segunda-feira, 22 de outubro de 2012

DESCOBRINDO A FALSA PAZ DO ÍMPIO (8)




         Mas os ímpios são como o mar agitado; pois não pode estar quieto, e as suas águas lançam de si lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus” (Isaías 57:20,21)
         Caro leitor, o Senhor afirma no texto que não há paz para o ímpio. Estou certo que todo trabalho do pecado é ludibriar homens e mulheres, especialmente promovendo-lhes uma paz que parece ser real, parece ser de Deus, mas examinada à luz das Escrituras e do evangelho da glória de Cristo percebe-se que é uma paz perigosa, contagiante e letal. Batalhemos, portanto para descobrir onde está essa falsa paz; rastreemos bem e descubramos onde ela está escondida e bem trajada. Uma vez descoberta o trabalho da pregação é denunciar essa peste produzida pelo pecado, a fim de mostrar a verdadeira e gloriosa paz que é dada aos pecadores por meio do sangue remidor.
         Caro leitor, a falsa paz fervilha no fogo de um coração cheio das paixões mundanas. No pecado esse fogo das concupiscências jamais pode ser extinto e à medida que o tempo passa ele vai se transformando num inferno interior. Não há poder aqui que possa apagar as chamas mundanas que esquentam os sentimentos dos homens e mulheres. A falsa paz não passa de ser uma tentativa de tapar a boca do poço, de pintar bem a muralha e o portão do coração com atividades religiosas. Quando homens e mulheres estão tentando cultuar e oferecer sacrifícios pacíficos a Deus, satanás se mantém do lado de fora pronto para puxar o pecador. Aquela alma está habilitada ainda mais para continuar servindo ao mundo e ao pecado. A religião serve para acalmar um pouco a consciência; tenta apaziguar a suposta divindade em ira; tenta conquistar um deus melhor, que acompanhe o pecador em seus caminhos errados.
         Caro leitor, a falsa paz é descoberta sim. Ela não consegue despistar-se de Deus. Ela é avistada no fogo da pregação do evangelho da glória de Cristo. Ali está o inimigo oculto; ali está a praga bem disfarçada; ali está a moléstia que precisa ser extirpada, pois ela é contagiosa. A palavra de Deus é fogo, por isso pode queimar toda palha e retirar todo disfarce inimigo, a fim de que os pecadores sejam apresentados diante do Senhor, o Príncipe da verdade e eterna paz.
         Mas, mesmo assim é perceptível a luta da falsa paz em resistir a verdade. É como uma bactéria lutando para vencer um antibiótico. É um Faraó arrogante afirmando que não conhece Deus e que não permitirá que o povo saia do Egito. É um Acaz coberto de pano de saco e revestido de cinzas, mas que ainda está com suas armas bem ocultas e pronto para empunhá-las no momento certo.
         Perante o fogo da pregação a falsa paz tenta enfrentar e escapar. O coração orgulhoso e vaidoso não se rende ao Senhor. Perante a glória de Cristo ele se põe de pé e fica ali, porque de repente eis que está cercado de advogados de defesa. Seus argumentos são muitos: “Eu sou salvo, sim! Eu oro, eu leio a bíblia, eu tenho certeza que vou para o céu; já pedi perdão hoje e amanhã serei melhor”. A falsa paz consegue muitas vezes firmar-se como estaca perante a pregação autêntica do evangelho. Ela é capaz de armar-se de elogios ao pregador; consegue bem levar consigo suas fragrâncias perfumadas de honras e louvores aos homens. A falsa paz bate palmas e cultua a celebridade; consegue dizer que aquilo que ele fala é verdade. Mas o fato é que é uma tentativa de encobrir suas maldades e resistir ao Espírito da glória. A falsa paz também faz de tudo para publicar frases e palavras da verdade; ela cerca-se de teologia e enche sua boca de frases eruditas.
         Mas a verdade é que o evangelho da glória de Cristo vem para derrubar Saulo por terra, vem silenciar e destronizar o ego. Ao proclamar a verdadeira paz o evangelho não compactua com a falsa paz. Ela deve ser desmascarada e denunciada; o pecador deve ser humilhado e quebrantado. O inimigo deve cair aos pés do Senhor, assim o Príncipe da paz chega para oferecer sua paz, mediante Seu sangue perdoador e purificador.
        

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