terça-feira, 21 de outubro de 2014

O PECADO DA INCREDULIDADE (final)




Spurgeon
         Aquele capitão respondera ao homem de Deus: Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia suceder isso, segundo essa palavra? Dissera o profeta: Eis que tu o verás com os teus olhos, porém disso não comerás” (2 Reis 7:19).
         Para concluir: parece-me que vejo você em algum lugar do inferno, acorrentado a uma rocha, o urubu do remorso estraçalhando o seu coração; e lá em cima está Lázaro, ao lado de Abraão. Você levanta os olhos e vê isto: “Este é o pobre que estava jogado ao lado do meu monte de lixo, de quem os cães lambiam as feridas; ele está lá no céu, enquanto eu estou cá em baixo, estou aqui no inferno. Pai Abraão, diga a Lázaro que molhe a ponta do dedo na água para refrescar minha língua” Não! Não pode ser, não é possível. Enquanto você está deitado ali, se houver no inferno uma coisa pior que as outras, será ver os santos no céu. Oh, pensar em ver minha mãe no céu enquanto eu fui expulso! Ó pecador, pense, ver seu irmão no céu – aquele que foi ninado no mesmo berço e brincou debaixo da mesma árvore – enquanto você está fora. Marido, lá está sua esposa no céu, e você está entre os condenados. E veja você, pai! Seu filho está diante do trono, e você! Maldito por Deus e pelas pessoas, está no inferno. Sim, o inferno dos infernos será ver nossos amigos no céu e nós perdidos. Eu lhes imploro, meus ouvintes, pela morte de Cristo – por Sua agonia e suor de sangue, por sua cruz e paixão, por tudo o que é santo, por tudo o que é sagrado no céu e na terra, por tudo o que é solene no tempo e na eternidade, por tudo o que há de horrível no inferno e de glorioso no céu, por esta palavra terrível: “para sempre” – eu lhes imploro que levem essas coisas a sério e se lembrem de que, se forem condenados, será por causa da incredulidade. Se, se perderem, será porque não creram em Cristo; se perecerem, está será a gora mais amarga de fel – não ter confiado no Salvador.

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