William
MacDonald
“Se te fatigas
correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os cavalos? Se
tão-somente numa terra de paz estás confiado, como farás na enchente do
Jordão?” (Jeremias 12:5)
Este é um excelente versículo que
nos desafia quando somos tentados a render-nos rápida e facilmente. Se não
podermos fazer frente às dificuldades menores, como esperamos confrontar as
maiores? Se nos dobrarmos sob os golpes insignificantes da vida, como nos
aguentaremos sob os golpes mais fortes?
Ouvimos falar de Cristãos que
assim que ficam mal humorados põem má cara porque alguém os ofende. Outros
deixam de trabalhar e apresentam a demissão porque alguém os criticou. E outros
torcem o nariz porque lhes rejeitam uma boa ideia.
Alguns, com um pequeno mal-estar
físico já aulem como um urso ferido. E perguntamos o que fariam com uma
enfermidade mortal. Se um homem de negócios não pode fazer frente aos problemas
quotidianos, é pouco provável, que possa fazer frente, na verdade, aos que são
realmente grandes.
Todos necessitamos de uma certa
quantidade de disposição resistente. Isto não quer dizer que devamos ser
ásperos ou insensíveis. A ideia é que não nos afoguemos num copo de água.
Necessitamos da força moral que nos dê resistência nas vicissitudes da vida, e
nos faça capazes de levantarmos e de seguir-nos adiante.
Possivelmente,
hoje, enfrentas alguma crise. Neste momento parece-te muito severa e sentes-te
tentado a renunciar, mas, dentro de um ano, esta crise já não te parecerá tão
importante. É este o momento de dizeres com o salmista: “Porque Contigo entrei
pelo meio duma tropa, com o meu Deus saltei uma muralha.” (Salmo 18:29)
O
escritor anônimo da epístola aos Hebreus faz uma
interessante observação na qual está desafiando para que resistas:
“Ainda não resististes até ao sangue” (Hebreus 12:4). Por outras
palavras, ainda não pagaste o preço mais alto, o martírio.
Se os crentes se angustiarem por um prato quebrado ou por um gato que se
extraviou, ou por um desengano amoroso, o que fariam se tivessem de se
enfrentar com o martírio?
A maioria de nós teríamos
renunciado, há muito tempo, se cedêssemos aos nossos sentimentos. Porém, não é
possível renunciar na batalha cristã. Levanta-te do chão, sacode o pó e mete-te
por dentro do próprio conflito. A vitória nas escaramuças pequenas ajudar-nos-á
a ganhar batalhas maiores.
Tradução de Carlos António da Rocha
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