segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O CHAMADO DO EVANGELHO (5)



“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...”. (Mateus 11:27)
        A GRAÇA DA CHAMADA.
        Que prazer para mim poder pregar esse evangelho! É minha responsabilidade erguer minha voz e publicar a todos essas novas que vêm do céu à terra. Não tenho poder para dar vida; não tenho capacidade alguma para atrair qualquer pessoa. O evangelho faz tudo isso, porque a mensagem em si mesma está revestida de poder. Paulo afirma que o evangelho é o dínamis de Deus (termo grego, de onde vem nosso vocábulo “dinamite”). Quando os apóstolos pregavam, eles simplesmente entregavam o recado que lhes fora confiado, porque sabiam que o poder era de Deus, para vivificar milhares de corações ouvintes.
        Quero tratar agora da graça da chamada. É certo que a pregação do evangelho necessita da agulha da lei, a fim de furar os corações, para que a graça traga o eficaz remédio em Cristo para a cura do pecador. Precisamos usar essa “agulha” da lei, mas a agulha puxa a linha que vai costurar o tecido. Os homens não terão a visão correta da graça, enquanto não sentirem as pragas da lei envolvendo suas vidas em todos os aspectos. É claro que a lei faz isso somente; ela não se envolve com a graça na salvação; ela não tem qualquer participação daquilo que já foi mencionado acima. O evangelho vem revestido de compaixão; é Deus descendo do céu com todas as ferramentas conquistadas por Cristo, a fim de alcançar perdidos. A nossa condição neste mundo é de réus culpados, condenados merecidamente. Fora da compaixão de Deus não há quem possa condoer-se de nós aqui. Toda criação contempla nossa miséria; a lei grita nossa maldição; os anjos são completamente impotentes para nos socorrer. Estamos aqui cercados de toda miséria, interna e externamente.
        Mais do que isso, a misericórdia de Deus vem do céu a nós aqui, porque o próprio Deus se tornou Homem e fez assim porque nos amou e quis entender o que significa a miséria de ser homem. Ele pode olhar para nossa situação tão triste; ele pode se tornar nosso perfeito mediador; Ele veio à terra, tornando-se homem, a fim de invadir o céu sendo um representante nosso ali. Que graça! Seu chamado jamais será feito para os anjos, mas sim para pecadores, porque ele se tornou homem e não anjo. Também, ele convida pecadores e não os expulsa. Enquanto aqui esteve jamais disse “não”, sempre sua voz foi de um gracioso “sim!”. Quando disse não foi para satanás e insinuações diretas ou indiretas do inimigo. Até mesmo na cruz, em meio às intensas dores pode dizer sim para o ladrão e o puxou para o Paraiso. Nem Seus inúmeros algozes ouviram um “não” da parte dele, pois ali na cruz rogou pelos homens loucos que praticavam tantas atitudes bestiais.
        Finalmente, o chamado gracioso do Senhor está revestido de eterno amor. Aliás Ele veio do céu movido pelo amor. Na terra estavam seus eleitos, os quais caíram, tombaram em Adão e estavam escravizados pelo diabo, para serem lançados no terror eterno. Quem poderia arrancar essas almas dessa condição tão triste? Não foi o amor eterno do Senhor? Quem pode explicar tal amor? Os que foram remidos não têm palavras; os anjos estão perplexos com essa história, mas é o Espírito que registra esse fato nos corações purificados. Os remidos são os poetas da graça, mesmo sendo tão pequenos e incapazes de compreender as dimensões do amor de Cristo. Eles fazem seus hinos sob a inspiração da verdade revelada; eles cantam, entoando louvores ao Senhor. A verdade e iluminou seus corações e agora eles podem sim dizer coisas maravilhosas acerca desse bem Amado:
        Oh! Que amor glorioso! Preço tão grandioso, que Jesus por mim na cruz pagou! Inaudita graça me mostrou!

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