“Mas, vendo o povo que Moisés tardava em
descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses
que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do
Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido” (EXODO 32:1)
INTRODUÇÃO:
Caro leitor, o tema dessa nova série de
meditações parece ser tão desqualificado de lógica. Talvez você esteja
afirmando que o Deus seu Deus é o Deus da bíblia. Porém estou plenamente certo
que muitos corações podem estar enganados e iludidos. Podemos perceber que o
povo de Israel nada queria com Deus verdadeiro, daquele que lhes havia
libertado do poderoso Egito, daquela zona amaldiçoante de escravidão. O amigo
leitor poderá ver no primeiro verso desse cap. 32 o quanto aquele povo
procurava se disfarçar nessa ignorância, por essa razão procurou usar Arão.
No verso 1 eles mostram o quanto os
homens estão dispostos a seguir o caminho da idolatria, a fim de buscar
facilidades para seus atos abomináveis. Por essa razão colocou Arão como
profeta e sacerdote deles, a fim de que introduzisse um culto segundo o parecer
deles, seguindo sempre as ambições de seus corações malignos. Eles nem sequer
consideraram o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó; imediatamente mostraram o
quanto seus corações eram de fato ingratos. Seus corações eram humanistas, por
isso colocaram a responsabilidade da situação deles sobre Moisés, o qual para
eles já havia morrido. Agora queriam curtir seus ídolos, por essa razão pediram
que Arão fizesse deuses. Por que esses deuses? Porque agora na liberdade
esperavam
Ora, nada melhor do que ser um
verdadeiro amigo de vocês, e provo essa amizade ao pregar num texto deste,
porque da mesma maneira que o povo de Israel estava enganado quanto ao seu
Deus, homens e mulheres podem estar sendo induzido nos corações, caminhando por
uma vereda tortuosa, pensando que realmente estão indo pelo caminho certo.
Examinemos bem de perto as atitudes tão ingratas daquele povo em fabricar um
bezerro de ouro em ousada atitude de ofensa ao Senhor:
1. Foram
libertados da dura escravidão de mais de 400 anos. Eles foram tratados como um
povo especial, um povo diferenciado em bênçãos na face da terra.
2. O
Deus vivo deu provas de que foi claramente obra de Suas mãos. A libertação
deles daquela fornalha de ferro foi uma total manifestação do poder do Deus
vivo. Não houve nenhum ser humano que participou dessa guerra entre o Egito e o
grande Jeová.
3. A travessia no mar vermelho foi mais
uma manifestação do braço forte do Senhor
em relação aquele povo. Eles viram como o poder de Deus fez abrir o mar e pela
misericórdia todos eles atravessaram a seco; paredes de águas serviam de
muralhas para aquele povo. Conforme o cap. 15 a notícia daquele espetacular
acontecimento atingiu todas as nações e assim o Nome do Senhor foi glorificado.
4. Moisés estava no cume do monte fazia 40
dias. Era de se esperar que eles se colocassem em oração; era de se esperar que
eles estivessem reunidos lá embaixo adorando a Deus em profunda gratidão, mas tudo estava funcionando ao contrário. Mas não
houve nada disso, pelo contrário, eles se ajuntaram para a maldade; eles se
ajuntaram para provocar a Deus com suas práticas impiedosas; eles estavam
revelando o que eram no coração e que nem mesmo as maravilhas do Senhor podiam
arrancar as corrupções ocultas.
Meu caro leitor, tudo isso serve de
lição para mostrar o quanto homens e mulheres vivem sob o engano do pecado e
que é sob o disfarce de uma religião que muitos tropeçam em suas iniquidades. O
Deus daquele povo no coração deles não era o Deus de Abraão, de Isaque, de Jacó
e de Moisés. Eles apenas revelaram o que está oculto no coração daquele que
ainda não nasceu de novo e que por isso ama o mundo e busca por meio de seus
ídolos novos caminhos de paixões e prazeres.
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