terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O PURO EVANGELHO (10)


Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3)
A CONFISSÃO DESSA MENSAGEM: “...Cristo morreu pelos nossos pecados...”
         Caro leitor tenho me esforçado para mostrar àquele que leva a Palavra de Deus a sério, que a frase: “...Cristo morreu pelos nossos pecados...” só faz sentido à alma quando é dita em confissão e não por um mero falar, ou recitação. Isso é de fundamental importância no entendimento prático do evangelho. Então é certo que não há ninguém que possa afirmar que Cristo morreu pelos seus pecados, senão por uma genuína e sincera confiança que de fato isso ocorreu. Posso afirmar que o orgulho de um coração ímpio e perverso tapará a boca para impedir essa confissão. Se o coração não foi visitado pela obra do Espírito Santo, dando convicção de pecado, a fim de chegar a Cristo para o perdão e purificação de seus pecados, jamais a pessoa poderá afirmar segura e confiantemente que isso ocorreu de fato.
         Então, tal fato traz implicações sérias para a vida, porque a morte de Cristo na cruz foi para libertar o pecador da pena e do poder subjugador e escravizador do pecado. Se não puder confessar com firme e segura confiança na verdade revelada que Cristo morreu pelos seus pecados; que a morte do Senhor teve o propósito de lhe substituir, para lhe arrancar da perdição eterna, então significa que seus pecados não foram atirados Nele, como se faz com lixo para ser queimado. Amado leitor, o propósito da morte de Cristo foi para que Ele fosse o substituto dos perdidos; tinha em vista realmente remover a Ira de Deus quando levou sobre Si todos os nossos pecados, lançando-os na profundeza do mar (Miquéias 7:19).
         Então, caro leitor, vamos avaliar esse ensino, porquanto a verdadeira fé toma posse dessas verdades eternais para o viver. Caso haja dúvida disso; caso a alma não estiver desfrutando desse fato é um sinal claro de que o orgulho prevalecerá e a rebeldia ficará até a morte. Todo verdadeiro crente pode afirmar categoricamente que, de fato Cristo morreu pelos seus pecados ali na cruz. É nisso que reside sua paz; é essa verdade que lhe faz confiante e pronto para viver pela fé durante a peregrinação; é nisso que brota sua felicidade, em saber que não há mais ira, que a paz que reside em seu coração foi conquistada triunfantemente pelo seu Salvador e Senhor ali na cruz. Digo mais que o segredo de uma vida eficaz, forte, ativo, corajoso e pronto para encarar a guerra contra o mal vem dessa verdade. Tudo começa na cruz; não há uma circunstância que fará a diferença mais adiante; não há uma segunda bênção; não há um novo encontro com Deus. Ora, Paulo trata desse assunto em Romanos 6. Ele afirma ali que todo poder do crente para viver em justiça e oferecer os membros do seu corpo em santificação está no fato que ele estava com Cristo na sua morte, sepultamento e ressurreição.
         Amado leitor sei que preciso ser enfático, sem ser enfadonho ao tratar desse assunto, porquanto isso é de axial importância para o entendimento do crente. Veja bem o que acontece quando o crente está em dúvida de sua salvação. O que acontece? Imediatamente ele entra numa depressão espiritual, perdendo o vigor e toda motivação. Sem essas verdades entronizadas no coração pelo Espírito de Deus, imediatamente a agitação ocupa o lugar do descanso e as atividades vêm para compensar essa ausência da paz com Deus mediante o sangue.

         Então, caro leitor insisto nessa verdade, a fim de que a luz da glória de Cristo penetre em seu ser. Não é o momento para uma confissão carnal; não é o momento agora para sentir-se convencido em si mesmo que Cristo morreu pelos seus pecados. A cena da cruz deve ser a visão da fé bíblica; o salvo deve estar ciente e consciente do amor do Redentor por ele; que fora alcançado por compaixão; que o Cordeiro foi imolado em seu lugar. Isso deve levar-lhe à humilhação e gratidão, a fim de viver consagrado e dedicado ao Senhor. 

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