segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MILAGRE DA GRAÇA NO HOMEM (15)



Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8).
O HOMEM EM RELAÇÃO A SI MESMO – TRANSFORMADO: “...que pratiques a justiça...”
         Caro leitor gastei tempo comentando acerca desse momentoso assunto da justificação. No verso de Miquéias 6:8 vemos como Deus coloca esse tema como sendo fundamental para o viver: “...que pratiques a justiça...”. Por quê? Não há possibilidade de ser um crente, salvo, andar rumo ao céu, viver em santidade de vida e amar o próximo sem a obra justificadora de Cristo na alma. A retidão da alma acontece na cruz, na aceitação do pecador pela perfeita justiça de Cristo nele. Sendo assim, toda tentativa de buscar atalhos é vã; todo esforço em facilitar o caminho, não somente é inútil como também é algo perigoso. Mexer com essa verdade essencial e adicionar qualquer aditivo humano é mudar o evangelho e ao fazer isso é tornar-se anátema (Gálatas 1:6).
         Mas, quero dar o toque final nesse assunto mostrando o quanto a justiça de Cristo no salvo transforma seu viver. Quando o homem é salvo por Cristo, sua alma é colocada reta e pelo sangue o pecador é plenamente aceito em Cristo. Quando Deus salva o pecador este é apresentado ao mundo levando a perfeita justiça de Cristo nele. É exatamente isso que faz a diferença. Paulo trata desse assunto de forma abundante em Romanos. Note o que o apóstolo aos gentios fala no capítulo 6 dessa maravilhosa carta. No início Paulo fala da maneira como foi que Deus tratou o pecado. A morte de Cristo foi a morte dos salvos; o sepultamento Dele foi o sepultamento dos salvos e a ressurreição do Senhor Jesus foi a ressurreição de todo povo de Deus.
         O leitor atento perceberá que toda provisão para a salvação eterna, para o viver do crente aqui e para sua glorificação final tem como base a morte e a ressurreição de Cristo. Veja como a linguagem de Paulo mostra como esses fatos aceitos pela fé têm um efeito prático na vida: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal” (verso 12). Veja caro leitor como na cruz foi desfeito o maior poder que existe que é o poder dominador, escravizador e atormentador do pecado. Preste atenção que o termo “pecado” está sempre no singular e não no plural, porque a crucificação do Senhor lidou com a fonte do mal, foi diretamente à raiz do problema que é o pecado, destruindo assim todo seu arsenal e danificando seu poder e domínio no salvo.
         Caro leitor, a manifestação do pecado no homem é injustiça. O pecado em toda sua forma e atividade é injustiça. Veja as palavras de Paulo no verso 13: “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça”. Veja como a conquista de Cristo na cruz é a base para que cada crente, individualmente e de forma voluntária santifique seu corpo ao Senhor como instrumento de justiça.
         Isso significa que antes cada membro de nosso corpo era usado como ferramenta para a prática de injustiça. Nossa língua, nossos olhos, pensamentos, palavras, mãos, pés, enfim, todos os membros de nossos corpos eram impulsionados às práticas de injustiça, contra Deus e contra nossos semelhantes. Não passávamos de escravos; éramos como vermes utilizados apenas para a prática do mal, mesmo que não praticássemos pecados feios e nem ofensivos aos nossos olhos. Mas, éramos escravos de todo tipo de injustiça. Nossas almas eram tortas, por isso o viver era torto.
         No pecado não há possibilidade do homem viver para a glória de Deus; no pecado não há possibilidade de servir nosso próximo. Mesmo os atos mais belos e mais religiosos, no pecado são atos de injustiça. Portanto, homens e mulheres são chamados ao arrependimento, para que humilhados e quebrantados possam enxergar sua miséria e merecimento do castigo eterno. Homens e mulheres são chamados a contemplar Aquele que foi pendurado na cruz para receber o castigo que nós merecemos. Em Sua compaixão Deus fala aos pecadores arrependidos e transforma seus corações!











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