Spurgeon
“O
infiel de coração dos seus próprios caminhos se farta, como do seu próprio
proceder, o homem de bem” (Provérbios 14:14).
O coração
consagrado a Deus também se farta do que o amor lhe traz, pois o amor, embora
se pareça com uma moça frágil, é forte como um gigante e, em alguns aspectos,
se torna a mais poderosa de todas as graças. O amor primeiro desbrocha como as
flores ao sol, bebendo do amor de Deus, para depois se regozijar em Deus e
cantar:
Sou
tão feliz com o amor de Jesus!
Ele ama a
Jesus, e há uma troca de contentamento entre o amor da alma por Cristo e o amor
de Cristo por ela, que o próprio céu dificilmente será mais precioso. Quem
conhece este amor profundo e misterioso ficará mais do que pleno dele; precisará
ser alargado para conter a bênção que ele cria. Podemos conhecer o amor de
Jesus, mas ele ultrapassa o conhecimento: ele enche toda a pessoa, não deixando
mais espaço para o amor idólatra da criatura; ele está satisfeito consigo mesmo
e não pede outra alegria.
Amados,
quando o homem de bem é capacitado pela graça divina a viver em obediência a
Deus, ele irá, como consequência necessária, gozar de paz interior, Sua
esperança está só em Jesus, mas – a vida que evidencia que ele tem a salvação –
contribui com muitos ingredientes gostosos para este cálice. Aquele que toma
sobre si o jugo de Cristo e aprende Dele, encontra descanso para a sua alma. Quando
guardamos os Seus mandamentos experimentamos conscientemente o Seu amor, o que
não é possível quando nos opomos à Sua vontade. Saber que você agiu com uma
motivação pura, saber que você fez o que era certo é uma das melhores razões de
estar satisfeito. O que importa a carranca dos inimigos ou o preconceito dos amigos,
se você ouve de dentro o testemunho de uma boa consciência? Nós não nos
atrevemos a confiar em nossas próprias obras, nem temos desejo dou necessidade
de fazê-lo, pois nosso Senhor Jesus nos salvou para sempre; “A nossa glória é
esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de
Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo” (2
Coríntios 1:12).
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