quarta-feira, 26 de junho de 2013

DEUS E O HOMEM – A GRANDE DIFERENÇA (26)




“A tua benignidade, Senhor, chega até aos céus, até as nuvens, a tua fidelidade. A tua justiça é como as montanhas de Deus; os teus juízos, como um abismo profundo” (Salmo 36:5,6)
CONHECENDO O GRANDE DEUS (continuação):
         Amigo leitor estamos na parte introdutória desse maravilhoso salmo, que trata da revelação de Deus aos homens. Os versos 5 e 6 servem de alicerce para que venhamos a entender o restante desse salmo. Deus se revelou aos homens naquilo que os homens precisam saber, em Sua misericórdia, justiça e juízo. A Palavra de Deus mostra que Deus trabalha exercendo essas atividades e nelas Ele é glorificado. Ele mesmo transmite isso ao povo de Israel por meio de Jeremias: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jeremias 9:23,24).
         Passo agora a considerar a justiça: “...A tua justiça é como as montanhas de Deus...”. É profundamente admirável a linguagem hebraica. Notemos que a misericórdia e a verdade são vistas de forma vertical: “... até aos céus... até as nuvens...”, mas a justiça é vista de forma horizontal: “... como as montanhas de Deus...”. O que o Espírito de Deus está querendo nos ensinar? Na linguagem profética ou poética do Velho Testamento o termo “montanhas” é usado para referir a alguém que está em destaque, assim como as montanhas se destacam. Muitas vezes Deus usa essa palavra para chamar a atenção daqueles que por causa de sua posição ficam inchados, orgulhosos, altivos, etc. Notamos isso em todo cap. 2 de Isaías, destacando apenas os versos 12 e 14: “Porque o Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido. Contra todos os montes altos e contra todos os outeiros elevados”.
         A palavra justiça, também é usada para referir ao homem salvo, temente a Deus, justificado pela sua fé. Notemos o que diz o Salmo 125:1: “Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre”. O que aprendemos diante dessa preciosa linguagem? Não há dúvidas que essa bela poesia do salmo 36: “...a tua justiça é como as montanhas de Deus...”, mostra o que Deus está exibindo neste mundo em Seus atos de misericórdia para com os pecadores. Homens e mulheres achados pela misericórdia de Deus são feitos justos mediante o sangue remidor e estão neste mundo mostrando o que significa os atos de misericórdia de Deus. Os verdadeiros crente, juntos formam “a cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5:14). Os verdadeiros santos de Deus neste mundo formam as montanhas de Deus, eles são dignos de séria observação, porque são eles que refletem a obra salvadora, graciosa de Deus em chamar pecadores ao arrependimento. A igreja santa e pura é a presença da justiça do Senhor aqui na terra, condenando um mundo maligno, que odeia e rejeita a verdadeira e perfeita justiça para a salvação do perdido.
         Amigo leitor, você é um crente? Humildemente entendeu um dia que sua justiça própria nada tinha de valor, que precisava lançá-la fora como se fosse um trapo imundo (Isaías 64:6)? Um dia você foi ao Salvador bendito porque entendeu que Ele na cruz pagou o preço a fim de purificar o pecador e torná-lo plenamente aceitável perante Deus o Pai? Se isso ocorreu, você, como uma montanha exibe neste mundo a verdadeira e perfeita justiça do Filho de Deus. Que maravilha! Deus está sendo glorificado nisso! Por essa razão aqueles que pela fé foram justificados (Romanos 5:1) são perseguidos e odiados neste mundo, conforme nosso Senhor diz: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça...” (Mateus 5:10). Oh! Que tal verdade traga alegria e descanso aos corações santificados!

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