sábado, 11 de outubro de 2014

PERFEITA SALVAÇÃO





“Todo aquele que o Pai me dá, virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma lançarei fora” João 6:37
         Quão gloriosa é a salvação de Deus ao pecador! Está latente nela a ação soberana de Deus, porquanto nas palavras inspiradas aparece o trabalho de Deus o Pai e Deus o Filho, deixando clara e evidente a total impossibilidade do homem ir a Deus por si mesmo. Vemos também que é uma atuação contínua de Deus, o Pai, enquanto estiver operando Sua obra salvadora no meio dos homens: “Todo aquele que o Pai me dá...”, e o Filho, por seu lado, está plenamente subordinado à vontade Soberana do pai: “...me dá...”.
         Os salvos devem ficar cercados dessa verdade para o bem de suas vidas espirituais. Que descanso dá ao coração regenerado! Que obra inaudita da graça! Esta verdade descobre a vastidão do domínio do pecado no coração do pecador; ela também revela o terror da morte espiritual que paralisou completamente todo pensamento, emoção e vontade em relação a Deus.
Quem é o homem para estar livre do domínio do pecado? O Filho de Deus veio para quebrar essas prisões e assim libertar o pobre escravo (João 8:34). Quem pode alguma coisa contra a crueldade de satanás em usar esses escravos para a implantação de seu reino de mentiras neste mundo? Cristo, o Filho, veio para desfazer as obras do diabo (1João 3:8).
         Como é que os mortos podem dar vida a si mesmos? Somente o Autor da Vida, aquele que realmente venceu a tirania da morte para sempre e assim conceder vida eterna aos crentes (João 3:36).  Acima de tudo esta verdade engrandece a Graça Salvadora expondo no território de satanás a força do Onipotente Braço do Senhor em Salvar pecadores.
         “Todo aquele que o Pai me dá...”. O Pai entrega o pecador ao Filho. Está em pleno acordo com o plano pré-estabelecido na eternidade: “Assim como nos escolheu Nele antes da fundação do mundo...” (Efésios 1:4). Quem são estes? São os pecadores que Cristo veio buscar e salvar. Eis aí o trabalho do Pai, Ele toma pecadores chamando-os pela mensagem do evangelho, e assim entregar esses que são chamados ao Filho.
         “... virá a mim...”. Não existe “talvez” no trabalho de Deus. Quando o pecador é chamado, ele realmente vai a Cristo. O chamado é soberano. Tudo é desfeito no território inimigo, porquanto é a Irresistível Graça que chama o pecador da morte para a vida (João 5:24). Gloriosa verdade! Naturalmente nada existe no pecador que o impulsione a ir ao Filho de Deus. O homem no pecado odeia Cristo. Ele ama o Jesus erigido pela mente idólatra e supersticiosa deste século perverso. Não há choro, oração, emoção, música, apelo, rogo, etc., que possam induzir o pecador a dar qualquer passo em direção à verdade. Ele não consegue nem pode subir, porquanto, como uma bola desce em direção ao abismo.
         “... e o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora”. Claro! O pai entrega um pecador nas mãos do verdadeiro Salvador. Todo juízo é desfeito para sempre! A Ira Santa e Justa do Pai já foi apaziguada na obra realizada pelo Cordeiro de Deus. Quem comparece perante a face do Filho de Deus não é mais um morto no pecado, condenado à prisão perpétua no lago de fogo, mas sim alguém que recebeu a vida que há no Filho (João 10:10). Que amor perene! Que graça singular! Que encanto na obra da nova criação (2Coríntios 5:17)! Ele nunca lançará fora qualquer pecador que for a Ele. Afinal, Ele veio ao mundo buscar tais pecadores para apresentar ao Pai a multidão de filhos de Deus que um dia encherão a Nova Jerusalém.

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