sábado, 31 de maio de 2014

MEDO, SUPERSTIÇÃO E INCREDULIDADE




“...Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito” (Mateus 27:29)
         Veja caro leitor, como o sonho da esposa de Pilatos mostra o que significa medo, superstição e incredulidade. Veja como ela foi mobilizada pelo sonho e não pela Palavra de Deus, pela verdade revelada. O sonho a respeito de Jesus provocou-lhe medo; o sonho fez com que ela acordasse sobressaltada, apavorada e pronta para mudar a situação. Mas o seu medo era resultado de um coração incrédulo. O sonho a respeito Daquele justo simplesmente mostrou que sua posição e todo aparato de segurança física não passavam de galhos secos. O Justo Jesus era o suficiente para revelar o quanto seu coração era injusto e que o reino e liderança de seu marido nada tinham a ver com a real e gloriosa justiça.
         Tudo foi abalado naquele sonho. Por quê? Aquela pobre mulher confiava em sonhos e não na realidade das coisas. Por essa razão eis que ela corre para passar a mensagem que recebera durante a noite. Tudo foi promovido pela vaidade da carne e assim preparado para trazer maior ruína e não bênçãos. Não é assim que vivem milhares? O deus dos sonhos não passa de mera fantasia, porque não tem base, teologia verdadeira e pautada em documentos santos. Quando não vem das Sagradas Letras, tudo é feito para que o caminho seja a perigosa vereda da superstição, a qual termina num vazio, tristeza e depressão.
         Outro detalhe é que aquela pobre mulher, dominada por um coração cheio de incredulidade, simplesmente corre para livrar seu marido do perigo de lidar com aquele Justo. Veja caro leitor, para onde leva o caminho do medo, da superstição e da vil incredulidade. A fé corre para o Justo, a incredulidade corre para longe do Justo. Ali estava perante Pilatos o Justo de Deus, o Salvador bendito. Mas para aquela mulher aquele Justo era ameaça para o reino de seu marido e para a suposta segurança que tiveram até aquele momento. A mensagem resultante do sonho não foi que aquele Justo era o Salvador bendito; não foi de arrependimento e conversão a Ele. A mensagem foi para que fugisse Dele: “...Não te envolvas com esse Justo...”.
         Ó meu caro leitor, quão perigosa é a direção tomada pela incredulidade! Quando a teologia é pautada em sonho, então o viver passa a ser de medo e de superstição, a fim de afugentar o homem de Deus, correndo para longe do amoroso Senhor. Tenho visto que ultimamente é esse o caminho tomado por milhares, resultando em medo e um viver carregado de superstições. No sonho ela sofreu por ele; no sonho a mulher de Pilatos teve dó daquele Justo; no sonho era ela sofria por Ele. Eis ali uma mulher religiosa, pronta a agir como milhares agem. Não há arrependimento, contrição e desejos de salvação. É exatamente isso o que a vil incredulidade faz.
         Qual foi o resultado de todo esse drama? Eis que Pilatos toma uma bacia com água e lava suas mãos. O medo e a superstição levam a novos atos supersticiosos. Não houve conversão a Cristo, mas sim maior afastamento Dele: “...Não te envolvas com esse Justo...”. Não é isso o que vemos em nossos dias? O que parece ser evangélico, louvores, não passa de superstições e fantasias. Por quê? Porque está simplesmente separado da verdade revelada. Milhares fogem do firme alicerce da fé cristã – a Palavra de Deus – a fim de se alimentar da confusão e das vaidades de corações que fogem de Deus.        

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