“Alegrai-vos
no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de
coração” (verso 11)
A MANIFESTAÇÃO DA FELICIDADE “Alegrai-vos...
regozijai-vos...exultai...”
Caro leitor veja como transborda de
glória o final desse salmo! Veja como o Espírito de Deus faz com que os santos
de Deus transbordem neste mundo, enchendo-o das riquezas oriundas da Sua graça!
Veja amigo, quão diferente é a alegria que irrompe do coração de um salvo! Veja
como a felicidade eterna supera todo e qualquer obstáculo deste mundo tão
incerto e inseguro! Sobre esse alicerce firme e inabalável é que passo agora a
mostrar como é que a fé funciona como a locomotiva do viver do crente.
Em primeiro lugar, a felicidade do
crente há de manifestar-se mediante uma fé obediente, porque o salvo neste
mundo só poderá transpor as barreiras, vencer as batalhas e superar toda
dificuldade mediante a fé: “... o justo viverá da fé” (Romanos
1:17). Toda e qualquer atividade fora da fé triunfante é obra da carne, mesmo
que pareça de Deus; mesmo que seja adocicada de sentimentos e aparências de
piedade. A única chave capaz de abrir o cofre da graça é a fé que pertence aos
eleitos (Tito 1:1). A fé mira o livro de Deus; a fé é revestida de autoridade
quando carrega consigo esse documento celestial – a palavra revelada. A Palavra
de Deus é a fonte do tesouro e a fé se sustenta e se enriquece dela. A Palavra
de Deus é o porto seguro da fé, é sua cidadela forte; a fé só sobrevoa as
alturas celestiais quando se abastece desse combustível forte, poderoso e
eterno.
Então, alicerçados nesse fundamento
onde a fé se sente segura e firme é que podemos prosseguir para mostrar aos
leitores como funciona a felicidade do crente e como ela é diametralmente
oposta à mentalidade mundana. Por isso prossigo em afirmar que a felicidade deve
ser independente de quaisquer circunstâncias adversas, justamente porque
nada tem a ver com as aparências. Ora, o mundo vive das aparências, daquilo que
é transitório e ilusório. Os mundanos se abalam quando o este sistema parece
entrar em colapso, quando suas estruturas frágeis são abaladas. A fé,
entretanto segue-se firme: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus...”
(Salmo 46:10). O cap. 16 de Atos narra as crueldades praticadas contra Paulo e
Silas ali em Filipos. Injustamente foram espancados e atirados à prisão, como
se fossem os mais terríveis bandidos. Eles poderiam voltar contra Deus diante
das injustiças recebidas e simplesmente entregar tudo e voltar à vida normal.
Mas, é dito que nas altas horas da noite, com seus corpos castigados de dores,
Paulo e Silas oravam e cantavam ao Senhor. Eram homens cheios da felicidade
eterna e a presença do Senhor irrompia seus corações de júbilo.
Santos de
Deus têm escrito com sofrimento a felicidade de suas vidas. A fé trouxe para
fora a glória de serem pertencentes ao Senhor, conquistados por Ele. Crentes em
Cristo brilharam neste mundo, em meio a pobreza e outras dificuldades;
superaram tudo pela fé e distribuíram bênçãos por onde passaram.
Caro leitor, cheguemos mais perto desse
impressionante verso 11 desse Salmo, porque vemos ali que a felicidade do
crente é evidenciada em força: “Alegrai-vos no Senhor...”. Como isso
acontece? Ela há de manifestar-se em adoração a Deus: “Rendei graças ao Senhor...”
(Salmo 107:1). Isso significa que a felicidade não está absolutamente ancorada
nas aparências, porque a adoração é mantida intacta no coração, dando a Deus
aquilo que somente os salvos dão “ações de graças”. Não foi assim que
Jó manifestou sua felicidade? Assim que percebeu que fora tirado de suas mãos
tudo aquilo que tinha, mesmo assim pode realizar sozinho o culto de uma alma
feliz: “...O Senhor deu e o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor”
(Jó 1:21).
Caro leitor, você pode entender o que
significa essa verdade misteriosamente oculta em corações redimidos? Você é
participante dessa herança dada aos santos de Deus aqui neste mundo? Ela é
derivada da cruz, do sangue remidor a homens e mulheres convertidos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário