segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A TRISTE JORNADA DO ÍMPIO NESTE MUNDO (2)




Mas chegai-vos para aqui, vós, os filhos da agoureira, descendência da adúltera e da prostituta. De quem chasqueais? Contra quem escancarias a boca e deitais para fora a língua? Porventura, não sois filhos da transgressão, descendência da falsidade, que vos abrasais na concupiscência junto aos terebintos, debaixo de toda árvore frondosa, e sacrificais os filhos nos vales e nas fendas dos penhascos? (Isaías 57:3-7)
         Caro leitor, tomei este texto de Isaías para mostrar na linguagem pitoresca de Deus o que realmente significa depravação total. É claro que tal ensino mexe com nosso orgulho, porquanto todos nós devemos saber de onde viemos e o que somos no pecado. É claro que o verdadeiro crente foi tirado dessa vil condição para pertencer a Deus para sempre (Colossenses 1:13). Mas ao expor essa passagem quero me concentrar ao estado do homem no pecado, sua origem e seu viver diário. Enquanto vislumbrarmos essa linguagem do Senhor, procurarei ignorar quem é crente e quem não é. Os salvos precisam entrar nesse ambiente que nos mantém humilhados e quedados aos pés Daquele que nos salvou, usando de misericórdia conosco.
         Caro leitor, quero que você saiba que a linguagem é de Deus, pois as Escrituras foram inspiradas por Ele. Nenhum homem, ninguém, nem mesmo um profeta como Isaías inventaria exposição tão aterradora acerca do homem, conforme a passagem descreve. Então, não há razão para que fiquemos revoltados. Os homens precisam se humilhar, especialmente porque nas Escrituras eles podem ver um Deus que tudo revelou a nosso respeito. Onde encontraríamos neste mundo um ensino tão revelador como esse? O mundo mantêm essas verdades em lugares bem escuros, a fim de que os homens nada saibam e assim sejam mantidos na escravidão.
         Outro detalhe é que estaremos envolvidos com uma linguagem bem hebraica. Deus no Velho Testamento jamais deixa a linguagem que Ele sempre usou com o povo judeu. Os pregadores devem se esforçar para entender o que o Senhor está falando e tornar a linguagem bem clara para nosso viver. Quando vou para a Bahia visitar meus parentes, procuro ali comunicar com a mesma linguagem dos baianos, conforme aprendi quando ali vivia na minha infância.
         Outro fator importante na compreensão do texto, é que todo ensino está em plena harmonia com toda Escritura. A doutrina tem o apoio total de toda Bíblia, portanto não há base para que queiramos achar passagens que contradizem aquilo que é nos ensinado pelo Espírito de Deus. Também, devemos lembrar que o Deus da Bíblia é santo e seu tratamento com o pecado é o mesmo. O livro de Deus é um livro sempre atual. A bíblia não é como a notícia de um jornal, que só serve para hoje, amanhã será sem proveito. O homem é o mesmo; a família da queda no Éden está aí, agindo com a mesma malícia e munida de um coração perverso, mesmo que hoje pareça mais educado e refinado com as grandes descobertas tecnológicas. Você pode criar um leão em sua casa, mas ele jamais deixará de ser carnívoro, com todo instinto selvagem. Assim é o homem no pecado.
         Creio então que o ensino é precioso e oportuno,  porque nós precisamos saber quem somos nós. Precisamos saber que por detrás de toda aparência está a malícia e a maldade de homens e mulheres que caíram em Adão e que nada neste mundo pode mudar a tão triste condição do homem no pecado. Mas tudo é contado a fim de que homens e mulheres ouçam a história da cruz; porque Deus enviou Seu Filho a este mundo. O homem é o que é no pecado; ele vai de mal a pior no pecado. Mas é aí que aparece o grande Salvador com Sua tão grande salvação.
         Caro leitor, esses ensinos vêm para mostrar que onde o pecado aumentou tremendamente, a graça de Deus ilumina tudo, mostrando um Deus cheio de compaixão. A verdade a nosso respeito é triste, desconfortável e aterrorizante, mas é tudo verdade! Deus não está mentindo. Ele quer que saibamos que nada há em nós que possa merecê-Lo, e que somente há um Salvador precioso – o Seu Filho.

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