quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

GRANDE DESPERTAMENTO EM MEIO A APOSTASIA (12)




“Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra”. (Salmo 73:23-25)
CONSCIÊNCIA DE ALGO INFINITAMENTE MELHOR: “... e depois me recebes na glória”.
         Caro leitor, a intenção de um grande despertamento é para mostrar aos santos que nossa herança é infinitamente melhor que aquilo que satanás oferece aqui: “... e depois me recebes na glória”. O mundo pressiona os santos com suas seduções materiais e nossa carne é atraída a buscar aquilo que as multidões tanto ambicionam possuir. Ora, satanás tem usado os falsos mestres, porque estes sabem como lidar psicologicamente com o povo, por isso vemos tantas promessas usadas como arapucas das almas. Essas coisas encheram nossa sociedade e esse espírito de engano contagia até mesmo os verdadeiros santos de Deus.
         Caro leitor, quando somos despertados, à semelhança do salmista, não há dúvida que passamos a ver a vida aqui do ponto de vista eterno; passamos a ter discernimento bíblico daquilo: “E peço que o vosso amor cresça mais e mais em conhecimento e toda percepção” (Filipenses 1:9). Eis aí a oração de Paulo em favor dos santos de Filipos. Precisamos dessa mesma visão, conforme nos dá o Espírito Santo, porque quando isso ocorre, as glórias eternas são desejadas, amadas e buscadas, nossos interesses se voltam para as maravilhas em Cristo, para amar nosso Senhor e desejar viver por Ele e para Ele aqui: “...buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus” (Colossenses 3:1). Num avivamento Deus vem para abrir os olhos dos Seus santos, para elevá-los às aspirações santas, para encher nosso ser de amor pela Palavra e desejar conhecê-la, como se Ela fosse realmente novidade para nós.
         Caro leitor, veja o que afirma em confissão o salmista: “...e depois me recebes na glória”. Veja como imediatamente ele passou a entender a brevidade desta vida e como nossa jornada aqui terá um ponto final um dia pela nossa morte. Então, tudo tomou o seu devido lugar; não houve desprezo para aquilo que tinha aqui, mas o que ocorreu foi que, à luz da ressurreição este mundo aqui com seus prazeres começou a apagar-se. Ele passou a entender no íntimo que sua jornada iria findar, que os sofrimentos teriam um ponto final e que finalmente seria diplomado na glória. Oh! Como somos tão infantis em nosso viver aqui! Como nem sequer paramos para entender como a fé verdadeira deve desdenhar deste sistema passageiro e aproveitar para servir ao Senhor como devemos servir!
         Não foi assim que viveram os santos no passado? Claro! Pensemos naqueles homens e mulheres, os quais puderam ver o mundo com a visão dada a eles pelo Espírito Santo. Foi com essa visão que eles contemplaram as riquezas aqui com a lógica da eternidade, por isso desprezaram no coração porque amaram a herança eterna. Abraão não desprezou as riquezas terrenas, mas o seu modo de vida mostrou que aguardava a excelência na ressurreição, por esse fato “habitava em tendas” (Hebreus 11:9). A vida de Moisés deve chamar nossa atenção, pois sua escolha foi aos olhos do mundo como a maior loucura já cometida por um homem. Por quê? Ele preferiu sofrer com o povo de Deus – Israel – do que a posição honrosa que teria no Egito. O que Moisés tinha em seu coração? Eis a resposta: “...contemplava o galardão” (Hebreus 11:26).
         Caro leitor, creio que essas ilustrações tiradas de santos no Antigo Testamento servem para nos motivar a esse grande despertamento. O mundo é o mesmo e seu príncipe continua sendo o mesmo enganador. Que sejamos acordados agora para um grande avivamento no meio do povo de Deus neste dias tão maus!

Nenhum comentário: