terça-feira, 27 de novembro de 2012

A SEGURANÇA DO CRENTE



mackintosh

        Você deve recordar sempre que a Escritura não pode contradizer-se a si mesma. Por isso, quando lê em João 10 palavras tais como: “As minhas ovelhas... não perecerão jamais”, o seu coração deve descansar na plena confiança da eterna segurança da mais débil ovelha que Cristo tenha comprado com o Seu sangue. Muitas outras passagens da Escritura estabelecem a mesma preciosa verdade. É evidente, pois, que em 2Pedro 2:20-22 de maneira nenhuma pode entrar em conflito com João 10 nem com outras passagens afins.
        Mas, então, o que nos ensina este texto de Pedro? Simplesmente que, quando os professantes da religião voltam para os seus velhos hábitos, acham-se em pior condição como se nunca tivessem feito uma profissão. É óbvio que aqui não se trata de verdadeiros cristãos. Um “cão” e uma “porca” não podem ser considerados como “ovelhas”, por mais que professem “o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo.” Desejamos dar graças a Deus pelo que você diz quanto à bênção e à ajuda recebidas por intermédio das nossas páginas. A Ele seja dado todo o louvor!
        Em mais de uma oportunidade referimo-nos a João 15:2. O verdadeiro segredo da dificuldade que tantos sentem nesta passagem estriba em que procuram fazer dele uma questão de vida e de segurança, enquanto que se trata simplesmente de uma questão de dar fruto. Se não permanecermos na videira demonstraremos que somos ramos sem fruto, e o Lavrador limpará (1) todos estes ramos do lugar para que dê fruto. A questão da salvação não é tocada.
        Você está perfeitamente no certo — e conta com o aval da Palavra de Deus — ao dizer a uma alma: «Creia somente o testemunho de Deus a respeito de Seu Filho e será salvo eternamente». Esta é uma declaração perfeitamente bíblica. As passagens da Escritura nas quais acha dificuldade (Romanos 14:15 e 1Coríntios 8:11) não se referem à salvação ou à vida eterna, absolutamente. Ninguém tem poder para destruir a vida eterna; mas, se eu perturbar a ação da consciência de um irmão — se o faço fazer o que ele sente que está mal —, então, no que a mim respeita, destruo-o e faço com que naufrague quanto à fé e a uma boa consciência. Em conclusão, nas duas passagens citadas trata-se de uma questão de responsabilidade pessoal e de integridade de consciência diante de Deus. Isto é muito solene. Ninguém pode tocar o fundamento sobre o qual está edificada uma alma salva, mas é algo muito sério golpear uma consciência débil. Tenhamos, pois, cuidado.

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