terça-feira, 21 de outubro de 2014

VIVO POR FORA, MORTO POR DENTRO (2)



“...Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto”. Apocalipse 3:1-6.
         CONHECENDO O SENHOR DA IGREJA: “...Aquele que tem os sete Espíritos de Deus...”
         Caro leitor, precisamos sim, ter discernimento daquilo que está acontecendo em nossos dias, quando a igreja do Senhor está cheia de defuntos espirituais dentro dela. Não esqueçamos que o Senhor é o Deus dos vivos e não dos mortos. A carta enviada à Sardes poderá nos ajudar a conhecer como o Senhor trata com aqueles que estão dentro da igreja, mas que jamais foram salvos. Antes de tudo precisamos ver como o Senhor se apresenta à igreja de Sardes, porque Sua apresenta – como Ele o faz com cada igreja – é de intensa importância na compreensão da passagem.
         Primeiramente Ele se apresenta como Aquele que tem os sete Espíritos de Deus. Creio que nosso Senhor está mostrando quem Ele realmente é. Todo o problema da apostasia moderna é que o Senhor Jesus apresentado pelos falsos mestres não passa de um impostor, um Jesus objeto das invenções de homens espertos e maliciosos. Podemos perceber que por detrás de toda heresia há uma mentira bem articulada contra a Pessoa do Filho de Deus, mesmo dentro das igrejas consideradas evangélicas. Satanás se ocupa em tomar o lugar de glória, que pertence a Cristo e os homens no pecado também; satanás almeja erradicar o Nome glorioso do Senhor neste mundo e para isso ele tenta apagar a Palavra de Deus e a igreja de Deus. Então, o que o pai da mentira faz é trabalhar com habilidade, a fim de que o humanismo ocupe o lugar de proeminência nas mensagens; que toda pregação tome outro rumo, fora da cruz.
         Mas, o que o texto quer nos ensinar? O que quer dizer que Ele – o Senhor – tem os sete Espíritos de Deus? Por que sete Espíritos? A numerologia em toda Escritura é de muito proveito no conhecimento da verdade. Normalmente vemos que o uso de alguns números, dependendo do contexto não está referindo a quantia, mas sim a alguma coisa. Por exemplo, o número quatro normalmente é visto referindo-se ao mundo. O número sete normalmente trata-se de algo completo, como por exemplo, temos os sete dias da semana, e quando termina esse sete, começa outro. No texto nosso Senhor se apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus, indicando que nosso Senhor é perfeito na Sua obra de conhecer o que é de Deus e o que não; significa discernimento, a capacidade de julgar conforme o padrão de justiça, conforme Deus julga. Significa que nosso Senhor jamais há de errar em Suas palavras e que não há quem possa se esconder se Sua presença perscrutadora, mui especialmente no que diz respeito a igreja Dele, a qual foi comprada com Seu sangue.
         Caro leitor, quão importante é que saibamos disso. Hoje vemos igrejas e mais igrejas se adaptando ao mundo na mensagem e no estilo de culto. Vemos como abandonaram a fidelidade à Escritura; abandonaram a ortodoxia em fé e prática, porque estão mais ocupados com aquilo que interessa aos homens do que aquilo que interessa a Deus. Mas o fato é que nosso Senhor tem e terá sempre a capacidade de discernir e de cuidar da igreja. A igreja, mesmo cheia de imperfeição e ainda incompleta em seu número total é perfeitamente conhecida do Senhor, porquanto todas as Suas ovelhas já lhe são conhecidas, uma por uma desde a eternidade.
         Digo mais que é o Espírito Santo de Deus quem cuida da Igreja; Ele a aperfeiçoa, ama e guia na verdade. Por essa razão nosso Senhor chega e se apresenta como Aquele que tem “...os sete Espíritos de Deus...”. Ó quanto engano acerca de Cristo! O Cristo moderno é bem adaptado para o espírito dessa época de egoísmo e maldade. O Cristo moderno é bem aceito nos corações corrompidos de homens e mulheres. Mas eis que o Senhor que se apresenta no texto é o grande Salvador. Ele ainda está, não somente perto, mas também pronto para salvar pecadores que agora clamam a Ele pedindo Sua salvação.

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