quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

COMO A CONDUTA DE UMA PESSOA RECAI SOBRE ELA MESMA (final)




Spurgeon
         “O infiel de coração dos seus próprios caminhos se farta, como do seu próprio proceder, o homem de bem” (Provérbios 14:14).
        O coração consagrado a Deus também se farta do que o amor lhe traz, pois o amor, embora se pareça com uma moça frágil, é forte como um gigante e, em alguns aspectos, se torna a mais poderosa de todas as graças. O amor primeiro desbrocha como as flores ao sol, bebendo do amor de Deus, para depois se regozijar em Deus e cantar:
                                       Sou tão feliz com o amor de Jesus!
        Ele ama a Jesus, e há uma troca de contentamento entre o amor da alma por Cristo e o amor de Cristo por ela, que o próprio céu dificilmente será mais precioso. Quem conhece este amor profundo e misterioso ficará mais do que pleno dele; precisará ser alargado para conter a bênção que ele cria. Podemos conhecer o amor de Jesus, mas ele ultrapassa o conhecimento: ele enche toda a pessoa, não deixando mais espaço para o amor idólatra da criatura; ele está satisfeito consigo mesmo e não pede outra alegria.
        Amados, quando o homem de bem é capacitado pela graça divina a viver em obediência a Deus, ele irá, como consequência necessária, gozar de paz interior, Sua esperança está só em Jesus, mas – a vida que evidencia que ele tem a salvação – contribui com muitos ingredientes gostosos para este cálice. Aquele que toma sobre si o jugo de Cristo e aprende Dele, encontra descanso para a sua alma. Quando guardamos os Seus mandamentos experimentamos conscientemente o Seu amor, o que não é possível quando nos opomos à Sua vontade. Saber que você agiu com uma motivação pura, saber que você fez o que era certo é uma das melhores razões de estar satisfeito. O que importa a carranca dos inimigos ou o preconceito dos amigos, se você ouve de dentro o testemunho de uma boa consciência? Nós não nos atrevemos a confiar em nossas próprias obras, nem temos desejo dou necessidade de fazê-lo, pois nosso Senhor Jesus nos salvou para sempre; “A nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo” (2 Coríntios 1:12).


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