“Mas todos nós somos como o imundo...” (Isaías 64:6).
Caro leitor, ainda considerando a
importância desse ensino, quero lembrar bem o quanto a Palavra de Deus trata do
homem no pecado com clareza, sem deixar nada encoberto. Lembremos bem que todos
nós nascemos fora do Éden; que fomos expulsos da presença de Deus, que fomos
atirados fora, como malditos, a fim de colher os frutos amargos de nossos
caminhos e obras perversas; que fomos atirados fora, a fim de seguir satanás
como nosso príncipe, por livre e espontânea decisão, a fim de sermos doravante
seus escravos, porquanto somos servos daquele a quem obedecemos (Romanos 6:16).
Digo mais, que a doutrina da depravação
total, quando mostrada como deve ser, à luz da autoridade bíblica, mostra
também nossa situação social: “...todos nós...”. O fato é que o engano do
pecado nos leva a pensar diferente; vemos tudo conforme o mundo nos mostra no
aspecto externo. Enquanto os homens estão espiritualmente cegos, eles veem
desigualdade aqui. Temos essa disposição de olhar uns aos outros para dizer que
não somos iguais, que há diferença. Mas notemos bem o que Paulo diz em Romanos
3 a partir do verso 9: “...que todos, tantos judeus como gregos...”; “Não há
justo..., todos se extraviaram...”. Veja caro leitor, como a Palavra de Deus
abre sua boca para falar da ruína geral de toda raça, colocando todos, em
qualquer condição e em qualquer lugar deste planeta como culpados, caídos e
condenados.
Também, o texto em Isaías mostra que
não há recurso em nós mesmos. A raça humana inteira é vista na Palavra como
mortos, todos defuntos espirituais; todos sem qualquer possibilidade de mudar
por si mesmos; todos caídos e espiritualmente como ossos secos sem qualquer
esperança (Ezequiel 37). Nosso Senhor, em João 5 mostra que foi nessa situação
que o pecado deixou a raça desde a queda e que o Pai e o Filho estão neste
mundo para vivificar mortos (João 5:25). Enquanto os homens forem vistos como
meio-mortos, como se fossem com possibilidade de recuperação para Deus, sem
dúvida satanás há de aproveitar dessa situação para tornar tudo ainda pior.
Digo mais, que o mal só irá aumentar
quando não há conhecimento da verdade. Estamos vendo a proliferação do mal
em nossos dias, porque não há conhecimento da situação depravada do homem no
pecado. Satanás luta com suas mentiras religiosas para manter os homens nesse
estado de imundície; ele luta para que os sepulcros espirituais não sejam abertos
pela pregação, e assim os homens são mantidos sob o engano de que tudo vai bem
e de que estão limpos perante Deus. Outras mentiras religiosas chegam com mais
esperteza neste mundo, com meios humanos para limpar os homens. Muitos
acreditam que foram purificados porque entraram numa igreja, foram batizados ou
mesmo porque agora possuem uma vida religiosa melhor do que antes.
Meu caro leitor, minhas palavras são
fracas para mostrar a importância do conhecimento do pecado por meio da
pregação. Ninguém verá a necessidade de um médico enquanto não sentir sua
enfermidade que tanto lhe ameaça. Vivemos em dias perigosos, quando tem
aumentado consideravelmente o número de mentiras religiosas. Não esqueçamos que
qualquer mentira, qualquer heresia tende a ocultar o estado sujo e vil do homem
no pecado. Todo esforço da mentira religiosa tem em vista manter os homens se
sentindo bem, sem, contudo perceber que está indo para o inferno. O que fazer?
Trazer de volta esse tema; dizer aos homens: “Ainda que te laves com salitre e
amontoes potassa, continua a mácula da tua iniquidade perante mim, diz o Senhor
Deus” (Jeremias 2:22).
Precisamos voltar a mostrar o desespero
do homem, da sua miséria, da sua condição que aos olhos de Deus causa nojo; que
não há esperança em nada daqui; que não há esperança fora da cruz, fora do
sangue do Cordeiro de Deus. Precisamos levar essa mensagem que tira o conforto
dos orgulhosos, a fim de que possam confessar sua culpa e perguntar: “Quem me
poderá salvar? Cristo que verteu Seu sangue”.
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