“Todavia, estou
sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu
conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro
em quem eu me compraza na terra”. (Salmo 73:23-25)
CONSCIÊNCIA DE ALGO
INFINITAMENTE MELHOR: “... e depois me recebes na glória”.
Caro leitor, a intenção de um grande
despertamento é para mostrar aos santos que nossa herança é infinitamente
melhor que aquilo que satanás oferece aqui: “... e depois me recebes na glória”.
O mundo pressiona os santos com suas seduções materiais e nossa carne é atraída
a buscar aquilo que as multidões tanto ambicionam possuir. Ora, satanás tem
usado os falsos mestres, porque estes sabem como lidar psicologicamente com o
povo, por isso vemos tantas promessas usadas como arapucas das almas. Essas
coisas encheram nossa sociedade e esse espírito de engano contagia até mesmo os
verdadeiros santos de Deus.
Caro leitor, quando somos despertados,
à semelhança do salmista, não há dúvida que passamos a ver a vida aqui do ponto
de vista eterno; passamos a ter discernimento bíblico daquilo: “E peço que o
vosso amor cresça mais e mais em conhecimento e toda percepção” (Filipenses 1:9).
Eis aí a oração de Paulo em favor dos santos de Filipos. Precisamos dessa mesma
visão, conforme nos dá o Espírito Santo, porque quando isso ocorre, as glórias
eternas são desejadas, amadas e buscadas, nossos interesses se voltam para as
maravilhas em Cristo, para amar nosso Senhor e desejar viver por Ele e para Ele
aqui: “...buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra
de Deus” (Colossenses 3:1). Num avivamento Deus vem para abrir os olhos dos
Seus santos, para elevá-los às aspirações santas, para encher nosso ser de amor
pela Palavra e desejar conhecê-la, como se Ela fosse realmente novidade para
nós.
Caro leitor, veja o que afirma em
confissão o salmista: “...e depois me recebes na glória”. Veja como
imediatamente ele passou a entender a brevidade desta vida e como nossa jornada
aqui terá um ponto final um dia pela nossa morte. Então, tudo tomou o seu
devido lugar; não houve desprezo para aquilo que tinha aqui, mas o que ocorreu
foi que, à luz da ressurreição este mundo aqui com seus prazeres começou a
apagar-se. Ele passou a entender no íntimo que sua jornada iria findar, que os
sofrimentos teriam um ponto final e que finalmente seria diplomado na glória.
Oh! Como somos tão infantis em nosso viver aqui! Como nem sequer paramos para
entender como a fé verdadeira deve desdenhar deste sistema passageiro e
aproveitar para servir ao Senhor como devemos servir!
Não foi assim que viveram os santos no
passado? Claro! Pensemos naqueles homens e mulheres, os quais puderam ver o
mundo com a visão dada a eles pelo Espírito Santo. Foi com essa visão que eles
contemplaram as riquezas aqui com a lógica da eternidade, por isso desprezaram
no coração porque amaram a herança eterna. Abraão não desprezou as riquezas
terrenas, mas o seu modo de vida mostrou que aguardava a excelência na
ressurreição, por esse fato “habitava em tendas” (Hebreus 11:9). A vida de
Moisés deve chamar nossa atenção, pois sua escolha foi aos olhos do mundo como
a maior loucura já cometida por um homem. Por quê? Ele preferiu sofrer com o
povo de Deus – Israel – do que a posição honrosa que teria no Egito. O que
Moisés tinha em seu coração? Eis a resposta: “...contemplava o galardão”
(Hebreus 11:26).
Caro leitor, creio que essas
ilustrações tiradas de santos no Antigo Testamento servem para nos motivar a
esse grande despertamento. O mundo é o mesmo e seu príncipe continua sendo o
mesmo enganador. Que sejamos acordados agora para um grande avivamento no meio
do povo de Deus neste dias tão maus!
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