quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O PURO EVANGELHO (11)


Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3)
A CONFISSÃO DESSA MENSAGEM: “...Cristo morreu pelos nossos pecados...”
         Prezado leitor, não podemos esquecer que a morte de Cristo tem um efeito prático à fé do salvo, porque de fato o poder escravizador e enganador do pecado é destruído. Quando o pecador não consegue confessar esse fato, realmente não há como prosseguir como um crente. Sua fé não será perseverante e todas as suas atividades religiosas serão realizadas na força da carne. Também, quando está ausente essa firme e constante confissão: “...Cristo morreu pelos meus pecados”, a pessoa jamais conhecerá o conforto de Cristo no viver. A fé genuína prossegue à luz daquilo que fora realizado na cruz; o facho de glória que brilha pela vereda do salvo vem do calvário; é dali que tudo tem início e prossegue para o crente.
         Porém, se os lábios não conseguem confessar essa verdade no viver; se estiver ausente o temor do Senhor, resultado do arrependimento e da fé no Salvador e Senhor, certamente, viverá aqui sentindo o conforto de seus pecados e       morrerá em seus pecados. Caro leitor, se Cristo não levou na cruz os seus pecados, então eles estão presentes no viver; eles fazem parte de sua vida. Por essa razão está ausente essa confissão que vem do coração. Ora, se Cristo não morreu pelos seus pecados, certamente estes serão seus amigos presentes em sua vida; eles participam da casa de sua vida, são seus amados e compartilham momento após momento de seu viver.
         Caro leitor, se Cristo não levou nem pagou na cruz pelos seus pecados, você tem uma aliança no coração com eles no coração, uma aliança tão íntima que nem mesmo você por fora consegue explicar. A amizade é secreta no coração e mostrará que realmente existe essa aliança por meio de seus lábios e pela maneira de proceder. Judas tinha um contrato no íntimo com o pecado e por muito tempo isso não foi perceptível, mas aos poucos seu ódio contra o Senhor foi manifestando e o amante de sua alma começou a aparecer com suas unhas e garras; era a terrível avareza, a torpe ganância que com seus tentáculos dominava todo ser daquele falso apóstolo.
         Pedro parecia controlado e fascinado com sua pretensa coragem, mas quando viu sua covardia, se humilhou e chorou amargamente por ter negado seu Mestre. Os verdadeiros crentes quando são pegos pelos pecados nos quais viveram outrora, sentem profunda tristeza e mostram ódio e desprezo, anelando ficar livres deles para sempre. Mas a alma que desconhece essa confissão não pode tolerar o fato que seus amantes foram odiados tanto. Não conseguem admitir a verdade da cruz; não suportam a mensagem que revela o fato da Ira de Deus ter sido despencada do céu contra o Cordeiro, o verdadeiro e exclusivo substituto dos perdidos.
         Digo mais, que se seus pecados não foram punidos na cruz é porque eles habitam com você; são seus tesouros no coração. São seus bichinhos de estimação; são seus deleites aqui; são seus verdadeiros amores, por isso Cristo será odiado no viver. Não conseguirá admitir que alguém veio ao mundo para punir os pecados. Então esse Cristo não deve viver, deve ser morto. Se houver qualquer sinal de que Ele está vivo, deve ser achado e punido. Como alguém há de odiar tanto aquilo que tanto amo?
         Eis aí caro leitor, a razão óbvia por que a confissão não pode brotar dos lábios de alguém não salvo. Há um emudecimento; essa verdade não existe em seu ser, porque realmente não ocorreu na cruz. Talvez essa verdade esteja chegando ao seu coração agora. Talvez você esteja sendo levado ao pó, ao desespero, porquanto o Senhor está lhe atraindo, a fim de mostrar Seu amor a você e como foi que tudo ocorreu ali. Que Ele veio ao mundo buscar você, meu amigo. Veio para ser seu substituto perfeito, e na cruz de fato foi punido para destruir o poder do pecado em seu viver.


Nenhum comentário: