TEXTO: LUCAS
15:11-24 .
AS BENÇÃOS DE UMA GRACIOSA E FESTIVA
RECEPÇÃO: “...quando seu pai o...”
Caro
leitor, o pai da parábola era a pessoa chave; seu coração amoroso guardava o
perdão que lhe faria esquecer todo mal que o filho rebelde havia cometido. No
caso do homem perdido em seus pecados, lembremos bem que nem filho é. O amor de
Deus demonstrado em favor dos homens é incrivelmente sublime, glorioso e digno
de nossa meditação. Deus amou rebeldes, ofensores, corrompidos; nós provamos
ser réus, dignos dos mais terríveis e eternos castigos. Quando pensamos em nós
mesmos, devemos, como Daniel, confessar nossa miséria, iniquidade e ainda mais
curvar-nos com a face ruborizada de vergonha (Daniel 9). Mas, mesmo assim
consideremos bem o amor desse pai da parábola. Aquele moço era seu filho e ele
o amava.
Voltando
ao texto, ali estava um pai cheio de misericórdias: “...compadecido dele...”. Que
cenário de compaixão! Aquele moço agiu como um atrevido quando com voz
insolente exigiu do seu pai tudo o que tinha direito, a fim de sumir no mundo e
gastar com tudo aquilo que tanto queria desfrutar. Deixado no mundo, sem
dúvidas era digno do mais severo castigo; de fato, pela justiça merecia ter a
porta do lar fechado e lacrado, para que não entrasse; pela justiça, armas
deveriam estar sendo apontadas na sua face, ordenando que ele desaparecesse
imediatamente dali, pois os empregados do seu pai eram melhores do que ele. Mas
quando o pai compadecido se manifesta, então nenhuma manifestação de justiça.
Nenhum guarda apareceu para contestar.
Bastou
o pai usar de compaixão e toda porta foi aberta, toda luz foi acesa e todos os
funcionários apareceriam para desempenhar suas devidas funções. O pai era livre
para agir assim; ele foi o ofendido, desrespeitado e ultrajado. Mas tudo o que
o filho fez estava no rol dos esquecidos, quando um coração cheio de compaixão
pulsava vendo a chegada de um filho arrependido. Seu filho estava chegando, mas
não precisava bater à porta, porque seu pai o esperava. Na entrada da casa o
filho podia ver que a festa estava pronta. O pai estava ali pronto para correr,
abraçar o filho e dar-lhe o beijo do perdão.
Caro
amigo, medite na compaixão de Deus, pois o propósito dessa parábola contada
pelo Senhor é para que sejamos envolvidos por essa mensagem que domina toda
Escritura! Medite Naquele que é riquíssimo em misericórdia (Efésios 2:3)! Que a
parábola daquele pai tão cheio de compaixão venha abrir um cenário eterno
perante seus olhos, para meditar num Deus, cujo coração pulsa de profundíssima
compaixão por uma alma arrependida. Se um homem pode fazer algo assim, então o
que podemos imaginar dos atos dessa soberana misericórdia de Deus em favor de
alguém que se arrepende? Não importa a quantia de pecados e iniquidades
cometidas contra Deus. Não importa o quanto tempo tenha vivido nas trevas; não importa
quão ofensiva foram essas iniquidades praticadas contra Deus. O que importa é
que esse Deus tem incrível prazer por almas arrependidas; Ele abre as portas
para essas almas e se inclina para mostrar-lhes o quanto as ama! Os anjos
aparecem para contemplar esse encontro e grande festa é realizada entre eles.
Caro
leitor, será que seu coração há de persistir em dureza, a fim de persistir no
pecado, mesmo vendo as demonstrações da livre misericórdia de Deus em favor dos
pecadores? Veja a maneira como o Senhor tratou a mulher adúltera (Lucas 7). Perante
o Senhor estava uma vida devastada pelo pecado e amaldiçoada pela santa lei,
pois ela havia destruído seu lar por causa do adultério. Mas quando aquela mulher
quebrantada caiu perante o Senhor, eis que o Filho de Deus tinha consigo os
bens eternos para uma alma arrependida: “Mulher, vai-te em paz”! Essas palavras
não eram meras palavras. Aquela mulher recebeu de Deus tudo o que tanto
almejava receber. Ela queria o perdão Daquele a quem havia ofendido! Ela queria
estar certa de estar livre da culpa do pecado e que podia andar na liberdade de
uma vida que fora aceita e perdoada definitivamente!
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