“Mas todos nós somos como o imundo...” (Isaías 64:6
A CONFISSÃO DESSA VERDADE: “Mas todos nós somos...”.
Caro leitor, justiça própria é o principal resultado das
heresias e podemos ver essa grossa capa da soberba religiosa colocada sobre os
pecadores em nossos dias. Achar um pecador que sente sua culpa hoje, é como
achar agulha num palheiro. Sem dúvidas, essa é a grande conquista das mentiras
de satanás nestes dias. A justiça própria serve como um calmante, encobre as
dores do pecado no íntimo, impede que os homens invoquem o Nome do Senhor, faz
com que os homens lutem para justificar seus atos malignos e leva os homens a
desafiarem o próprio Deus. Não é exatamente isso que vemos em nestes dias tão
perversos?
O conhecimento do pecado no coração,
conforme Deus requer (Salmo 51:6) é a esperança de dias melhores e de refrigério
espiritual aqui na terra. Não estou dizendo que os homens não creem que são
pecadores, que afirmem isso. Estou apenas afirmando que tal conhecimento vindo
da espada do Espírito não tem chegado aos homens, porque não há mais pregação.
Os homens modernos não sabem que seu estado é maligno, que é de fato digno dos
terrores do lago de fogo. Eles ultimamente acham que seus problemas são de
natureza emocional, psicológica ou material. Não raro vemos como milhares lançam
suas culpas para os demônios e até mesmo queixam de Deus. O pecado no coração é
um inimigo sutil, disfarçado e que articula bem seus planos de manter os
pecadores enganados: “Enganoso é o coração e desesperadamente corrupto...”
(Jeremias 17:9). Tal declaração de Jeremias não foi feita em referência a um
povo pagão e bárbaro, mas sim a uma nação conhecedora das leis de Deus – a nação
de Israel.
Creio que devemos examinar mais de
perto o verso de Isaías 64:6. Ora, temos perante nós a revelação de Deus a
nosso respeito, por isso não devemos ser superficiais. Veremos agora a
confissão dessa verdade: “...somos como o imundo...”. Damos glórias ao
Senhor porque tais verdades não vieram a nós apenas como doutrina, mas com o
testemunho de muitos santos de Deus. É claro que todo verdadeiro crente pode
testemunhar o fato do pecado em seu íntimo; os salvos não recuam diante do
terror do pecado, porque um dia foram descobertos e agora se alegram na cruz.
Os que fogem são aqueles que gostam de ouvir acerca do pecado, mas que sejam
mensagens enviadas em belos pacotes floridos do diabo: “Porque todo aquele
pratica o mal aborrece a luz...” (João 3:20).
Ora, as melhores testemunhas acerca do
terror do pecado no coração são aqueles que fizeram confissão pessoal,
porquanto na confissão eles mostram o que o pecado é e como só o poder da graça
para foi necessário para libertá-los. A grandeza de um homem está em sua
humilhação perante Deus; não está em encobrir suas transgressões (Provérbios
28:13). Então, nossa aula acerca do estado de imundície do homem terá santos de
Deus como nossos melhores professores. Creio que não somente os santos do
passado, também os atuais, pois eles nos ensinam a esse respeito, porque eles
conheceram a Deus verdadeiramente; seus corações foram purificados,
santificados para a habitação de Deus o Espírito. Eles testificam que eram
escravos, que foram derrubados ao pó e que a visão da cruz e do Cordeiro mudou
suas vidas. O alvo é esse, porque o conhecimento do pecado como ele é em seus
efeitos tão perversos e impiedosos é o caminho para a atuação da graça: “...onde
abundou o pecado, superabundou a graça” (Romanos 5:20).
Caro leitor, que momento glorioso para
o conhecimento do estado natural do seu coração! A Palavra de Deus revela nosso
interior, descobre o que o pecado fez e como nos tornou malignos, escravos,
perversos e impiedosos. A Palavra de Deus perfura nosso ser tão orgulhoso e
rasga nosso coração mantido em sigilo sob o engano do pecado. É lá que o Senhor
chega com Seu sangue para lavá-lo e purificá-lo.
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