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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

BUSCANDO O VERDADEIRO PARAÍSO (4)

“...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”  (Lucas 23:43)
O PARAÍSO – UM FATO.
        O que devemos esperar de um paraíso aqui na terra? É claro que devemos esperar que tenha as características que diferem de um paraíso tão buscado pelos homens aqui. A primeira de todas é que deve haver a presença do criador e a comunhão dos homens com ele. Sem a presença de Deus, sem sua face graciosa e benevolente, não pode haver paraíso. Aliás, o paraíso tão buscado pelos homens aqui, realmente torna-se um lugar de extremo perigo, porque é uma invasão na propriedade de Deus, sem que ele autorize. É como se alguém entrasse em minha casa sem que eu estivesse presente, a fim de usufruir daquilo que pertence a mim e minha família. Notamos que Enoque andou com Deus num período de relativa prosperidade e de um mundo com elementos prazerosos. Mas, como um genuíno crente, Enoque optou por andar com Deus, porque para ele não há felicidade aqui sem a presença do Senhor.
        Posso adicionar o fato que para haver um paraíso aqui deve ter da parte da criatura ausência de toda e qualquer rebelião. Deve haver paz entre os homens e entre os animais. Não deve haver nada que ameace a vida, trazendo morte, dor, doenças, desamparo e ódio. Se os homens querem fazer da terra um lugar de conforto, paz, prosperidade e segurança, então a harmonia deve brotar de seus corações; os animais devem ver os homens não como ameaça, nem como fonte de alimento, mas sim elementos que utilizam a criação como fonte de inspiração para adorar a Deus e mostrar sinais de bondade, respeito e maturidade.
        Outro detalhe é que se pode haver um paraíso terrestre, seria não ter a presença da morte. Ela é a fera imbatível, que aparece para arrancar toda esperança e lamber a inútil existência dos homens aqui. Então, se a morte estiver presente é impossível criar um paraíso aqui, assim como é impossível viver tranquilo numa casa, sabendo que há ali uma cascavel escondida. Sendo assim, a morte deve ser destruída, se é que os homens desejam fazer da terra seu lugar paradisíaco. Aliás, a prioridade deve ser extinguir a morte; as nações devem lutar e se inspirar em aniquilar esse poder que desafia a riqueza, a cultura e a força, se é que querem ser felizes e seguros aqui. Outro detalhe é que um paraíso deve ser um lugar de pureza física, mental e espiritual. Não pode haver nada de sujeira, consciência culpada, ódio, inveja, vingança, assassinatos, e outras atividades semelhantes, as quais fazem parte deste mundo. Deve ser um lugar onde reina confiança mútua, onde nada há de malícia e outras maldades.
        Diante desses desafios, podem os homens construir neste mundo um império do bem? Podem erigir um lugar onde todos querem viver para sempre? Podem os homens trabalhar para varrer deste planeta todo mal? Há possibilidade de anular as atividades de satanás? Afinal, ele é chamado de deus, de príncipe e outros nomes ligados à suas atividades. Quando o Senhor em sua graça levou o ladrão para além deste véu terrestre, é porque ele estava anulando qualquer esperança que homens e mulheres podem ter nesta vida presente. Ele prometeu aos discípulos que iria preparar lugar para eles na casa do pai (João 14). O grande Deus já decretou o que irá fazer com esse planeta e até mesmo com os céus que agora existem. Tudo será destruído pelo fogo. A praga do pecado deve ser extinta para sempre; as injustiças devem ser arrancadas cem por cento pela raiz. Incrível, mas essa visão que temos do céu e da terra, os quais revelam a glória de Deus, toda ela será aniquilada.
        Sendo assim, vemos como é inútil as lutas dos homens e das nações. Em Jeremias o Senhor declara que as nações trabalham para o fogo, lutam para o nada, tudo porque estão trabalhando como cegos, como funcionários do diabo, a fim de vigorar as fantasias do pai da mentira.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O VERDADEIRO PARAÍSO (3)

 
 
 
“...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”  (Lucas 23:43)
O PARAÍSO – UM FATO.
        Antes de entrar nos pormenores acerca do verdadeiro paraíso, vamos examinar o que significa o paraíso que satanás sempre procurou e procura implantar na terra. Desde sua queda satanás mirou o mundo para que se este lugar se tornasse seu “Éden”. Se retornamos à Gênesis, veremos que Deus plantou um verdadeiro paraíso terreno. Do Senhor só pode vir perfeição, então ali era realmente um lugar maravilhoso para viver e gozar todas as delícias de um ambiente sadio, feliz, pacífico e completamente livre do mal. Sondemos bem o que realmente significa o paraíso terreno e o que devemos esperar por um paraíso conforme nossas expectativas.
        Primeiramente, para um lugar ser um verdadeiro paraíso deve haver total ausência de maldição do pecado. É óbvio que o Éden era assim, pois da mão do criador santo não pode originar o mal. Quando Adão foi criado, eis que todo seu ser foi feito completamente puro, seu olhar era puro; suas mãos livres de qualquer maldades; seus pensamentos era como uma casa limpíssima, pronta para receber toda informação das maravilhas do conhecimento acerca do criador com quem podia comunicar livremente; suas emoções podiam fruir alegria, prazer, doces sentimentos de felicidade em plena harmonia com tudo o que estava ao seu derredor. Além disso, o perfeito criador lhe concedeu toda provisão para aquilo que ele precisava. Foi lhe dada uma esposa linda e todo jardim era cheio de todo tipo de fruto, sem qualquer medo de espinhos e abrolhos.
        Além disso, todos os animais, sem exceção eram submissos. Não havia qualquer revolta dos animais no Éden; não havia uma loucura neles para procurar sobreviver, como vemos acontecendo com todos os tipos de animais, desde os seres microscópicos até os grandes e poderosos seres criados na face da terra. Não havia no jardim qualquer interferência de mosquitos, pernilongos e outros animais à procura de sangue; não havia medo dos animais venenosos; não havia ali perigos à espreita e os animais se alimentava de ervas, assim como os homens. A fome não tinha entrado, pois ela é o resultado do pecado e assim o homem podia andar, passear, conversar, lidar com os animais num ambiente assim, sem qualquer interferência de perigos e ameaças, como vemos hoje, devido à entrada do pecado. O Éden era o jardim da comunhão com Deus; era ali a casa santa, o ambiente santo e partindo dali o mundo inteiro seria mundialmente um jardim de amor, pureza e santidade.
        Mais do que todos esses prazeres perfeitos e agradáveis, o homem gozava de todo favor de Deus. Era o criador expondo ao homem o que sai de suas bondosas mãos. Adão foi criado para viver as emoções e delicias da comunhão com o criador e com sua criação. Ali era a casa de Deus, era o santuário do vivo criador. Ali reinava uma atmosfera de harmonia, prazer em servir, provisão abundante de tudo o que os olhos querem ver e o corpo anseia ter, e nada havia de qualquer interferência do pecado, a fim de alimentar um ego deificado, como vemos hoje. O ambiente da presença de Deus traz alegria, prazer e satisfação. Onde o Senhor está presente, não pode haver guerra, temor e ansiedade. Onde o criador santo e puro reina, tudo é vista com pureza e experimentado com atitude de adoração.
        Mesmo tendo entrado o pecado, podemos ver o quanto o nosso planeta é um lindo lugar. Quantas maravilhas enchem nossos olhos, ao vermos o mar, as planícies, os animais de toda espécie, os rios, as matas, as praias, os montes, os vales e tantos detalhes a mais, os quais enchem nossos olhos. Os homens no pecado lutam para fazer de tudo isso um paraíso sem Deus; eles puxaram o mal e a miséria e ameaças vão por onde eles pisarem aqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

BUSCANDO O VERDADEIRO PARAÍSO (2)

                      
“...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”  (Lucas 23:43)
O PARAÍSO – UM FATO.
        Já pude dar uma pequena introdução sobre esse tema, porque quis despertar a atenção dos meus leitores para o fato que o Senhor Jesus prometeu um paraíso e que levaria aquela alma convertida para lá. Não tenho dúvidas que o assunto é de vital importância para os crentes, porque, não somente estão indo para lá, como também serve para mostrar-lhes o quanto satanás trabalha com a finalidade de desviar a atenção deles para o paraíso mundano aqui. Creio que não há nenhum crente que não seja tentado e seduzido diariamente para o fascínio desta vida passageira. Por essa razão a fé deve firmar sua atenção naquilo que há de vir, naquilo que os olhos jamais viram, mas que somente os crentes aspiram receber – o paraíso celestial.
        Permita que eu destaque um pouco mais a importância desse assunto, porque toda mentira religiosa tem em vista nos desviar desse lugar. Se não estivermos firmados na verdade, certamente nos desviaremos da esperança da glória. Toda e qualquer mentira trabalha para que finquemos nossa tenda de habitação na terra, para mirarmos o mundo com uma visão dada pela religiosidade erigida por satanás. Tomemos como exemplo as mentiras das testemunhas de Jeová. Eles ensinam que o paraíso será aqui na terra; eles lutam contra a mensagem da cruz, contra a ressurreição, contra a doutrina do pecado e da redenção. Para eles o céu é aqui e que Deus prometeu fazer da terra um lugar paradisíaco. Para isso eles utilizam vários textos arrancados do seu contexto. O que é que esses mensageiros do mal estão fazendo? Estão declarando de casa em casa que Deus é mentiroso, que os pregadores são infames e cheios de avareza. Somente uma pequena visão dessa armadilha nos fará compreender o quanto satanás usa de estratégia para arrancar do mundo as promessas do paraíso celestial.
        Tomemos também o ensino da salvação por obras, porque realmente vemos que todos quantos estão envolvidos nessa atividade da carne realmente estão mostrando o quanto eles não toleram o paraíso bíblico, mas sim que o céu seja diferente, conforme o modelo que ele tem em seu coração. Tomo como exemplo aquele homem rico que perguntou a Jesus o que faria para herdar a vida eterna. Realmente ele tinha medo de morrer e não alcançar um descanso no seio de Abraão. Mas quando o Senhor mostrou o quanto ele amava as riquezas, o Senhor estava revelando ali um soberbo, amante dos prazeres aqui e que desejava ter um céu adaptado para seus prazeres, como ele realmente queria.
        Certamente os homens no pecado estão convencidos da morte, mas o que eles querem é que após a morte encontrem o descanso e conforto segundo a mentalidade natural deles. Se eles fossem erguidos até às portas da Nova Jerusalém certamente veriam que não é ali o lugar que gostariam de morar. As mentiras religiosas proporcionam aos homens uma ideia errônea do céu, porque eles sempre vão comparar com aquilo que o mundo sempre lhes oferece aqui. Enquanto o Senhor disse para o convertido que ele seria levado para o paraíso após sua morte, eis que os homens dizem no coração que não querem morrer, pois almejam viver aqui cobiçando este sistema pecaminoso e cheio de vaidades. E mesmo que morram eles querem ser acordados no paraíso terreno, por essa razão estão prontos para pagar por esse lugar.
        Mas nosso Senhor prometeu o paraíso somente aos salvos, porque somente eles foram escolhidos para morar lá. Além disso os santos do Senhor aspiram a pátria celestial e foi esse desejo santo que tomou o coração dos santos tanto do Velho quanto do Novo Testamento: “Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória” (Salmo 73:24).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

BUSCANDO O VERDADEIRO PARAÍSO (1)

                       
“...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”  (Lucas 23:43)
INTRODUÇÃO:
       Essa promessa do Senhor Jesus ao ladrão convertido deve nos chamar nossa atenção para o fato que há um paraíso além deste mundo. É bem provável que fixamos nossa atenção sempre na conversão do ladrão e que nos atinamos para esse detalhe. Mas o fato é que estamos tão mergulhados neste sistema mundano de vida que nem sequer meditamos que há um paraíso para os salvos após a morte. É claro que não há palavras humanas que podem descrever as perfeições daquele lugar para onde milhares de santos já foram e que outros milhares que aqui estão aguardam sua entrada lá. Notamos bem que nosso Senhor não tinha intenção de melhorar a condição daquela alma convertida aqui neste mundo; não tinha a intenção de livrá-lo da angústia da morte física. A salvação promete a excelência da eternidade; a salvação anula os efeitos dominadores deste mundo e seu fascínio que exerce na alma aqui. O que o Senhor promete vai infinitamente além de qualquer pensamento humano.
        Então, diante dessa promessa do Senhor em levar aquele convertido para o paraíso, nossa atenção deve estar voltada para as seguintes conclusões: A primeira é que tem um paraíso após a morte. Isso significa que enquanto estivermos aqui neste vale de dor e da sombra da morte, jamais homem algum conhecerá o verdadeiro significado do que é um paraíso. Não há dúvida que foi por causa dessa promessa tão preciosa que os santos que já morreram tanto aguardavam com ansiedade a sua chegada a esse lugar; homens e mulheres resolveram pela fé recusar este mundo com seus confortos e promessas vãs, a fim de aguarda o momento certo de ir para o lugar que está além desta vida aqui. Foi por essa razão que homens santos de Deus encararam a morte como sendo ela um veículo que lhes transportaria deste vale para o lugar eterno.
        Isso significa que não há qualquer promessa do Senhor, a fim de que os crentes busquem um paraíso aqui, porque não há qualquer possibilidade de que isso venha a acontecer. Nosso paraíso aqui é somente experimentado quando andamos com Deus; só desfrutamos dessas delícias quando realmente desfrutamos da amizade do Senhor, de sua presença, do seu conforto e consolo. Enquanto os crentes estiverem olhando para este mundo, mirando nele suas riquezas, prazeres e amizades, eis que vão enfrentar o que realmente significa a perversidade deste sistema. Satanás não oferece nada, sem que mais tarde venha a cobrar caro. Os homens no pecado morrem de amores por esse suposto paraíso terreno e acreditam no íntimo que mesmo após a morte hão de desfrutar dele.
        Em segundo lugar, vemos que os homens anseiam fazer deste mundo um paraíso; que eles trabalham arduamente para isso. Aliás, a vida consiste de sentir bem, de buscar felicidade, satisfação, paz, alegria e conforto. Os homens entram neste mundo tendo em vista achar tudo isso. Notamos a atitude do outro ladrão, porque ele viu Jesus pendurado na cruz como alguém que lhe possibilitaria uma vida melhor aqui. Ele não podia conceber um salvador pendurado na cruz como ele estava. Seus pensamentos giravam em torno de um salvador que lhe tiraria da cruz e que o levaria de volta à sua vida aqui. Mesmo diante da morte, ele queria voltar atrás, queria descer da cruz e queria ser um vitorioso em seu anseio de obter o mundo.
        E em terceiro lugar, o fato que há um paraíso após a morte, deve ser a causa para que pecadores venham a se converter a Cristo. Quando homens descobrem os embustes deste mundo, então eles podem correr para as promessas divinas. Cristo veio ao mundo buscar perdidos; ele não veio salvá-los para deixa-los aqui, mas sim para leva-los purificados pelo sangue e santificados, a fim de gozar as delícias eternas com ele no paraíso.

domingo, 14 de setembro de 2014

AS MAIS PODEROSAS PERGUNTAS



“Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?”
        O mundo de hoje parece crer que tem obtido resposta para tudo, mas quando depara com a morte e a eternidade a perplexidade entra em cena afirmando a ignorância e inútil labutar do homem neste mundo passageiro.
        A primeira pergunta é como pode o homem escapar da morte? “Que homem há que viva e não veja a morte?...”. Aí está a morte. Ela é a mais poderosa força inimiga dos homens. Ela não olha idade, nem cultura, nem condição social, nem raça. A morte não é comprada, nem tampouco ludibriada, pois está realizando neste mundo seu macabro trabalho de servir ao inferno.
        Outro detalhe, a morte é a mais tangente resposta quanto ao pecado. O salário do pecado é a morte, e quem neste mundo não foi atingido por ela? Não há e nem pode haver alguém que viva e não veja a morte. Por meio do pecado ela atingiu a todos. Ela ri e zomba de todas as tentativas de sobrevivência, ela faz com que tudo nesta vida seja avaliado à luz da eternidade. Após a sua partida deste mundo que diferença fará se você teve carro, ou não; se teve uma bela casa, ou morou num casebre; se comeu filet mignon todos os dias ou apenas arroz e ovo frito.
        O único poder capaz de vencer a morte é a vida, assim como as trevas só podem ser derrotadas com a entrada da luz. Então, a resposta é que não há quem viva e não veja a morte. O que acontece com nossa tão breve existência? Somos aqui ludibriados com os entretenimentos mundanos a fim de que jamais vejamos os perigos eternais que rondam nossa alma. Nossos esforços aqui visam alcançar aquilo que aqui ficará, porquanto nada levaremos.
        A segunda pergunta é como escapar do sepulcro: “... Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?”. A palavra “sepulcro” na linguagem hebraica nem sempre se refere ao lugar onde é depositado o corpo, mas sim o lugar para vai a alma. Deus se ocupa com o destino da alma e não do corpo. E o lugar de uma alma não salva é o Sheol, o terror eterno do inferno (Marcos 9:42-48). Não há poder, nem humano nem angelical capaz de livrar o homem desse destino tão horrendo. Não há oração, dinheiro, penitência, rogo, ou qualquer outra tentativa.
        Damos glória a Deus pelo tão grandioso vencedor, Cristo Jesus. Ele se tornou homem para que provasse a morte por todo homem (Hebreus 2:9). Todos os grandes heróis deste mundo morreram, mas Cristo venceu triunfante e eternamente a morte (Atos 2:23, 24). A morte não pôde reter o Autor da Vida no sepulcro. Também venceu aquele que tinha o poder da morte, o diabo (Hebreus 2:14) e arrancou da horripilante morte sua arma de vitória (1Coríntios 15:54), a fim de que os salvos pudessem ser livres para sempre da tirania da morte eterna.
        Cristo venceu a morte para que aqueles que Ele salva jamais caiam no inferno: “para que não pereçam” (João 3:16). E você, meu amigo, sua esperança está no Filho de Deus agora, arrependendo de seus pecados e crendo Nele como seu Senhor e Salvador. Sendo assim você jamais verá a morte para sempre.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A MORTE DO SALVO E DO NÃO SALVO (13 de 13).




“Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam. Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para Si” (SALMO 49:14,15).
A MORTE DO SALVO: “Mas Deus remirá a minha alma...”
         Caro leitor, para encerrar esses comentários creio que devo aprofundar um pouco mais esse tema tão precioso acerca da “morte do salvo”. A próxima lição com a qual deparamos e que o próprio texto exala é que não cremos que nossas almas não ficarão aprisionadas na morte. Creio que isso é particular importância, porque alguns creem que após a morte nossas almas ficam no sepulcro aguardando ali em sono o dia da ressurreição. Mas o fato é que o intuito da morte é arrancar as almas do corpo, como uma lêmure enfia seu dedo num buraco da árvore, a fim de tirar sua comida.
         No caso dos ímpios, o inferno os espera com ardor e jamais diz “basta”. Mas no caso dos crentes, assim que a morte física paralisa seus corpos, é como a abertura de uma prisão, a porta é aberta e sua alma voa imediatamente para o céu. Notemos bem que Jesus disse ao ladrão na cruz: “...hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Também vemos como Paulo confirma isso em sua declaração feita aos Filipenses: “...tendo desejo de partir e estar com Cristo...” (Filipenses 1:23). Notemos essa verdade de forma prática na morte de Estevão, pois momentos antes de tombar morto, eis que ele viu o céu aberto e Jesus em pé, como que aguardando Seu servo. Qual foi a petição daquele mártir? “...Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (Atos 7:59).
         Caro leitor, tem muito mais que poderia usar de textos bíblicos mostrando essa verdade acerca da ida dos salvos para o céu, imediatamente após a morte física. Também o ensino que as almas dos santos dormem aqui, aguardando a ressurreição é destituída de bom senso. Imagine os crentes que foram devorados por feras; suas almas estão dormindo aonde mesmo? E os que foram queimados e seus corpos feitos cinza? Onde estão dormindo? O que a bíblia fala é do sono do corpo e não da alma. Nossos corpos provam isso aqui, o quanto são frágeis, mortais e necessitados de descanso. Nossas almas não; elas não dormem. A linguagem bíblica acerca da morte dos crentes é que eles dormem: “Não queremos, porém irmãos que sejais ignorantes com respeito aos que dormem...” (1 Tessalonicenses 4:13). Dizem os estudiosos da língua original (grego), que o termo usado no texto para “dormir” é de onde surgiu o nosso vocábulo “cemitério”, que significa literalmente “câmara de dormir”.
         Finalmente, o texto acima nos mostra que nossa salvação é fruto do precioso trabalho da graça: “...pois Ele me tomará para si”. Ora, por que a salvação? O Senhor veio buscar e salvar um povo para Ele (Tito 2:14). Toda Sua entrega na cruz tinha em mira salvar perdidos e levá-los para a glória. Caro leitor, o poder da morte só pode ser vencido pelo Senhor, e Ele a derrotou, vencendo-a na cruz e na ressurreição. Veja como Ele tomou Enoque para Si; veja como Ele afirma que preciosa é para Ele a morte dos Seus santos (Salmo 116:15). A morte é fim da jornada terrena e o início da eternidade. A morte põe um ponto final nessa peregrinação. Ela simplesmente quebra a “casca do ovo”- nosso corpo. Ela desmancha a casa de barro, a fim de mostrar as maravilhas da eternidade.
         Meu caro leitor, o que será de sua alma quando partir deste mundo? Lembre-se que se você não foi salvo, purificado pelo sangue do Cordeiro de Deus, certamente sua alma está marcada para um destino de terror eterno, para enfrentar a ira vindoura. Os verdadeiros crentes estão plenamente conscientes de sua segurança eterna, por isso afirmam: “...Ele me tomará para Si”. Um soldado crente, ferido na guerra, em seu leito de dor, de repente disse a todos no quarto do hospital: “Silêncio! Estou sendo chamado para o lar”. Depois imediatamente fechou os olhos e partiu.
         Benjamim Parsons à beira da morte disse: “Minha cabeça descansa mui suavemente em três travesseiros – poder infinito, amor infinito e sabedoria infinita”.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A MORTE DO SALVO E DO NÃO SALVO (12).




“Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam. Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para Si” (SALMO 49:14,15).
A MORTE DO SALVO: “Mas Deus remirá a minha alma...”
         Caro leitor, esta frase no texto mostra preciosas lições extraídas da fé cristã e a fé ensina a fé. Veja como o salvo encara seu futuro; veja como os santos de Deus olha o destino de sua alma. É fundamentado nessa confiança que o crente vive aqui com sabedoria. Quando temos certeza absoluta daquilo que realmente há de acontecer, sem dúvidas vivemos aqui como pessoas bem-aventuradas.
         Prossigo dizendo que é nessa bem-aventurança da alma que nosso corpo encontra segurança e felicidade: “O coração alegre aformoseia o rosto...”, conforme afirma o sábio em Provérbios. Notemos bem o quanto a busca pelas paixões, a fim de achar felicidade é que desmancha e desfigura o homem no pecado. Ao alimentar seus anseios pelo pecado eis que ele vai perdendo mais e mais a beleza e glória natural, dadas por Deus. Veja a vida da perversa Jesabel, pois seu viver foi caracterizado por busca de paixões. Mesmo na hora da morte tentou driblá-la, pensando que com o uso de seus cosméticos atrairia Jeú (2 Reis 9).
         A beleza física permanece quando o coração está seguro na plena confiança em Deus. Quando o homem interior se sente descanso e confiante, nada pode desfazer sua aparência. Um viver santo aqui é o mais poderoso cosmético para uma bela e segura aparência. Não significa que não haverá velhice e rugas na face. Elas não serão capazes de vencer a fé, o amor e a esperança. É exatamente o que diz o Salmo 92:14, acerca dos justos: “Na velhice ainda darão fruto...”. A beleza de Rute sem dúvidas foi sua virtude, fé amor e confiança no Deus de Israel. Essas qualidades fizeram dela uma mulher atraente, a ponto de chamar a atenção de um homem piedoso como Boaz (livro de Rute).
         Mas agora chegaremos à parte final de minhas meditações nessa incrível e reveladora passagem do Salmo 49:14 e 15. Veja bem caro leitor que há no salvo uma plena certeza do livramento do inferno: “Mas Deus remirá a minha       alma...”. Veja bem que não há relutância na fé, não há “talvez”; o salvo não crê em hipótese, não está trilhando caminho incerto. Veja amigo que os crentes seguem numa direção firme; eles estão plenamente certos daquilo que creem, por isso vivem como devem viver agora. É isso o que a Bíblia chama de “esperança”. Não é um “pode ser”; não é como se estivesse jogando na loteria da religião. Os santos pautam sua esperança no documento sagrado e esse documento é a Palavra de Deus. Eles estão confiantes num Deus que não pode mentir, por essa razão veem a morte como deixando este mundo e partindo para a glória eterna.
         Mas quero alertar para o fato que essa declaração vista no verso 15 do Salmo 49 é uma confissão e não uma mera declaração. Sendo uma confissão significa que não há possibilidade de alguém afirmar isso sem essa plena certeza do coração. Ora, estamos lidando com o destino da alma, a esperança do porvir. A obra de Deus é feita mediante a Sua Palavra, mas é registrada no coração por obra do Espírito Santo. Então, os santos têm um documento externo – as Escrituras e têm também um documento interno – no coração.
         Ora, isso é importante, porquanto muitos tentam forçar a situação; tentam ter certeza, como que empurrando sua fé de qualquer jeito. Alguém pode afirmar: “...Deus remirá a minha alma...”, falando sem qualquer convicção, em nada inspirando confiança firme, porque pelo modo de viver, pois mostra que seu tesouro está neste mundo. Quando há genuína confissão, tal confissão é percebida pela maneira santa e confiante como vive o crente neste mundo. Seguro de que irá subir para o céu, o salvo não só descansa no poder de Deus, como também vive para a glória de Deus. Veja o salvo, ele não está ocupado em ajuntar tesouros terrenos; não vive catando os louvores dos homens, pois sabe que sua herança está reservada no céu, por isso segue em santa coragem para enfrentar o dia final.
        

terça-feira, 17 de junho de 2014

A MORTE DO SALVO E DO NÃO SALVO (11)


  
“Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam. Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para Si” (SALMO 49:14,15).
A MORTE DO SALVO: “Mas Deus remirá a minha alma...”
         Caro leitor, digo mais que o salvo está plenamente consciente de que seu corpo é de humilhação e ele sabe disso por experiência. Enquanto estava cego no pecado, nada sabia dessa verdade, porque seu corpo era motivo de sua vanglória e vaidade. Agora tudo é diferente, porque a verdade surgiu e o corpo do pecado aparece agora para mostrar seus terrores.
         Examinemos essa verdade de perto. Paulo afirma que o pecado habita em nosso corpo mortal; nossa carne é e será até a morte o instrumento por meio do qual o pecado se manifesta. Ora, o verdadeiro crente enfrenta essa dura realidade em seu viver e as paixões elas brotam mesmo, com força e até mesmo de forma violenta, a fim de mostrar quão terrível é o pecado. Acontece que o novo homem em Cristo, o homem interior, o qual Paulo menciona em Efésios 4:24 agora se ergue contra as manifestações externas do velho homem.
         Milhares de crentes ignoram essa verdade. Para muitos a vida cristã é aqui uma jornada de felicidade e de paz. Claro, no tocante à salvação, a paz com Deus e todas as eternas bênçãos derivadas da gloriosa conquista na cruz, os santos de Deus são felizes e cheios da paz com Deus. Entretanto, estou convicto que esse sistema moderno de evangelho tem trazido mais conforto com o mundo, com a carne e com o diabo para a população chamada de evangélica em nossos dias. Porém, digo e afirmo que da mesma forma que o evangelho nos dá internamente as delícias da vida nova em Cristo, também nos prepara para uma guerra externa contra a carne, o mundo e o diabo. Não somos ordenados a ter complacência com o mal; não fomos convocados para estender nossas mãos, a fim de saudar a mentira e as iniquidades praticadas pelos ímpios.
         Veja bem caro leitor que nossos corpos formam a ampla zona de combate contra o mal. Agora o novo homem se depara com a carne, como uma fera ativa, buscando sempre se alimentar com desejos baixos e malignos. É bom que saibamos que não temos que combater contra os desejos normais, lícitos da carne. Os perigos são os desejos pecaminosos, os quais querem satisfação. É exatamente aqui que entra a luta do crente, a fim de nada introduzir na boca dessa “fera”, no que tange às suas paixões.
         Vivemos numa época quando o mundo tem sido bem preparado pelos poderes das trevas, a fim de facilitar as paixões. Tudo tem sido bem feito para que aquilo que é pecaminoso, maligno e digno de todo ódio e punição, seja aceito pelos crentes como coisas normais. Muitas abominações estão sendo aceitas até nos meios cristãos em nossos dias e são tratados normalmente como se essas práticas cruéis e impiedosas são recebidas por Deus como puras e dignas.
         Caro leitor, Satanás tudo tem feito para calar os crentes, mas o fato é que ele consegue manipular, subornar e silenciar os falsos crentes. Mas não os sinceros e leais filhos de Deus. Eles lutam por santidade; lutam contra aquilo que Deus odeia, porque a natureza santa de Deus habita no crente sincero. Os santos de Deus enquanto vivem neste mundo são cheios do amor de Deus; são pessoas de confiança e justiça no viver. Mas a natureza santa de Deus neles os levará a odiar o pecado: “O amor seja sem hipocrisia, detestando o mal e odiando o bem” (Romanos 12:9).
         Caro leitor, a luta pela santidade e justiça no viver do crente é luta às vezes sangrenta. Muitos crentes enfrentam terríveis oposições e perseguições por causa dessa batalha ativa contra a carne. Não fomos chamados para curtir os prazeres e luxúrias deste mundo, mas sim para fugir e negar os infames desejos da carne no dia a dia.