quarta-feira, 29 de outubro de 2014

VIVO POR FORA, MORTO POR DENTRO (7)




“...Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto”. Apocalipse 3:1-6.
EXAMINANDO OS QUE ESTÃO NA IGREJA.
         Caro leitor, quanto perigo há de pessoas estarem dentro da igreja, cheias de obras, porém vistas como mortas. Há muito serviço e muita dedicação, especialmente quando há líderes espertos e habilidosos. Há muito louvor e entretenimentos, muito sentimento da presença de Deus e por isso os cultos são carregados de emoções. O que dirá Aquele que sonda os corações e mentes? O que dirá Aquele que conhece Seu povo e Sua igreja? O que dirá quando Ele vier visitar Sua igreja e examiná-la? Por fora tudo parece indicar que é de Deus, mas não é: “...tens nome de que vives e estás morto”. O que está acontecendo?
         Creio que o motivo maior é a ausência da verdade. Nosso Deus jamais operou sem Sua verdade revelada. O que acontece é que em nossos dias a verdade como ela é, como nos entregou o Senhor pela Sua Palavra, ela é simplesmente rejeitada em Sua totalidade. A verdade normalmente é retirada naquilo que é fundamental para o bem da igreja, ficando apenas aquilo que é elementar, cujo valor é para o momento apenas. Tenho visto isso ocorrendo em nossos dias nas mensagens, pois os pregadores nada têm para falar, a não ser aquilo que interessa os ouvintes. Normalmente aqueles ensinos que exaltam a glória de Deus e humilham os homens são simplesmente colocados como embaraçadores e sem utilidades.
         Tenho visto isso também nas músicas. Os cânticos numa igreja normalmente refletem aquilo que está sendo transmitido pelos pastores. Quando é forte a ortodoxia, normalmente os hinos têm fundamento bíblico e são entoados com entendimento e adoração no coração. Quando está ausente a verdade em sua essência e glória, eis que as músicas transmitirão apenas sentimentalismo. A igreja de Deus subsiste da verdade e pela verdade revelada. O culto ao Senhor deve ser um momento quando a presença de Deus mediante a autoridade da revelação bíblica é manifesta e todos os santos podem presenciar essa bendita presença pela fé em santo temor. A verdade deve ser a atmosfera de um ambiente de culto a Deus, caso contrário tudo se torna vulnerável e aberto para os impulsos da carne e das manifestações de heresias perniciosas. Nada deve haver nos cultos a Deus, senão a verdade conforme os ensinos bíblicos, a fim de que Deus possa ser glorificado e os homens carregados de santo temor. Não esqueçamos que igreja é a “casa de Deus, coluna e baluarte da verdade” (1Timóteo 3:15).
         Caro leitor, quanto perigo envolve a igreja de Deus em nossos dias! Posso perceber que o elemento de superstição já superou a verdade. Vejo que a ocupação para manter homens e mulheres entretidos e ocupados é a preocupação dos líderes de hoje. Visitei uma igreja no Rio de Janeiro e percebi que ela era uma antigamente uma grande igreja, mas que a maior parte dos membros saíram à busca das “novidades evangélicas”. Conversei com o pastor e ele disse que estavam fazendo de tudo ali para manter as poucas pessoas. Assistir o culto e pude perceber que eles estavam usando os mesmos meios que das novidades modernas usavam e não a Palavra de Deus. A liderança estava mais preocupada em ter um nome ali e um grupo participando e ativo, do que a busca da glória de Deus e da honra à Sua Palavra. Assisti o culto e saí dali muito vazio com um culto cheio de vaidades da carne.
         O que está acontecendo? Se a igreja estiver carregada de mortos, as atividades serão providenciadas para que haja sinais de vida. Não precisamos fazer que os vivos manifestem vida. Há alegria no coração daquele que está em Cristo e eles não precisamos da atmosfera mundana para manifestar gozo e alegria. Os crentes se alegram na Palavra, se regozijam nas verdades eternas e querem conhecer melhor Seu Senhor. Mas, quão triste é para aqueles que não têm a vida que há no Filho! Satanás espertamente produz cultos que parecem cheios da presença de Deus, mas quando aquilo termina, eis que o vazio volta e os apetites mundanos enchem a carne de paixão e anseio pelas concupiscências. Não há como divorciar os mundanos do mundo. Somente quando são salvos e libertados por Cristo, eles são retirados deste sistema maligno, a fim de servir ao Senhor.

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