Satanás pode ludibriar, enganar e matar o primeiro Adão e tomar ele e sua descendência em sua mão (1 João 5:19); satanás sentiu pode fazer rugir suas entranhas de satisfação, por achar que Deus fora derrotado. O velho homem foi criado e demolido pelo pecado, como se fosse uma casa nova que foi destruída e para sempre marcado como culpado e condenado e quem seria capaz de explicar que Deus poderia modificar. A força destruidora do pecado na primeira criação teve o efeito da morte e onde há a presença da morte, eis que tudo entra no âmbito do impossível. Não há possibilidade de fazer com que mortos vivam, a não ser que o pecado seja derrotado e com ele também o poder da morte.
        Mas eis que agora surge a segunda criação em Cristo: “Criados em Cristo Jesus...”. Entendemos isso? Sendo assim, tudo o que fizermos aqui com os resultados da primeira criação só obteremos inutilidade. O evangelho não conta com a primeira criação, a não ser em apresentar os homens como mortos em seus delitos e pecados. Como mortos, os homens simplesmente não são contados como existentes na nova criação. Os homens criados em Adão são existentes para Deus como criaturas naturais, responsáveis, culpados e devedores perante Deus. Como pessoas espirituais eles não existem, não estão no livro de Deus e não são contados como cidadãos do céu. O evangelho da glória de Cristo entra no território natural como Cristo entrou no cemitério, a fim de ressuscitar Lázaro.
        Assim, ao lidarmos com a nova criação em Cristo Jesus, contamos com o fato que esses feitos da graça envolvem apenas o povo salvo. A linguagem de Deus para eles é estranha no mundo dos mortos. A voz de Deus não é ouvida no mundo natural, porque os salvos, somente eles podem ouvir aquilo que Deus fala ao Seu povo, e nem esperamos que o mundo natural estará impressionado com a nova criação.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (4)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
O POVO DE DEUS – OBRA DA GRAÇA: “Pois somos feitura   dele...”
        Prossigo mostrando a diferença do que o pecado produziu na primeira criação. O mundo é a mais alta expressão do que o pecado produziu; o mundo é o céu do pecado; é o paraíso buscado aqui e os corações são tomados de amor por esse sistema passageiro, mas admirado por todos. Eis aí o mundo em Adão! Eis a fantástica obra feita pelo pecado como resultado da queda. Podemos dizer que o mundo é a feitura do pecado, criado em Adão para as obras pervertidas. O que podemos esperar deste mundo? Por mais que este sistema evolui e pareça mais atraente e sábio, mais mostrará o quão forte e resistente será contra Deus e apto para o juízo. Deus não tem qualquer plano de melhorar este projeto caínico; mesmo que um dilúvio não venha para sepultar esta organização ímpia e perversa, o fogo destruidor da ira de Deus se aproxima, e o que ocorreu com Sodoma e Gomorra é o exemplo deixado.
        Cuidemos com as habilidades e espertezas de satanás em pintar o mundo com cores religiosas e é o que ele tem feito muito bem em nossos dias. Sua arma religiosa mais poderosa que existe é chamada de ecumenismo. Satanás, o deus deste mundo não quer perder este mundo. Suas joias, tesouros, riquezas e milhões de homens e mulheres que lhe admiram e prestam serviço e adoração a ele estão neste mundo. Quanto mais os dias finais se aproximam mais belo, atraente e cheio de sonhos ele consegue fazer deste mundo. Suas mentiras são percebidas em toda parte, mas são recebidas como se fossem verdades. Suas intenções perversas e criminosas são normalmente encobertas com boas intenções e com novas fórmulas de religiões que aparecem no cenário mundial. As multidões gostam dessas novidades e gastam seus bens para que o mundo vil se torne ainda mais adequado para eles. Quanto mais cheio de paz e sentimentos de segurança ele puder implantar nos corações, melhor será para que o mundo fique ainda mais admiravelmente dele.
        Porém, não é isso o que vemos na nova criação, porque os salvos são chamados de “feitura dele”. A palavra “feitura” é o mesmo termo de onde veio nosso vocábulo “poema”. Enquanto o mundo é o poema do diabo, os santos salvos por Cristo constituem o poema de Deus. Eis a diferença entre os feitos do pecado e os feitos da graça graciosa. Realmente, os poemas de Deus pegaram satanás de surpresa, porque a entrada do pecado parecia que era a completa derrota do altíssimo. Satanás não contava com esses feitos, porque após a queda Deus passou a exibir as desconhecidas obras da Sua graça, pois providenciou num animal morto o resgate para o pecado: “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Homens que passaram a invocar o nome do Senhor naqueles dias, surgiram como se Deus estivesse dizendo: “Haja luz!”.
        Ora, quem pode contra a graça? Ninguém! Naqueles dias, a fé de Abel fez tremer o reino de trevas; a graça achando o justo Noé fez com que a misericórdia vencesse o juízo e a subida de Enoque para o céu, fez abalar o inferno. Deus, em toda história fez a exposição dos seus poemas neste mundo. Os salvos sempre foram a “vitrine” de Deus no mundo. Eles foram fracos, cheios de defeitos e pecaminosos, mas os poemas de Deus são vistos na fé: “Pela fé Abel, Noé, Enoque, Abraão, Jacó...”. Não é exatamente isso? E agora o que desponta? Neste mundo moderno, religioso e atraente aos olhos e à carne o que predomina é aquilo que todos gostam e é admirável à natureza. Mas olhem para os poemas de Deus, porque o que admira a Deu é o fato que eles vivem pela fé.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (3)


                               
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
O POVO DE DEUS – OBRA DA GRAÇA: “Pois somos feitura   dele...”
        Creio que a introdução pode servir como janela, levando luz ao entendimento de um assunto tão maravilhoso e vasto. Impressionante como é profunda a palavra de Deus, especialmente em Seus ensinos sobre os atos da encantadora graça. Logo de início o texto nos leva à uma linguagem diferente no que tange às doutrinas da salvação. Normalmente a bíblia nos fala do novo nascimento, do modo como Deus faz nascer do velho homem uma nova criação.
        Lembremos bem que nas obras de Deus tudo é feito por milagre e esse milagre aparece no fato que Deus criou um povo. A bíblia faz diferença entre a primeira criação e a segunda. Na primeira Deus usou Sua palavra e fez surgir do nada as coisas que vemos no céu e na terra. Em Gênesis 1 vemos: “No princípio criou Deus...” e o termo “criou” é a palavra “bara”, termo que no hebraico significa “criar do nada”, e essa palavra só é aplicada a Deus, porque só Ele pode fazer surgir do nada as coisas existentes. Incrível, mas a primeira criação foi assim, vista e aplaudida pelos anjos.
        Na segunda criação vemos o majestoso trabalho criador da graça no meio dos homens. Na primeira criação tudo, céus, terra, homens, animais foram criados. Na segunda criação, trabalho majestoso da graça, o trabalho Dele é somente entre os homens. Na primeira criação a raça apareceu em Adão. Quando Deus ergueu o homem do pó da terra, estava erguendo ali bilhões e bilhões de pessoas naquele ser feito por Ele. Agora, na graça, a nova criação é feita em Cristo: “...criados em Cristo Jesus...”. Significa que em Jesus está toda raça dos remidos. Fantástico trabalho: “...se alguém está em Cristo é nova criação...” (2 Coríntios 5:17).
        Essa é a lição que nosso Senhor nos transmite em João 5, de uma forma mais expandida. Ele cura um paralítico em Betesta e depois disso enfrenta a multidão de religiosos judeus que passam a contestar a cura, por ter sido feita no sábado. Mas nosso Senhor, em rápidas palavras mostra o que quer dizer Efésios 2:10. O Senhor diz: “Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também”. Então, voltando ao texto em pauta, posso assegurar que a obra da nova criação é Deus chamando homens e mulheres que não existem. O que? Não existem? Sim! Talvez essa declaração tenha causado surpresa para você, mas tal verdade é claramente mostrada por Paulo em Romanos 4:17, falando a respeito da fé de nosso pai Abraão: “...perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. Pode entender isso?
        Vamos ilustrar essa obra criadora na primeira criação. Quando Deus chamou as nuvens no céu, não tinha nada, mas as nuvens apareceram, como se já existissem. Imagine você querendo criar algo do nada. Não tem como, porque não podemos nem sequer imaginar algo inexistente. Tudo o que criamos aqui na terra é feito de algo já existente. Um novo modelo de carro surge, como foi que aconteceu? A fábrica adquiriu a matéria prima em todos os detalhes, a fim de fabricar tudo o que precisava para a formação do carro que entrará no mercado. Mas não é assim com Deus, pois Ele está fazendo a nova criação em Cristo e essas pessoas que hão de surgir, incrivelmente não existem. Mas você diz: “pastor, como não? Ali está o Antônio que se torna um crente em Cristo. Ele não existia?” Ora, se o Antônio é agora nova criação, é porque aos olhos de Deus ele não existia. Existia sim o velho Antônio, caído em Adão, condenado e morto. Minha esperança é poder dinamizar esse assunto um pouco mais na próxima aula.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (2)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
INTRODUÇÃO:      
        Nesta página permanecerei na introdução, porque sei o quanto o tema acima precisa ser bem explicado. Com veemente zelo quero atacar o evangelho barato, tão falado às multidões em nossos dias, cujos resultados são danosos não somente para a igreja, como para o próprio mundo. A salvação bíblica não é Deus carimbando o passaporte para alguém fez uma decisão de salvação. Muitos que tem crido assim, simplesmente pegam tal “passaporte”, põem no bolso, ou guardam em casa e assim voltam para o mundo, a fim de desfrutar os prazeres mundanos. Salvação que não transfere o pecador da morte para a vida, das trevas para a luz, do império de satanás para o reino de Deus, não é salvação bíblica. O homem no pecado é um cadáver neste mundo e só Deus pode ressuscitá-lo dentre os mortos. Por essa razão quero enfatizar bem o assunto que Paulo trata em Efésios 2:10. Mas antes de entrarmos nos detalhes devo mostrar quatro lições importantíssimas que envolvem essa introdução.
        1.     A graça não desativa, mas ativa o salvo. O que quero dizer é que o trabalho da graça salvadora empunha suas poderosas armas que vêm danificar o poder da morte e assim erguer o novo homem em Cristo, para que ele no mundo opere essas obras jamais vistas pelo mundo. Elas são chamadas no texto de “boas obras” e fazem diferença das “obras”, conforme a visão religiosa do mundo.
        2.     Devemos fazer diferença entre as obras em Adão e as obras em Cristo. Os homens não salvos fazem obras e essas obras são boas do ponto de vista humano, mas aos de Deus são completamente inúteis. Nosso Senhor mostra essa diferença em João 5, onde Ele diz no verso29: “E os que fizeram o bem para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”. Veja bem que nosso Senhor no texto está considerando os atos dos homens: Fazer o bem e fazer o mal. Temos de seguir a mente do próprio contexto (o capítulo 5), porque nosso Senhor mostra que Ele veio ressuscitar mortos, então entendemos que os que estão mortos no pecado sempre farão o mal, enquanto os que são ressuscitados espiritualmente na salvação hão de fazer o bem. Os mortos estão em Adão, os vivos são os que estão em Cristo. Em Adão as obras nada têm de valor. Em Cristo as boas obras são de extremo valor.
        3.     Salvação que não resulta num viver que evidencie boas obras, não é salvação bíblica, porque, pelas obras revelamos se estamos em Cristo ou em Adão. É esse o ensino que Tiago nos traz em sua carta, no capítulo 2. Ali ele diz que a fé sem obras é morta. A fé sem obras pode ser comparada a um Lázaro morto, tirado do sepulcro sem vida e entregue às suas irmãs. Para que serve um cadáver? Tiago não está dizendo que a salvação vem pelas obras, mas sim por uma fé que realmente tem ação, por isso ele usa a ilustração de Abraão, antes da lei e de Raabe, na lei.
        4.     O povo de Deus está no mundo para exibir os traços dados pela graça de novas criaturas. Deve ser esse o efeito que será visto nos que são salvos. É isso o que o Espírito Santo nos ensino nesse verso fulgurante de Efésios 2:10. Que essa mensagem chame nossa atenção e nos envolva de forma prática nessa verdade. Que sejamos tomados no íntimo dessa santa introspecção: Sou eu um crente? Amo a palavra de Deus? Sou obediente ao comando do Senhor? Cada dia avanço em me separar mais e mais do mundo e sua corrupção? Meu modo de viver mostra que pratico a justiça bíblica? Essas coisas devem penetrar nosso coração e chamar nossa atenção. Que o Senhor nos guie nessa jornada.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (1)


                          
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
INTRODUÇÃO:      
        Prezado leitor, sinto-me tão feliz por poder contribuir na vida dos santos de Deus com os preciosos ensinos da graça, e são eles que edificam a igreja com a casa de Deus e adorna a igreja, sendo ela a noiva de Cristo. E mesmo que eu pudesse escrever milhões de páginas sobre quaisquer tema que tratam da graça, eu serei nada, porque estamos lidando com o oceano das insondáveis riquezas de Cristo. Não devo eu pensar e agir como João Batista? “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30). Milhares de livros já foram escritos sobre a graça e eu estou tentando dar minha parcela naquilo que pude ver em minha vida e que posso conhecer mais e mais, à medida que avanço no conhecimento da palavra.
        Tem duas razões que me levam a escrever sobre o tema acima: “Salvos para as boas obras”. Uma é que o assunto é indiscutivelmente de grande importância para a igreja. Ora, estamos diante do fato que Deus tem salvado um povo e tem deixado esse povo diferente, que brilha como luz na terra, a fim de glorificar Seu grande Nome. Para mim esse é ensino que é mais destacado pelo Senhor Jesus, pelos apóstolos no Novo Testamento e em todo ensino do Velho Testamento. Então, não estaremos pisando em terreno novo, mas sim num lugar já bem conhecido.
        Mas a outra razão é que esse ensino tem sido massacrado por aqueles que entendem de forma errada os exercícios da graça em nossos dias. Aliás, foi sempre assim, pois sempre satanás lutou e tentou manchar os preciosos ensinos que enriquecem os santos de Deus. Da mesma forma como ele sempre atuou na história, muito mais agora o pai da mentira tem usado de todos os meios para profanar a graça. Aliás, foi esse o assunto de Judas em sua pequena carta, onde ele diz que o trabalho dos agentes das trevas consiste em transformar a graça de Deus em libertinagem.
        O que está acontecendo? Ocorre que a palavra “graça” tem sido mal compreendida por muitos, especialmente no que tange à sua obra salvadora. Muitos são ensinados que, pelo fato que salvação é pela graça, basta uma decisão de “aceitar Jesus como salvador” a pessoa está salva e sem dúvida alguma entrará no céu. Ora, tem muita verdade nisso, mas também tem muito engano nisso. Eu creio que quando alguém se converte a Cristo de todo coração é salvo para sempre. Foi assim com o ladrão na cruz e com todos os que sinceramente se arrependeram e creram. Essa é uma verdade indiscutivelmente bíblica. Mas o perigo consiste em espalhar uma salvação tão barata que todo mundo vai querer tal salvação. É como uma mercadoria que não tem tanto valor no mercado, então fica exposta para quem quiser.
        Não há dúvida que isso tem causado tanto prejuízo para a igreja de Deus, porque elementos perigosos, falsos mestres aparecem e distribuem tal salvação de graça. Elementos que jamais conheceram arrependimento e confissão são tidos como salvos, e o efeito é que não há nada em suas vidas que demonstra o trabalho gracioso do Espírito de Deus. E então o que ocorre é que não há qualquer evidência das “boas obras” conforme o texto de Efésios 2:10. Sem a genuína e gloriosa obra feita por Deus não há mudança no homem; ele continuará sendo o mesmo homem corrompido e odiador de Deus, achando que já está com a passagem assegurada para entrar no céu.
        A minha página acabou, mas a introdução desse assunto ainda não. Minha esperança é que tenha despertado o interesse nos meus leitores, a fim de amar essa verdade tão preciosa em seus corações.

domingo, 23 de março de 2014

O TRIBUNAL DE CRISTO (1)



Mackintosh
Ultimamente temos estado recebendo cartas de vários amigos, nas quais nos podemos advertir, com quanta veemência, buscam luz, no que diz respeito ao solene tema do “Tribunal de Cristo”; e, posto que é muito provável que haja muitos outros que tenham inquietações sobre o mesmo assunto, desejamos determo-nos a considerar com atenção o assunto, não, sem que antes, façamos uma nota abreviada, nas nossas respostas, às cartas dos leitores.
         Um querido amigo escreve-nos nestes termos: «Encontro-me, presentemente, numa dificuldade. Acontece que uma amiga muito querida, tem estado muito afligida, pensando que, no Tribunal de Cristo, todo o pensamento secreto e todo o propósito do coração serão manifestados a todos os que lá estiverem presentes. Ela não tem a menor dúvida, nem o menor temor, quanto à sua salvação eterna, ou, quanto ao perdão dos seus pecados; mas, vive com horror ante o pensamento de que os segredos do seu coração haverão de ser manifestados a todos os que estiverem presentes no Tribunal de Cristo.
         Outro escreve-nos assim: «Ao recordar as benditas e eternamente importantes verdades de Jo 5:24 ; 1Jo 1:7-9 ; 2:12 ; Hb 10:1-17 , queria saber a maneira como interpreta as passagens que seguidamente lhe cito textualmente, com o propósito de destacar as palavras às quais me refiro particularmente: “Porque todos devemos comparecer ante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. ” “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. ” “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas. ” É meu veemente desejo ter a interpretação e a aplicação corretas destes textos; e creio que ao solicitar-lhe a sua opinião a respeito deste tema não o considerará uma perdida de tempo».
         Há já muito tempo que vínhamos tendo grande interesse em examinar as diversas razões acerca da perplexidade que parece generalizar-se com respeito ao solene tema do “Tribunal de Cristo”. As mesmas passagens que cita o nosso correspondente são tão claras, tão pontuais e tão definidas que não podemos senão tomá-las como estão e deixar que caiam com o seu próprio peso no coração e na consciência: “Porque todos devemos comparecer  ante o Tribunal de Cristo ,” “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus ”, “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer. ”Estas são afirmações claras. Deveremos debilitar a sua força, diminuir o seu gume, ou embaçar o seu tão zeloso argumento? Que Deus não o permita! Antes pelo contrário, deveremos procurar fazer um santo uso destes textos, deixando que exerçam a sua acção repressora sobre a velha natureza, com todas as suas vaidades, desejos e reações. O Senhor quis que os utilizássemos desta maneira. Ele nunca teve por objectivo que os utilizássemos de um modo legal, para debilitar a nossa confiança em Cristo e na Sua perfeita salvação. Nunca iremos a juízo pelos nossos pecados; Jo 5:24 , Rm 8:1  e 1Jo 4:17  são concludentes a esse respeito. Mas então, os nossos serviços terão que ser expostos aos olhos do nosso Amo. O fogo provará de que classe é a obra de cada homem (assim diz o original grego em 1 Co 3:13 ). O dia declarará – fará manifestas todas as coisas. Tudo isto é muito solene, e deveria conduzirmos a exercer uma estrita vigilância e a ter sumo cuidado quanto às nossas obras, caminhos, pensamentos, palavras, motivos e desejos. O nosso mais profundo sentido da graça e a mais clara compreensão da nossa perfeita justificação como pecadores jamais debilitarão o nosso sentido da tremenda solenidade do “Tribunal de Cristo”, nem farão minguar o nosso desejo de andar de modo a sermos aceitos Nele, de Lhe sermos agradáveis.