quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

COMO A CONDUTA DE UMA PESSOA RECAI SOBRE ELA MESMA (9)




Spurgeon
         “O infiel de coração dos seus próprios caminhos se farta, como do seu próprio proceder, o homem de bem” (Provérbios 14:14).
         Muitas vezes ele está bem no espírito, mas doente na carne; com frequência está cheio de dores, mas perfeitamente satisfeito. Ele pode ter uma doença incurável que ele sabe que encurtará e no fim acabará com sua vida, mas ele não procura satisfação nesta pobre vida, ele traz dentro de si aquilo que ele cria a alegria imortal: O amor de Deus derramado em seu espírito pelo Espírito santo exala um perfume mais agradável que as flores do paraíso. A fartura do texto está em parte em que o homem de bem independe do que o cerca.
         Ele também independente dos elogios dos outros. O infiel se sente bem porque o pastor e os amigos cristãos têm um bom conceito dele, mas o cristão genuíno que vive perto de Deus dá pouco valor à opinião das pessoas. Sua preocupação principal não é com o que os outros pensam dele; ele tem certeza de seu um filho de Deus, ele sabe que pode dizer: “Aba, Pai”. Ele se alegra que para ele a vida é Cristo e a morte é lucro; por isso ele não precisa da aprovação dos outros para sustentar sua confiança. Ele corre sozinho e não precisa ser carregado como uma criança doentia. Ele sabe em que creu, e seu coração repousa em Jesus. Por isso ele está satisfeito, não por causa das ou trás pessoas e do julgamento delas, mas “do seu proceder”.
         Além disso, o cristão está contente com a fonte que jorra água da vida que o Senhor colocou dentro dele. Ali, meus irmãos, no alto dos montes eternos, está o reservatório divino da graça todo-suficiente, e aqui em baixo em nossos peitos está a fonte que borbulha para a vida eterna. Ela tem jorrado em alguns de nós nestes vinte e cinco anos, e por quê? O grande segredo é que há uma conexão desimpedida entre a pequena fonte dentro do peito renovado e o vasto lençol freático (os imensos reservatórios subterrâneos de água) de Deus; por isso a fonte nunca seca, no inverno e no verão não para de fluir. Agora, se vocês me perguntarem se não estou satisfeito com a fonte em minha alma, alimentada da todo-suficiência de Deus, eu digo que não, não estou. Se vocês, caso fosse possível, cortassem a ligação que há entre a minha alma e meu Senhor, eu entraria em desespero. Como ninguém pode me separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor, estou satisfeito e tranquilo. Somo como Naftali, que “goza dos favores” e está “cheio da bênção do Senhor”. (Deuteronômio 33:23).
         No coração do homem de bem está a fé, e ele está satisfeito com o que a fé lhe traz, porque lhe proporciona o perdão total dos seus pecados. A fé o traz para mais perto de Cristo. A fé faz com que ele seja adotado na família de Deus. A fé lhe garante a vitória sobre as tentações. A fé lhe dá tudo o de que ele precisa. Ele descobre isso ao crer que tem todas as bênçãos da aliança para cada dia. Esta graça rica realmente o deixa farto. O justo vive pela fé.
         Depois da fé, ele tem outra graça que o satisfaz chamada esperança, que lhe revela o mundo futuro e lhe dá segurança de que quando adormecer, dormirá em Jesus, e que, quando acordar, reviverá semelhante a Jesus. A esperança o alegra com a promessa de que seu corpo ressuscitará e que, em sua carne, verá a Deus. Essa sua esperança escancara-lhe as portas de pérolas, desvenda as ruas de ouro e deixa ouvir a música dos harpistas celestiais. Com certeza pode-se ficar satisfeito disto. (continua)













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