“Alegrai-vos
no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de
coração” (verso 11)
A
MANIFESTAÇÃO DA FELICIDADE
Prezado leitor voltemos para o exame
final desse Salmo. O Deus da revelação bíblica é a fonte da felicidade eterna e
precisamos conhecer essa real felicidade Dele na vida dos santos, mesmo que
ainda estão encobertos pela natureza carnal que carregam em seus corpos
mortais; mesmo que peregrinam num mundo onde imperam as trevas. Que o Senhor nos
conceda Sua graça em entender esse glorioso mistério que envolve o viver dos
salvos e que é inexplicável para o mundo e entendida somente pela fé que de uma
vez por todas foi entregue aos santos.
Caro leitor, qual é a razão da
felicidade? Ora, nós entendemos que somos felizes se recebermos bênçãos
materiais; se estivermos sentindo bem conosco mesmos; se a vida ao nosso
derredor está caminhando sob o sol da satisfação, com tudo em ordem na saúde,
no lar, nas finanças e nas amizades. Mas, tudo isso não passa de felicidade
egoísta, desejos que têm satisfação momentânea. Por traz dessa felicidade há
perigo, o perigo da carnalidade, de desejar ter as coisas, a fim de gastar com
os prazeres: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites”
(Tiago 4:3).
Amado irmão, fujamos dessa maldade
oculta, porque a Palavra de Deus norteia nossos corações na direção certa. Veja
o que diz o verso 11 do Salmo 32: “Alegrai-vos no Senhor...!”. Se
desviarmos desse lugar aonde somente a fé chega, certamente estaremos vivendo
no altar do emocionalismo e buscando fogo estranho para nossos cultos. A fé
calmamente para a fim de pensar, de raciocinar biblicamente. A fé caminha, por
assim dizer, com os pés no chão. A fé recebe ordens da Palavra escrita: “Alegrai-vos
no Senhor...” e nessa obediência sensata e humilde funciona como
locomotiva, fazendo com que o homem inteiro, corpo, emoção e determinação seja
atraído e submetido a Cristo.
Então, seguindo os princípios certos,
certamente caminharemos no trilho da verdadeira felicidade: “Alegrai-vos
no Senhor...”. Agora é nosso serviço conhecer a fonte, a causa do nosso
viver, da nossa alegria, da nossa real satisfação e prazer, porque foi
exatamente isso que sempre mobilizou os santos numa real felicidade de viver neste
mundo. Primeiro, alegramos no Senhor porque Ele nos amou primeiro: “...Com
amor eterno te amei...” (Jeremias 31:3). Caro leitor, tal fato está
acima de qualquer atividade cristã, porque o Senhor almeja que Ele mesmo seja
nossa fonte de prazer. Toda Sua revelação escrita foi para que os santos
desfrutassem desse amor que não nos solta, que nos acorrenta em torno Dele e
que faz com que todos os inimigos fiquem sob terríveis ameaças, por causa desse
tão grande amor que Ele devota ao Seu povo.
Outro detalhe que aparece imediatamente
é que Ele provou Seu amor: “Mas Deus prova o Seu próprio amor para
conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós...” (Romanos 5:8).
Quantas vezes queremos tomar a frente para mostrar que amamos mais do que Ele
nos amou! Quantas vezes Seus amados querem sair da atmosfera santa e tentar
socorrer o amor de Deus! Quantas vezes o Senhor permite que sejamos
desapontados pela nossa sujeira e que fiquemos decepcionados pela nossa
fraqueza! Quantas vezes recebemos Sua disciplina, para que saibamos que não
passamos de ovelhinhas frágeis e vulneráveis diante aterrorizantes inimigos!
Caro leitor, temos nós algo para dar ao
amor eterno, infinito e ilimitado no qual fomos colocados pela eleição e
redenção? Jamais! Só podemos dar ações de graças ao amor! É nessa atmosfera
santa que aprendemos o real significado da felicidade, porque estamos seguros,
guardados e protegidos! “Rendei graças
ao Senhor porque Ele é bom...”
(Salmo 107:1)
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