“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que
é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a
benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8).
O
HOMEM EM RELAÇÃO AO SEU PRÓXIMO - AMOROSO: “...que ames a misericórdia...”
Prezado
leitor estamos considerando essa profunda frase de Miquéias 6:8: “...que
ames a misericórdia...”, vendo que isso acontece quando o evangelho
opera a salvação no coração. Ninguém pode afirmar ser crente sem que tenha
conhecido na prática o que realmente significa misericórdia. Já pudemos ver que
é dever do crente revestir-se de um viver assim, a fim de ser útil na igreja e
na sociedade enquanto aqui viver. Um viver separado exclusivamente para Deus é
o caminho normal de um homem com um coração revestido da compaixão de Deus. A
santidade é a luz que brilha no crente, que faz a diferença neste mundo e que
glorificará o Senhor no meio de uma sociedade corrompida e perversa.
Avancemos
um pouco mais. Digo e afirmo que somente homens e mulheres que um dia
conheceram a misericórdia salvadora de Deus podem orar e interceder em favor
dos homens. Moisés pode interceder em favor do povo de Deus, porque sabia bem
que aquele Deus em fúria e ardente ira era um Deus riquíssimo em misericórdia.
Para Moisés, se o Senhor era o Deus de Abraão, de Isaque, de Jacó e também seu
Deus, certamente poderia conquistar Seu favor e graça. Afinal, Abraão, Isaque,
Jacó e Moisés não eram melhores do que aquele povo que havia provocado a ira de
Deus ao fazer o bezerro de ouro e adorá-lo, com alta traição e terrível
blasfêmia contra o maravilhoso Senhor. Por essa razão que Moisés se interpôs
entre Deus e o povo. Estava disposto a morrer em favor daquele povo ingrato e
rebelde, porque sabia bem que todos os atos do Senhor em favor de Israel foram
mobilizados por Sua misericórdia (Êxodo 32).
Homens
e mulheres cheios de misericórdia são capazes de orar e oram sem cessar. Para
eles o mundo inteiro é motivo de suas orações e súplicas. São eles que conseguem
se colocar perante o trono de misericórdia e levam em seus ombros os pecadores
perante Deus. Para eles o trono agora é de misericórdia! Estão certos que a
raça humana será punida pelos seus pecados; sabem e não ignoram a realidade do
inferno, mas seguram firmemente nas pontas do altar com uma mão e com a outra
conseguem segurar os pecadores. Estão certos que se postam perante o Salvador e
que a salvação é tarefa soberana: “Terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia...”, por essa razão focalizam a imensidão da graça,
almejando a salvação eterna de todos.
É
no fundamento da misericórdia que o mundo rui com sua fama e conforto para os
salvos, por isso é que eles estão consagrados para o serviço do Senhor em levar
as boas novas. Milhares deixam seus pais, amigos, bens, etc. morrendo para
essas coisas, a fim de irem aos lugares ermos longínquos e anunciar o
evangelho. Tudo o que têm é consagrado em favor dos perdidos. A visão cheia de
misericórdia não vê esperança aqui; não busca recursos mundanos. Homens cheios
da compaixão de Deus conseguem penetrar na Nova Jerusalém e obter os tesouros
eternos em favor dos homens.
Enfim,
os verdadeiros heróis são esses elementos santos, a nova criação de Deus. Que
provisão gloriosa de Deus para o mundo! Estão no mundo, mas não são do mundo!
Estão envolvidos na guerra, não contra os homens, mas sim contra os poderes
invisíveis do mal! A visão deles contempla tudo à luz da Palavra.
Toda
essa história teve início em Deus: “Mas Deus, sendo rico em
misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou” (Efésios 2:3). Quando os
braços de misericórdia envolvem pecadores, atraindo-os ao Seu perdão e amor,
então o mundo passa a ter mais elementos diferentes para contar aqui o que Deus
fez e faz pelos pecadores.
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