“...Conheço as tuas obras, que tens nome de que
vives e estás morto”. Apocalipse 3:1-6.
CONHECENDO O SENHOR DA IGREJA: “...Aquele que tem os sete Espíritos de Deus...”
Caro leitor, precisamos sim, ter
discernimento daquilo que está acontecendo em nossos dias, quando a igreja do
Senhor está cheia de defuntos espirituais dentro dela. Não esqueçamos que o
Senhor é o Deus dos vivos e não dos mortos. A carta enviada à Sardes poderá nos
ajudar a conhecer como o Senhor trata com aqueles que estão dentro da igreja,
mas que jamais foram salvos. Antes de tudo precisamos ver como o Senhor se
apresenta à igreja de Sardes, porque Sua apresenta – como Ele o faz com cada
igreja – é de intensa importância na compreensão da passagem.
Primeiramente Ele se apresenta como Aquele
que tem os sete Espíritos de Deus. Creio que nosso Senhor está mostrando
quem Ele realmente é. Todo o problema da apostasia moderna é que o Senhor Jesus
apresentado pelos falsos mestres não passa de um impostor, um Jesus objeto das
invenções de homens espertos e maliciosos. Podemos perceber que por detrás de
toda heresia há uma mentira bem articulada contra a Pessoa do Filho de Deus,
mesmo dentro das igrejas consideradas evangélicas. Satanás se ocupa em tomar o
lugar de glória, que pertence a Cristo e os homens no pecado também; satanás almeja
erradicar o Nome glorioso do Senhor neste mundo e para isso ele tenta apagar a
Palavra de Deus e a igreja de Deus. Então, o que o pai da mentira faz é
trabalhar com habilidade, a fim de que o humanismo ocupe o lugar de
proeminência nas mensagens; que toda pregação tome outro rumo, fora da cruz.
Mas, o que o texto quer nos ensinar? O
que quer dizer que Ele – o Senhor – tem os sete Espíritos de Deus? Por que sete
Espíritos? A numerologia em toda Escritura é de muito proveito no conhecimento
da verdade. Normalmente vemos que o uso de alguns números, dependendo do
contexto não está referindo a quantia, mas sim a alguma coisa. Por exemplo, o
número quatro normalmente é visto referindo-se ao mundo. O número sete
normalmente trata-se de algo completo, como por exemplo, temos os sete dias da
semana, e quando termina esse sete, começa outro. No texto nosso Senhor se
apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus, indicando que nosso
Senhor é perfeito na Sua obra de conhecer o que é de Deus e o que não;
significa discernimento, a capacidade de julgar conforme o padrão de justiça,
conforme Deus julga. Significa que nosso Senhor jamais há de errar em Suas
palavras e que não há quem possa se esconder se Sua presença perscrutadora, mui
especialmente no que diz respeito a igreja Dele, a qual foi comprada com Seu
sangue.
Caro leitor, quão importante é que
saibamos disso. Hoje vemos igrejas e mais igrejas se adaptando ao mundo na mensagem
e no estilo de culto. Vemos como abandonaram a fidelidade à Escritura;
abandonaram a ortodoxia em fé e prática, porque estão mais ocupados com aquilo
que interessa aos homens do que aquilo que interessa a Deus. Mas o fato é que
nosso Senhor tem e terá sempre a capacidade de discernir e de cuidar da igreja.
A igreja, mesmo cheia de imperfeição e ainda incompleta em seu número total é
perfeitamente conhecida do Senhor, porquanto todas as Suas ovelhas já lhe são
conhecidas, uma por uma desde a eternidade.
Digo mais que é o Espírito Santo de
Deus quem cuida da Igreja; Ele a aperfeiçoa, ama e guia na verdade. Por essa razão
nosso Senhor chega e se apresenta como Aquele que tem “...os sete Espíritos de Deus...”. Ó quanto engano acerca de Cristo! O
Cristo moderno é bem adaptado para o espírito dessa época de egoísmo e maldade.
O Cristo moderno é bem aceito nos corações corrompidos de homens e mulheres.
Mas eis que o Senhor que se apresenta no texto é o grande Salvador. Ele ainda
está, não somente perto, mas também pronto para salvar pecadores que agora
clamam a Ele pedindo Sua salvação.
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