quarta-feira, 14 de maio de 2014

ETERNAS BENÇÃOS DO ARREPENDIMENTO (3)




                          TEXTO:       LUCAS 15:11-24        .
AS BENÇÃOS DE UMA GRACIOSA E FESTIVA RECEPÇÃO: “...quando seu pai o...”
         Caro leitor, o pai da parábola era a pessoa chave; seu coração amoroso guardava o perdão que lhe faria esquecer todo mal que o filho rebelde havia cometido. No caso do homem perdido em seus pecados, lembremos bem que nem filho é. O amor de Deus demonstrado em favor dos homens é incrivelmente sublime, glorioso e digno de nossa meditação. Deus amou rebeldes, ofensores, corrompidos; nós provamos ser réus, dignos dos mais terríveis e eternos castigos. Quando pensamos em nós mesmos, devemos, como Daniel, confessar nossa miséria, iniquidade e ainda mais curvar-nos com a face ruborizada de vergonha (Daniel 9). Mas, mesmo assim consideremos bem o amor desse pai da parábola. Aquele moço era seu filho e ele o amava.
         Voltando ao texto, ali estava um pai cheio de misericórdias: “...compadecido dele...”. Que cenário de compaixão! Aquele moço agiu como um atrevido quando com voz insolente exigiu do seu pai tudo o que tinha direito, a fim de sumir no mundo e gastar com tudo aquilo que tanto queria desfrutar. Deixado no mundo, sem dúvidas era digno do mais severo castigo; de fato, pela justiça merecia ter a porta do lar fechado e lacrado, para que não entrasse; pela justiça, armas deveriam estar sendo apontadas na sua face, ordenando que ele desaparecesse imediatamente dali, pois os empregados do seu pai eram melhores do que ele. Mas quando o pai compadecido se manifesta, então nenhuma manifestação de justiça. Nenhum guarda apareceu para contestar.
         Bastou o pai usar de compaixão e toda porta foi aberta, toda luz foi acesa e todos os funcionários apareceriam para desempenhar suas devidas funções. O pai era livre para agir assim; ele foi o ofendido, desrespeitado e ultrajado. Mas tudo o que o filho fez estava no rol dos esquecidos, quando um coração cheio de compaixão pulsava vendo a chegada de um filho arrependido. Seu filho estava chegando, mas não precisava bater à porta, porque seu pai o esperava. Na entrada da casa o filho podia ver que a festa estava pronta. O pai estava ali pronto para correr, abraçar o filho e dar-lhe o beijo do perdão.
         Caro amigo, medite na compaixão de Deus, pois o propósito dessa parábola contada pelo Senhor é para que sejamos envolvidos por essa mensagem que domina toda Escritura! Medite Naquele que é riquíssimo em misericórdia (Efésios 2:3)! Que a parábola daquele pai tão cheio de compaixão venha abrir um cenário eterno perante seus olhos, para meditar num Deus, cujo coração pulsa de profundíssima compaixão por uma alma arrependida. Se um homem pode fazer algo assim, então o que podemos imaginar dos atos dessa soberana misericórdia de Deus em favor de alguém que se arrepende? Não importa a quantia de pecados e iniquidades cometidas contra Deus. Não importa o quanto tempo tenha vivido nas trevas; não importa quão ofensiva foram essas iniquidades praticadas contra Deus. O que importa é que esse Deus tem incrível prazer por almas arrependidas; Ele abre as portas para essas almas e se inclina para mostrar-lhes o quanto as ama! Os anjos aparecem para contemplar esse encontro e grande festa é realizada entre eles.
         Caro leitor, será que seu coração há de persistir em dureza, a fim de persistir no pecado, mesmo vendo as demonstrações da livre misericórdia de Deus em favor dos pecadores? Veja a maneira como o Senhor tratou a mulher adúltera (Lucas 7). Perante o Senhor estava uma vida devastada pelo pecado e amaldiçoada pela santa lei, pois ela havia destruído seu lar por causa do adultério. Mas quando aquela mulher quebrantada caiu perante o Senhor, eis que o Filho de Deus tinha consigo os bens eternos para uma alma arrependida: “Mulher, vai-te em paz”! Essas palavras não eram meras palavras. Aquela mulher recebeu de Deus tudo o que tanto almejava receber. Ela queria o perdão Daquele a quem havia ofendido! Ela queria estar certa de estar livre da culpa do pecado e que podia andar na liberdade de uma vida que fora aceita e perdoada definitivamente!
        

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