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terça-feira, 28 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (11 de 11)


“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU NA FORÇA DA BENDITA ESPERANÇA: “...no paraíso.”
        A conversão de alguém a Cristo na realidade é o desmanche de um paraíso ilusória para por os pés na esperança da glória: “...estarás comigo no Paraíso”. Não pensemos que Deus está brincando com as almas, porque os santos do Velho Testamento viam a morada celestial como o Paraíso. Se você acha que isso não é um ensino aos santos do Novo Testamento, lembre bem que Paulo foi arrebatado até o Paraíso (2 Coríntios 12). Assim, na conversão almejamos ir para um lugar que seja infinitamente melhor do que este lugar de escravidão onde nascemos. Além disso, Deus mesmo enche o coração dos salvos dessa realidade que nos espera após a morte. Jesus afirmou aos saduceus, os quais rejeitavam o ensino da ressurreição, dizendo que Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos. Isso significa que nenhum dos santos está morto; quando eles saem deste mundo imediatamente vão sua cidade. Os santos após a morte não viajam andando pelo universo por longos anos, até chegar ao Paraíso. Paulo diz em 2 Coríntios que ao deixar essa tenda terrestre os santos tomam posse do palácio.
        Tomemos esse assunto para mostrar de uma forma lógica. Por que homens e mulheres no passado encaravam a morte com determinação e confiança? Por que Abraão aspirava uma cidade celestial, construída não por mãos humanas? Sem dúvida habitava no coração daquele crente a real esperança que transbordava seu coração. Quem não tem essa esperança há de por toda sua força, amor e esperança numa vida melhor aqui e buscará assegurar uma fortaleza ao derredor de sua vida e de seu tão sonhado viver terreno. Além disso, Paulo mesmo diz que se nossa esperança se resume ao que temos nesta vida, então para ele a decisão final é: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Por que homens como Paulo desejaram partir e estar com Cristo, porque para eles era infinitamente melhor? Por que tantos santos de Deus trocaram o conforto terreno, em seus ricos países, a fim de ir longe e sofrer em favor dos perdidos em tribos e nações longínquas? Esses santos servos foram tomados de alegria pela certeza da esperança da glória.
        O que posso dizer mais acerca disso? Se satanás oferece seu paraíso ilusório, não é fato que o Deus da bíblia oferece aos salvos uma pátria perfeita, de glória e de prazer? Não é fato que os santos encaram a morte aqui com serenidade e vitória por causa dessa cidade? Para onde foi aquele moço que ali na cruz foi salvo? Naquele mesmo dia o Senhor o levou para a cidade celestial. Que incrível história! O Paraíso dos crentes é e será habitado por homens e mulheres que eram caídos, réus culpados e muitos viveram neste mundo como pessoas realmente imundas. O que aconteceu? Como foi que eles entraram lá? O único requisito de Deus é perfeita justiça. Veja bem, que a cidade celeste não foi preparada para os bons, religiosos e cheios de justiça humana.
        Amigo leitor, há uma fonte de água viva, cujas águas nunca cessam e essas águas são usadas para purificar o mais imundo pecador. Eu me lembro quando eu era pequeno, na cidade onde nasci tem um rio e havia ali o lugar onde as mulheres tomavam banho e o lugar separado para os homens. Tinha agua suficiente para todos os moradores da cidade, os não tão sujos e aqueles que chegassem ali realmente sujos. Assim é o Senhor Jesus, pois o sangue Dele é o sangue remidor e purificador. Qualquer pecador que achegar a Ele pela fé e em sincero coração imediatamente é purificado, perdoado e limpo para ser aceito em perfeita justiça perante Deus e assim morar nesse lugar, assim como ocorreu com aquele ladrão do episódio da cruz.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (10 de 11)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU NA FORÇA DA BENDITA ESPERANÇA: “...no paraíso.”
        Na página anterior introduzir o assunto sobre a bendita esperança. Todos querem, de uma forma ou de outra tornar seu ambiente o paraíso. Quanto mais segurança, conforto e prazer houver, melhor será o paraíso, é por esse fato que os homens lutam por conquistas na terra. É claro que o engano do pecado faz com que os homens não percebam que estão sendo iludidos. Caim escolheu um paraíso diferente, num mundo criado pela esperteza humana, sem as leis de Deus e com planos de indústrias, para o bem maior de todos. O resultado foi o que mesmo? Paraiso ou juízo? Juízo com o dilúvio. Todo sonho daquele ladrão ali na cruz derreteu-se ao ver que estava caminhando para o sofrimento infinitamente pior, até que conheceu o Salvador, naquele ato de misericórdia e graça.
        Caro leitor, lembremos bem que é essa a tarefa de satanás no mundo inteiro. O mundo é o projeto dele em fazer o mais belo e glorioso paraíso. Segundo os pensamentos do pai da mentira, o mundo será um lugar mais confortável e mais dinâmico para viver, caso arranque da face da terra todo sistema de justiça, santidade e bondade de Deus. Em todos os aspectos satanás já provou que é impossível tirar da face da terra o que pertence à própria criação de Deus. Deus tudo fez aqui imprimindo em cada detalhe Seu poder e divindade. Tentar tirar essas coisas é algo simplesmente impossível. Tudo foi feito com o poder do Criador. Não podemos arrancar o sol, a fim de por outro tipo de luzeiro; não podemos tirar o azul do céu. Não poderemos jamais estabelecer um sistema aqui sem justiça, porque é armar arapuca para contra nós mesmos. O histórico das nações é que toda tentativa foi inútil e que todo esforço será vão.
        Observemos também que nem mesmos os crentes querem estabelecer um paraíso aqui, porque veem que o ambiente não é para isso. O terreno está manchado pelo pecado; a morte ceifa todo sistema de vida natural e que o tempo aparece para destruir e arruinar tudo. Até mesmo a criação luta contra isso, porque ela está respirando com dificuldade num mundo amaldiçoado pelo pecado. Homens santos viveram bem aqui, tiveram riquezas e saúde, mas não quiseram implantar um lugar de felicidade neste mundo.
        Também é importante que vejamos o quanto satanás tentou Jesus com a ideia de um paraíso terreno. Ele aproveitou aqueles dias de solidão e jejum no deserto, a fim de dar um golpe letal no Filho de Deus. Ele mostrou os reinos deste mundo para o Senhor; tentou fazer com que Jesus visse o mundo como um lugar admirável. Quão pretensioso foi satanás! O Filho de Deus veio da glória do Pai, do Seu sublime lugar para ambicionar um lixo aqui? Quanto satanás desconhece os planos eternos de Deus! Ele fez isso com milhares de homens cheios de sua ganância olhassem para seu mundo e não para o Paraíso celestial. Quantos grandes homens e reis, na hora da morte viram a decepção da vida! Quanto esforço em vão!
        Não há como presenciar os fatos eternos sem uma visão dada por Deus. O ladrão na cruz, assim como todos os verdadeiros crentes teve seus olhos da alma abertos e pode perceber o Salvador à sua frente, pronto para lhe salvar. Ele desceu do céu porque tinha em mira salvar aquela pobre alma; Ele veio e se humilhou para falar com aquele moço; veio para estender Seu forte braço e tirar um condenado da condenação que fatalmente cairia. Pela graça aquele moço viu que fora enganado e que o Paraíso celestial estava aberto, mas que somente Jesus podia lhe levar para lá. Por isso ele disse em sincera petição: “Senhor, lembra-te de mim”

sexta-feira, 24 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (9)


                      
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU NA FORÇA DA BENDITA ESPERANÇA: “...no paraíso.”
        Chego agora à parte final dessa mensagem que trata do encontro da graça com a fé. O que a graça fez foi apresentar a salvação à fé com força da bendita esperança. Como assim? Sabemos que a vida consiste de busca por prazer, felicidade e o mundo é apresentado aos homens de tal maneira que tudo aqui é visto como um paraíso inigualável. Desde sua queda, Lúcifer tentou fazer do mundo esse lugar atrativo à natureza caída e depravada do homem. É claro que tudo é feito para que as aparências encubram a realidade das coisas. O mundo sempre foi assim, desde quando Caim encarou erigir esse sistema anti Deus. O mundo mudou no sentido de que está ficando mais belo, culto, atraente e cheio de aparentes milagres da ciência. Mas a verdade é que o mundo é o mesmo e só terminará quando o diabo, o anticristo, a morte e o falso profeta forem atirados ao lago de fogo.
        Neste mundo os homens vivem à busca de felicidade. Todos nós entramos neste sistema enganador com esse propósito. Aquele ladrão tinha essas intenções, porque roubava para sentir-se feliz. Foi assim com Judas, pois achava que a felicidade era achada em ter riquezas. Não foi em vão que nosso Senhor apontou as riquezas como o foco de todo perigo neste mundo. Ora, nosso Senhor veio salvar perdidos para dar-lhes perfeito Paraíso. Todos os santos que já morreram foram para lá e todos os anseios dos santos são revelados no viver e no caminho para o lugar de gozo eterno. Nós não nos convertemos em vão; nossa fé não foi posta em meros sentimentos ou vazio religioso. Toda força da fé cristã está firmada numa estrutura inabalável de morte e ressurreição, conforme o que Paulo nos ensina em 1 Coríntios 15.
        O que entendemos por Paraíso? Do ponto de vista deste sistema, o mundo parece realmente significar paraíso porque o próprio termo traduzido por “mundo” (cosmos no grego) significa algo organizado e o mundo opera de um modo bem organizado. Há um sentido de prazer, segurança e poder no mundo. O termo “aiom” traduzido por “século” no Novo Testamento dá a ideia de que o mundo tem um bom começo e um bom fim. Por século o termo traz a ideia de que nesse período de vida que tenho aqui tudo será maravilhoso e cheio de promessas. Vemos esse pensamento de um “aiom” ou século no livro de Eclesiastes, porque o escritor mostra ali que a vida aqui, mesmo cheia de vaidade e correr atrás do vento, deve ter bons motivos e bons propósitos para um final feliz.
        Nesse ambiente onde o homem trabalha e luta por construir um paraíso terreno, não há lugar para a teologia da salvação. A razão é que os homens não veem qualquer perigo aqui. A vida aqui, segundo a imaginação carnal do homem é o melhor paraíso que se pode ter; aqui há tudo para ser adorado, amado e desejado. Todos os grandes reis, monarcas e ditadores viram aqui como esse lugar maravilhoso, onde tudo eles podiam obter de prazer sexual, fama, luxo e glórias terrenas. Os homens no pecado veem esta vida desse ponto de vista. Enquanto satanás luta para formar um paraíso ideal aqui, Cristo foi à casa do Pai para construir moradas (João 16). Abraão, o grande patriarca da nossa fé foi para esse Paraíso celestial e sempre foi o anseio dos judeus em obter esse acesso a esse lugar.
        Assim, os homens tudo fazem, a fim de tornar este lugar tão seguro e cheio de felicidade. É isso o que os homens buscam aqui, mas jamais acharão. Homens só buscarão o Paraíso celestial quando perceberem o quanto este mundo é a mais poderosa cilada preparada pelo diabo para as almas. Foi isso o que Deus mostrou ao ladrão; seus olhos foram abertos e Ele viu o Salvador poderoso e correu pela fé para Seus braços de amor eterno.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (8)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE NA FORÇA DA REDENÇÃO: “...hoje estarás comigo...”
         Nosso Senhor em Sua sublime e operante graça mostrou ali na cruz quão gloriosa é a salvação que Ele traz ao pecador. O que ocorreu ali foi algo que o mundo não pode assistir e jamais poderá entender. Ali na cruz, em prática estava aquilo que Paulo fala na primeira carta aos corintos: “A loucura da cruz”. Sozinho o Salvador trouxe perfeita salvação num ato instantâneo àquele pobre pecador. O que falar mais? Eis aí a mais poderosa mensagem que os homens deste mundo devem escutar. Davi, o grande rei de Israel em suas jornadas de guerra sempre precisou de seus heróis, mas Cristo não teve qualquer herói que O pudesse sequer acompanha-Lo. Davi sofreu sede, mas teve os 3 valentes que foram tirar agua da cisterna em Belém, a despeito dos inimigos. Cristo passou sede, para ser Ele mesmo a fonte de agua viva. Ali na cruz supriu tudo o que aquela alma precisava para a eternidade de glória. Ali tudo aquele moço recebeu para ser aceito no céu.
         Nosso Senhor também ignorou todos os inimigos e desafiou tais inimigos. Ele veio ao mundo lidar com as almas, enquanto o mundo lida com corpos mortais. O mundo ameaça com morte física, enquanto Deus é poderoso para destruir corpo e alma, lançando-os no inferno. Desejo mostrar aqui como foi que nosso Senhor encarou e desafiou tudo para arrancar aquela alma da destruição eterna tão merecida.
         Nosso Senhor determinou o tempo do triunfo: “... hoje mesmo...”. O Senhor não pediu permissão quanto ao tempo da salvação daquela alma. O dia da Sua morte era também o dia da salvação. O dia do Seu brado de vitória contra o diabo que tanto prendeu aquela alma no pecado, era também o dia quando Ele tomaria aquela alma para arranca-la das prisões do pecado e leva-la livre para o Paraíso eterno. O dia em que Ele entraria para derrotar o inferno e proclamar que os salvos jamais cairiam lá, era também o dia quando Ele haveria de tomar aquela alma em Sua mão forte, a fim de puxá-la para cima. Enquanto o mundo reunido em torno da cruz cantava a aparente vitória das trevas,  eis que os céus proclamavam louvor a Deus por causa de um pecador que se arrependeu.
         Nosso Senhor também puxou a distância do Paraíso. O que parecia distante e impossível, agora ficou perto e possível. Aquele que antes só tinha possibilidade de descer para o inferno, agora poderia subir com asas de águias para o lugar eterno dos santos. Como chegar lá? Foi simples, pois aquela alma ficou completamente livre de todo peso do pecado, mediante a purificação e agora, à semelhança de todos quantos chegaram lá podia também subir. A morte já tinha suas mãos postas na cabeça e segurado suas mãos para puxar aquela alma para baixo, mas ali estava não um mero salvador terreno, mas sim Aquele que veio do céu para realmente salvar com tão grande salvação.
         Finalmente, o Senhor abraçou o perdido e cancelou as expectativas do inferno. Noutras palavras Ele estava dizendo aos ouvidos daquele homem: “Com amor eterno eu te amei”. Que fantástica obra! Como Jesus amou o perdido! Que imensidão de amor! Seus braços foram estendidos para abraçar uma alma que antes estava subordinada ao mundo cruel e esperando o golpe fatídico da ira de Deus. Nosso Senhor simplesmente cancelou as expectativas do inferno. Os homens no pecado são fregueses da perdição e o inferno é como um crocodilo que espera uma presa cair na agua. Mas o forte defensor veio naquele momento para arrancar aquela alma das goelas infernais, a fim de leva-la para os braços do amor eterno daquele que nos escolheu antes da fundação do mundo. “Ó que amor glorioso, preço tão grandioso, que Jesus por mim na cruz pagou!”

quarta-feira, 22 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (7)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE NA FORÇA DA REDENÇÃO: “...hoje estarás comigo...”
        Os eleitos de Deus são joias preciosas que Cristo veio busca-las, por isso o Senhor jamais há de ignorar a súplica de um pecador que anseia a Sua salvação. Todo o que invocar Seu nome vai acha-Lo imediatamente, pois Ele afirma que está perto de todos os que O adoram em verdade.
        Também, nosso Salvador se apresenta como o grande vencedor ali na cruz. O sofrimento, o desamparo e a solidão não frustraram Sua paixão pelos perdidos. O que para o mundo parecia derrota, na realidade era glorioso triunfo. Ele veio para dar vida e realmente concedeu; Ele não esperou a Sua ressurreição para começar Sua obra em salvar, pois o Salvador está sempre presente. O que ocorreu ali na cruz? Ele simplesmente tornou ignóbil todo aquele espetáculo das trevas. Enquanto a plateia maligna delirava em assistir a exibição do mal, eis que o bem vencia com eterno poder. Enquanto eles esperavam a morte do Justo, eis que Ele, em plena crucificação estava dando vida; enquanto Suas mãos e pés estavam presos na tortura da cruz, eis que Suas palavras saíam em plena liberdade para arrancar um pecador da prisão do pecado para Deus.
        Afinal, o que o mundo pode fazer contra Deus? A morte paralisa o mundo, mas não paralisa o Autor da vida. Satanás em tudo não somente é um enganador como também é enganado, pois sempre está pensando do ponto de vista da lógica natural. Ele pensa que a morte é capaz de destruir tudo e ignorou que ali na cruz estava a própria vida: “A vida estava Nele”. Satanás não pode conceber qualquer ato de vitória contra o poder da morte eterna. Ele assistiu atos de ressurreição da parte do Senhor, mas jamais imaginava que o Senhor ali estava dando o golpe fatal contra o poder da morte em todas as suas funções: física, espiritual e eterna. Ao salvar aquela alma condenada Ele a livrou do poder da morte física, porque tornou aquele homem um partícipe da ressurreição, destruiu o poder da morte espiritual, porque o libertou do túmulo do pecado e lhe concedeu vitória contra a morte eterna: “...hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.
        Caro leitor, nada, absolutamente nada pode frustrar a redenção. O trabalho da salvação é perfeito e visto que é assim nada poderá destruir essa obra. Ali na cruz satanás não somente perdeu mais um em seu império, como não sabia que perdeu milhões. Na redenção o Senhor iria gritar: “Está consumado!” e esse brado era de vitória e não de um derrotado. A conquista da redenção viria de uma vez por todas, pois a graça foi penetrante, invadindo o território inimigo para trazer do céu as maravilhas da infinita conquista do Senhor. Após a ressurreição Ele seria elevado ao céu em plena demonstração de Sua vitória, a fim de apresentar ao Pai e dizer-Lhe: “Eis-me aqui, e os filhos que tu me deste”. Aquele que foi erguido na cruz por mãos cruéis, logo subiria triunfalmente para o céu nos brados de vitória dos anjos celestiais.
        Quem pode contar essa história? Eis aí a velha história que é sempre nova aos corações dos remidos. Eis o que a graça fez, pois triunfou num coração de uma alma, que foi naquele momento vivificada, recebendo a visão da fé, a boca que confessava e os ouvidos para ouvir o bem-vindo do Salvador. O que os inimigos não sabiam era que estavam eles fazendo parte dos projetos de Deus. O que Deus falou para Faraó: “Para isso te levantei...”, pode dizer também para o diabo, Pilatos, Herodes, soldados e toda multidão partícipe da crucificação, que não passavam de ferramentas planejadas por Deus desde a eternidade, a fim levar o Cordeiro até o lugar de sacrifício, para a conquista da redenção, na qual estão firmados todos os salvos, para sempre.

terça-feira, 21 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (6)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE NA FORÇA DA REDENÇÃO: “...hoje estarás comigo...”
        Em graça superabundante nosso Senhor revelou que nada pode alterar os planos feitos na eternidade. Foi quando houve a reunião do conselho de Deus que o Pai aprouve escolher um povo para Si, o Filho se dispôs a morrer por esse povo e o Espírito Santo se apresentou para a obra de vivificá-las (1 Pedro 1:2). Ora, quem pode alterar os planos concebidos na eternidade? Por essa razão a salvação é intitulada de “uma tão grande salvação” (Hebreus 2:6). Para Deus cada um dos pecadores por quem Cristo morreu é valioso. Não importa onde nasceu, sua cultura, condição social, todos vieram da igualdade do pecado e se tornam iguais em Cristo. Cristo pôs Seus olhos de intensa compaixão e amor eterno naquele moço; ali estava um dos milhares dos eleitos, chamado pela irresistível graça para morar no Paraíso. Como abandoná-lo? Como não encarar sua confissão? Como não ouvir com ardor seu intenso apelo?
        Posso afirmar que a obra salvadora jamais falhou na face deste planeta, em toda história da raça humana. A mão operante de Deus está agindo, mesmo num ambiente de infidelidade dos homens, mesmo quando tudo parece dizer que não há possibilidade. Foi quando Elias cedeu para desânimo e tristeza ao sentir-se sozinho; quando parecia que suas lamúrias eram convincentes, eis que o Senhor mostrou ao Seu servo que o trabalho era Dele e não de um mero profeta: “Reservei para mim sete mil que não se curvaram para baal”. A voz dos homens falha, mas a voz do Senhor não. Não houve instrumento humano ali na cruz; não houve a voz de um Pedro, João ou outro mensageiro. Sozinho na cruz o Senhor alcançou Seu escolhido e o levou consigo ao Paraíso. “Graça real, sem fim, mostra Jesus por mim!”.
        Amigo leitor, entendamos bem que o Senhor desceu do céu para estar com Seu povo aqui, a fim de leva-lo para estar com Ele na glória. Ele veio da glória para conhecer nossa miséria, a fim de nos arrancar da miséria, para estar com Ele na glória. Ele veio para conhecer a profundidade da nossa condição onde o pecado nos colocou, a fim de nos elevar ao lugar onde a graça aprouve nos colocar. Assim, como poderia o Salvador olvidar um clamor como aquele que saiu dos lábios de um pecador arrependido? O sangue do Senhor veio para purificar o imundo e todos nós sabemos o quanto todos os eleitos se tornaram imundos no pecado. Então, ali na cruz todas as provisões da graça para a salvação daquele moço apareceram nas palavras do Senhor, assim como um bom alimento traz consigo as provisões para o bem do corpo. A quantia de sangue é a mesma, tanto para purificar um Saulo de Tarso, como para purificar um ladrão. A agua purificadora que vem dessa fonte jamais há de secar.
        Bendita a alma que é mirada pelos olhos compassivos do Senhor! Bendito o pecador cujos ouvidos são abertos para ouvir as palavras de chamada ao arrependimento! Por que o Senhor não voltou Seus afetos eternais para o outro ladrão? Tem a mesma resposta porque a luz que feriu Saulo não feriu também os seus companheiros. A graça salvadora não opera segundo as normas humanas,  porque é Deus lidando com compaixão: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia...”. Somos nós capazes de ordenar que Deus faça o que Ele jamais planejou fazer? Para alguns o Salvador estende Sua voz que chama, Ele faz com que do túmulo essas almas saiam para a vida eterna, enquanto para outros Ele simplesmente os deixa entregue aos seus pecados, seus propósitos e intentos enganosos até que a morte eterna venha e os puxa para as mandíbulas do inferno, assim como um crocodilo puxa uma presa para a morte. Estamos lidando com amor eterno e nem todos foram nem serão vocacionados para essa habitação de um amor que dura para sempre. Tem o amor eterno, mas também tem a ira eterna e ambos são santos e gloriosos.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (5)


           
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE NA FORÇA DA REDENÇÃO: “...hoje estarás comigo...”
        O que vemos também ali na cruz foi como o Salvador se apresenta ao pecador, como sendo Ele o verdadeiro Salvador, pois Ele jamais há de falhar em salvar em Sua função. Ao achar o perdido o Senhor não adia. Notemos que a escuridão e os tormentos da cruz em nada fez com que o Senhor desistisse desse encontro. Ali nosso o Salvador fez sua missão em salvar um perdido; ali Ele mesmo buscou e salvou uma alma que o Pai lhe entregou. Ali estava uma alma em perigo, preste a ser tomada pelos anseios do inferno. Um salva-vidas numa praia não adia seu trabalho, ao ver alguém clamando por socorro. Sua missão é correr e salvar. Assim também o Senhor não adia a salvação; não marca um compromisso para mais tarde. Imediatamente Ele estende Seu socorro e concede livramento ao perdido.
        Ali na cruz mostrou seu propósito daquele Seu intenso sofrer, o Justo morrendo  pelo injusto; ali estava o Cordeiro planejado pelo Pai e que desde a fundação do mundo ilustrou Seu plano em salvar perdidos, quando matou um animal e fez vestes para Adão e Eva. Como poderia deixar de executar Sua missão? As trevas não obstruíram Sua visão gloriosa; as dores não puderam reprimir Seu amor; a solidão não diminuiu Sua compaixão por um dos Seus eleitos; as multidões inimigas não impediram de que Ele comunicasse com aquela alma e abrisse a porta do Paraíso para um perdido que foi achado. Ó que linda história! O que aprendemos é que onde está o Salvador, ali há salvação. E agora mesmo Ele está posicionado para salvar; ele não se desgruda da Sua missão; jamais vai dizer que está ocupado; jamais terá Sua missão abortada; jamais inimigos farão com que Ele fracasse. A entrega foi feita, o Cordeiro foi sacrificado, o sangue foi vertido, o perdão está estendido, a purificação é outorgada e a vida eterna aplicada.
        Também devemos saber que é impossível que os perdidos não sejam achados. Tudo o que satanás faz neste mundo é dar às multidões a impressões que não há perdição. Ele faz com que o mundo seja maravilhosamente aceito e bem recebido. Ladrões veem no roubo um meio fácil de conquistar seu mundo; o religioso vê na religião um meio de abençoar seu mundo; um trabalhador vê em seus esforços um meio de ganhar o mundo de forma legítima e assim tudo parece indicar que ninguém percebe o estado de perdição. O mundo parece ser um lugar onde há luz e saída para resolver todos os problemas e até mesmo a morte se apresenta como uma consoladora eficaz.         Não há aqui qualquer meio de expor aos homens a realidade da perdição eterna. Os homens no pecado estão bem assessorados neste mundo e a luz que vem do mundo para eles é bem-vinda num mundo que promete o melhor para todos. Por mais que os mensageiros do evangelho sejam perspicazes, eles não podem por si mesmos mostrar a condição do homem. A religião judaica, com todos os claros ensinos da lei não ajudou aquele moço condenado. O que foi necessário? Precisou da luz do céu. A luz da glória fez um Saulo ficar cego, mas a luz da glória de Cristo atingiu o coração de uma alma cega para abrir-lhe os olhos ali na cruz. São os encantos da graça salvadora.
        Assim, podemos ver que tudo está na dependência de Deus e em todas as circunstâncias a graça precisa entrar em ação. Um homem comum na sociedade há de precisar da mesma força da graça para operar maravilhas na salvação. Do mesmo modo que Deus abriu os olhos daquele moço bem-aventurado, Ele também despertou o coração de Lídia, para ouvir a mensagem e ser salva. O homem no pecado só consegue ver sua perdição quando Deus entra em sua escura cela e acende a luz. Ora, foi isso o que aconteceu com aquele moço visitado pela graça que operou nele a real salvação: “Graça real sem fim, mostra Jesus por mim, gozo me dá alegria sem par que prazer, prazer!”

sexta-feira, 17 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (4)


    
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE A FORÇA DA PALAVRA: “Respondeu-lhe Jesus”
        Estamos vendo o quanto a graça de Deus se apresentou e se apresenta no poder da palavra de Deus. Vemos também que no caso da salvação do ladrão ali na cruz, nada houve na salvação de sua alma que não fosse obra realizada pela graça na instrumentalidade da Palavra. É assim que Deus operou e opera sempre em qualquer lugar e em quaisquer circunstâncias. Se não for o poder da Palavra de Deus (Romanos 10:17) então logo será visto como atividade carnal, sem qualquer ligação no coração com o Espírito Santo e a fidelidade da Sua Palavra. Muitas conversões logo mostram que foram espúrias e revestidas das mentiras que aos tanto aparecem neste mundo. Falsos convertidos não permanecem na verdade.
        Também, adiciono mais o fato que Deus atrai pecadores mediante a Palavra e para a Palavra. Em 1 Pedro o escritor sagrado deixa claro que os crentes são nascidos da Palavra, por isso desejam a mesma Palavra, assim como uma criança deseja o leite materno. Tenho lidado com muitos que chegam à igreja, mas não vêm por causa da Palavra de Deus, elas querem algo diferente, estão sempre sintonizadas com alguma promessa mundana. Aliás, o surto de movimentos evangélicos que se espalhou em nossas cidades tem muito a ver mais com prosperidade, cura interior e promessas de vidas amorosas e recuperação de vida familiar, tão devastada pelo espírito de corrupção moral que assola nosso povo.
        Notemos bem que esses desejos que envolvem a vida do povo em nossos dias não são errados em si mesmos, mas não estão ligados com a Palavra de Deus e com realidades eternas. Já têm muitos pastores e pregadores lidando com isso em nossas ruas. O ladrão que não se converteu tinha ambições terrenas; ele queria que Jesus o livrasse da cruz e fizesse com que ele retornasse à antiga vida que tanto amou no mundo. O Senhor nos incumbiu de levar a mensagem de salvação aos perdidos e nossa esperança é que mais pecadores desejem vir à busca dessas maravilhas e que queiram entrar no Paraíso eternal.
        Posso afirmar também que a palavra chegou em força de documento: “Em verdade te digo...”. Que palavras impressionantes. Nosso Senhor cheio da força do amor tão inspirador da graça pode imprimir a verdade no coração daquele moço: “Em verdade te digo...”. Ali estava o Deus da verdade, o Salvador que veio na força da verdade arrancar pecadores das trevas (mentiras) para a luz (verdade). Palavras penetrantes, porque ali estava perante a face bondosa do Senhor um coração mudado pelo Espírito e que agora tinha o temor de Deus, pronto para receber a firme e operante verdade. Quando o Senhor salva Ele imprime a Palavra no íntimo, a verdade fisga o pecador e como uma rede faz com os peixes, arrasta-o para cima.
        Aquele moço viveu na mentira, trilhou o caminho da mentira, foi usado na mentira e anelou os tesouros da ilusão mentirosa que este mundo oferece. Agora ele está perante a verdade e as palavras da verdade são penetrantes em seu coração; agora a verdade chegou na força suficiente que afugentou toda escuridão e deixou os poderes das trevas aterrados. Grande é essa salvação!: “Ó que grande é essa redenção! Tão completa e livre salvação! Com fervor os santos cantarão ao Salvador!”
        A palavra chegou em santa comunicação de amor: “Te digo”. Nosso Senhor foi direto ao Seu coração e comunicou com aquela ovelha pela qual Ele deu-se a Si mesmo. Eram palavras que ressoariam em seus ouvidos e marcariam para sempre no coração o fato que o Senhor amou aquela alma com amor eterno e agora estava chamando-a para Si e a levaria consigo para o lar celestial.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (3)



“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE A FORÇA DA PALAVRA: “Respondeu-lhe Jesus”
        Amado leitor, que força incrível aparece nas palavras do Senhor, dirigidas aos pecadores na salvação! Quantos desprezam o evangelho e aos poucos trabalham para revestir a mensagem dos poderes e invenções dos homens, achando que a mensagem precisa de nossas habilidades. O que Paulo diz em Romanos é que ele não se envergonhava do evangelho, porque é o poder de Deus. Quanta luta de satanás para tornar a mensagem santa como uma explanação medíocre e fracassada! Paulo fala sobre isso em 2 Coríntios 4:4, que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo. O fato é que a graça opera na salvação em consonância com a fé. O céu encontra com a terra nesse encontro que resulta na salvação eterna dos perdidos, e foi assim que ocorreu na cruz.
        Mas você pode querer usar de argumento, afirmando que a graça opera quando há a colaboração do homem em crer. Porventura houve colaboração do ladrão para sua salvação? Será que ele fez sua parte em crer em Deus, caso contrário não seria salvo? Obviamente aquele homem creu e é preciso crer para ser salvo: “...para que todo o que nele crê tenha a vida eterna”. Mas nós seremos medíocres em acreditar que a fé veio daquele homem. Não fosse uma obra operada pelo Espírito em vivificar aquela alma, aquele homem teria partido para o abismo de trevas eternais juntamente com seu colega.
A.    O poder para realizar o milagre está na Palavra. Por sua própria disposição e natureza ele era um sócio do seu colega em suas maldades e propósitos infames mesmo na cruz. Seu coração carregava as mesmas armas contra Deus que toda multidão tinha. Por natureza ele não queria o paraíso celestial; ele queria um salvador terreno, queria sair livre dali como Barrabás saiu. O que aconteceu na cruz foi que a misericórdia triunfou sobre o juízo, retendo o punhal da ira de Deus; foi a invisível obra do Espírito Santo que milagrosamente arrancou o coração de pedra, concedendo-lhe um novo coração, para que invocasse o nome do Senhor para ser salvo. Tudo ali mudou segundo as maravilhas da graça, pois o soberbo se humilhou, o cego viu o real Salvador e o Paraíso celestial estava ao seu alcance para livrar-se de uma vez da punição eterna.
        Caro leitor, não há quem possa contra a Palavra de Deus. O horror de satanás e do mundo é contra as palavras que saem da boca de Deus. Ora, ali pendurado no madeiro estava o Cordeiro de Deus que tira o pecado e quem pode contra esse poder salvador Dele. Em Sua obra de salvar Ele garante que o poder está na atividade vivificadora da Sua Palavra. A humildade do Filho de Deus não O despojou do Seu poder, o mesmo poder que Ele, como sendo o Verbo divino teve para criar céus e terra e, além disso, pela mesma palavra faz sustenta o universo. Não estamos lidando com mero homem. A força de Sansão foi embora com sua desobediência, mas a força descomunal do Senhor em dar vida aos espiritualmente mortos é a mesma e o será sempre, foi essa a demonstração de que ninguém pode contra Ele, quer andando aqui, quer preso na cruz, quer no sepulcro ou mesmo no céu agora.
        Amigo, a distância jamais afetou nem afetará o grande Salvador em Sua obra de salvar. O contato de salvação da graça é com a gloriosa fé que é despertada no coração dos perdidos. Tanto faz o Senhor estar a dois metros de distância do perdido, como a milhões de km. Preso na cruz Ele salvou o ladrão; do céu Ele salvou Saulo de Tarso, e assim o grande Senhor invisível opera nos corações pela graça. Foi assim que Ele tocou no coração de Lídia (Atos 16) e assim opera o bendito Senhor, cumprindo poderosamente Sua obra planejada na eternidade em reunir Seus eleitos dos quatro cantos da terra.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (2)


                
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
APRESENTOU-SE A FORÇA DA PALAVRA: “Respondeu-lhe Jesus”
        É notável que no encontro da graça com a fé o poder para operar a tão grande salvação está na palavra de Deus. Nós estamos tão acostumados aqui no mundo a ver os atos dos homens, os quais são destituídos de milagres, mas não é o caso da graça salvadora. Os atos poderosos de Deus são feitos por Sua palavra. Foi assim na criação, pois ordenou e tudo veio a existir. Os braços físicos do Senhor estavam fixados pelas mãos pregadas na cruz, mas sua palavra não. Com isso o mundo e o diabo não podiam contar. Toda luta do diabo é evitar que os homens não sejam atraídos para Cristo e por Cristo, mas ali estava o Filho de Deus, trazendo salvação a uma alma perdida. Que linda história. Foi exatamente isso que Paulo quis dizer quando estava preso em Roma; ele afirmou que a palavra de Deus não estava algemada, e tal verdade deixa o reino das trevas apavorado.
        Aqui está uma lição de grandíssimo valor para os pregadores, pois precisamos confiar inteiramente no poder da Palavra de Deus, tanto no viver quanto na exposição dela. Vivenciamos um evangelho tão voltado aos esquemas e programas que anulamos completamente a obra soberana de Deus através da Palavra. Acreditamos que os pecadores vêm a Cristo se envolvermos o ambiente com boa música e com toda habilidade que pudermos ter para atrair os homens, mas ali estava o Senhor crucificado, distanciado de um homem, sem qualquer aproximação física, mas mesmo assim, por meio da Sua palavra trouxe poderosa salvação. Qual é a resposta para isso? “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna” (João 5:24).
        Foi sempre assim que Deus operou, para que a glória fosse Dele e não dos homens. Ele sempre equipou Seus servos com esse poder, ordenando que eles pregassem aos ouvidos do povo. Foi assim que os apóstolos saíam às cidades da Judéia, Samaria, Ásia e Europa anunciando, sem usar quaisquer meios humanos e Deus, como resultado operava maravilhas. Por quê? A resposta clara é que a graça tem essa ligação incrível com a fé. Assim que o Espírito Santo abriu os ouvidos do ladrão na cruz, a graça entrou em ação; houve a confissão que resultou na salvação imediata. Foi assim quando Pedro pregou no Pentecoste, usando a passagem extraída de Joel e mais de três mil almas se converteram e foram batizadas naquele mesmo dia (Atos 2).
        Mas você pode perguntar acerca dos contatos físicos de Cristo com os homens. Ele agiu com o leproso e o curou, por causa da Sua compaixão. Foi assim com o cego de nascença (João 9) e nos outros casos contados nos evangelhos. Mas no que tange a salvação dos perdidos Deus aprouve dar vida e essa vida vem por meio da Palavra pregada. Caro leitor, Deus opera maravilhas neste mundo e tais maravilhas vêm dizer que os homens não podem realizar. Podemos fazer algumas coisas pelos homens; podemos ajuda-los em suas necessidades, mostrar com nossos atos que os amamos e que queremos o bem deles. Mas quando lidamos com a obra salvadora, eis que a obra é totalmente de Deus.
        Já vi muitos falando do desejo de ganhar pessoas para Cristo, mas a verdade é que essa tarefa pertence exclusivamente a Deus. Podemos fazer amizades, dar nosso testemunho e convidar nossos amigos e parentes para os cultos, mas leva-los a Cristo é tarefa tão somente de Deus. Deus encaminha Seus servos para que eles fiquem perante os pecadores. Quando Paulo foi enviado a Filipos, o Senhor disse a ele que tinha muitas almas que Lhe pertenciam naquela cidade, e Paulo foi usado por Deus para pregar a essas pessoas. Somos os canais que Deus utiliza para a pregação da verdade, mas a verdade é que o trabalho é feito por Deus, a fim de chamar Seu povo e dar esse povo ao Seu Filho: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim...” João 6:37)

terça-feira, 14 de abril de 2020

GRANDE ENCONTRO DA GRAÇA COM A FÉ (1)


           
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)
      INTRODUÇÃO:
        Querido leito, para mim não há maior prazer, senão falar sobre a fé e a graça! Normalmente jogamos lixo fora, não tesouros. Quanto aos tesouros de Deus revelados aos homens, tais tesouros são desprezíveis e desprezados pelos homens mundanos, assim como os israelitas desprezaram o maná que veio do céu. Esses tesouros de Deus são vistos em toda Palavra e a igreja cheia de fé inunda seu ser com a graça salvadora. No verso anterior: “Lembra-te de mim quanto entrares no teu reino”, a fé foi bem destacada em seu milagre, sua força e sua plena e completa vitória. Mas ela não se exalta acima da graça salvadora, ela é submissa, mas vitoriosa. O que aquele moço buscou conseguiria achar? Nosso Senhor estaria pronto para ouvir seu clamor? Pela lei santa e justa aquele moço merecia a punição pelos seus erros, por isso a prisão perpétua lhe aguardava com ansiedade. Mas ali estava ao seu lado o Salvador bendito, e foi ali que a alma aflita achou descanso, repouso e salvação.
                               “Ó Jesus, achei descanso em teu terno coração
                                É manancial de gozo e consolação.
                                Já cheguei a contemplar-te e minha alma se inundou
                                Com a refulgente graça que ela em Ti se achou!”
        Da mesma maneira que dispomo-nos para averiguar as maravilhas da fé, devemos muito mais ver como a graça brilha intensamente quando Deus encontra um pecador em desesperada busca pela salvação. A luz é um tesouro preciosíssimo e sabemos dessa verdade quando passamos muito tempo sem ela. Naquele momento toda ocupação é voltada para o acontecimento marcante da crucificação é voltada para o desdobrar-se da maravilhosa graça salvadora em salvar um perdido pecador!
        O que aconteceu ali? Vemos o espetáculo da tão grande salvação, “pois o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”. Enquanto satanás realiza sua festa perversa, o espetáculo que o mundo e as potestades do mal querem assistir, eis que o céu festeja a eterna redenção, pois do mundo o filho mau voltou. Que maravilhoso encontro ocorrido na cruz! Por que não ocorreu quando o Senhor andava livremente pelas ruas das cidades de Judá? A resposta é que aprouve o Senhor que a esse ato de luz ocorresse no meio da escuridão espessa de sofrimento; que a alegria eterna enchesse uma alma sofredora e confessa e que o Senhor estendesse a força da Sua Palavra para salvar o perdido e o recepcionasse no céu naquele mesmo dia. Não há um acontecimento mais majestoso do que o encontro entre a graça e a fé, porque são coisas jamais vistas aqui. Não há neste mundo qualquer sinal de compaixão, amor nem justiça.
        O mundo não tem qualquer poder para enviar alguém para os altos céus, mas sim para empurrar os homens para o abismo. Mas ali estava o Salvador, desprezado por este sistema cruel. O mundo não quis o forte braço do Senhor; não quis aquele que provou ser a fonte da bondade, da vida, da justiça e do amor perfeito. O mundo ingrato quer esmagar as excelências da provisão graciosa de Deus, como foram mostradas através do Servo de Jeová. Mas, o que importa? Nosso Senhor veio cumprir a vontade do Pai e foi essa vontade santa que o Pai lhe confiou os eleitos. O mundo vil não queria, nem quer nem vai querer nada do céu, mas Deus tem Sua vontade e é da vontade que todos os pecadores por quem o Filho morreu sejam salvos. Qual é o braço forte daqui que pode superar o onipotente braço do Senhor? Foi provado na cruz que o grande Salvador enviado do céu realmente salva e o faz seguindo a vontade do Pai: “Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia” e foi assim que a graça atingiu em cheio um vil pecador, para tira-lo da perdição merecida e dar-lhe o Paraiso imerecido.