quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

AS AFLIÇÕES DA ALMA (16)


...Busquei-o e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade, pelas ruas e pelas praças; buscarei o amado de minha alma. Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade. Então lhes perguntei: Vistes o amado da minha alma? Mal os deixei, encontrei logo o amado da minha alma; agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu” (Cantares 3:1-4).
À PROCURA DO AMADO DA ALMA:  “...busquei o amado de minha alma...”
         Prezado leitor, o que acontece quando uma alma é despertada por Deus para as verdades eternas da gloriosa salvação em Cristo? Já pudemos ver que há confissão sincera e que é algo do coração. Essa disposição do coração é claramente vista no próprio texto, quando a mulher se dispõe a agir: “Levantar-me-ei...”. É exatamente isso o que acontece quando a alma é mobilizada para buscar aquilo que representa seu tesouro eterno. Não é exatamente assim que vivem os homens no pecado? Não é verdade que eles gastam seus bens e sua energia em busca das vaidades? O mundo oferece aquilo que é tão aprazível à carne e aos olhos, então eles estão prontos a pagar um alto preço por aquilo que tanto amam e desejam.
         Amigo, onde está seu tesouro? Está no esporte? Está nos prazeres sexuais? Está nas mentiras religiosas? Está na comida e noutras coisas? Então, onde está seu tesouro, seu coração estará ali também. Todos os membros do nosso corpo trabalham em função de alcançar nosso tesouro, a fim de que alcancemos a felicidade tão procurada. Apesar de andar com Jesus, ser contado entre os apóstolos e conhecer todas as maravilhas operadas por Cristo, o tesouro de Judas era a riqueza. Seu coração estava na riqueza, por isso esperava a oportunidade de obter aquilo pelo qual tanto sonhara ter.
         Quando a alma é despertada por Deus para achar seu tesouro eterno – Cristo, certamente todo seu ser é mobilizado para buscar esse tesouro. O livro de Josué, no cap. 2 nos fornece uma ilustração vívida na vida de Raabe. Ela morava naquela cidade condenada por Deus à destruição. Mas aquela mulher estava certa que Deus mandaria alguém ali, a fim de que ela pudesse mostrar seu grande interesse de ser salva e de pertencer ao Deus de Israel, e ela estava aguardando o momento certo de agir. No coração Raabe não pertencia mais àquele povo rebelde, idólatra e condenado; seu coração pertencia ao grande Deus de Israel. Quando os dois espias enviados por Josué chegaram ali depararam com um cenário inesperado. Dentro da cidade havia uma mulher cujo coração buscava a salvação no Deus verdadeiro. Aqueles dois homens presenciaram uma incrível ação da fé verdadeira, de um coração temente a Deus e que estava pronta a sofrer as conseqüências para provar que doravante pertencia ao Deus vivo e ao povo desse Deus.
         Então, todo aquele que é despertado por Deus à busca do Amado da alma há de ter essa fé que demonstra ação. A alma se ergue, levanta-se da sua preguiça e passa a agir pelo caminho certo. Foi assim que agiu o filho pródigo. Assim que percebeu a loucura que cometera, meditou no amor do seu pai, levantou-se e tomou o caminho certo de retorno ao lugar certo: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai...” (Lucas 15:18). O Jesus apresentado pelo evangelho moderno nada tem a ver com o verdadeiro e glorioso Filho de Deus. Não é o tesouro da alma, mas sim uma bijuteria mundana que a natureza carnal tanto gosta. Ainda no pecado o homem despreza o Rei da glória, porque prefere o mundo; a natureza ligada ao mundo e seus prazeres prefere descer para as ruínas eternas. Conhecer Cristo Jesus é um privilégio; é Deus, o Pai entregando a alma ao filho. Caso contrário o homem desprezará a Cristo, assim como Israel desprezou o maná no deserto.
         Amigo leitor, bem pode ser que o seu caso seja diferente. Pode ser que você seja uma alma bem-aventurada, atraída irresistivelmente para Cristo. Ele está tão perto de você!

                                               

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